After All?

2 Capítulo 2 (PT.1)


Notas iniciais
Comentários são legais.
Curam a TPM e me fazem sorrir.
:D

Eles mais ouviram do que viram o trem se afastando. Deixando fumaça no ar, fazendo-os querer fugir a qualquer momento e deixar tudo para trás. A vontade de sentir aqueles que perderam, a vontade de estar junto com alguém que não existia mais. Tudo parecia ser parte de sua existência, e agora que estavam mortos eles eram nada. Como estrelas boiando no espaço.

Não tinham achado Ron nem Hermione e Neville sismava que Gina havia alertado-os enquanto andavam pela Sala Comunal. Ele não negava, porém que faria o mesmo, mas não parecia uma hora muito interessante para provar da fúria de Voldemort.

Nunca quis sofre-la.

–Vou perguntar — Neville murmurou para Gina, sentando-se na cabine do Expresso Hogwarts que foi reservada para os três — O que farão com vocês.

Mas Gina não ouviu os murmúrios nem as perguntas aflitas. Ela estava imersa em um mundo horroroso. O real, em que seus pais tinham morridos e seus irmãos estavam foragidos. Harry estava morto, e diferente da crença que ela tinha sobre o seu espirito, ela acreditava que se Ron estava com Hermione talvez eles tenham fugido para um lugar melhor. Talvez.

Ela deixou lágrimas rolarem sobre seu rosto pálido, e deixou ser abraçada por Neville. Queria mais do que nunca agarrar-se a sua existência.

–Acha que eles se salvaram, Neville?

–Não sei — Neville sussurrou com cuidado, para que ninguém os ouvisse — Talvez se tivermos sorte.

–Eles estão está cheio de gnomos invisíveis aqui.

–Luna...? — Gina murmurou.

–Eles estão escondidos, não contem para ninguém.

Neville bufou.

–Você está bem? — Perguntou com um real afeto, gesticulando para que ela respondesse com sinceridade — Está realmente bem?

–Só com um pouco de frio — Disse depois de esquadrilhar as paredes com os olhos com certa curiosidade — Mas estou bem.

–Quer vir aqui? — Gina convidou esquivando-se do abraço de Neville — Neville quer falar com você.

"O que?" Sibilou Neville com sobrancelhas arqueadas e cenho franzido.

"É agora ou nunca" Gina respondeu "Fala para ela, agora"

Neville virou o rosto e fingiu não sentir os olhares de Luna em sua nuca, ele pensou sobre como havia mentido, como havia dito que talvez as pessoas que morreram por causa de Voldemort não incluíssem os pais e os irmãos da Gina.

Por que ele sabia que ela pensava nisso.

–Você acha que vão matar todos nós? — Continuou Luna seu próprio raciocínio — Ou só eu e Gina?

–Não deixaria matarem você.

–Por que? — Luna perguntou ingenua.

–Daria minha vida por você — Admitiu e fez-se um silêncio constrangedor — Se precisasse.

–Por que?

–Eu te amo.

A porta estirou-se como uma bala após o gatilho ser apertado. Não ouve qualquer maneira de parar, e o rosto branco de Lucius apareceu a frente da cabine enquanto ele observava os olhares fixos e confusos de Neville e Luna.

–Voldemort está chamando.

Neville concordou com a cabeça e seu levantou-se de supetão. Andou rapidamente até a porta fazendo ruídos por conta do sapato velho. Tentando deixar de corar e pensar em Luna por um instante, mas quando ele chegou até a porta ela se manifestou.

–Neville... — Luna segurou seu braço com as duas mãos e sussurrou palavras chulas — A gente tem que conversar.

Sem mais delongas, Neville soltou-se e saiu, fechando a porta atrás dele com um ruido e deixando os olhos brilhantes de Luna para trás.

–Até que enfim... — Lucius murmurou e Neville não respondeu — Se Voldemort perguntar alguma coisa sobre plano dos rebeldes você não diga nada.

–Por que está me ajudando? — Neville rosnou.

–Sabe — Lucius começou, enquanto passavam por um grupo de Obliviadores de Voldemort — Me filho ainda está lá.

–Draco? — Neville não conteve sua surpresa — Achei que tinha se salvado.

Não que ele se importasse muito com isso.

–Ele se salvou — Lucius respondeu — Mas está estranho, queria saber se pode conversar com ele?

–Nós não somos amigos.

–Eu sei — Admitiu — Mas eu queria uma ajuda.

–Neville! — Exclamou Voldemort quando ele chegou em seus aposentos — Espero que esteja bem.

Neville o encarou com severidade.

–Não é como se você se importasse — Falou — Não é?

–Por que acha que não gostei de suas habilidades? Lutou com tanta garra, seria um disperdicio.

–Claro — E argumentou — Acho que só quer mais uma pessoa para manipular.

Mas calou-se imediatamente ao lembrar que as meninas estavam no trem. Ao lembrar-se que era um comensal da morte. Ao sentir a marca arder em sua pele e debaixo dela.

–Neville... Não me chateie, quero muito você como general.

Neville endireitou a postura, tentando parecer mais respeitoso.

–Entende não é?

–Claro — Neville suspirou — E as meninas, Milord?

–O que quer fazer com elas? — Perguntou abertamente — Pretende continuar com sua namora?

–Ela não é minha namorada.

–Não parece — Riu um comensal ao canto.

–Silêncio — Gritou Voldemort e os comensais pararam, e voltando-se para Neville — Se quiser forjar um casamento nós ficaremos felizes...

O rosto de Neville transformou-se em uma bola vermelha.

–Se não — Disse Voldemort com desprezo — Acho que alguns comensais ganharam alguns presentes hoje.

Neville se conteve, cerrou os punhos e olhou para Voldemort. Não se conteve ao notar que em seus olhos havia algo diferente de uma alma aparente: Orgulho. Orgulho por ter Neville como Comensal e Admiração por vê-lo lutar.

Uma ideia estranha surgiu em sua mente e quase o desmaiou de tanta força que insistiu. Querendo atenção e propagação.

–Na verdade — Forçou um sorriso já existente em seus lábios — Já escolhi com quem vou casar.

–Verdade? — Perguntou Voldemort com medo e admiração — Quem seria?

–As duas.

E finalizou a conversa com um murmurio.

–Que os jogos comessem.

Mesmo sem saber muito bem o que isso significara ele sabia que ninguém em sã consciência tocaria em nenhuma das duas se ele tivesse relacionado com ambas. Com esse pensamento ele endireitou a coluna e fez uma pose confiante. Sentindo-se repentinamente importante.

Notas finais
Um beijo para Ariadne. :*