Notas iniciais
Olá gente! Fiquei tão feliz por ver o primeiro comentário que resolvi postar mais um capítulo hoje mesmo. Espero que gostem, amores. Boa leitura :*

Assim que achei um dos meus amigos num canto, fui correndo até ele, era o Evan e ele estava dançando como um louco e bebendo ponche.

— Evan, você viu a Kate e o Tyler? Perguntei meio que gritando por causa da música alta.

— Faz um bom tempo que não vejo nenhum deles dois... Você está bem? Perguntou ele reparando que eu estava diferente.

— Eu? Estou ótima — Respondi sorrindo feito boba — Vamos dançar!

E nós dois ficamos dançando como dois loucos e rindo um do outro. Depois de um tempo Kate e Tyler chegaram perto da gente com cara de assustados.

— Gente, vocês todos estão tão estranhos hoje... Mas quem se importa, vamos curtir porque a festa tá bombando hoje. Disse o Evan desconfiando de todos nós.

— Preciso falar com você. Disse a Kate me arrastando para fora da quadra, deixando Evan e Tyler parados com cara de idiotas.

— Tá... Eu também preciso falar com você. Falei enquanto a gente passava por várias pessoas.

Assim que chegamos até o corredor, ela fechou a porta e disse:

— Você primeiro!

— Eu não, você que disse que queria falar primeiro, então fale. Retruquei.

— Está bem... Eu e o Tyler nos beijamos. Disse ela tapando a boca e olhando para os lados.

— O quê? Não acredito! — Exclamei surpresa e feliz por ela e pelo Tyler, até porque desde... Sempre ele era caidinho por ela — Eu sempre torci por vocês...

E abracei-a.

— Ei... Vai com calma. Foi só um beijo, quer dizer, alguns beijos... Ai... Eu estou confusa. Disse ela parecendo estar realmente confusa.

— Relaxa, o Tyler é um dos garotos mais legais que eu já conheci, vai por mim. Falei sorrindo para ela.

— Mas isso não quer dizer que eu vá namorar ele, não... Disse ela com cara de assustada.

— Tá bom, eu não disse nada! Tudo bem vocês começarem assim, sabe, devagarinho... Se vocês se gostarem realmente, aí vocês pensam nisso — Respondi tentando tranquiliza-la — Mas e aí, ele beija bem?

— Sei lá, foi o primeiro beijo que eu dei na minha vida, como você quer que eu saiba se ele beija bem ou não? Disse ela.

— Ah é... Sei lá! Você gostou? Perguntei.

— Ah... Eu gostei. Respondeu ela com um sorriso tímido.

Não creio! Ela está afim dele também, que tudo!

— Hm... Caçoei dela e ela me deu um empurrão e nós rimos.

— Mas e você, o que queria me dizer? Perguntou ela.

— Você se lembra de que o “Zorro” me puxou para longe de você? Então... Ele me beijou bem ali. Falei apontando para o canto onde eu e ele, ficamos.

— Mentira... Cara, você não tinha dito que não estava afim, como assim, sua louca? Exclamou ela rindo de mim.

Eu comecei a ficar inquieta de nervoso e comecei a dizer:

— Sei lá, eu tive impressão de já conhecê-lo de algum lugar, mas não consegui enxergar direito, você sabe que sem os meus óculos eu não sou nada, né? Aquele sorriso era muito familiar, eu enxerguei meio embaçado, mas eu não sei, parecia ser do...

— Scott?! Disse ela.

— Shiiiu! Fiz pedindo para que ela não falasse tão alto.

— Estranho, eu realmente não o vi lá dentro desde quando a festa começou, mas talvez você esteja enganada, não sei... Não se iluda com isso, por favor. Disse ela já sabendo com eu sou.

— Está bem, eu vou tentar. Confessei.

Depois daquele dia, tudo voltou ao normal, eu voltei a ir para a escola como sempre, nenhum garoto chegava em mim, a não ser o interesseiro do “amor da minha vida” para pedir múltiplos favores. Eu fiquei como louca observando nos sorrisos de alguns garotos na escola, mas não consegui achar nenhum que fosse tão parecido com o do garoto secreto que beija bem.

— Amber você está parecendo louca, pare com isso. Talvez esse Zorro nem estude aqui. Disse o Evan já sabendo o que eu estava fazendo.

— Como você sabe dessa história? Perguntei.

— Foi mal, amiga. Eu contei para os meninos, até porque eles também são nossos amigos e não tem porque eles ficarem de fora disso, não é mesmo? Disse a Kate com um sorrisinho amarelo.

— Que seja! Eu não vou encontrar esse Zorro mesmo e se encontrar, ele não vai querer nada comigo. Respondi revirando os olhos e voltando a comer.

Depois que terminamos de comer, fomos até o local onde colocamos as bandejas e tirei todas as louças, coloquei num local reservado e já ia andando, quando dei de cara com grupo de populares, a Samantha estava na frente de todos eles e disse:

— Será que você ainda não aprendeu que quando os “mais, mais” da escola passam, pessoas como você não devem ficar no meio do caminho, sobrancelha de lagarta?!

Tudo bem que a minha sobrancelha era grossa, mas acho que ela pegou pesado. Eu sempre abaixava a cabeça para ela, mas dessa vez a minha amiga Kate estava comigo, ela segurou em mim e disse:

— Nossa, o grupinho dos “acho que sou alguém” arrumaram um nomezinho novo? Que criativo! Ou não... Mas só tem uma coisa que vocês também terão que aprender, a minha amiga ou qualquer outra pessoa pode ficar onde elas bem entenderem, quando elas quiserem. Sabe por quê? Porque a escola é pú-bli-ca, o espaço é público e pode ser ocupado por qualquer estudante daqui, então para com essa palhaçada de querer diminuir as pessoas e aprende a virar gente, sua imbecil!

Uau! Essa foi demais, Kate! Dá-lhe Kate! Ha! Ha!

Acho que foi a primeira vez que alguém enfrentou a abelha rainha da escola, que ficou sem saber o que dizer, procurando palavras, tentando balbuciar algo, mas quando viu que não tinha respostas, disse:

— Vamos galera, porque essa área está infectada por pessoas insignificantes e elas estão se multiplicando.

— Credo! Disse uma das amigas dela passando pela gente.

— Ah vá, bando de tapete ambulante da Samantha. Disse a Kate revirando os olhos para eles.

Assim que eles saíram, todos os outros grupos de pessoas que estavam no refeitório aplaudiram a Kate de pé, até porque ela merecia depois daquele show que ela deu.

— Obrigada, obrigada, amados. Disse Kate fazendo reverência a todos eles de palhaçada.

Eu ri dela e fomos para a sala juntas rindo. Depois disso tivemos aula de literatura e por fim fomos liberados. Eu fui até o carro do meu irmão no estacionamento, mas quando cheguei lá, vi que ele estava encostado no carro conversando com o Scott sobre as finais dos jogos, é claro. Eu fui chegando de fininho, quando me aproximei deles, falei sem olhar para nenhum deles:

— Abra o carro, por favor, Josh.

— Tá. Disse ele apertando o botão destravando as portas.

— Ué gatinha, não fala mais comigo? Perguntou o Scott me olhando.

O quê? Como assim?

— Oi Scott. Respondi com um sorriso forçado entrando no carro.

— Tire os olhos de minha irmã, se não quebro a sua cara. Disse Josh zoando com ele.

— Relaxa cara, só estou sendo educado. Disse ele.

Eu ri dentro do carro e fiquei corada, obviamente. Depois disso, eles continuaram aquele papo que eu considero chato um bom tempo, de vez enquanto eu dava algumas olhadas para o Scott e em algumas delas, eu via que ele correspondia ao meu olhar, mas ele me olhava diferente, com um olhar misterioso, sei lá. Como quem quer descobrir algo... Talvez fosse paranoia minha, mas o olhar dele era diferente, isso era. Bom, em algum momento o Dylan, que era o melhor amigo do Scott o chamou e ele se despediu do meu irmão e de mim e foi até o carro do Dylan.

— Achei que não fossemos embora hoje... Reclamei.

— Ah, para de bobeira, Amber, foi uma conversa rápida. Disse Josh entrando no carro, fechando a porta e ligando o carro.

— Aham... Rapidíssima. Ironizei.

E ele riu. Chegamos a casa, minha mãe estava preparando o jantar e meu pai ainda não tinha chegado do trabalho.

— E aí, coroa. Disse Josh indo até ela e dando um beijo no rosto dela.

— Oi filhote. Disse ela retribuindo o beijo no rosto dele.

— Ah, qual é, mãe! Acho que já estou velho demais para ser chamado assim. Disse ele se afastando dela.

— Eu sei e eu estou nova demais para ser chamada de coroa. Disse ela rindo.

— Ei mãe. Falei com ela correndo para subir as escadas.

— Mocinha! Exclamou ela.

Eu parei na metade e ela disse:

— Venha falar direito com a sua mãe.

— Tá. Falei de costas para ela revirando os olhos.

Eu me virei e desci lentamente, fui até ela, dei um beijo no rosto dela e voltei lentamente até a escada.

— Adolescentes... Disse ela.

Eu subi, entrei no meu quarto jogando minha mochila em qualquer canto e fui até o meu banheiro tomar um belo banho. Daí, depois eu fiz o que eu costumava fazer sempre, assisti a alguns filmes eu que tinha alugado no fim de semana comendo guloseimas, depois fiquei lendo o livro que eu mais amava na época e ouvindo o CD da minha banda favorita, Paramore. E eu sei disso porque eu fazia isso todos os dias naquela época, e por um milagre não fiquei obesa, até porque eu era muito magra e comia feito um boi. Ah como eu amo a minha linda genética. Minha família é constituída de pessoas lindas e magras, eu puxei a parte magra da família... Enfim... Era sempre assim que terminava o meu dia.

Notas finais
E aí, gostaram? Que tal deixar o seu comentário? Eu amo saber o que os leitores gostaram e esperam da história. Beijos e até o próximo capítulo :*