After that Everything Changed

18 The Love Wins the Reason.


Notas iniciais
Hey peoples, you're ok? :p Então amores, depois de demorar um pouquinho, está aqui o capítulo, espero que gostem mesmo. *-----* Beijoooos e boa leitura, vidas (^-^)

P.O.V Henry Arnecker

Quando a vi abri a porta e entrar por ela, meu coração deu um salto tão forte em meu peito que pareceu que iria sair pela boca, eu fiquei um tempo antes de começar a tocar olhando para ela, só para ter certeza de que aquilo era real, que ela realmente estava ali. Ela me olhava como num espanto, eu sorri e comecei a tocar e cantar, olhando para ela e, às vezes para o violão para ter certeza que as notas estavam realmente certas, porque eu queria que fosse tudo perfeito, mas em um momento ela começou a chorar. De início, eu acreditei até que aquele choro era de saudade, alegria ou algo do tipo, mas por fim eu concluí que ela estava desesperada. Meu semblante mudou de feliz por vê-la, para preocupado com sua reação. Eu parei imediatamente de tocar e cantar e coloquei o violão apoiado na cadeira onde eu sentara e fui rapidamente até ela abraça-la. Ela encostou sua cabeça no meu peito, molhando um pouco a minha camisa, mas eu não liguei para isso, eu acariciei seus cabelos e dei um beijo em sua cabeça dizendo:

— Calma... Está tudo bem e eu estou aqui, meu amor...

Ela soluçava bastante e disse pausadamente:

— Este é o maior problema... Você aqui.

Eu me espantei com a resposta dela, até porque eu não esperava isso dela, não foi como eu planejei... Como eu esperava. Eu me decepcionei, mas respondi:

— Como assim, Amber?

Ela saiu dos meus braços empurrando-me, se afastou um pouco de mim, fitou seus olhos nos meus, não com um olhar apaixonado, com eu estava acostumado, mas com um olhar sombrio, aquilo estava me deixando muito preocupado.

— Você ainda é sínico, não é mesmo? — Disse ela enxugando os olhos, mas com mais lágrimas rolando em seu rosto — Eu vi Henry, vi que você estava com uma ruiva na festa do Wallace... Eu vi como vocês estavam — Ela mordeu o lábio, numa tentativa frustrada de segurar as lágrimas que rolavam cada vez mais no seu rosto.

— O quê? Amber, que ruiva é essa que você está falando? — Eu parei um pouco para pensar e lembrei-me da Clarice, é claro — Espere... Como soube da Clarice?

Ela maneou a cabeça com um sorriso incrédulo e disse:

— Eu não consigo acreditar nisso... Eu vi as fotos da festa no Facebook!

— Mas eu não tirei foto alguma com ela... Respondi tendo certeza do que disse.

— Mas flagraram vocês dois se esfregando e postaram no face para quem quisesse ver e eu vi, Henry... Respondeu-me ela rispidamente.

— Mas eu não me esfreguei com ninguém, muito menos com ela, Amber, acredite em mim... Nós só dançamos juntos e não passara disso, eu juro! Falei num tom desesperado, até porque eu não acreditava que ela desconfiava de mim, justamente ela. Eu sempre deixei bem claro que eu a amava e a respeitava em todos os momentos.

Ela começou a gritar, dizendo:

— Você ainda insiste em mentir para mim, Henry? Fala logo a verdade, merda! Para de me torturar, pois assim você só está me fazendo te odiar e me odiar ainda mais...

— Eu não estou mentindo, Amber. Acredite em mim... Eu nunca traí você, nunca! Se quiser eu provo a você que estou dizendo a verdade. Falei.

Ela abaixou a cabeça e disse:

— É claro que não me traiu, até porque você não estava namorando comigo enquanto ficara com ela, não é mesmo?!

— Eu não fiquei com ela, porra! Exclamei irritado.

— Está bem, se você não consegue dizer a verdade, eu consigo e vou dizer a você, eu não acredito em você, mesmo que esteja dizendo a verdade, não importa mais, porque eu fiquei com outro cara... Eu quase transei com ele. Disse ela me olhando nos olhos e desabando novamente em lágrimas ao acabar de dizer aquilo.

Eu fiquei perplexo ao ouvir aquilo, incrédulo... Ela não podia estar dizendo a verdade, não mesmo. Como ela teve coragem de fazer isso? Eu me afastei dela, ficando de costas para tal, pois não queria que ela visse lágrimas brotarem nos meus olhos.

— Eu não acredito que você fez isso... Murmurei ficando rouco.

— Vai embora, Henry! Exclamou ela.

— Eu cheguei a poucos, não tem como eu ir embora assim... Respondi sentindo as lágrimas rolarem no meu rosto.

— Eu não mereço você... Disse ela chorando ainda mais.

Eu enxuguei o meu rosto, tentando mostrar-me forte, mas ao vê-la caída no chão aos prantos eu não soube o que fazer, eu queria abraça-la, mas ao mesmo tempo odiara o que ela fez, mas odiava-me ainda mais por não conseguir odiá-la. Minha garganta doía tanto, um nó imenso pareceu se formar, eu não aguentara ficar ali, fui até a porta e saí um pouco para espairecer, tentar refletir no que acontecera... Tudo foi tão diferente do que eu imaginei, planejei. Se fosse tudo como eu planejei, nesse momento poderíamos estar nos beijando, ou até mesmo fazendo amor, mas não, estamos divididos, com os corações partidos... Um lado meu queria perdoá-la por isso, mas o outro não, pois ela me traiu e traição não se perdoa jamais. Meus pensamentos atordoavam-me tanto que resolvi ligar para alguém que me guiasse, me ajudasse nisso. Eu estava perdido, confuso, magoado e triste, muito triste...

— Ei, o que você está fazendo, idiota? Não era para você estar me ligando agora... A Amber ainda não chegou? Perguntou Alice.

— Chegou... Respondi baixo.

— Então cabeçudo! Vai logo ficar com ela. Disse ela.

— Não sei se eu posso. Respondi chorando.

— Você está chorando, Henry? Você pode me explicar o que é que está acontecendo? Perguntou ela.

— A Amber, achando que eu havia ficado com Clarice na festa do Wallace, ficou com um cara, quase transou com tal... Respondi.

E então Alie silenciou-se.

— O quê?! Eu não acredito nisso... Como ela soube da Clarice? Perguntou ela.

— Ela diz ter visto fotos na internet que parecia estar rolando realmente algo entre eu e Clarice, mas eu disse que não e ela não acredita em mim. Falei enxugando o rosto.

— Vou dar uma olhada nessas fotos, espere um pouco.

— Está bem. Respondi.

Ela demorou um pouco, eu fiquei um pouco impaciente, até porque eu não vi nenhuma foto, não entrei na internet após essa festa. Depois de alguns minutos, Alice começou a dizer:

— Sinceramente, se eu visse essas fotos sem conhecimento do que realmente acontecera eu teria a mesma atitude que a Amber teve, não digo isso por ser amiga dela, mas por causa das fotos, você deveria dar uma olhada e avaliar... Se eu fosse você, eu a perdoaria, até porque ela só fez isso acreditando vingar-se de você, e outra, vocês nem estão namorando mais, ambos têm o direito de se envolverem com outras pessoas sim, por mais que se gostem. Mas se você a ama e a quer realmente ao seu lado, não a deixe. Mostre para ela o porquê de você estar aqui nos Estados Unidos, que você não veio atoa.

— Você acha que ela não sente nada por esse cara? Perguntei inseguro.

— Acorda Henry! Você é muito lerdo... Ela só fez isso para se vingar de você, com certeza não sente nada por ele, nada mesmo. Disse ela me dando confiança.

— Está bem... Vou seguir seus conselhos. Espero que tenha razão... Respondi.

— Eu sempre tenho honey. Agora vou desligar, pois o passeio aqui está ótimo, essa cidade é linda, você tem que conhecê-la. Beijos e boa sorte. Disse ela desligando o telefone na minha cara.

Eu respirei fundo e voltei para a casa dela.

P.O.V Amber Connor

Depois de tanto chorar no chão da sala dos meus pais, me levantei com o pouco de forças que havia em mim enxuguei o rosto e subi as escadas, trancando-me no meu quarto. Eu sentei-me em minha cama com as pernas encolhidas, abraçando-as e pensando em como tudo pôde ficar assim. Como eu pude ter sido tão tola e ter deixado que minha vida se tornasse uma bola de neve gigante.

Se o Henry realmente dizia a verdade, se ele nunca ficou com essa ruiva, ele nunca vai me perdoar, mesmo me amando, se é que ainda ama, nunca vai e isso dói tanto, pois não me lembro de ter tido alguém que me amasse tanto quanto ele em toda a minha vida, nunca mesmo.

Depois de alguns minutos, ouvi batidas na porta do meu quarto, enxuguei o rosto, me levantei da cama e fui andando até a porta, abri-a e dei de cara com ele, vermelho de tanto chorar, como eu. Nós nos olhamos e nos abraçamos bem forte.

— Eu te amo muito... Ouvi sua voz rouca ao pé do meu ouvido.

— Eu não mereço seu amor... Respondi chorando.

— Merece sim... Você merece o melhor de mim e eu o darei para você. Disse ele se afastando um pouco, olhando para mim e enxugando o meu rosto.

Ele me olhava nos olhos de um jeito tão sereno e triste, como quem diz que precisava de mim, assim como eu precisava dele.

— Eu queria poder dizer o mesmo para você... Respondi sendo sincera, até porque ainda estava confusa.

— Não diga nada... Sussurrou ele beijando-me em seguida.

Um beijo tão delicado e calmo que me fazia não querer mais parar, não queria mais sair dali, que aquele momento acabasse, se eu pudesse, eternizava. Eu pus as mãos na nuca dele, ele pôs as suas na minha cintura e o beijo foi acelerando pouco a pouco. O gosto dos seus lábios era de menta e um pouco salgado, por conta das lágrimas que rolara de nossos olhos. Ele entrou no quarto, fechando a porta enquanto me beijava. Eu tirei seu casaco, camisa, e ele tirou o minha blusa e começou a beijar meu rosto, descendo até o pescoço e descendo cada vez mais. Seus lábios em mim faziam-me arrepiar toda, meu coração batia tão forte que parecia que a qualquer momento ia sair pela boca, parecia que aquela seria a minha primeira vez, de novo...

Ele foi me conduzindo de costas até a cama, caímos, sorrimos um para o outro entre beijos, eu não sei o que estava acontecendo naquele momento, mas parecia que nos anestesiava, eu não pensava em nada, não tinha nada no mundo que fizesse querer parar. Eu poderia dizer que naquele momento eu estava voando, flutuando, sem rumo, sem destino, mas eu ia, ia com ele. Tiramos tudo o que nos vestia e ele invadiu-me vagarosamente e foi aumentando a velocidade me fazendo pirar ainda mais. Suspiros, sorrisos, suor e prazer eram o que nos definia naquele momento.

Depois que terminamos, ele saiu de cima de mim, eu cobri-me, deitei minha cabeça em seu peito, ouvindo as batidas do seu coração e ele envolveu seus braços em mim.

— Não tem nada no mundo que me faça mais feliz do que estar aqui com você... Disse ele ainda suspirando.

E eu sorri sem ter o que dizer, pois tinha medo de estragar tudo, dizendo o que eu pensava, porque eu ainda estava confusa, porque eu sei que eu gosto dele, mas não tenho certeza se é como antes e isso acabava comigo... Não sei o que é pior, estar apaixonada por um babaca que não me queria, ou estar apaixonada por um babaca que me quer e também apaixonada pelo inglês dos meus sonhos, tudo ao mesmo tempo... Eu sou a pior pessoa do mundo, me odeiem. Mas o que eu posso fazer? O Henry é maravilhoso em todos os sentidos e o Scott está conseguindo me fazer mudar minha opinião sobre ele... Acho que se eu continuar nessa de estar apaixonada pelos dois, eu vou acabar sozinha, mas dane-se! Eu quero aproveitar o momento em que estou com o rapaz em quem mais confio, não confio 100%, mas 85% já é alguma coisa, não acham?

Notas finais
E aí, o que acharam? Por favor, não me abandonem, não me odeiem, não me matem nem nada #TeamScott, até porque a história ainda não acabou e não vai parar aqui, sabem como são as reviravoltas das fics, não é mesmo? hahaha #TeamScott #TeamHenry todas vocês moram no meu s2 Então, por favor, não me abandonem :'( Beijooooooooooos e até o próximo capítulo, amores :* *----*