After that Everything Changed

12 Since When We're Friends?


Notas iniciais
Oii amores *----* Gente eu estou tão emocionada, não só com os reviews que vocês me mandam, mas também pela primeira recomendação da fic :') Eu nunca imaginei que alguém fosse realmente gostar dessa fic, porque é uma ideia nova minha que eu nem sabia que ia dar em alguma coisa rsrs Muuuuuuito obrigada pelo carinho, amores, tanto para quem comentou, favoritou, recomendou, acompanhou e acompanha e afins, até para os leitores fantasmas!! Beiiijos e eu espero que todos continuem acompanhando e gostando da fic! *-----*

WTF? O que é que esse idiota pensa que está fazendo aqui e como é que ele sabe que eu moro aqui? Ah é, ele vinha aqui quando o meu irmão ainda era do time da escola.

— Bom, eu vou ajudar a sua mãe com o jantar, fique a vontade Scott. Disse o meu pai sendo educado e saindo da porta.

Assim que vi que ele entrou na cozinha, eu sussurrei:

— O que você está fazendo aqui?

— Vim trazer essas flores para você. Disse ele estendendo-as para mim.

— Por quê? Eu não vou aceita-las... Falei cruzando os meus braços.

— Poxa, Amber, veja isso como uma gratidão por você ter cuidado de mim ontem... Disse ele fazendo carinha de pidão.

Eu olhei para ele e para as flores e falei:

— Mas eu só estava retribuindo o favor que você me fez, só isso! Me desculpe, mas não vou aceita-las, boa noite. Falei fechando a porta.

Ele a travou com o pé e disse:

— Espere! Amber, aceite-as, por favor... Eu prometo que não vou te encher mais com isso, por favor. Eu comprei com tanto carinho para você.

Ai meu Deus, porque é que ele tem que fazer isso comigo? Eu gosto muito de flores, mas eu não vou aceita-las porque tenho certeza de que ele vai achar que eu ainda quero ter alguma ligação com ele, não posso... Resista Amber!

— Eu não posso me desculpe. Falei.

— Ai meu Deus, que lindas! — Disse minha mãe, vindo atrás de mim olhando para o buquê — Elas ficarão lindas bem aqui na sala.

— Mãe! Exclamei reprovando totalmente o que ela disse.

Ela pegou o buquê e disse:

— Se ela não aceita, eu aceito por ela... E boa noite, Scott. Quer entrar?

— Não! — Exclamei — Ele vai descansar agora, ele trabalhou bastante hoje, não é? Tchau Scott — Falei olhando para ele como quem diz “vai embora logo!”.

— Ah... Disse ele sem graça com as mãos no bolso da calça.

— Eu vou procurar um lugar onde colocar essas flores, mas fique a vontade... Disse ela indo embora.

Eu revirei os olhos e falei:

— Não entendeu o que eu disse? Tchau Scott!

— Mas sua mãe me convidou para entrar e eu não estou cansado. Disse ele.

— Desde quando somos amigos para que eu o deixe entrar em minha casa? Perguntei olhando seriamente para ele.

— Amigos eu não sei se somos, ou se quero ser um dia seu, mas a gente pode ser algo mais, sabe? Seria bem mais divertido e muito melhor, tanto para mim, quanto para você... Disse ele com aquele sorriso provocante.

— Eu prefiro ser o que eu nunca deveria ter deixado de ser, nada sua! Dê-me licença? Pedi.

— Eu sei que eu fui um otário com você, Amber. Me desculpe, mas vamos tentar acertar isso? Por favor? Disse ele parecendo ser sincero.

— Eu posso até te desculpar, mas, por favor, pare de me encher! Eu só vim passar um tempo com os meus pais e amigos, eu pretendo ir embora daqui a duas semanas em paz. Pedi sendo sincera com ele, até porque por mais que eu quisesse me vingar ainda mais dele, acho que já foi o suficiente, eu não sei se vou saber lidar com ele assim, parecendo estar realmente interessado em mim, eu queria isso antes, mas agora eu não sei mais.

— Está bem... Eu já entendi o que você quer, eu vou respeitar a sua decisão... Até mais, Amber. Disse ele indo embora.

Eu me encostei sobre porta e fiquei olhando ele ir, ele olhou algumas vezes para trás, eu ainda olhava para ele e ele abria um sorriso sem graça e se virava até chegar ao seu carro, nisso eu fechei a porta.

— Eu não acredito que não aceitou essas rosas, Amber. Disse minha mãe ajeitando as flores num jarro.

— Eu que não acredito que você aceitou... Obrigada por me contrariar, ok? Falei subindo as escadas, muito chateada.

Gente, eu nunca imaginei que ele, Scott Simpson viria na minha casa, bem na minha casa desse jeito, ainda me pedir desculpas por ter sido um otário?! Acho que não estou dando conta dessas informações todas. Acho que isso deveria ser divertido, se bem que eu não sei se ele só me quer por um momento como qualquer vadia que ele já quis e teve, ou se é diferente... Por que eu estou pensando nisso? Eu não deveria pensar nisso! Que droga! Esqueça isso, Amber! Foco!

P.O.V Scott Simpson

Realmente o que as pessoas dizem de o mundo dar voltas é real... Cara, ela me rejeitou? Eu não estou acreditando que eu levei um toco da Amber, justamente da Amber! O destino só pode estar tirando sarro da minha cara, não pode ser. Quer saber? Foda-se! Se ela não me quer, com certeza vou achar alguém que me queira...

Peguei o meu celular no bolso e liguei para Karen, que era uma das líderes de torcida que eu pegava lá da escola. Ela era muito gata, seria perfeita para que eu me recuperasse desse toco.

— Oi gato. Disse ela atendendo.

— E aí. Está em casa? Perguntei.

— Estou, mas hoje meus pais também estão... — Merda!

— Se eu passar aí, agora eles vão se importar de você sair comigo? Perguntei torcendo para que ela dissesse que não.

— É claro que não ligariam, meus pais são liberais, amor. Disse ela.

— Então dar um jeito aí que estou a caminho. Respondi sorrindo.

— Hm... Para onde vamos? Perguntou.

— Na hora você vai ver gatinha — Falei — Vou desligar, daqui a pouco estou aí.

— Está bem. Tchau. Disse ela desligando.

Eu disse que acharia alguém e achei. Depois de alguns minutos cheguei à porta da casa dela. Desci do carro e fui apertar a campainha. Ela abriu a porta como se já estivesse me esperando mesmo e disse:

— Estava com saudade de você, gato — E me beijou.

— É que eu estou trabalhando bastante... Vamos? Falei indo até o carro abraçado com ela.

— Vamos. Estou curiosa para saber aonde vai me levar. Disse ela sorrindo para mim.

Eu abri a porta carona para ela, ela entrou e eu a fechei e entrei no meu lado. Liguei o carro e eu perguntei:

— Está com fome?

— Não, eu tinha acabado de jantar assim que me ligou. Respondeu ela com uma de suas mãos em mim.

— Hm. Respondi olhando para a estrada.

— O que houve gato? Perguntou ela.

— O que foi? Perguntei não entendendo.

— Você parece tão distante... Não me olhou até agora, não pôs a mão em minha coxa, não estou te reconhecendo. Disse ela me estranhando.

— Ah... Eu estou um pouco distraído hoje, me desculpe... Respondi um pouco sem graça.

O que está acontecendo comigo? Por que estou parecendo um banana? Que droga! Eu a levei para um lugar bem distante da cidade, um lugar onde só estivéssemos nós dois, só para nos divertirmos um pouco. Assim que desliguei o carro, ela veio com tudo para cima de mim, arrancando minha camisa de mim e tirando a blusa dela, a jogando para o banco de trás do carro, ela começou a me beijar e eu passei minhas mãos em suas costas, abri o seu sutiã, ela parou o beijo e sorriu para mim e abriu o fecho da minha calça. Por mais que aquilo estivesse bom, eu não sei o que estava acontecendo com o “meu amigo”, mas ele não queria levantar de jeito nenhum. Eu já estava ficando nervoso, ela parecia estar muito atiçada e fazendo de tudo para me deixar do mesmo jeito, mas não estava rolando. Que porra é essa?

— Você está bem, Scott? Perguntou ela parando de me beijar, me olhando preocupada.

— Eu não sei. Respondi confuso.

— Eu não estou entendendo... O problema sou eu? Perguntou ela saindo de cima de mim.

— Não! Não é... Respondi.

— Então você virou gay? Perguntou ela.

— O quê? Está me estranhando é? Claro que não! Tá maluca? Exclamei.

— Sei lá... Isso é estranho. Isso nunca aconteceu e eu não sei o que pensar... Ou você virou gay ou está apaixonado por alguém. Disse ela fechando o sutiã e pegando sua blusa.

— Eu já disse que não sou gay. Falei irritado.

— Então está apaixonado. Disse ela vestindo a blusa.

— Será que isso é possível? Perguntei preocupado.

E ela começou a rir de mim, dizendo:

— Por mais que você seja um galinha de marca maior, é claro que é possível você se apaixonar, tanto que se apaixonou...

— Tô fodido! Falei batendo a cabeça no volante.

— Por quê? Perguntou ela.

— Porque se for por quem estou pensando que é, eu tô fodido. Falei me levantando e olhando para ela.

— Ela não te quer? Perguntou ela.

— Não... Ela é a única garota que já me rejeitou, me deu tocos e eu continuo correndo atrás. Respondi cabisbaixo.

— Então é isso! Todo mundo tem mania de querer o que não pode e nisso acaba se apaixonando... Mas vocês nunca transaram? Perguntou ela.

— Não. Respondi chateado.

— Estranho... Na maioria das vezes tem que ter rolado pelo menos alguma vez... Nem beijar vocês se beijaram? Perguntou ela.

— Não, nunca. Respondi.

— É pior do que eu pensei... Isso se chama paixão platônica! Ferrou-se... Agora você vai pagar todos os seus pecados, gato. Disse ela rindo de mim.

— E eu tenho pecados? Perguntei confuso.

— Não vou nem te responder... Bom, já que não vai rolar nada mesmo, que tal você me levar para casa? Está ficando tarde e seria vergonhoso chegar à casa muito tarde, ainda mais por não ter feito nada. Disse ela colocando o cinto de segurança.

— Você tem razão. Falei me ajeitando e ligando o carro.

***

Chegamos até a casa dela, ela me deu um beijo no rosto e disse:

— Boa sorte com a garota lá, espero que consiga conquista-la antes que a sua virgindade volte — ela riu.

— Boa noite, Karen. Respondi com um sorriso forçado.

Ela saiu o do carro, acenou e eu fui embora. Eu apaixonado por Amber Connor... Isso é muito difícil de acreditar, por mais gata que ela esteja ainda é difícil. Como vou conquista-la? Ou melhor, reconquista-la? Do jeito que ela está comigo, não vou conseguir tão cedo, isso se eu conseguir...

P.O.V Amber Connor

Conversei mais uma vez com o Henry, ele me fez me esquecer do que havia acontecido... Como eu o amo, ele sempre me faz me esquecer dos meus problemas, me sentir tão bem... Acho que ele é um anjo em minha vida, o meu anjo e eu não vou deixa-lo por nada nem por ninguém. Nós estávamos conversando bastante, rindo e zoando um ao outro, quando Alice, sua irmã entrou no quarto e resolveu participar da conversa:

— Amber, sua gata! Que saudade de você, amiga! Disse ela toda sorridente e eufórica.

Eu e Henry ficamos rindo e eu respondi:

— Eu também estou com saudade de você, Lice.

— Poxa, quinta feira é o aniversário do Wallace, eu queria tanto que você estivesse aqui para ir conosco... Disse ela fazendo carinha de tristonha.

— Eu também queria ir, mas não dar. Quem sabe ano que vem? Falei.

— Isso é uma promessa? Perguntou Henry.

— Digamos que sim... Respondi sorrindo.

— Vamos te cobrar. Disse Alice sorrindo.

— Vamos mesmo. Disse Henry.

— Estou com saudade do cappuccino daí também. Ah... Alguém pode trazer um para mim? Por favor! Falei choramingando.

— Pode deixar que quando eu puder vou aí levar um pote bem cheio só para você, meu amor. Disse Henry.

— Hm... Meu amor. Vocês voltaram? Disse Alice.

— Sim! Disse ele.

— Não! Respondi.

— Ok... Não entendi nada agora. Disse ela confusa.

— Eu não sei... Respondi.

— Está bem, vou deixar você pensar o tempo que quiser. Disse ele.

— Por isso que eu te amo. Você é tão compreensivo e lindo e ah... Falei.

— Me ame a vontade... Disse ele se fazendo de convencido.

— Convencido... Disse Alice dando um tapa de leve na cabeça dele.

E rimos.

— Mas quando a pessoa tem qualidades mesmo, ela tem o direito de ser convencida disso. Falei sorrindo.

Depois disso, nós ficamos falando qualquer coisa, mas nós três, a Lice não desgrudou do computador até a hora em que eu e Henry nos despedimos, não tivemos nem como darmos nosso “beijo virtual”, mas tudo bem. Eu escovei os meus dentes e fui dormir porque estava um pouco cansada de não fazer nada.

Notas finais
E aí, gente? Eu estou ficando preocupada com o Scott, sério! Será que ele realmente está mudando? Se estiver mudando mesmo, vocês acham que a Amber tem direito de se vingar? Comentários são sempre bem-vindos *----* Beijoooos e até o próximo capítulo :* *----*