After All?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O que dizer para uma noiva que perdeu seu marido em uma guerra? Um simples conforto não parece certo, mas o que fazer? Dizer a Gina que na realidade nem namorados eram não a faria ficar bem. Era melhor aderir a sua fantasia e deixar a imaginação voar enquanto os ombros pesavam como chumbo.
"E agora o triunfo" Declarou Voldemort depois que o corpo desfalecido de Harry caiu pelas escadas e rolou sobre os degraus.
Gina tentou segurar um grito, mas não conseguiu.
–Neville Longbottom, não é? — Murmurou Voldemort sobre os gritos ecoados dos comensais da morte.
–Por que quer saber? — Rosnou Neville — Me mata logo seu imprestável.
Mais risos de comensais e o rosto de Neville se tornou tão vermelho e os olhos tão raivosos que Gina deu a atenção a ele por alguns minutos.
–Não — Negou Voldemort — Você é muito corajoso menino.
–Não é da sua conta.
–Acalme-se Neville — E ele se orgulha — Meu primeiro decreto como ditador será...
Gina se remexeu ao lado de Neville e Luna mexeu os cabelos, o que fez Neville olha-la e, em um acordo mutuo, ficarem de mãos dadas.
–Transforma-lo em um comensal da morte — Ele ri — Você aceita não é?
–Claro que não — E apertou a mão de Luna com força — Hogwarts é a minha casa.
–E continuará sendo — Ele interrompeu — Mas não para sua amiguinha.
–Neville... — Gina murmurou amedrontada.
–Calada! -Gritou Voldemort — Sua traidora! Só será salva se seu amiguinho decidir ficar conosco.
Os olhares se viram para Neville e um pingo de suor escorre em sua testa suja de sangue e ele se vê encurralado. Sem saber o que fazer ele aperta a mão de Luna e quando se entreolham ele entende o que fazer. Gina tenta o segurar, mas ele a empurra e dá um passo para frente.
–Eu aceito — E perde o fôlego — Me voluntario para Comensal da Morte.
–Excelente.
–NÃO! — Gina largou-se do abraço protetor de Arthur e estava chegando mais perto. Mancando e em desespero — Você não pode fazer isto...
–Não tenho escolha! — E se olhar para trás — Me deixe em paz, Gina.
Os olhares arregalados só se tornam mais severos quando ele sobre a mão ao peito e com as unhas imundas ele arrancou o broche da Armada Dumbledore de seu peito. Atirou no chão, fazendo-o cintilar entre os raios mirabolantes que entravam entre as nuvens acinzentadas.
–Acho que não preciso mais disso — Ele murmurou com a garganta seca. Visivelmente alterado ele se juntou aos comensais e ao abraço de Voldemort.
–Só — Murmurou Neville perto demais de Lord Voldemort — Deixa ela viva.
–A menina Weasley?
–Sim — Cuspiu as palavras, o ódio atingindo um nível alarmante — E a loira também.
–Como quiser.
Neville posicionou-se atrás de Voldemort, sua varinha apunhalada caso precisasse. Mas ele se continha. Os comensais colocaram braços em seu ombro e os olhares que trocou com Draco mostravam os sentimentos naquele instante.
Ódio,
Raiva,
Tristeza,
E por fim uma certa aceitação.
Sentiu-se estranho quando percebeu que Draco pensava a mesma coisa.
–Mais alguém se voluntaria para se submeter à mim e ao general de meu exercito, Neville Longbottom? — Convidou Voldemort.
–Achei que eu fosse o general, senhor.
–Calado, Lucius. Devia estar feliz por eu não ter matado seu garoto.
–Claro, mestre — Murmurou Lucius voltando para o seu lugar.
–Mais alguém? — Disse Voldemort depois de longos segundos esquadrilhando o grupo a frente com os olhos — Certo.
Neville pigarreou.
–Ah, certo — Voldemort dedilhou a varinha — Lovegood e Gina Weasley um passo a frente.
Elas se entreolharam, mas não negaram o movimento.
–Vocês estão livres — Ele exclamou e Neville sorriu — E o resto.
–Rápido! — Neville gritou quando entendeu a ideia de Voldemort, mas foi tarde de mais.
O feitiço de Voldemort só não ricocheteou em ambas por que Neville fora mais rápido. Puxando-as para frente e escondendo-se atras de uma barricada de tijolos. Os corpos tão desfalecidos quando o de Harry caíram ao chão.
Simas.
Dino.
Parvati.
Todos mortos.
–Seu monstro!
–General — Pediu Voldemort ao ver Neville segurando pacientemente o braço de Gina — Segure suas novas aquisições por favor.
–Claro — Ele mentiu estar de acordo — Ãhn... Mestre.
–Muito bem, agora vamos atrás da garota Granger e do menino Weasley — Ele alegou e Gina choramingou — Eles correm rápido.
–Sim, mestre — Disse Lucius.
–Mas antes — Voldemort lembrou-se — Precisamos fazer a sua Marca da Morte.
Neville estendeu o braço. Não precisaram força-lo, ele era bem consciente que teria que fazer isso. Mas seu outro braço ficou a frente do tórax de Gina, protegendo-a enquanto chorava. A mão estava entre as duas de Luna e ele infelizmente sabia que depois disso tudo — Seja lá o que fosse acontecer — ela se esqueceria disso. Luna fingia que não percebia os olhares que lançava à ela e fingia que não lembrava da noite que dormiram juntos por conta do frio. Abraçados até de manhã.
Era irritante as vezes.
Voldemort gostou da iniciativa de Neville, então a conjuração foi rápida e indolor. Ele lançou vários olhares para Luna naquele instante, a menina observava as ruínas e os corpos frios com mais curiosidade do que deveria.
Seus olhares eram acompanhados pelos comensais.
–Sua namorada é puro sangue?
Luna o olhou com desprezo.
–É — Mentiu, pois não sabia ao certo — Puro sangue.
Luna lançou olhares para Neville e nenhum deles era relacionado com a palavra "namorada" balançando no ar. O olhar significava mais. Era uma negação. Ela não era puro sangue, era mestiça, e o olhar de Gina o preocupou. O que fariam dela?
–Como será a forma de tortura da Granger? — Gina arqueou a sobrancelha quando percebeu que Neville queria parecer interessado.
–Bem...
Elas se esconderam atrás de Neville.
–O que acha que devemos fazer com ela?
–Mas Milord o senhor nunca me deixou dar opiniões.
–Calado Lucius — Ele rosna — O que acha Neville?
–Tenho opiniões muito contraditórias — Ele murmurou, largando a mão de Luna e tocando na própria marca. Preocupando Gina que não sabia que era uma ensinação.
–Me conte todas elas enquanto procuramos-os — Voldemort disse enquanto puxava-o pelo braço e mandava os Comensais risonhos levarem a espada de Neville — Devem estar na sala comunal.
Gina suspirou.
Fale com o autor