After that Everything Changed

1 How everything started...


Notas iniciais
Amorecos, essa é a terceira fic que posto e tipo, as outras eu já tinha criado há tempos, porém essa é fresquinha, acabei de criar e espero que gostem!! Beijos e boa leitura :*

Eu sou péssima nessas coisas de começar a contar histórias, principalmente quando elas são sobre mim, então lá vai, vou tentar contar detalhando um pouco o resumo de tudo o que aconteceu nessa minha louca vida.

Em 2010, eu morava em Ohio, mais precisamente em Cleveland, a cidade onde meus pais me criaram e moram até hoje. Eu acredito ter sido uma menina muito boa, uma filha obediente e exemplar. Eu tinha, ou melhor, tenho um irmão mais velho que sempre foi popular e fazia parte do time da escola. Ele era duas classes mais adiantado que eu, e sempre foi o número 1 em tudo o que fazia, eu digo em matéria de esportes, porque quando se falava em estudos mesmo, ele era um fiasco, mas ele tinha a mim, que sempre dei uma força para ele. Eu sempre fui muito estudiosa, quer dizer, mais ou menos, eu era mesmo esforçada. Estudava bastante, procurava tirar sempre as melhores notas, pois sempre sonhei em estar em uma das melhores faculdades do país, ou quem sabe, do mundo.

Eu nunca fui de me mostrar, sempre tive horrores de ser o centro das atenções. Eu era sempre a garota que sentava no fundo da sala, tirava as melhores notas, porém não usava isso para estar pisando em ninguém, diferente de umas e outras pessoas que, só por ser a mais rica da escola, vivia massacrando a todos os que ela via pela frente. Seu nome era Samantha Tomes, a popular da escola. Eu nunca fui de odiar as pessoas, mas aquela ridícula me implorava que eu a odiasse de todos os modos e com todas as minhas forças, acreditem. Ela e suas amiguinhas faziam questão de praticar bullying comigo na escola, todos os dias e sempre de um jeito novo sabe, para não ficar enjoativo. Além do meu objetivo de entrar na faculdade, eu tinha os meus amigos que eram como eu, mais conhecidos popularmente como geeks, eles faziam daquele lugar que eu denominava inferno (escola), um lugar habitável e suportável. Bom, tinha também outro motivo, e esse era o mais clichê de todos. O garoto por quem eu era apaixonada desde o primário, o nome dele era Scott. Ele era o melhor amigo do namorado da Samantha e o segundo garoto mais popular da escola. Eu confesso que eu fui uma garota que era literalmente estranha em relação a essa coisa de estar apaixonada por ele. Eu não sei, eu acho que aquilo era obsessão, não é possível. Eu tinha desenhos e fotos dele no meu quarto, no meu armário da escola, é claro, bem escondido. As fotos, eu imagino que vocês tenham ficado intrigados de como consegui. Eu tirava fotos para o jornal da escola e aproveitava desse cargo para o meu uso pessoal, se é que me entendem.

O Scott foi o único garoto por quem eu me apaixonei de verdade, mesmo. Eu nunca fui tão devota a alguém quanto a ele, juro! Ele se aproveitada desse tombo ambulante que eu tinha por ele para me usar, ou seja, eu fazia tudo para ele. Os deveres, trabalhos e afins. E por isso, a idiota aqui achava que algo especial estava rolando entre nós dois, fala sério!

Num dia de aula de biologia, o professor passou um trabalho que era para fazer uma pesquisa acompanhada de uma maquete falando sobre as células e era individual. O bonitinho que sentava atrás de mim, virou-se dizendo:

— E aí, Amber. Tem como você fazer esse trabalho para mim, gatinha? Eu vou estar pegado no treino do time e vai ficar complicado para mim.

— Tudo bem. Respondeu a trouxa, ou melhor, eu.

Os amigos brutamontes dele ficaram rindo e caçoando de mim por ele ter me chamado de “gatinha”, mas eu fingi não ter ligado, até porque eu gostei de ser chamada assim por ele. Depois da aula, eu fui até o refeitório com todos os meus amigos, ficamos falando o de sempre, sobre os jogos do momento, filmes e tudo mais que nós considerávamos demais.

— Esse filme Tron vai ser demais, eu não vou perdê-lo por nada. Disse Kate, a minha única amiga garota.

— Ah é, mas eu acho que Iron Man 2 vai ser muito melhor. Disse o Evan, o que era o “mascotinho” do nosso grupo, até porque era o menor de todos.

— Por mim, a gente pode marcar um dia para ver os dois, vai ser irado! Disse Tyler, o meu amigo que costumava passar mais tempo comigo, pois escolheu quase as mesmas matérias que eu e, ainda morava ao lado da minha casa.

— Boa, gostei da ideia. Respondeu Kate.

Enquanto isso, eu estava aérea como sempre, babando pelo Scott, que estava sentado na área vip do refeitório com os seus amigos, eles riam e se divertiam tanto, o que fazia parecer que lá era o melhor lugar de toda a escola.

— Amber?! Disse Tyler me cutucando.

— Hã? Eu! Respondi despertando do meu flerte.

Os três riram de mim e a Kate disse:

— É, estou vendo que essa sua queda está cada vez pior.

— O quê? Do que você está falando? Perguntei tentando me fazer de desentendida.

— Scott Simpson. O garoto dos seus sonhos. Disse ela cantarolando me fazendo parecer mais idiota do que eu era.

— Ah, qual é Kate?! Nada a ver. Eu não tenho queda nenhuma por ele. Respondi piscando várias vezes de nervoso.

— Aham, eu acredito em você, tanto quanto acredito em fadas, papai Noel, unicórnios e fadas do dente?! Disse ela rindo de mim.

— Ok... Ok! Respondi pegando um suco e colocando na minha bandeja.

Bom, vamos resumir essa parte, ok? Depois desse dia, eu fiz o trabalho do Scott (obviamente), fui ao cinema com os meus amigos, nós vimos os filmes que foram realmente incríveis, depois lanchamos. Nós ficávamos rindo bastante, zoávamos um pouco o filme, porque tinham partes que eram de se zoar, mas mesmo assim nós amamos os filmes. O Tyler era o palhaço do grupo, sempre nos fazia rir de tudo. Ele era afim da Kate, que nem desconfiava disso. De vez enquanto ele desabafava um pouco comigo sobre isso, até porque íamos e voltávamos juntos de bicicleta da escola, antes de tirarmos as nossas cartas, claro. Mas a Kate não estava nem aí para essa coisa de namoro, amor e coisas afins, ela pouco se importava com garotos, dizia sempre que nenhum deles prestava e que achava ridículo, pessoas da nossa idade namorar, eu discordava silenciosamente dela.

Bom, o tempo foi passando e chegou o Halloween, a única festa que eu participava de escola desde... Sempre! Porque era hilário usar fantasias mirabolantes e ver os populares se acharem as estrelas da noite, só que não! Bom, no meu primeiro ano do colegial, eu fui com a fantasia que fiz da Viúva Negra, o Evan foi de homem de ferro, o Tyler de Batman e a Kate de bruxa. Nessa festa, eu estava com uma peruca ruiva, para incorporar bem a fantasia e maquiada, o que não era normal para mim, porque eu nunca tinha me maquiado antes para ir para a escola, nunca mesmo.

Eu me distanciei um pouco dos meus amigos para pegar um ponche. Quando cheguei à mesa e peguei o copo, senti alguém pegar no meu quadril e olhei em sua direção assustada, quando vi era um garoto vestido de Zorro, com uma mascara que não me deixava ver quem era. Eu tirei sua mão de mim e disse:

— Quem você pensa que é para colocar essa mão em mim?

— O Zorro! Tudo bem gatinha, se você quiser eu coloco a outra. Disse ele mostrando ser altamente repugnante.

Eu revirei os olhos e resolvi não dar mais atenção, e então ele disse:

— Quer dançar?

— Não, obrigada. Respondi secamente voltando para onde os meus amigos estavam.

— Hm... Vejo que tem um Zorro afim de você hoje. Notou Kate.

— Nossa! Como você consegue notar tudo? Perguntei surpresa.

— Simples, as coisas são muito obvias, ele está te secando há um maior tempão será que só você não notou? Disse ela com uma de suas sobrancelhas erguidas.

Eu olhei na direção dele e ele acenou para mim. Eu revirei os olhos e falei:

— Não estou nem um pouco afim.

— Por que não? Vai que é o seu “príncipe encantado”?! Disse Kate caçoando de mim.

— Ah, qual é Kate. Vai se catar. Falei dando um empurrão nela.

Ela riu.

Senti alguém pegar em meu pulso e me carregar para fora da quadra, onde rolava a festa. Eu estava muito confusa e não acreditando naquilo, mas não tive nem reação sobre aquilo. Assim que chegamos ao corredor, vi que era o tal Zorro e falei:

— O que é que você quer de mim, garoto?

— Você decide... Doces ou travessuras? Disse ele com um sorriso malicioso.

Eu confesso que ri, porque aquilo estava sendo inacreditável.

— Quem é você? Perguntei, pois não conseguia realmente ver, porque além da mascara, eu estava sem os meus óculos e enxergava um pouco embaçado sem eles.

— O Zorro, não acredita em mim? Perguntou ele.

— Ah, qual é. Diga o seu nome. Pedi.

— Um herói nunca deve revelar sua verdadeira identidade. Disse ele dificultando ainda mais as coisas.

— Ah... Desisto! Agora solta o meu pulso, por favor. Pedi.

— Só se você me disser quem você é. Disse ele me olhando fixamente.

Oi? É isso mesmo produção?! Como assim? Eu não estava mascarada, quer dizer, só com uma maquiagem forte e com uma peruca ruiva, nada a mais.

— Mas eu nem estou mascarada! Exclamei não acreditando que ele não me reconhecia.

— Mas eu não me lembro de ter visto uma ruiva tão gata nesse colégio. Disse ele com um sorriso que me pareceu ser um tanto familiar.

Eu fiquei balançada, até porque não me lembro de ter sido elogiada por algum garoto antes daquela festa e respondi:

— Uma heroína nunca deve revelar a sua identidade, pois ela é secreta. Respondi.

Mds! O que foi que eu disse? Que coisa mais idiota! Credo!

Ele foi se aproximando de mim, eu fui andando para trás e me choquei contra a parede e ele sussurrou no pé do meu ouvido, dizendo:

— Tudo bem, já que não vai me revelar quem é você, eu quero pelo menos ter alguma lembrança boa de você, mesmo que nunca mais te veja.

Eu corei na hora, fiquei sem reação, nenhum musculo se movia, além do meu coração que batia a mil, não sei se por causa do momento ou por causa de um carinha misterioso, só sei que parecia que ia sair de mim. Ele afastou os lábios de minha orelha e aproximou dos meus lábios. A minha mente estava a mil, mais por mais que eu quisesse empurra-lo, meu corpo, meus sentidos não obedeciam, que ódio! Os lábios dele tocaram o meu e eu que estava com os olhos arregalados, fui fechando aos poucos, porque aquilo era bom. Aos poucos eu fui correspondendo aos beijos dele, mesmo estando meio desengonçada, até porque aquilo que estava acontecendo era o meu primeiro beijo e eu não sabia o que e como fazer. Os lábios dele eram tão macios e gostosos de beijar que eu não queria parar tão cedo com aquilo, mesmo não sabendo quem ele era. As mãos dele estavam em minha cintura, enquanto isso, eu nem lembrava mais que tinha mãos. Nós estávamos mais que envolvidos naquele beijão que quando a inspetora da escola nos chamou, tomamos um belo susto, nos afastando.

— Ora, ora... Que coisa mais imprópria para crianças como vocês, ficarem assim... Vamos, entrem logo para a quadra e fiquem longe um do outro, porque se eu os pegar assim novamente, os colocarei na detenção. Disse ela.

Eu assenti e fui correndo até a quadra, mas ouvi o mascarado dizer:

— Me diga pelo menos o seu nome.

Eu olhei para trás segurando o portão da quadra, sorriu timidamente e entrei sem dizer uma palavra sequer, mordendo o lábio inferior.

Notas finais
E então pessoas, o que acharam? Comentem e digam mesmo o que acharam, porque se gostaram, eu prometo escrever mais capítulos. Beijos e até o "talvez" próximo capítulo :* *--*