Notas iniciais
Olá, leitoras! Cá estou cedão, postando no dia do meu aniversário o teaser desta história. A data especial é minha, mas o presente fica para vocês. Segue abaixo o capítulo. Nos falamos mais nas notais finais.

Em Janeiro...

Término de relação dói. E dói mais ainda se foi inesperado e pior ainda, se foi da forma como foi o meu com o Sr.Gostoso.

Mas como diz a Daisy: "Se acabou... Acabou, meu amor! E é vida que segue!"

Falando é fácil, mas na prática, a coisa é bem mais complicada.

Eu até estava determinada a dar segmento em minha vida depois da dolorosa separação com Grissom.

Contudo conseguir isso e mais ainda, esquecer-me daquele cretino que se instaurou dentro do meu coração e me proporcionou os melhores e mais lindos momentos nos últimos meses, estava sendo uma árdua tarefa até eu rebecer um excelente incentivo para conseguir isso. Ou melhor, minha prima me deu esse incentivo extra como cortesia sua.

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Um novo começo em um novo emprego....

— Seja bem vinda a BoB, Sara. Estou muito feliz em ter você trabalhando aqui. — com um sorriso gigantesco Owen me abraçou com carinho e eu retribuí o gesto.

A expectativa de começar um ciclo novo da minha carreira profissional era a melhor possível. Havia um pouco de medo, mas nada que me apavorasse. Essa fase já passou.

— Obrigada, Owen! Espero corresponder a altura da expectativa que está depositando em mim.

— Tenho certeza que você irá superar essas minhas expectativas.

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Um novo alguém que surge...

— Oi! Posso me sentar com você? É que os outros lugares estão ocupados.

Ergui meus olhos do prato de comida para encontrar o homem que havia se dirigido a mim. Era o mesmo sujeito que flagrei por diversas vezes me encarando durante a reunião de mais cedo na editora.

Na ocasião o sujeito só havia dito seu nome no momento das apresentações. Nome este que agora, ali, eu sequer me recordo. Fora isso ele não falou mais nada, apenas ficou me encarando ao longo da reunião toda. E toda vez que eu o pegava me encarando, o sujeito desviava o olhar de mim.

— Claro! — concordei após um breve tempo racionalizando se devia ou não ceder aquele pedido. Acabei optando por aceitá-lo se juntando a mim para não ser grossa com um sujeito que era meu colega de trabalho. Sem contar também, que eu poderia aproveitar e questioná-lo sobre a razão pela qual ele ficou me encarando tanto mais cedo.

— Obrigado!

Ele sorriu em agradecimento e se acomodou na cadeira a frente de mim. Fez sinal para o garçom.

Enquanto ele fazia seu pedido, eu me limitava a apreciar meu almoço. A comida estava uma delicia e o lugar tinha um clima agradável.

Assim que o garçom se foi o meu acompanhante à mesa se pronunciou à mim.

— Desculpa ter a cara de pau de chegar aqui e te pedir para me sentar com você. Nós acabamos de nos conhecer mais cedo e eu já vim logo pedindo pra praticamente almoçar com você. — ele sorriu e eu acabei rindo junto. — Mas se não fizesse isso teria que aguardar quase uma hora. E meu horário de almoço tá curto hoje, Sara.

"Ele lembra o seu nome e você não lembra o dele, que legal!", zombou a voz irritante em minha consciência.

— Sem problema. — o tranquilizei já que ele parecia preocupado. Suponho que seja em não querer me passar a impressão de folgado por ter pedido para se sentar comigo.

— E aí como está sendo esse começo na BoB?

Seu olhar azul focado fixamente em mim à espera da minha resposta, me desconsertou por um milésimo de segundos. Era um olhar de alguém que parecia esta lendo a minha alma. E eu tive receio de que ele realmente estivesse fazendo isso e descobrindo o quão despedaçada eu ainda me encontrava por dentro.

— Ainda estou me ambientando. — respondi, desviando o olhar dele para meu prato de comida.

— Qualquer coisa pode contar comigo.

Levantei a cabeça e tornei a olhar o sujeito. Ele sorria para mim de maneira gentil.

Como é o nome dele mesmo?

Droga, eu não lembrava! Teria que perguntar seu nome. Seria bem chato, pois horas atrás tivemos uma reunião e agora eu nem lembrava o nome dele. Engolindo a vergonha, questionei:

— Me desculpa a pergunta, mas... Qual o seu nome mesmo? Eu não lembro agora. — sorri sem graça.

O sujeito abriu um enorme sorriso divertido e me esticando a mão por cima da mesa, se apressentou de novo:

— Sou Doug Wilson, editor de arte.

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O inesperado acontece...

Eu realmente estava com medo, mais que isso. Eu estava APAVORADA! Era aquela porta se abrir para eu ter uma negativa que tiraria uma tonelada dos meus ombros, ou pior ainda, me deparar com a confirmação daquilo que vinha tirando o meu sono desde o momento em que cogitei aquela possibilidade.

Vamos lá, Sara! O que tiver que ser... Será!, disse a mim mesma encarando o relógio na parede da sala.

Quanto mais eu via o ponteiro avançar nos segundos e minutos, mais aquela espera pela confirmação ou negação daquele fato me agoniava.

Coragem! Você é uma mulher ou uma ratazana?!

Naquele momento eu estava mais para uma ratazana bem medrosa, diga-se de passagem. Tudo o que eu não precisava agora era que minhas suspeitas se confirmassem. Mas caso isso viesse a se concretizar, a minha vida com certeza ia virar de ponta à cabeça.

A porta então se abriu e imediatamente, eu encarei cheia de expectativas a mulher que adentrou a sala. Ela trazia nas mãos o papel onde estava escrito se realmente o destino tinha me pregado aquela peça sacana.

— E então? — tomei coragem e me arrisquei em perguntar. Por dentro eu orava como louca para não ter a confirmação.

— Meus parabéns, você está grávida, Sara!

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Presente de aniversário...

— Sara!

— Oi, Morgan... — respondi à minha assistente sem tirar os olhos da tela do notebook.

— Um entregador acabou de deixar isso pra você.

Ao olhar para Morg encontrei-a segurando um lindo e maravilhoso buquê com magníficas rosas brancas. Sorri ao ver aquilo. Só podia ser coisa do Doug. Ele disse que tinha uma surpresa para mim hoje por conta do meu aniversário. Creio que esta seja sua surpresa. E era linda!

— Me dê aqui essas flores. — pedi levantando da cadeira.

Minha jovem assistente veio e me estendeu o buquê.

— Isso tem cheiro de ser de certo editor de arte. — cantarolou Morgan e eu sorri sem jeito alisando com a mão livre a minha barriga já volumosa enquanto lançava um olhar tímido à loirinha diante de mim.

— É bem capaz.

Doug é um doce mesmo. Gentil, atencioso e sempre disposto a me mimar e agradar de tudo quanto é forma. Ele facilmente é o sonho de consumo de qualquer uma de nós mulheres.

— Não vejo cartão algum. Você vê? — observei.

— Está aqui ó. — Morg apontou o papel.

Apanhei o envelope pequeno de cor branca. De dentro puxei um papel onde li:

"Felicidades pela data especial de hoje... meine liebe."

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O reencontro...

— Sara!

Essa voz!

Reconheci na hora. Era ele! Nem precisava me virar para confirmar aquilo. Sua voz era inconfundível e fez minha pele arrepiar, além de fazer algo dentro do meu peito pular de maneira involuntária.

O tempo passou e eu já estava em outra, mas ainda assim, ele exercia um poder sobre mim, que pensei ter superado. Ledo engano! E a prova disso estava ali, no fato de sua presença estar me afetando como era antes.

Virei-me devagar e só confirmei o que já sabia. Ele estava de volta! Bem diante de mim, exibindo uma expressão fechada de alguém que estava puto da vida.

— Grissom! Quanto tempo? — vestindo a armadura da frieza, eu me pronunciei.

De repente um gatilho em minha mente foi puxado e eu tinha de volta a mente todo o desgosto e raiva que ele me fez passar por aquela noite negra em que me trocou pelo patrimônio da família. Me vi revivendo as noites de dor, às vezes em que o vi em revistas e jornais pousando ao lado de Maryane exibindo sorrisos e vendendo um casamento feliz com ela.

Ele disse que não ia tocar na Maryane, mas minha prima fez questão de esfregar o contrário na minha cara com uma foto da noite de núpcias deles, na qual Grissom aparecia dormindo agarrado à ela na cama. E jurei a mim mesma a partir do momento que recebi aquela fotografia, que ia fazer das tripas coração para esquecer que um dia amei aquele homem.


Tudo isso e muito mais em 2019. Aguardem.

Notas finais
Mortas? Chocadas? Querendo a minha cabeça a prêmio? Eu imagino que "sim" para todas as perguntas acima. Kkkkk. Vamos lá falar do capítulo. Foi bem complicado eleger apenas estes momentos citados no teaser. Essa história está recheada de vários acontecimentos. Não pensem que estes que coloque são os mais importantes e por isso que resolvi postá-los, porque não são. Existem outros mais tão importantes ou até mais que estes. Contudo, eu não quis mencioná-los motivos: o primeiro seria para não deixar este capítulo enorme demais. E o segundo manter o segredo. Espero que tenham apreciado o capítulo e despertado mais ainda a curiosidade de vocês em ler esta história. Aguardo as impressões de vocês quanto ao capítulo. Um super abraço e beijo em cada leitora que chegou até aqui. Nos vemos novamente nesta história em Janeiro para o começo da fic. Até lá, queridas.