After Party
3 Na cama e no banheiro
Notas iniciais
O carro parou na garagem de um hotel e eles desceram.
Cláudio suava frio, mas estava decidido. Mário era um homem bonito, atraente, educado e inteligente, além de mais velho que ele, e certamente mais experiente. Era uma ótima pessoa para sua primeira vez. E alguém que ele gostaria de se lembrar por ter tido como primeiro.
Mas ele trabalha para o seu pai! É amigo dele!
Foda-se, disse a si mesmo. Depois daria um jeito nisso.
Eram 3 horas da manhã.
Coisas acontecem nas sextas-feiras... principalmente após a meia-noite...
Eles entraram no hotel e Mário se dirigiu à recepção. Levou apenas alguns minutos com a atendente e logo ele voltava com uma chave na mão e um sorriso largo no rosto.
— E aí? Vamos? – disse. Então deve ter visto a apreensão estampada no rosto do garoto, porque colocou a mão no ombro dele e acrescentou: — Deixa que eu te conduzo. Vem.
E eles subiram as escadas.
— Quantas vezes você já fez isso?
— Isso o quê? – Mário abriu a porta, ligou as luzes e o empurrou para dentro do quarto.
— Você entendeu: pegar alguém assim e...
— Isso realmente importa?
— Ahn... acho que não.
— Então relaxa.
Havia uma cama de casal, um frigobar, ar condicionado, uma mesa redonda com revistas espalhadas e um banheiro ali próximo.
— Ah, acho que vou tomar um banho. Eu tô suado, sabe, da festa e... – começou a dizer Cláudio, mas Mário se aproximou, pôs as mãos em sua cintura e colou o corpo no dele, o rosto barbado a centímetros do seu.
— Hum, eu não ligo para isso. Na verdade, acho até excitante.
Nossa, o hálito dele é bom.
— Sério? – As mãos de Cláudio tremiam levemente.
— Você nunca fez isso, não é?
Cláudio balançou a cabeça. Não adiantava mentir. A ansiedade o denunciava como o bafo denuncia um alcoólatra.
— Não acredito! Sério mesmo? Quer dizer que vou ser o sortudo a desvirginar o filho do meu chefe? A dá-lo sua primeira experiência gay?
Cláudio riu, um riso mais de nervoso que de animado
— E eu sempre achei você um gatinho, sabia? E sentia que era gay. Nós sempre reconhecemos nossos semelhantes.
— Sério? – repetiu o garoto, cético. Será que todo sempre sabe primeiro que você mesmo?
— Humrum. Seriíssimo. Só não me arriscaria a ataca-lo, é claro. Mas agora que você tem 18, e aparecendo assim de surpresa para mim na madrugada, acho que não vou recusar esse presentinho do universo.
Eu tenho 17, mas tudo bem. Se eu consigo enganar o segurança da boate, por que não conseguiria enrolar um cara tarado por novinhos?
— Ok – disse ele.
— Agora, relaxe e deixe comigo – sussurrou o homem, e, tirando a camisa suada de Cláudio, jogou-a no chão. – Corpo gostosinho – elogiou. Então, baixou a cabeça e começou a chupar e morder os peitos e os mamilos do garoto, deixando-o todo arrepiado.
Caramba, que coisa boa! Foi impossível não deixar escapar alguns gemidinhos. Logo, Mário desabotoava sua calça e tirava seu cinto, ao mesmo tempo em que beijava intensamente seu corpo, subindo pelo pescoço e descendo pelo tórax e pelo abdômen. Cláudio se contorcia sem se conter.
Então, o homem abriu seu zíper e a calça caiu. Depois, ele colocou o rosto na altura dos olhos de Cláudio e disse:
— Você já beijou um homem alguma vez? Não minta.
— Não.
— Então não se preocupe. Só vai ter que se acostumar com a barba.
E eles se beijaram.
No início, foi estranho, incomum – a barba o espetava, roçava sua face, machucando um pouquinho, e ficou ensopada por causa do beijo molhado. Mas logo o corpo de Cláudio falou por ele mesmo: as mãos pararam de tremer e envolveram o homem, os lábios agarraram aqueles lábios intrusos e os sugaram, calorosos; as línguas se tocaram; salivas foram trocadas; e o sangue fluiu como um rio transbordando a margem.
— Acho que você já pegou o jeito – brincou Mário, e com a mão direita apertou e alisou o volume consistente que se empurrava contra a cueca do garoto. – Tô até sentindo sua resposta positiva aqui embaixo.
Cláudio estava surpreso consigo mesmo. Da cabeça aos pés, ele era um turbilhão de sensações. Quase podia ouvir os hormônios atiçando-o, fazendo sua razão ceder ligeiramente para a luxúria.
— E aí, gostou? Eu ainda posso parar se você achar que realmente não é isso que quer ou que não está afim no momento.
— Não. Eu quero – ele disse. – Quero muito – escutou-se dizer.
Se Mário pudesse ser engolido pelo próprio sorriso, certamente já teria sido. Ao obter sua confirmação, ele tirou a própria camisa, as calças, os sapatos e a cueca, e ficou inteiramente nu diante do jovem, o pênis ereto como uma lança no meio de um pequeno e ralo tufo de pelos claros.
— Caraca, você é mesmo muito bonito – elogiou o garoto ao ver que o cara esperava por alguma reação.
— É só isso que tem pra me dizer? Ok, vou me contentar por enquanto. – E o empurrou para cima da cama, antes de subir também e começar a lamber as coxas do garoto.
O coração de Cláudio rugia como tambores incitando uma guerra.
Mário subiu pelas suas pernas até ficar cara a cara com o volume alto na sua cueca.
— Hummm, parece colossal – brincou ele, rindo e mordendo o pau do garoto ainda por cima do tecido fino.
Ai, caramba! Cláudio ainda se questionava, na última hora, se de fato teria coragem de levar aquilo até o fim, quando Mário retirou lentamente sua cueca box com a boca e seu pênis saltou para fora, pulsando como um alien, a glande ensopada, os pelos negros ao redor bem aparados e envolto pelo ar abafado típico dessa região.
— Hmm, que delícia... – Então Mário baixou o rosto e mergulhou nas suas partes íntimas. Primeiro, brincou com seus testículos, acariciando-os com a língua, puxando de leve a pele fina. Depois, partiu para o pênis.
Os palavrões vieram com naturalidade.
Cláudio puxava os lençóis com as mãos, gemendo e se contorcendo. Mas Mário não parou por aí. Após alguns minutos lá embaixo, ele pegou o garoto pela cintura o virou com surpreendente força. Cláudio ficou de bruços e, antes que pudesse sequer falar alguma coisa, o homem começou a lamber sua bunda e o orifício entre seus glúteos.
Ai, minha nossa.
— Talvez doa um pouquinho – ele alertou. – Mas depois só prazer.
Cláudio não viu de onde o homem tirou o lubrificante, nem que horas ele pôs a camisinha, só percebeu, com uma pequena pontada de pânico, que estava sendo penetrado por ele, lentamente invadido, desvirginado de fato.
No início doeu, é claro!, mas o lubrificante ajudou bastante. Além disso, Mário não foi agressivo. Começou com calma, beijando sua nuca, mordendo suas orelhas, enquanto fazia suaves movimentos de vai e vem. Em poucos minutos, o prazer superou qualquer incômodo. Cláudio arfava.
— Tá gostando, tá? – perguntou Mário. – Posso acelerar?
Ele não esperou a resposta para fazer e logo ambos transavam como velhos amantes. Com o garoto de frente, Mário o comeu no melhor estilo papai e mamãe, enquanto com uma mão o masturbava e o alisava.
Gozaram juntos acompanhados de gritos e palavrões.
— Fim do primeiro round – disse o homem, desmontando ao lado. Cláudio ainda estava em êxtase para expressar em voz alta alguma coisa.
Então, assim que recuperaram as forças, eles foram para o chuveiro.
— Você... sempre gostou de garotos? – perguntou Cláudio, um pouco tímido, se ensaboando ao lado de Márcio no box apertado.
— Sim, desde sempre, desde que me entendo por gente.
— E você... é feliz?
— Cara, essa é uma pergunta difícil. – Márcio deu uma palmadinha na bunda do garoto e acrescentou: — Mas não se preocupe. Depois de hoje, sua vida não será mais a mesma. E você teve a sorte de nascer em uma geração onde isso já não é punido com morte ou apedrejamento.
— Mas você, bem, não pensa em se firmar com alguém? – “E parar de pegar garotos de rua para aliviar o tesão?”.
Mário fez uma cara esquisita, que no momento Cláudio não entendeu. Envergonhado, ele pediu desculpas pela intromissão pessoal.
— Não, sem problemas... É que, hum, sendo sócio de uma empresa que lida com publicidade... não sei se seria uma boa descobrirem que o galã dos comerciais gosta de piroca e não daria chances para as tiazonas que compram nosso produtos, não acha?
Cláudio riu.
— Entendo...
— Bom, mas deixa de papo e vem cá! – Mário o puxou e o beijou. Logo, o beijo se transformou em uma pegação louca debaixo do chuveiro, com direito a chupetinhas e dedos intrusos. Cláudio nunca sentira nada mais delicioso na sua vida. Suas mãos tateavam o corpo do homem, procurando senti-lo, apertavam a bunda firme dele, o peitoral, o pênis pulsante...
— Agora é a sua vez – disse Mário no ouvido dele, e, virando de costas, apoiou-se na parede do box e acrescentou: — Me come. Experimenta.
— Tem certeza?
— Mais do que nunca.
E Cláudio o fez.
Ensaboados do jeito que estavam, não foi difícil penetra-lo. Mário deixou escapar alguns gritinhos ao ser invadido, mas não pediu para parar. Vendo que não o machucava, Cláudio continuou, o sangue fervilhando nas veias como lava, enquanto seus olhos tentavam captar a amplitude de tudo o que estava vivendo: o bumbum do homem colado ao seu ventre, indo e vindo, repetidamente, deslizando pelo seu pênis; as costas largas e másculas diante dele, onde apoiou as mãos; o rosto contorcido de prazer do amigo do seu pai; os lábios vermelhos, onde colocou seus dedos, para ele chupar...
O ápice de Cláudio veio num jorro fulminante, com um gemido alto e o fraquejar das pernas. O de Mário veio com a ajuda da mão de Cláudio alguns minutos depois.
— Bem, o bom é que já estamos no chuveiro dessa vez – brincou o homem, virando-se para ele.
Ficaram ainda mais meia hora beijando-se, mesmo após desligar o chuveiro.
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