After that Everything Changed
13 Should I?
Notas iniciais
Eu estava dormindo muito bem até ouvir um barulho que pareceu um estalo na janela do meu quarto. Acordei assustada e me sentei na cama dando de cara com o Scott que estava terminando de entrar no meu quarto.
— O que você está fazendo aqui? Sussurrei com medo de acordar os meus pais.
— Eu não consegui dormir em minha casa e resolvi vir dormir com você... Disse ele me olhando de um jeito que me deixava constrangida.
— É isso o que você diz quando quer convencer as suas “amiguinhas” a deixarem você “dormir” com elas? Perguntei não acreditando na desculpa dele.
— Não... Só às vezes. Disse ele se aproximando da minha cama.
— Não! Vai embora, Scott... Pedi com medo do que poderia acontecer entre a gente.
Ele continuou vindo e disse:
— Pare de fingir que não quer, porque eu sei que você também quer isso.
— Eu... Eu não sei do que você está falando. Falei começando a ficar nervosa.
Ele veio até mim de joelhos na cama e parou de frente para mim me analisando. Eu corei totalmente, até porque estava com um baby-doll bem curtinho, tanto a parte de cima que era um pouco decotada também, quanto à de baixo. Eu tentei sair, me levantando, mas ele me segurou e me puxou contra o seu corpo, eu fiquei sem fôlego, eu tremia bastante e não sabia o que fazer, porque eu não queria aquilo... Eu acho que não queria. Ele começou a beijar o meu pescoço e foi descendo com os lábios até os meus seios, eu não conseguia reagir, só sabia tremer e falar bem fininho e baixo:
— Pare, por favor...
Mas ele parecia não me ouvir, eu me sentia fraca e ele segurava firme em mim. Depois ele foi subindo seus lábios até os meus lábios e me beijou de um jeito tão... Ousado que se eu já estava sensível, fiquei mais ainda, ou melhor, vulnerável. Que beijo foi esse? Que lábios... Que pegada... OMG! Ele tirou sua camisa, me pegou no colo prendendo minhas pernas em sua cintura e me deitando na cama. Eu estava toda arrepiada... O que está acontecendo comigo? Alguém pode me explicar isso? Ele arrancou de um jeito surpreendente a parte de cima do meu baby-doll e começou a beijar o meu corpo, começando de cima a baixo, eu estava pirando com aquilo... Eu não podia deixar isso acontecer, não mesmo! Eu não posso me entregar para ele, isso estava totalmente fora dos meus planos...
— Para... Pedi quase gemendo.
— Não é isso o que você quer, admita Amber, você me quer como eu te quero... Disse ele ofegante tirando o meu short.
Eu tentei empurra-lo, mas eu não conseguia, por quê? Eu preciso parar isso! Socorro! Ele voltou a beijar o meu pescoço, mas dessa vez deu uns chupões e o que já estava ruim para mim, ficou pior...
— Eu vou... Gritar... Falei sem força.
— Grita, pode gritar! Disse ele girando comigo e me colocando por cima.
Essa é a melhor oportunidade para fugir dele. Eu saí de cima dele, e fui até a porta do quarto, mas ela estava trancada e a chave não estava onde sempre deveria estar. Droga! Ele se levantou da cama e veio até mim, me pegou por trás, eu fechei bem os meus olhos soltando um gemido abafado, ele me girou e me pôs contra a porta numa velocidade incrível e invadiu minha boca com sua língua num ritmo muito acelerado e quente, nossas línguas travavam uma batalha bem feroz... Esse garoto estava realmente em chamas e estava me assustando muito. Eu tentava gritar, mas a minha voz não saía mais. Que merda é essa? Ele me levou novamente para a cama, mesmo eu relutando como eu conseguia ele conseguiu me dominar. Eu estava com muito medo, mas sinceramente, por mais que eu tentasse resistir, a verdade é que eu queria, mas não queria admitir de jeito nenhum e não ia me entregar tão fácil. Mas eu não conseguia resistir aos seus beijos de jeito nenhum, ele beijava muito bem, muito mesmo e eu não sei, parece que algo estava me prendendo a ele. Houve um momento em que eu fechei os meus olhos consegui gritar, dizendo:
— Socorro!
Quando abri os meus olhos, me levantei e vi que aquilo não passou de um sonho. Eu suspirei de alívio e me assustei por ter tido um sonho desses com ele... Merda! Não pode ser... Eu estou ficando maluca! Eu levantei e o procurei no meu quarto só para ter certeza de que foi um sonho, me olhei no espelho e vi que ainda estava com o meu baby-doll. Fui até a cozinha beber água para tentar me acalmar, porque não pode ser possível isso, eu não posso ter sonhos assim com ele não!
Peguei um copo e coloquei a água, encostei-me a pia da cozinha e bebi, eu ainda estava trêmula por causa do sonho e nervosa, não pode ser possível, esses efeitos todo em mim só por causa de um sonho insignificante e hot e... Merda! Eu preciso dormir, mas não posso sonhar com isso, de novo não! Terminei de beber e subi, me deitando na cama. Quando eu quase pegava no sono, um flash do “bendito” sonho vinha em minha mente e eu despertava.
— Que inferno... Murmurei colocando uma almofada no rosto.
***
No dia seguinte, antes de mais nada eu liguei para a casa da Kate e pedi desesperadamente para que ela fosse na minha casa. Depois disso eu fiz o que eu sempre faço todas as manhãs, banho, higienes, escovei os dentes, me vesti, café em família e blá, blá, blá... Depois de um tempo, Kate chegou à minha casa, graças a Deus!
— Entra logo que o caso é sério! Pedi a puxando para dentro.
— Nossa! Pelo visto é dos brabos... Disse ela assustada.
Subimos as escadas, entramos no meu quarto, fiz questão de trancar a porta e falei:
— Sente-se porque se ficar de pé você vai cair.
— Para de suspense e fala logo, Amber. Pediu ela impaciente se sentando.
Eu me sentei de frente para ela e comecei a contar:
— Eu vou tentar resumir o meu fim de semana... No sábado eu fui à locadora e encontrei com o Scott que ficou me cantando... No domingo fui a uma festa de uma garota lá da escola e lá estava ele também fazendo de tudo para ficar comigo... Na segunda eu quase fui estuprada por cinco homens e ele, o Scott me salvou... Ontem ele veio me trazer flores por eu ter cuidado dos seus ferimentos e, ah, eu fui a casa dele ainda na segunda, porque ele levou uma surra dos cinco homens, ele tentou me beijar, mas eu não deixei...
— Espere aí! É muita informação, criatura. Isso não foi tudo sonho seu não? Isso já está pior do que perseguição. Perguntou ela espantada.
— Eu ainda não cheguei à pior parte. Falei quase tendo um treco.
— Qual? Perguntou ela curiosa.
— Eu tive um sonho erótico com ele. Respondi tapando boca.
Ela ficou boquiaberta e eu falei:
— Eu sei, pode me bater...
— Não... Que merda, Amber! Exclamou ela.
— Eu sei. Falei quase chorando.
— Isso só nos dá certeza de que o sentimento que você alimentou por ele no passado ainda está aí em você... Disse ela.
— Mas porque essa praga desse garoto tem que passar todos esses dias no meu pé? Se ele não aparecesse mais, essa droga de sentimento não despertaria. Que merda! Falei me jogando com raiva para trás na cama.
— Calma... Não é se culpando que você vai resolver isso... Mas me conte como foi que ele soube que você quase foi estuprada? Perguntou ela estranhando essa história.
— É que eu fui à farmácia e ele estava lá, daí ele me seguiu falando muitas merdas, eu fugi dele, entrei num beco tentando cortar caminho e quase fui violentada, se ele não continuasse a me seguir, eu não sei o que seria de mim... Respondi.
— Ele está afim de você. Disse ela.
— É óbvio que está! Mas ele é do tipo que pega e descarta, não serve para mim, nem se servisse eu não ficaria com ele. Respondi me levantando.
— Ah é, tem o Henry... Disse ela tão confusa como eu.
— Que droga! Falei chateada comigo mesma.
— Você pode usar isso para fazer o mesmo que ele fez com você. Disse ela.
— O quê? Perguntei não entendo.
— Se lembra do baile de inverno? Disse ela.
— É claro que... Não! Eu não posso fazer isso... Seria maldade demais. Respondi sentindo pena dele.
— Pense assim, todos saíram ganhando... Ou melhor, as garotas e os gays... É claro. Disse ela rindo.
— Agora que eu não entendi nada mesmo. Falei sendo sincera.
E ela começou a me contar a “brilhante ideia” que ela tinha acabado de ter.
— Eu não teria coragem de fazer isso... Respondi assustada.
— Acho que uns goles de vodca vão te encorajar um pouquinho, afinal será só uma festinha, um dia e nada a mais... Vai ser divertido. Disse ela rindo.
Eu comecei a rir e falei:
— Eu não sei... Como faremos isso?
— É só arrumarmos uma casa, bebidas, uma filmadora e convidarmos todos os idiotas da escola. Disse ela.
Sabe... Por mais que eu ache isso uma maldade, até que ela tem razão, vai beneficiar muita gente... Acho que ninguém está me entendendo, ou está? Mas eu não vou contar o que é... Não até ter certeza se isso vai rolar mesmo, morram de curiosidade. Ha! Ha! Ha!
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