After Separation - Livro 2
51 Capítulo XLIX
Notas iniciais
Um choque percorreu o auditório. A surpresa era palpável, misturada a sussurros de descrença. Meu coração falhou uma batida. Grissom? É sério?
Olhei para o palco novamente, e lá estava ele, emergindo da lateral com um sorriso vitorioso e subindo ao palco principal. Vestia um terno chumbo impecável que gritava "poder". A "coisa boa" que eu esperava acabara de se materializar no meu pior pesadelo. A ficha caiu, pesada e fria: Grissom era o dono da editora onde eu trabalhava.
- Isso só pode ser piada — ouvi Doug murmurar em descrença ao meu lado.
- Ai, meu Deus! — era Morgan, quase tendo uma síncope, completamente alheia ao meu pavor.
Eu me limitava a acompanhá-lo com o olhar. Grissom parou diante de Owen e o cumprimentou. Ele pareceu lhe sussurrar algo. Questionei-me se já se conheciam, pois a familiaridade do cumprimento pareceu estranha. Em seguida, Grissom caminhou até Richard no púlpito. Trocaram um abraço e algumas palavras, e ele se afastou, deixando para Gilbert as honras de se apresentar sozinho, como se precisasse de introdução.
Grissom levantou a mão, pedindo silêncio. A essa altura, o auditório já estava em polvorosa, com o choque se espalhando como um incêndio. Ele esperou pacientemente até que as murmurações cessassem, seu sorriso indisfarçável se fixou em mim na terceira fileira, assim que me achou.
- Bom dia a todos — sua voz soou pelo sistema de som, calma e controlada, mas carregada de uma arrogância presunçosa. — Alguns de vocês já me conhecem. Para quem ainda não me conhece, sou Gilbert Grissom, e é um prazer assumir o controle desta editora.
Confusa e atordoada com a novidade, lancei um olhar para Owen, parado ao lado de Richard, seu semblante sério agora, sem o sorriso fino de antes. Foi então que li em seus lábios as palavras mudas: sinto muito.
Ele sabia. Ele sabia o tempo todo e não me avisou nada.
- Vocês devem estar se perguntando... O que o dono de uma rede de indústrias farmacêuticas, acostumado a lidar com... — Grissom fez uma pausa dramática, varrendo o auditório com seus olhos de aço e o sorriso de triunfo inabalável — ...remédios e cura, faria no comando de uma editora?
As murmurações recomeçaram, mais baixas agora, mas cheias de uma curiosidade aguçada.
- Negócios são negócios — continuou ele, a voz baixa, mas penetrante enquanto desfilava pelo palco com a segurança de poucos e a superioridade de alguém com o ego maior que o mundo. — E eu sou muito bom em administrar negócios. — Arrogante!, pensei comigo. — Recentemente li os relatórios trimestrais da BoB e, com satisfação, vi que a editora é uma empresa sólida, líder no mercado editorial. Minha intenção é fazer esta liderança aumentar ainda mais em relação aos nossos concorrentes. Somos a companhia que os demais vão almejar alcançar, aquela que eles vão querer bater, mas não conseguirão.
Ele fez uma nova pausa, permitindo que a ousadia de suas palavras pairasse no ar.
- Minha visão para a BoB não é apenas manter o status quo — prosseguiu, o tom adquirindo uma seriedade calculada e um profissionalismo que, confesso, chegava a impressionar, -... Mas expandir nossos horizontes. Exploraremos novas mídias, investiremos em tecnologia de ponta e, acima de tudo, continuaremos a nutrir o talento que faz desta casa o que ela é. Manteremos nossa excelência editorial, mas com uma mentalidade voltada para o futuro e para a lucratividade agressiva.
Seu olhar varreu a multidão, pousando brevemente em mim novamente, antes de retornar ao centro do palco.
- Acredito em resultados, em eficiência e em crescimento. E é isso que vocês podem esperar da minha gestão. Não farei mudanças drásticas de imediato; a transição será suave. No entanto, que fique claro: a partir de hoje, o controle é meu. E farei valer cada centavo do meu investimento.
Uma onda de palmas tomou conta do auditório após seu breve discurso. A maioria dos presentes parecia comprada por sua confiança inabalável e sua visão de negócios.
Aquele era um lado de Grissom que eu não conhecia. Uma frieza profissional e uma presença de palco intimidadora. O Grissom daquele auditório não era, de forma alguma, a mesma pessoa com quem eu dividi momentos de vulnerabilidade.
- Vai dar expediente aqui todos os dias? Porque, que eu saiba, você comanda a empresa da sua família lá na Alemanha.
Virei-me para Doug, espantada com seu conhecimento acerca de Grissom e sua pergunta ousada, feita em voz alta o suficiente para que alguns ao nosso redor ouvissem e se virassem. O auditório, que começava a relaxar, ficou tenso novamente.
Grissom não se abalou. Um sorriso frio e calculista desenhou-se em seus lábios.
- Está bem informado sobre mim, não é, senhor...
Balancei a cabeça, incrédula com a cara de pau dele em fingir que não sabia o nome de Doug.
- Doug... Doug Wilson — ouvi Doug dizer, a contragosto.
- Então, senhor Wilson... A resposta é: sim, estarei aqui — ele disse com satisfação, como se saboreasse a resposta. O sorriso triunfante era apenas um mero detalhe. Eu quis desfalecer com aquela situação. Não bastasse Grissom ser o novo dono da editora onde eu trabalhava, ele, consequentemente, era o meu mais novo chefe e eu ainda toparia pelos corredores daquele prédio. — Mas não 100% como gostaria, porque tenho minhas responsabilidades na Alemanha, como o senhor muito bem informou. Ficarei me revezando entre lá e cá. Alguma outra pergunta?
Encorajados pela pergunta de Doug, outros braços se ergueram e várias perguntas vieram de diferentes pessoas. Grissom respondeu a todas, uma a uma, sempre lançando um olhar em minha direção. Então Richard e Owen aproximaram-se dele no centro do palco, e o outro dono da BoB pôs fim à sabatina do pessoal e pediu a palavra. Ele disse algumas coisas mais às quais nem prestei atenção, já que meu olhar estava preso em Grissom, que me encarava sem cerimônia e com um sorriso agora discreto.
Assim que a reunião foi oficialmente encerrada, a debandada foi geral. As pessoas se levantaram, comentando animadamente a reviravolta dos acontecimentos. Observei Grissom também se afastar com Richard. Uma onda de raiva me consumiu ao me dar conta da situação toda. Ele comprou o local em que eu trabalho... COMPROU!
- Sa... — Doug começou.
Eu nem deixei a frase dele prosseguir. Rumei atrás daquele cretino assim que ele desceu do palco e pegou a mesma porta pela qual adentrara o auditório. Ao fundo, ainda escutei as vozes de Morgan e Doug chamando meu nome, mas nem me dei ao trabalho de parar; a urgência de falar com aquele ridículo era maior.
Vi quando ele se despediu de Richard e seguiu para o elevador, escoltado por Luke, sua sombra constante. Apressei o passo até alcançá-lo, com a raiva nublando minha visão.
- Grissom!
Ele se virou, com um sorriso presunçoso que me deu vontade de estapeá-lo. Luke imediatamente se postou ao seu lado, em posição de guarda.
- Olá, Sara! — cumprimentou-me com a expressão mais cínica do mundo, como se não tivesse acabado de fazer a maior jogada de mestre da sua vida nas minhas costas.
- Qual é o seu intuito comprando a empresa que eu trabalho? Ficar perto de mim e...
- Sara... — ele pronunciou meu nome e ergueu a mão, me interrompendo com um suspiro teatral. — ...Eu te amo, mas você não é o centro do universo.
A declaração foi uma mistura agridoce de confissão e desprezo. O "eu te amo" atingiu-me com a força de um soco no estômago, mas a ressalva seguinte diluiu qualquer calor que pudesse sentir. Ele não estava ali por mim, ou pelo menos não só por mim. O seu sorriso de triunfo, agora, parecia mais complexo, carregado de uma verdade que eu não conseguia decifrar completamente.
Ficou em silêncio por um breve momento, deixando a frase pairar entre nós. Grissom então retoma a fala, a voz em um tom mais sério e profissional:
- Eu costumo comprar empresas... Por exemplo, sou dono de uma empresa aérea, de tecnologia, de hotéis de luxo, e agora, desta editora.
Ele enumerou seu império com a frieza de quem recita a lista de compras do mercado, ignorando completamente o fato de que acabara de me declarar amor.
- E você trabalhar nela é apenas um efeito colateral, uma coincidência, ainda que seja uma coincidência... interessante. — ele sorriu e se virou para entrar no elevador que acabara de abrir suas portas.
- Mentiroso! — rebati a seguindo no elevador adentro. — Você sabia bem que eu trabalhava aqui.
Seu segurança e motorista, ao me ver entrar junto, lançou um olhar para Grissom e assentiu, saindo e avisando que pegaria outro elevador, nos deixando sozinhos.
- Sugiro que pare de levar as coisas para o lado pessoal e comece a pensar como funcionária. Minha funcionária, agora — havia certo divertimento no tom de voz dele e no modo como me olhava.
O elevador começou a descer, o silêncio pesado preenchido apenas pelo ruído suave dos cabos.
Cruzei os braços, encarando-o com indignação, enquanto ele me observava com um sorriso de superioridade que me tirava do sério.
- Você não pode fazer isso — protestei, tentando manter a voz baixa para não atrair atenção, embora estivéssemos sozinhas.
- Fazer o quê, exatamente? — ele ironizou, inclinando a cabeça para o lado. — Gerir minha propriedade? Ou talvez... gerir você?
Minha respiração ficou presa na garganta. O cinismo dele era uma faca afiada.
- Sabe que essa situação é, no mínimo, antiética.
- Antiética? — ele riu, uma risada fria e curta. — Negócios são neutros, Sara. E, francamente, adoro uma boa coincidência.
- Você é muito ridículo — insultei-o. Ele riu, inabalável com minha raiva; pelo contrário, meu aborrecimento parecia o combustível perfeito para sua diversão.
- Senti a sua falta — declarou após um breve silêncio, e com um brilho diferente nos olhos. — Ficar sem contato com você tornou a semana difícil, mas foi necessário. E até valeu a pena, já que bastou a distância para que me mandasse mensagem querendo conversar.
Ele deu um passo em minha direção, encurtando a distância entre nós. Pressionou um botão no painel de controle e a caixa metálica parou abruptamente entre os andares. O ar no cubículo tornou-se instantaneamente rarefeito. O silêncio pesava, preenchido apenas pelo zumbido suave do motor do elevador e pela tensão crescente entre nós.
Recuei um passo e dei com as costas na parede do elevador.
- Por que não aproveitamos que estamos sozinhos aqui e adiantamos a conversa que você quer?
Engoli em seco com o tom de voz baixo e quase sedutor que ele usou.
- Não — apressei-me em dizer, buscando refúgio no canto oposto do cubículo. — Com a raiva que estou agora, essa conversa não vai dar certo.
A situação era volátil demais para uma discussão tranquila, especialmente com a gravidade do que precisava ser dito. Seria um desastre absoluto revelar para Grissom sobre nosso filho enquanto aquele rancor gritante borbulhava em mim.
- Por quê? O assunto é tão grave assim?
- Sim! — foi tudo o que consegui dizer. Imediatamente, destravei o elevador, fazendo a caixa metálica voltar a descer em direção ao andar que Grissom havia selecionado: o térreo.
Em silêncio, Grissom me encarava e eu a ele, a tensão diminuindo à medida que o elevador descia.
- Seu namoradinho não vai implicar de nos encontrarmos na sua casa? — ele quis saber, quebrando o silêncio com uma pontada de ironia ao se referir ao a Doug de forma tão diminutiva.
- Ele sabe — menti, embora pretendesse contar ao Doug sobre o encontro com Grissom e seu verdadeiro intuito. — Além do mais, Doug confia em mim.
- Por acaso isso foi uma indireta?
- Por acaso, a carapuça serviu? — devolvi a pergunta com outra ácida.
O elevador chegou ao andar de Grissom e as portas se abriram com um clique suave.
- Sabe bem que eu confiava em você. Era nos outros que eu não confiava e nem confio — ele retrucou. Colocou os óculos escuros e, com um sorriso irônico, despediu-se: — Até amanhã na sua casa, então, Sara. — A frase saiu com o sabor de quem acabara de ganhar a partida final de um jogo complexo.
E saiu do elevador, com um andar firme, deixando para trás apenas o rastro de sua arrogância e soberba.
Instantes depois, saí do elevador no meu andar ainda incrédula com o que acabara de ocorrer naquela manhã na editora. Grissom agora era meu chefe. Meu chefe.
Voltei para minha mesa no departamento editorial, a cabeça a mil por hora. Morgan e Doug me esperavam, a primeira com o olhar curioso e o segundo um olhar irritado.
- E então? — perguntou Morgan, mal contendo a excitação. — O que falou com ele? Você o estapeou?
- Não estapeei ninguém — resmunguei, ao me acomodar em minha cadeira. — Mas tive vontade.
- Ele é um colírio, hein? — suspirou Morgan.
- Ele é um arrogante, isso sim — corrigiu Doug com cara de poucos amigos.
Encarei meu namorado. Seu semblante não era dos melhores, e o cenho franzido denunciava o ciúme que ele tentava, em vão, disfarçar. Sabia que bastava Grissom aparecer para a minha paz com Doug ser imediatamente abalada.
- Morgan me deixa sozinha com o Doug, por favor. — pedi a minha assistente. Sabia que precisava de uma conversa com Doug para apaziguar a situação e acalmar seu ânimo.
- Claro, com licença, gente. — Morgan saiu da sala rapidamente.
- Pode me explicar por que você foi atrás daquele sujeito? — Doug me olhava com uma expressão séria.
- Queria saber qual era a intenção dele em comprar a editora onde trabalho. — expliquei, massageando minhas têmporas.
- Não está óbvio para você? — Doug retrucou, visivelmente descontente. — Ele quer ficar perto de você. Te cercar de tudo quanto é jeito pra te ter de volta.
Ouvir aquelas palavras em voz alta me atingiu com força total. Uma parte de mim já sabia disso, mas verbalizado por ele, parecia mais real.
- Ele não vai parar enquanto não conseguir o que quer — decretou Doug, com uma certeza absoluta que, no fundo, eu sabia ser real. A convicção em sua voz me preocupou.
- Doug, eu não quero discutir com você.
Ele bufou, passando a mão pelos cabelos, visivelmente frustrado, mas tentou se controlar.
- Certo. Desculpe. Só... toda essa situação me deixa louco. Primeiro ele reaparece do nada, agora é nosso chefe. E a situação só vai piorar quando contar pra ele sobre o Benny.
Eu já imaginava. Doug não estava me revelando um segredo, mas a pressão de Lewis tornava impossível adiar mais aquele confronto inevitável. A ansiedade cresceu no meu peito.
- Sobre contar pra ele... decidi fazer isso amanhã.
Notei que minha decisão repentina o pegou de surpresa.
- Amanhã? — sua voz saiu em um sussurro chocado.
- Sim. Inclusive, pedi que ele fosse lá em casa à noite para conversarmos.
- Tão rápido assim?
- Na verdade, já demorei demais. Lewis não para de me pressionar, e é melhor que Gilbert saiba por mim, de forma controlada, do que por terceiros ou de um jeito pior. Ele iria pirar, e as consequências poderiam ser desastrosas.
A seriedade das minhas palavras pareceu finalmente calar Doug. Ele assentiu lentamente, a expressão suavizando de raiva para preocupação.
- Desastrosas como? — ele perguntou, a voz mais baixa agora.
- Não sei... Grissom tem temperamento forte. Dele pode-se esperar qualquer coisa.
- Certo. — ele suspirou, passando a mão pelo rosto. — Mas ainda não gosto da ideia dele na sua casa.
- Eu sei, eu sei. Mas é o único lugar onde sei que teremos privacidade total.
Doug assentiu, embora a tensão em seus ombros não diminuísse.
- Tudo bem. Se quiser, posso estar com você lá. Não me agrada a ideia de te deixar sozinha com aquele sujeito descompensado.
Sua sugestão não me pareceu nada boa. A presença de Doug poderia aumentar o risco da situação explodir de forma incontrolável.
- Não me leve a mal, mas prefiro que seja apenas Grissom e eu. Talvez a sua presença não ajude e só piore a situação — tentei dizer da forma mais delicada possível.
- Ok! Se prefere assim.
O restante do dia se arrastou. A notícia da venda da editora e do novo proprietário se espalhou como fogo, e o ambiente de trabalho ficou elétrico, cheio de especulações e ansiedade. Eu, no entanto, só conseguia pensar no encontro da noite seguinte.
Quando cheguei em casa, exausta, meu filho foi meu ponto de equilíbrio. O abracei com força, sentindo um aperto no peito. Meu filho. Minha responsabilidade. A gravidade do que eu precisava fazer pesou sobre mim.
Naquela noite, Doug passou em casa como de costume. Ele trouxe comida do meu restaurante preferido, e o clima entre a gente estava melhor. Doug não parecia tão aborrecido quanto na editora. Comemos e trocamos conversas triviais, evitando propositalmente o tema "Grissom" para prevenir desentendimentos ou conflitos.
Porém, eu o sentia inquieto com alguma coisa, olhando no relógio por diversas vezes. Em determinado momento, isso me incomodou ao ponto de eu externar o incômodo com impaciência:
- O que foi, Doug? Parece inquieto com alguma coisa. Além disso, já olhou para esse relógio umas dez vezes nos últimos cinco minutos — comentei, embalando Benny em meus braços.
Sua resposta foi impedida pelo toque da campainha. Levantei uma sobrancelha para Doug, que pareceu ficar visivelmente mais relaxado com o som inesperado.
- Quem será? — o encarei confusa.
- Está esperando alguém? — ele questionou.
- Não.
Me levantei do sofá com Benny nos braços e me dirigi à porta, com Doug me seguindo de perto. Abri e me deparei com Grissom, o olhar gélido e a expressão transfigurada em ira. Seus olhos baixaram para Benny em meus braços e, por um segundo fugaz, vi a ira se dissipar, substituída por um sentimento que não soube bem descrever, refletido em seus orbes azuis. Sua mão direita se ergueu e o polegar tocou carinhosamente a bochecha de Benny. Algo dentro de mim vacilou com a ternura inesperada do gesto e temeu a razão desconhecida de seu carinho repentino.
Ele ergueu os olhos para mim novamente e uma nuvem nublada de fúria tomou conta deles outra vez. Sua expressão voltou a endurecer. Sem dizer nada, ele invadiu minha casa sem autorização.
- Ei! — Doug o chamou, indignado, mas Grissom o ignorou completamente, como se Doug fosse uma estátua qualquer. — Não pode invadir a casa dos outros sem a devida autorização!
- Cala a porra da sua boca! — mandou Grissom controlando a altura da voz, provavelmente por conta da presença do bebê em meus braços. Eu podia quase ver uma fumaça invisível saindo de sua cabeça, de tão furioso que estava, mas por quê? — Minha conversa é com a dona da casa.
Fechei a porta, confusa com aquela situação toda, e me dirigi de volta à sala com um misto de curiosidade e apreensão.
- A gente tinha marcado de conversar amanhã, Grissom.
- Por que não me contou que ele é meu filho? — Grissom perguntou, o olhar faiscando de raiva.
Fale com o autor