After that Everything Changed
14 Plans...
Notas iniciais
Depois que Kate foi embora, eu fiquei pensando nos prós e contras desse plano dela. Por mais “divertido” que fosse eu fiquei com pena do Scott, tudo bem que ele é exibido, metido, convencido e tudo mais, mas eu acredito que ele não acharia legal passar por isso, eu tenho certeza que não. Se fosse o contrário, eu não o perdoaria, não mesmo. Por mais que ele foi um mentiroso, nojento e ridículo comigo no passado, isso ficou no passado e a partir de ontem está morto e enterrado, até porque eu falei que tinha o desculpado, e eu não sou de mentir. Eu não sou do tipo que curte com a cara dos outros... Só às vezes... Tá! Quando as pessoas merecem, por que não? Mas ele não merece mais isso... Eu acho que não. Eu não vou me tornar a melhor amiga dele só porque ele me salvou, não mesmo. Se eu me aproximar dele, eu tenho certeza que vou ferrar com tudo, se eu ainda gosto dele isso com certeza vai piorar, ele só está interessado em mim porque eu estou “gostosa” e logo essa coisa que ele sente por mim vai passar, só basta eu dizer um “sim” para ele, mas é claro que eu não vou fazer isso! Nunca!
Meu celular começou a vibrar no meu criado e piscar a tela e eu corri até ele para ver o que era, quando desbloqueei a tela era uma mensagem da Scarlett.
“E aí cunhada, como anda a vingança?”
“Não está rolando e acho que não vai rolar.” Respondi sendo sincera.
“Por quê?” Perguntou ela.
“Acho que o Scott já passou por muitas situações comigo e por minha causa, é desnecessário investir em vinganças com ele.” Respondi.
“Sabe, eu concordo com você. Mas você é quem sabe. Eu achei que fosse dar umas gargalhadas agora.” Disse ela.
“Se for dar algumas gargalhadas vai ser da minha cara.” Respondi.
“Por que criatura?” Perguntou ela.
Daí eu contei, ou melhor, resumi o sonho que tive e implorei que ela não contasse de jeito nenhum para Josh, pelo amor que ela tinha por sua própria vida. Ela era uma das poucas pessoas em quem eu depositava confiança, porque nós realmente nos tornamos amigas de verdade.
“Nossa! Que complicado... Estou em choque com o que disse.” Disse ela.
“E eu em choque por ter sonhado isso, justamente com ele, que ódio!” Respondi.
“Mantenha-se afastada dele, para que esse sentimento que te consome não seja ainda mais alimentado.” Aconselhou-me.
“Vou fazer o possível para que isso não aconteça.” Respondi.
“Bom cunha, acho que vou ter que me despedir agora que vou fazer o jantar. Tchau.” Disse ela.
“Tchau Scar, muito obrigada, cunhadinha linda.” Respondi me sentindo melhor depois de ouvir o que eu queria.
Isso Amber, mantenha distância desse garoto, ele só vai te causar problemas... Distância... Distância.
P.O.V Kate Roberts
Eu preciso dar um jeito de dar uma forcinha para a minha amiga, até porque ela precisa disso. Quer saber? Vou fazer essa festa rolar.
Chego a casa, minha mãe estava com suas amigas, que eu costumo dizer que são da terceira idade, jogando baralho e fumando como chaminés.
— Mãe. Chamei-a.
— Diga. Respondeu ela com cigarro no canto da boca.
— Posso dar uma festa nesse fim de semana? Perguntei torcendo que ela deixasse.
— Quem é você? Perguntou ela me estranhando, até porque eu nunca dei festas, eu nunca fui a festas, a não ser as da escola. Vantagens de ser a garota Geek que namora um Geek e tem amigos Geeks.
— Sou Kate Roberts e quero dar uma festa. Posso? Perguntei.
— Seu pai vai bancar? Perguntou ela.
Ela adorava extorquir ao meu pai, desde quando ele a traiu com a nossa vizinha e eles se separaram, mas isso não vem ao caso.
— Não sei, vou falar com ele. Respondi correndo até o sofá me jogando sobre ele para ligar para o meu pai.
— Se ele bancar, a casa será sua minha raio de sol. Disse ela mandando beijos para mim.
Esqueci-me de dizer, a minha mãe era meio hippie, sabe? Paz e amor?! Exatamente.
— Se for a minha ex-mulher, eu não estou. Respondeu o meu pai ao me atender.
Já perceberam quanto amor está envolvido entre ele, não é?
— Sou eu pai — Revirei os olhos — E estou precisando de grana. Respondi.
— Para? Perguntou ele.
— Dar uma festa. Respondi.
— Quem é você e o que fez com a minha filha? Perguntou ele me estranhando.
— Sou Kate Roberts e estou implorando que você me dê grana para fazer uma festa. Respondi.
— Vai ter bebidas? Perguntou ele.
— Não pai... As pessoas vão morrer de sede aqui. Respondi ironicamente.
— Eu digo alcóolica, minha filha. Eu não quero a minha filha grávida de qualquer um por aí por ter ficado bêbada. Disse ele fazendo drama.
— Ah pai, qual é?! Relaxa que eu não vou me embriagar e não vou engravidar, vai me dar à grana ou não vai? Falei sem paciência para palestras educativas.
— Vai ter drogas? Eu não quero a minha filha viciada... Disse ele continuando com aquele papo chato.
— Não pai! Não vai ter drogas, eu não vou engravidar, me dê dinheiro, por favor! Falei quase me explodindo com ele.
— Nossa, está pior que a sua mãe... Disse ele.
— Tá... Eu tenho que puxar algo dela, né? Brinquei.
— De quanto precisa? Perguntou-me.
— Quinhentos dólares. Falei.
— O quê? — Exclamou ele — Achei que fosse uma festa, não um baile.
— Pai, não é um baile. É só uma comemoração por causa da formatura, a galera toda da escola vai vir. Tem que ter comida e bebida para todos, não acha? Argumentei.
Ele pensou um pouco e disse:
— Tem razão... Não pode ser duzentos e cinquenta?
— Se reclamar, será mil dólares. Ameacei, isso sempre funcionava.
— Setecentos e cinquenta está bom para você? Perguntou-me.
— Perfeito! Respondi.
Eu num disse que minhas ameaçam sempre funcionavam?
— Quando vai vir buscar o dinheiro? Perguntou-me.
— Daqui a pouco. Preciso comprar tudo e organizar a casa a tempo... — Respondi — Muito obrigada, pai. Você é o melhor pai do mundo!
— Isso porque vou bancar a festa que você tanto quer fazer... Disse ele.
— Exatamente — Fui sincera — Tchau, pai.
— Tchau, minha filha. Disse ele e eu desliguei o telefone.
— Pode arrumar as suas malas para passar o fim de semana na casa de sei lá quem, porque este fim de semana será meu nessa casa! Falei pulando no sofá e dançando como louca.
— Seu pai vai mesmo te dar dinheiro para dar uma festa? Perguntou ela não acreditando em nada do que eu disse.
— Vai! Respondi descendo do sofá sorrindo.
— Está bem... E eu não vou poder dançar assim na sua festa? Disse ela dançando toda dura a dança do tempo dela.
— Não mãe! Credo... Respondi fazendo cara de medo.
— Essas crianças gostam de um universo só dela, Felícia. Você pode ir lá à minha casa, vamos dar a nossa festa. Disse uma das amigas hippies dela.
— Aê! Festa do cachimbo da paz! — Droga! Pensei alto de mais.
Elas me olharam, todas elas e depois começaram a rir. Elas ficaram planejando a festa delas e eu fui planejar a minha no meu quarto.
P.O.V Henry Arnecker
Para mim, depois que Amber foi embora, mas nada aqui teve mais graça, nada mesmo. Eu passei quase todos os dias, desde quando terminamos dentro de casa, mais precisamente em meu quarto. Longe de tudo e de todos, onde eu podia curtir o meu sofrimento sem ter ninguém para me encher de perguntas. Meus amigos me chamavam sempre para sair com eles, minha irmã Alice sempre tentava me animar, mas não conseguia, eu sempre fui cabeça dura em relação a isso. Mas depois que comecei a conversar com a Amber, eu me senti melhor, toda aquela tristeza que eu sentia em mim se apartava de mim quando eu via sua face, seu sorriso e seu olhar, tão doce e ao mesmo tempo tão firme. Ela sempre foi tão certa de si, desde que a conheci, acho que um dos motivos de eu ter me apaixonado por ela foi esse e por mais que ela se fizesse de forte, eu sabia que ela tinha uma fragilidade, eu a desconhecia, mas precisava descobri-la... Eu sabia que havia um motivo a mais para ela voltar duas semanas antes das aulas ao seu país, mas qual era esse motivo? Eu precisava descobrir, sabia que se perguntasse a ela, ela não me diria, tenho certeza, mas eu vou descobrir e vou trazê-la de volta para mim... Estou decidido, eu vou busca-la. Mas antes eu preciso mostrar para todos que estou bem, eu vou à festa do Wallace, vou passar confiança para os meus pais e vou atrás do amor da minha vida.
Eu saí do meu quarto, fui até o quarto da Alice, bati na porta e ela disse:
— Entra!
Eu a abri e ela estava deitada sobre a cama trocando mensagens com alguém.
— Você tem certeza de que essa festa me fará bem?
Ela largou o celular, jogando-o na cama, deu um salto e me abraçou, dizendo:
— Eu tenho certeza, vamos curtir bastante, meu irmãozinho! Wohoo!
— Calma, eu não falei ainda que vou. Falei.
— Você não precisa dizer nada, você vai e fim! Disse ela me dando um beijo na bochecha e voltando a se jogar na cama e trocar mensagens com alguém.
— Quem é? Perguntei.
— O quê? Perguntou ela.
— A pessoa com quem está conversando. Respondi.
— Você. Disse ela nem olhando para mim.
— Não idiota, estou falando das mensagens. Falei fazendo cara de tédio.
— O Dylan. Respondeu ela.
— Quem é Dylan? Perguntei enciumado, até porque não gostava de ver minha irmã sofrer por idiotas, coisa que ela vivia fazendo quando levava belos pés na bunda, ou era traída por esses babacas com quem namorava.
— Se você tivesse ido à festa comigo no sábado, saberia quem é... Disse ela ainda fissurada no celular.
— Você sabe muito bem porque eu não fui... Respondi ficando sério.
— Me desculpe, eu me esqueci, mas você sabe que por ela você deveria ir sim a todas as festas que perdeu. Disse ela tendo razão.
— Está bem... Eu tenho mais algo para te contar. Falei.
— O quê? Perguntou ela ainda digitando.
— Eu vou para Cleveland. Respondi.
— Onde é isso? Perguntou ela finalmente me olhando confusa.
— Estados Unidos, mais precisamente, em Ohio. Respondi sorrindo.
Ela se sentou na cama e disse:
— Você vai atrás da...
— Amber! — A interrompi.
Ela abriu um sorriso empolgado e disse:
— Eu vou junto!
— Não vai nada. Respondi, mesmo sabendo que ela me convenceria a leva-la comigo, ela sempre conseguia me convencer a fazer as suas vontades.
— Você não tem escolha, Henry, meu lindinho. Eu vou e ponto final. Disse ela num tom autoritário.
— Você não se importa de segurar vela mesmo? Perguntei.
— Nunca me importei... Mas você sabe que eu sempre arrumo alguém para me distrair e me acompanhar nessa “missão”, não é mesmo? Disse ela sorrindo.
Verdade, eu não sei como, mas ela sempre atraia pessoas para perto dela, seja para ser amigos, ou algo mais. Alice sempre foi simpática, carismática e muito bonita, acho que ninguém nunca rejeitara sua presença. Apesar de sermos diferentes, ela puxou a minha beleza, modéstia parte. Mas seus cabelos negros e ondulados, seus olhos castanhos puxados e seus lábios finos e pequenos a diferenciava de mim e ah, é claro, a sua personalidade também. Ela puxou ao meu pai e eu a minha mãe.
— Está bem... Se não se importa, espero que não tenha medo de avião. Falei por saber que ela nunca havia entrado em um.
— Quem disse que terei medo? Eu não tenho medo de nada, eu vou é me divertir lá, você vai ver. Disse ela sorrindo.
— Mas nós nem pedimos aos nossos pais, como tem certeza que vamos aos E. U. A? Perguntei.
Ela me deu uma piscadela e disse:
— Você sabe como eu consigo convencer aos nossos pais a fazer o que eu quero, não é mesmo?
— Você consegue isso de todo mundo, Alie. Respondi.
— Então... Nós vamos para Ohio. Disse ela.
Assim espero, eu estou louco para abraçar e beijar a minha baixinha marrenta, vejo que está mais que perto desse dia chegar... Eu preciso fazer uma surpresa para ela e, droga! Eu não sei fazer surpresas...
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