After Midnight
13 Getting Ready
Notas iniciais
To sem computador leitores e leitoras ;-; então a demora pra postar capítulos vai ser um pouco maior CRIES
Amaya se distraia com as árvores do lado de fora e pensava como sua amizade com Blade poderia ser como aquela paisagem. Passageira
–-Amaya, você está me ouvindo?—Blade não tira os olhos da estrada. "Droga, ele estava falando."–-Me desculpe, eu estava pensando sobre... Meus pais. —"Ótimo, uma mentira com tom depressivo, você sabe mesmo como isso funciona".Amaya então passou as mãos pelo cabelo e se virou para ele, atenção completamente nos movimentos que Blade fazia.–-Eu disse que nosso próximo informante é um pouco...Excêntrico.—Blade disse e desviou rapidamente os olhos para ela. O vento tinha jogado metade do cabelo para frente do rosto, e agora ela tentava retirar.–-Excêntrico tipo bizarro?—Ela disse retirando a ultima mecha castanha do rosto.–-Do tipo que esbanja dinheiro nas festas.–-Oh.–-É.Oh.—Ele imitou ela antes de finalmente ver a próxima cidade no mapa.–-É aqui?—Ela diz ao passar pela placa da cidade. Yacanto. Passaram rápido demais para outras informações.–-Não deixe o nome enganar, veja a cidade primeiro.—Blade informou. Ele havia passado aqui algumas vezes antes, seu papel na Agencia além de eliminar era ter certeza que seus aliados não eram traidores.As luzes da cidade iluminavam o fim de tarde, nenhuma estrela a ser vista. Não com as luzes tão brilhantes, janelas, outdoors, restaurantes, anúncios, postes;Tudo dava aquela cidade um ar mágico, um pequeno paraíso iluminado dentro de um nada que parecia tão obscuro em volta. As mansões gigantescas demarcavam o fim da cidade e o inicio dos campos e lagos.Os campos e lagos devem pertencer a mesma pessoa que é dona da mansão, Amaya observou.As mansões todas pareciam seguir um padrão: brancas, magníficas, com largos campos verdes em frente e um pequeno lago azul oferecendo um reflexo brilhante do céu. Pelo menos essa era a visão de Amaya sobre Yacanto. Para Blade era só mais um lugar que ele tinha que passar para matar alguém ou conseguir alianças para a Agencia.–-Pelas noticias, nosso informante, Max, vai conceber a todos os ricos de Yacanto uma festa de gala. Nós estamos convidados. —Blade disse enquanto parava no semáforo e desligava o radio.Amaya ficou em silêncio. Ela nunca tinha ido a alguma festa antes, não que Blade soubesse mais que ela sobre o assunto. Os dois estavam perdidos.–-Blade, nós temos roupas pra isso?—Amaya agora estava inquieta. Ela não sabia como aquilo funcionava.–-Não. Mas eu sei onde conseguir e como. —Blade disse e puxou uma carteira e a abriu apenas com uma mão. Vários cartões e nenhum deles tinham o nome de Blade.–-Então é assim que você paga tudo?—Amaya deu um meio sorriso.–-É assim que eu pago tudo. —Blade confirmou. —Tem um hotel bem ali. Vou parar.Depois de toda a rotina que agora era normal para entrar no hotel, Blade e Amaya jogaram suas coisas dentro do quarto e saíram para a cidade sem o carro. Afinal, o centro da cidade ficava bem perto do hotel e não era necessário um carro. Blade puxou a mão de Amaya e ela sentiu um arrepio subir por todo o seu corpo quando ele entrelaçou seus dedos e puxou para mais perto, pousando as duas mãos dentro do bolso da sua jaqueta de couro.–-Tudo bem se eu fizer isso?—Blade perguntou. Aquilo era afeição demais? Ele devia se contentar em segurar mãos sem proximidade? Ele não sabia como essa coisa de demonstrar sentimentos e fazer amigos funcionava, mas ele se sentia bem.–-Acho que sim.—Amaya também não entendia aquilo.–-É bem ali.—Blade aponta com a cabeça, ele não está com as bochechas rosadas, mas sente uma vibração subir do seu estomago para seu peito, esquentando seu corpo. Mas seu rosto continua sem emoção alguma.–-Ok.—Amaya sussurra.A loja é gigantesca e colorida em preto e branco, sem tons de cinza, as únicas cores surgiam dos vestidos na vitrine e nos cristais espalhados nos lustres internos. Tudo parece extremamente caro, mas eles não se importam, os cartões falsos pagariam por isso. Amaya é pega de surpresa por uma vendedora enquanto Blade é guiado por um vendedor. Eles não são rejeitados por suas roupas, os vendedores sabem que se não tivessem dinheiro, eles não teriam parado em Yacanto.–-Venha, senhorita. Temos alguns vestidos que chegaram hoje, nova estação e assinados.—Uma mulher ruiva, beirando seus 30 anos a guiou por entre várias cores e tecidos. Amaya lançou um ultimo olhar para Blade, que dava total atenção a um homem loiro que segurava um terno preto.Amaya ouviu pacientemente sobre os estilistas novatos que traziam suas melhores criações para aquela loja, e sobre como os vestidos dos estilistas já conhecidos eram concorridos e como ela tinha sorte de aparecer uma hora depois da chegada de novos vestidos. A vendedora pediu um momento para pegar os vestidos mais bonitos e deixou Amaya sozinha, cercada de tecidos e cristais.–-Querida?—A vendedora voltou.–-Sim?—Amaya se virou para ela enquanto tocava um vestido preto.–-Alguma preferência?—A vendedora colocou seu cabelo para o lado enquanto Amaya pensava sobre o que vestiria. O que uma mulher poderosa vestiria.
–-Algo longo e perfeito para uma noite de gala.—Ela deu um meio sorriso correspondido pela vendedora, que correu para dentro do mar de tecidos. Amaya tinha transmitido a aura de mulher poderosa. Seu queixo erguido, seu cabelo liso balançando levemente, suas mãos tocando o tecido com leveza. Ela sabia agir como alguém importante.Alguns minutos depois, a senhora ruiva voltou, seguida por duas outras morenas que carregavam pelo menos 5 vestidos, erguidos para que não tocassem o chão. Logo depois delas, uma mulher loira baixinha seguiu em direção a Amaya com um copo de água, que Amaya aceitou sem usar uma palavra sequer, não que a loira tenha falado algo.–-Ok, desses 15 vamos fazer a eliminatória da cor, vai ser divertido.—A ruiva, que tinha o nome “Chloe” escrito em letras douradas no terno feminino, disse.–-Ok. Vamos remover primeiro os tons claros, mas mantenha os prateados.—E lá se foram três vestidos.—Nada de amarelos ou roxos—outros dois foram removidos.–-Vejo que quer ir pelo clássico, senhorita.—Chloe disse. Os que sobraram eram um dourado,um prateado,2 azuis, 3 vermelhos e 3 pretos.–-Remova os azuis.—Amaya disse séria. Azul era sua cor favorita, mas a deixava infantil demais.Amaya pegou alguns outros e colocou na pilha dos vestidos rejeitados.–-Agora sim, estamos entre os clássicos.—Uma das morenas disse e a outra deu um risinho.Sobraram apenas dois: o dourado e o preto.–-Amaya, está pronta?—A voz de Blade surgiu atrás das cortinas.–-Ela está entre dois vestidos, porque não a ajuda?—A vendedora ruiva abriu a cortina. Blade já tinha em mãos a sacola com sua roupa, Amaya queria ter visto antes como ele ficava.–-Vou adorar fazer isso.—Ele sorriu para as vendedoras. Mas não aquele meio sorriso, era um completo, um daqueles que nem parecia que ele era letal, a não ser na cama. Ele tinha um sorriso que um ator de Hollywood pagaria milhões para ter.–-Ahm, Ok.—Amaya disse e puxou o vestido dourado. Assim que ela saiu, rodopiou em frente a um espelho, ela não tinha gostado.Mas Blade daria tudo para manter aquele vestido nela. Amaya não gostava da saia enorme e cheia de camada de tecidos, mas Blade amaria rodar ela em seus braços e ter a sensação de todos aqueles tecidos em suas mãos. Ela achou a abertura nas costas um pouco grande demais, mas Blade amava como as flores douradas se misturavam com a pele levemente bronzeada da garota.Ela não ia usá-lo para a festa e Blade teria que se controlar ao Maximo para não comprar aquele vestido só para ter o gosto de vê-la vestida assim novamente.–-Acho que só sobrou esse para experimentar, então você escolhe.—Chloe disse e esticou o ultimo vestido para Amaya.Esse último tinha mangas longas, e detalhes prata formando flores por toda parte superior, as costas tinham detalhes abertos se costurando em contraste com a pele, e tinha aquele decote enorme que pressionava os peitos de Amaya em direções diferentes. Mas ela havia amado como a saia era longa e se abria de um jeito quase não natural no chão em volta de Amaya.–-Ele vem com um arame, que forma esse circulo perfeito, você vai ver, quando andar, que esse circulo não vai se deformar.—Chloe disse alisando as costas e saia do vestido.Blade não conseguia tirar os olhos de Amaya. Não que ele quisesse. Ela estava mais linda que nunca.–-Você vai usar esse.—Blade falou sem pensar, a sala se tornou silenciosa. Amaya sorriu.–-Eu vou, mas não porque você quer.—Ela disse e as morenas soltaram risinhos, seguidos por um sorriso de Chloe.–-Então, vão levar esse?—Ela disse. Blade tentou se controlar, ele sabia que não precisava gastar a mais, ele realmente não queria cometer aquele erro.–-Coloque o vestido dourado também, nunca se sabe.Isso não pode estar acontecendo, não,não, não. Amaya gritava dentro de seus pensamentos, depois de finalmente aceitar o vestido dourado de Blade, eles voltaram para o hotel e começaram a se arrumar. Amaya tinha descoberto uma bolsa de maquiagem esquecida embaixo da cama por alguém, e ela teve acesso graças a gerente simpática a um babyliss para o cabelo. Mas nada daquilo tinha importância.O zíper desse vestido alcança minha bunda. Amaya continuava se olhando, ela não conseguiria fechar aquilo sozinha, e ela não tinha a coragem de chamar Blade. Nem toda sua maquiagem bem feita e seu cabelo preso por pequenos cristais e enrolados por babyliss poderiam esconder seu rosto de pura frustração.–-Blade!—Ela gritou com um pouco de nervosismo acima do necessário. Foi o suficiente para Blade quase arrebentar a porta enquanto entrava.–-Aconteceu alguma coisa?—Ele falou em um tom mais alto, segurando algo que parecia uma navalha nas mãos, mas ele logo se acalmou quando viu ela sozinha.–-Eu preciso da sua ajuda.—Amaya sussurrou, tentando puxar o zíper pra cima antes que ele visse. Ele subiu um pouco pelas suas costas, cobrindo um pouco do que ela evitava mostrar.–-Nunca grite para um agente se não quiser uma arma mirando em você.—Blade disse subindo o resto do zíper para a garota.Aquela seria uma longa noite.
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