Adultério
7 Capítulo 7 - Realização
Notas iniciais
Desculpe a demora?
Pq demorei?
Tinha esquecido completamente dessa fic devido... à rotina corrida e à pessoas me passando fics para ler e me viciando em fics novamente desde já .... entrava para ler fics dos outros e esquecia das minhas, gomen ;D
Capitulo betado por mim, pode ter erros
A situação toda era ridiculamente incômoda e revoltante em si.
Eu só queria que ele não tivesse que passar por aquilo.
Akiyou parecia altiva demais ao manter a feição séria e os braços cruzados enquanto permanecia sentada ao lado do advogado elegante, em uma das laterais da mesa mogno e retangular, a minha frente.
Um sorriso debochado dos lábios vermelhos, como se estivesse certa de sua vitória e eu respirei bem fundo em auto controle, levando meus olhos para a face incomodada e receosa de Kouyou ao final do retângulo de madeira, sentado de frente para o palanque vazio reservado para a juíza naquela sala média de julgamento de assuntos como aqueles.
Ele abriu um sorriso fraco e sem graça ao notar meu olhar e eu só desejava poder abraça-lo de novo e pedir desculpas por fazê-lo passar por uma situação como aquela.
Foi quando voltei meu olhar para a frente ao ouvir a porta lateral se abrir que notei com receio os olhos negros e maquiados de minha ex-esposa franzidos em desconfiança.
Bem, se ela não sabia ainda sobre mim e Uruha, provavelmente desconfiaria de algo agora. Não que eu me importasse de qualquer modo.
–Muito bem senhores... – a voz firme e ácida da juíza chamou nossa atenção para o palanque baixo antes vazio, e eu por algum motivo mirei o escrivão mais ao canto, digitando em seu computador como se o simples barulho das teclas me irritasse. Eu tinha mesmo que submeter Kouyou àquilo? –Eu Juíza de Paz Kohaku Tomoyo dou por iniciado, nesta data de 07 de março de 2012 ,o julgamento do processo 2012 2976 5, processo de divórcio não amistoso com pedido de revogação do contrato de comunhão de bens assinado pela ainda senhora Shiroyama Akiyou e o senhor Shiroyama Yuu na data de 05 de novembro de 1998. Quem apresentou o pedido de divórcio e revogação da comunhão de bens, foi o senhor Shiroyama Yuu, alegando que sua até então esposa o traía libidinosamente com vários amantes, apresentando provas verídicas em foto imagem e vídeo. Entretanto, a ré acusada contrapôs o pedido de revogação do contrato alegando que o vídeo obtido como prova foi fruto de uma armação de seu até então marido, ofendendo sua moral e sua saúde física já que o sujeito contratado para captação do vídeo, senhor Takashima Kouyou também presente... – a senhora de idade deu uma boa olhada franzida para Uruha e eu sinceramente desejei abrir minha boca para repreendê-la por fazê-lo se acuar daquele modo — ... possui uma ficha criminal significativa que implicaria em sua desqualificação como cidadão comum visto suas atividades “de trabalho” e seu histórico de processos...
–Protesto – Koga-san se pronunciou e eu murmurei mentalmente um “Já não era-se em tempo” quantas ofensas mais ele esperaria serem ditas contra Kouyou? – a captação de vídeo não ser consentida não muda o fato do ato de adultério, e o profissional contratado para tal de fato possui acusações em sua ficha criminal, mas nenhuma delas, com exceção de agressão física – com motivos de defesa do próximo -foi provada, julgada, ou passível de condenação, a ocupação do senhor Takashima Kouyou em questão se tratava de seu modo de se sustentar visto suas dificuldades em encontrar trabalho no mundo de hoje e falta de auxílio do governo por não se enquadrar em nenhum programa existente. Ocupação esta que Takashima-san já não exerce mais...
–Protesto meritíssima – o advogado de aparência jovem de Akiyou se fez ouvir ao interromper Koga-san – minha cliente dedicou anos de sua vida a esse casamente e a seu marido, anulação da comunhão de bens é um absurdo visto uma simples situação de insatisfação na vida conjugal....
–Simples insatisfação? – rugi em escárnio, sem conseguir contar meu temperamento indignado com aquilo – desculpe, continue – assenti ao ver que não deveria me mostrar desequilibrado, muito menos naquele momento.
–Como eu ia dizendo – o homem retomou ao me lançar um olhar altivo “Quem ele pensa que é? Acha que só porque come essa vadia também é melhor que eu?” — ... minha cliente apenas teve um momento de insatisfação na vida conjugal e como toda mulher sentida sentimentalmente procurou consolo, admitimos que minha cliente deveria ter se divorciado de Shiroyama-san antes de realizar tal ato, e por isso minha cliente está em completo acordo em assinar o divórcio contanto que lhe seja assegurado sua parte por direito em tudo que ajudou Shiroyama-san a conseguir nesses trezes anos de casamento... quanto ao vídeo com imagens de minha cliente e de Takashima-san, apresento meu processo contra Shiroyama-san por captação ilegal de imagem, ofensa moral e física à minha cliente, visto que apesar de não serem julgadas ou condenadas, a acusação de tentativa de homicídio e agressão física foram de fato comprovadas. Um individuo com tamanhos processos, junto à acusação de tentativa de estupro e boletins de ocorrência por prostituição, representa visivelmente um risco a qualquer um, muito mais a uma mulher frágil que em nenhum momento sabia do histórico ou da ocupação de Takashima-san, caso contrário jamais teria se envolvido com tal pessoa... o senhor Shiroyama Yuu, por outro lado, estava a par da índole e do serviço praticado por Takashima-san, visto que o contratou e aparentemente mantém um relacionamento amistoso com o envolvido em questão...
–Protesto meritíssima, meu cliente também não tinha conhecimento... – Koga-san interveio.
–Protesto, como não tinha conhecimento sobre alguém que vai contratar para uma atividade ilegal....? – o engomadinho retrucou.
–Protesto, o fato de contratar alguém não implica em total conhecimento sobre sua antecedência ...
–Shiroyama-san não sabia... – a voz séria e grave de Uruha chamou a atenção e todos para si — ... eu não costumava informar minha ficha criminal para meus clientes por motivos óbvios – Kouyou continuou, um pouco receoso com suas palavras, falando com muita cautela, parecendo atuar em alguma pele diferente para se manter firme daquele jeito. Mas eu reconhecia aquele olhar defensivo e os dedos cruzados nervosos cruzados debaixo da mesa a distância como um sinal de que ele não estava nada calmo... eu o lia bem demais — ... eu nunca quis machucar ninguém, estava apenas fazendo um trabalho, jamais faria algo para ferir a senhora Shiroyama ou qualquer outra pessoa, era apenas o meu ganha pão. Não quero que meus antecedentes prejudiquem qualquer julgamento em relação ao ocorrido entre a senhora Shiroyama e o senhor Shiroyama.
–Pro... – o maldito advogado de Akiyou iria interromper, mas a voz imponente da juíza o fez se calar.
–Takashima-san... — a senhora suspirou ao ajeitar as armações finas das lentes sobre o nariz — ... tenho certeza que o senhor tem conhecimento de que o ato que cometeu se trata de um crime previsto em lei e que se Shiroyama-san apresentar queixa junto ao departamento de polícia a situação possa dificultar para o senhor...
–Sim – Uruha assentiu e eu apertei meus punhos em ira... como se eu fosse permitir que ele fosse prejudicado mais ainda por minha causa.
–Cabe a mim nesse momento apenas julgar a anulação ou não da comunhão de bens assinada pelos senhores Shiroyama no dia de seu matrimônio. As provas de que Shiroyama Akiyou cometeu adultério dentro de seu casamento são bem claras, e neste caso até mesmo a captação ilegal de vido seria atenuada devido ao fato incontestável da conduta imoral e contraventora da senhora Shiroyama, o mais lógico seria dar ao marido traído, neste caso, o direito de divórcio e a revogação do contrato de comunhão de bens, visto que a ré acusada possui profissão vigente e de boa remuneração capaz de lhe proporcionar vida digna e confortável. Entretanto, o fato de haver intenção de atentar contra a vida da senhora Shiroyama por parte de seu até então marido representa uma variável a se levar em conta nos autos relacionados à anulação do contrato que assegura a ré acusada metade de todas as posses conseguidas pelo casal após a data de seu casamento... assim como possível indenização pela ofensa moral cometida em relação a sua imagem pessoal e saúde física...
–Protesto meritíssima, em se tratando de ofensa moral à imagem pessoal meu cliente a sofreu muito mais visto sua difamação no ambiente de trabalho e frente aos conhecidos do ex-casal, já que a antiga sehorita Futaba Akiyou mantinha entre seu “quadro de amantes” o superior direto do meu cliente... – Koga-san se pronunciou, me prevenindo de perder a paciência de uma vez.
–Protesto meritíssima, não há provas de relacionamento indecoroso com o chefe de Shiroyama Yuu em nenhuma das evidências – o odioso advogado dela interrompeu e eu rodei os olhos com a fraca defesa dele nesse ponto...
“Francamente...”
–Consta nos depoimentos escritos de Matsumoto Takanori, Suzuki Akira e mais alguns colegas de trabalho de Shiroyama Yuu o testemunho de tal relação entre a senhora Shiroyama e o senhor Kohokaru Sousuke, chefe de departamento onde meu cliente trabalha – Koga-san tratou de explicar muito pausadamente, apontando as folhas de depoimentos e relatórios no palanque da juíza...
Finalmente ele me dava a prova de que o dinheiro gasto com ele tinha sido bem aplicado.
A juíza se muniu dos óculos finos por um segundo, colocando-os sobre o nariz e relendo alguns dos papéis muito rapidamente, entregando-os em direção ao advogado jovem que defendia Akiyou.
–De fato os depoimentos são numerosos e concisos em demasia para serem contestados, se o senhor quiser conferir — a velha senhora assentiu e eu tive o prazer de ver o maldito advogadinho de Akiyou recuar com o rabo entre as pernas diante da afirmação.
Akiyou lhe lançou um olhar de ira e o idiotinha doutor pareceu se inflar idiotamente ao retrucar.
–Não muda o fato de que havia intenção de atentar contra a vida da minha cliente quando o senhor Shiroyama contratou esse... – se virou para Kouyou na ponta da mesa, apontando um dedo desrespeitoso, que não me agradou nada, em sua direção — ... sociopata para seduzi-la...
–Protesto, Takashima-san não é nenhum sociopata — Koga-san se levantou – e para deixar vossa excelência certa disso, pedimos para que o Fuka Hirota* chefe de polícia da quarta companhia policial de Tóquio , que está aguardando fora da sala e concordou plenamente com servir de testemunha quanto a essa acusação, como a meritíssima recebeu oficializado e documentado hoje pela manhã.
Vi com agrado os rostos de Akiyou e o franguindo advogado dela se alarmarem... pelo visto Koga-san tinha razão em acrescenta Fuka-san nos autos em ultima hora possível.
–Pois deixe a testemunha entrar – Kohaku bradou ao se mostrar visivelmente impaciente com tudo.
O senhor o qual havíamos visto dias atrás adentrou a sala pela porta atrás de Uruha com uma feição séria e sua postura usual rígida. Ele não era um homem de simpatias pelo que percebi dele quando fui com Kouyou até o departamento de polícia, e naquela ocasião demonstrou notável enfado e desaprovação pela situação em que Kouyou estava, mas após muita conversa percebi que Fuka-san apenas era tradicional e íntegro demais, apesar de demonstrar se preocupar com Uruha, não gostava de ideia de manter algum tipo de contato com alguém “daquela vida”. Inicialmente eu havia ficado raivoso por isso, mas naquela noite quando voltamos para casa, Kouyou me acalmara ao dizer “Ele realmente me ajudou muito anos atrás, não posso pedir para ele passar por cima de seus valores por minha causa Yuu, foi um ato muito generoso dele em ainda assim aceitar. Valores são coisas muito difíceis de se mudar, não é meu direito nem minha vontade mudar os de ninguém, porque eu mesmo não mudaria a pouca premissa de valores que tenho... caso contrário, não seria mais eu mesmo, e se eu não fosse eu... você provavelmente não me amaria, certo?”
Eu iria retrucar e contra-argumentar naquela hora, mas meu sedutor namorado me fez mudar de ideia ao novamente estreitar nossa linha de trauma de relacionamentos físicos ao me permitir mais uma vez me tocar ao admirar um stripe lento junto a uma sessão linda de autoconsolação. Estreitamento que havia se tornado frequente naquele resto de semana... eu poderia viver eternamente feliz se meu intimo se contentasse apenas com aquilo. Mas ridiculamente eu me peguei pesquisando coisas que não deveria estar pesquisando... pois elas me faziam querer mais do que eu mesmo podia dar a ele e mais do que ele conseguia me oferecer. O olhei mais uma vez, e ele se esforçava para não se demonstrar totalmente acuado com tudo... eu realmente daria tudo para que ele não tivesse que passar por aquele tipo de situação.
–Como bem a meritíssima tem conhecimento... – a voz de Fuka-san chamou minha atenção e novamente peguei o olhar desconfiado de Akiyou para mim, só então me dando conta de que o depoimento do chefe de departamento de polícia já deveria ter começado a algum tempo sem que eu percebesse — ... naturalmente nós não nos envolveríamos em assuntos relacionados a... esse tipo de situação – senhor de feições duras e séria continuou – entretanto, tenho conhecimento da situação criminal de Takashima-san há muitos anos, e fui àquele a detê-lo na época da acusação de tentativa de homicídio, além de também ter conhecimento de todas as outras acusações e poder discorrer com propriedades sobre elas. Posso assegurar que a Takashima-san, com exceção de suas atividades contraventoras de prostituição, é um cidadão comum, digno e de boa índole, que até mesmo foi aquele a fornecer informações chaves para a apreensão de criminosos perigosos parte de grupos mafiosos.
–Não muda o fato de que se trata de um prostituto – o ridículo advogadinho de Akiyou se enfezou em manter seu argumento e eu decidi que já tinha aturado demais tentarem vencer aquele processo se apoiando na mentirosa má índole de Uruha.
–Ex-prostituto – corrigi em um rugir – e ele é muito mais digno que muita gente que se diz dignamente empregada.
–Como o senhor pode falar com tanta certeza que esse... – o idiota retrucou e eu segurei meu punho ao prever um leve descontrole com a provável ofensa que o advogado de merda cuspiria — ....esse... “senhor” deixou a vida na qual viveu anos e anos?
–Por que ele é meu namorado – rugi de uma vez, sentindo os dedos desesperado de Koga-san em meu braço e um sobressaltar dos demais presentes na sala – Kouyou já não está mais nesse tipo de vida.
O maldito advogado sorriu e novamente segurei meu pulso para não me descontrolar mais.
–Veja só, meritíssima, confirma-se aqui que provavelmente o senhor Shiroyama Yuu tenha tramado com o seu... amante contra a minha cliente....
–Isso não é verdade, nosso envolvimento começou depois do ocorrido com Akiyou-san – Uruha se pronunciou — ... não tente colocar como se estivéssemos planejando isso desde o começo, porque não estávamos, Yuu-san apenas contratou um garoto de programas para fazer um serviço, eu o fiz e aconteceu apenas de nosso relacionamento se tornar algo como isso após o combinado...
–Ainda que fosse o caso – Koga-san interveio ao se colocar de pé — não muda o fato da senhora Shiroyama Akiyou traía libidinosamente meu cliente há um tempo longo e antecedente ao acontecimento alvo de acusações aqui.
–Acaso acredita que se eu tivesse algo com Kouyou antes desse maldito vídeo eu o teria deixado fazer isso? – fuzilei Akiyou e o advogadinho dela — ... já me basta se corno apenas por um lado, não sou adepto de “divisões”, o que é meu é meu, e depois da senhoria Futaba ter me humilhado tão ridiculamente dentro de minha própria casa e em meu ambiente de trabalho, não admito que nada do que consegui durante esses anos faça parte dos bens dela...
–Ora seu... – Akiyou se levantou e fora o som forte do martelo pequeno na mão da juíza contra sua bancada que nos impediu de prolongar mais aquela discussão, chamando nossa atenção para a feição séria da senhora de idade a direita.
–Ordem... queiram se sentar por favor... – Kohaku-san ditou e foi obedecida em sua ordem diante de resmungos... ridícula essa situação, totalmente ridícula. Não acredito que fiz Kouyou passar por isso... não acredito que eu tenho que passar por isso... – se o envolvimento de Shiroyama-san com o “contratado” Takashima-san se trata de um relacionamento amoroso, os indícios de premeditação....
–Protesto meritíssima – Koga-san voltou a se levantar — ... o tipo de relacionamento entre meu cliente e Takashima-san após o acontecimento objeto de conflito em nada tem a ver com o processo de divorcio ou de tentativa de denigrir a imagem de Takashima-san como argumento de atentado contra a vida da senhora Shiroyama, caso haja insistência nesse tópico me verei obrigado a apresentar queixa formal de discriminação jurídica contra homoafetivos....
–Argh chega... – a voz de Akiyou ressoou pela sala e ela se levantou, espalmando as mãos sobre a mesa — ... peço adiamento de uma hora na audição, eu e o senhor Shiroyama tentaremos entra em algum acordo...
–Por favor... – Kohaku-san rodou os olhos — ... francamente... – bateu o martelo contra a mesa – adiamento da audição por uma hora enquanto as partes envolvida entram em negociação.
Franzi meu olhar para Akiyou e ela balançou a cabeça num sorriso odiosamente divertido.
–Lá fora Yuu, vamos acabar logo com esse circo — ditou ao tomar passos em direção à saída da sala enquanto a juíza também se levantava de seu assento.
–Akiyou-san... – o advogadinho tentou chama-la e ela apenas se virou em um olhar franzido.
–Cala a boca, eu resolvo – ditou em direção ao homem e eu apenas sorri divertido do quanto aquele pintinho metido a galo se acuou.
Me levantei e assenti a pergunta muda de Koga-san antes de passar por Kouyou e dedicar um beijo em sua testa. “Vai ficar tudo bem, desculpe te fazer passar por isso” sussurrei para ele que abriu um sorriso pequeno para mim e confirmou com a cabeça. Segui para fora da sala, acompanhando os passos dos saltos altos daquele que um dia foi a mulher que mais amei na vida, mulher esta que agora só me causava repulsa.
–Então estão namorando.... – Akiyou sorriu odiosamente assim que alcançamos a cafeteria do fórum e nos sentamos numa mesa distante das demais — ... quer dizer que agora você é gay.
–Vamos nos restringir à negociação, eu não vou te dar nada do que é meu, e você ganha muito bem para se sustentar, por isso desista... – contestei em seriedade, até que o timbre odioso dela me interrompesse.
–Meus pais tentaram me implorar para te pedir desculpas e tentar reatar nosso casamento quando ficaram sabendo do divorcio... – liberou uma risada divertida — ... eu me neguei...
–Ainda que quisesse, acha mesmo que eu aceitaria uma mulher que pisou em mim dessa forma? – rugi de volta – se acha muito não é mesmo?
–Você era um bom garoto ... – ele voltou a falar, pegando a xícara de café que pedira e levando ao lábios — ... meus pais gostaram de você desde o começo, eles acham que eu estou jogando a minha vida fora ao fazer isso, e eu sei que o que fiz com você foi ofensivo, Yuu... mas acredite em mim, você pareceu pedir por isso...
–Eu pedi? – sorri em incredulidade – ah sim, eu devo ter te obrigado a me namorar, a casar comigo, a viver comigo... você não tinha escolha alguma, não é? Não podia apenas conversar e falar que não queria mais, ou que não estava dando mais certo antes de me cornear com o Yutaka, com o meu chefe, com qualquer um que tivesse um pinto e de preferência que estivesse próximo a mim, certo?
–Eu tinha treze anos Yuu, treze anos... – ela gritou em resposta, tossindo seco e abaixando o tom de voz ao notar que havia chamado a atenção dos poucos funcionários ali àquela hora — ... era apenas meu primeiro namoro, eu achava que eu te amava, mas... eu tinha treze anos, não tinha vivido nada ainda... quando me dei conta você já estava dentro da minha casa como se fosse da família, então foi normal nos casarmos... meus pais diziam sempre “ Yuu-san é um bom garoto, tão inteligente e promissor, você com certeza tem que ser uma boa esposa Akiyou, esse menino ainda vai ter muito sucesso na vida...” Eu achei que eles tinham razão... e eu realmente te amei Yuu, ou amei o que eu achava que era o certo pra mim e para a gente. Ainda que ser uma esposa não me agradasse, ainda que te ver tão bem sucedido me causasse inveja, e me fizesse me sentir inútil, ainda que o dinheiro me desse pequenas felicidades mesquinhas e nosso luxo de vida saciasse meu ego... eu comecei a pensar que tudo estaria bem e que eu me sentiria completa e bem naquela vida quando fosse mãe... “Ah Akiyou, você vai ver que ser esposa e mãe é a melhor coisa do mundo” minha mãe dizia e eu esperei, esperei e desejei que realmente fosse verdade, que esse tipo de vida fosse a que me saciasse... ainda que dentro de mim eu sentisse que meus anos estavam passando e eu simplesmente não tinha encontrado a tal “felicidade” que todos diziam que eu tinha, ou que você achava que nós tínhamos... mas vimos que é impossível não é? Não importa o que aconteça, é fato de que eu não posso dar luz a uma criança... e eu tentei tanto, tentamos tanto... – ela sorriu e balançou a cabeça ao ver que eu a interromperia, levantando a mão num sinal para que eu a esperasse terminar de falar — ...Me deixa terminar... – respirou fundo — ... isso foi o fim para mim Yuu, foi a prova de que ... aquela não era a minha vida, não era a vida que eu queria, e era a vida na qual eu tinha passado dezessete anos... eu não tinha vivido nada, minha juventude tinha passado e eu estava ali, seca, insatisfeita e infeliz... o estranho era... que eu me odiava por me sentir assim porque... você era maravilhoso Yuu, era o marido que provavelmente toda mulher gostaria de ter, responsável, correto, familiar, carinhoso, não media esforços ou gastos para atender qualquer uma das minhas exigências... e eu me sentia diminuída em relação a isso...
–E por eu ser tão “maravilhoso” que você decidiu que me humilharia – ri ironicamente – espera mesmo que eu acredito nisso?
–Eu me sentia ruim porque eu sabia que você só tinha a mim, só tinha a nossa “vida perfeita”... e eu odiava tanto essa vidinha nossa que chegava a me dar náuseas... – continuou como se não tivesse ouvido minhas palavras – e me sentir com remorsos por odiar tanto aquilo que você tanto amava estava me deixando doente... foi quando Yutaka pareceu gentil demais – ela sorriu — ... a primeira vez que eu o traí me senti realmente a pior pessoa do mundo por fazer aquilo com alguém tão bom quanto você e justamente com um amigo seu... fiquei paranoica durante uns dias, até que eu percebi que.. meu medo todo de você descobrir era sem sentido.... porque... você não me via Yuu... você via a Akiyou que você queria, você via a nossa vidinha perfeita pela qual você era tão apaixonado... – acusou ao franzir os olhos negros em minha direção — ... só para tirar a prova eu dormi com outros caras e nem me importava em tomar um banho antes de ir deitar na nossa cama, mas quem disse que você desconfiava de algo? Estava perdido demais no seu “mundinho de fantasia” onde eu era a esposa perfeita, você o marido perfeito, com o trabalho perfeito, com a vida perfeita.... e foi por isso que quanto mais próximo de você meus “amantes” fossem, melhor, porque eu me negava a acreditar que perdi minha juventude inteira com um cara que dizia me amar, mas que na verdade amava apenas a “vida dos sonhos” que ele conseguiu.... eu me negava a creditar que tinha me sentido mal e me achado imunda por odiar a “vida perfeita” que tínhamos sendo que ela só existia dentro da sua cabeça...
–Você está errada...
–Estou Yuu? – ela interrompeu — ... acaso o que você amava era a mim mesmo ou “a sua Akiyou”? ... eu nunca fui essa Akiyou que você fantasiou, Yuu... você tinha uma imagem e um conceito muito nobre de mim, e era isso que me deixava doente... eu não sou perfeita, e com você parecia que eu tinha que ser... porque você era o menino órfão, de origem humilde, talentoso e promissor no mundo dos negócios, digno, honrado e que eu “tinha sorte” por ter “fisgado”... a custo de que? A custo da minha felicidade? Não mais Yuu, antes que eu me torne uma velha decrépita e lamente minha vida insatisfeita eu vou dormi com o caras que eu quiser, trabalhar onde eu quiser, sair e beber com quem eu quiser e o quanto eu quiser... viver a juventude que eu não vivi por acreditar que tinha que ser a namorada e esposa perfeita para o “Bom garoto Yuu”....
–E não poderia ter me falado isso? Acaso pretendia viver a sua “juventude” tão desejada enquanto me fazia de idiota? – rugi em retorno.
–Eu gosto do luxo Yuu.. . não vou mentir – deu de ombros – posso me sustentar com o meu emprego, mas gosto do luxo que ser a esposa de uma executivo rico me proporciona... quero manter esse luxo... e sinceramente, eu odiava tanto a sua “parlermisse” que eu cheguei a acreditar que você merecia o que eu estava fazendo com você apenas por ser tão idiota e cego...
–Agora está explicado – sorri em escárnio — ... e eu deveria acreditar também que eu mereço isso por ser um “parlerma”?
–Só queria te explicar meu ponto de vista... – voltou a retrucar — se você acredita ou não é problemas seu, só acho que você merecia saber para não cometer o mesmo erro com esse seu “amiguinho” – sorriu em deboche – quem diria... de algum modo eu sempre achei que você tinha algo de “sensível”... era carinhoso demais para um homem...
–Isso não tem nada a ver com você. Kouyou é muito sincero e me faz bem , obrigado. Ele sim merece meu amor – rugi de volta – não que ele pareça valer muito para você.
–Tanto faz... – deu de ombros — ... muito bem, vamos acabar com esse barraco todo daquela sala, que situação ridícula! – rodou os olhos — ... antes que viremos matéria de tabloide, apenas combinemos que eu fique com trinta por cento ao invés de cinquenta e tanto eu vou estar feliz para aproveitar meu resto de vida e você vai estar ótimo para ser feliz com o seu “namorado”.
–Como se eu fosse deixar você sair com algo, você sabe que vai perder – pontuei.
–Sim, eu vou perder, não antes de isso virar uma confusão maior ainda e de proporções ridículas... – Akiyou assentiu – quer mesmo passar por isso? Quer mesmo fazer seu “amiguinho” passar por isso? Ele me parece um cara que já tem problemas demais para ter que enfrentar algo assim... – sorriu — ... eu não tenho esse orgulho masculino, Yuu, por mim podemos voltar praquela sala, continuar com a lavação de roupa e eu ver se consigo algo ainda que o idiota do meu advogado seja um retardado que se acha um galo de briga, mas.. tenho certeza de que alguém “digno” e bom moço como você não gostaria disso.
Eu odeio admitir, mas... aquela vadia... estava certa...
Sinceramente... eu não ficaria mais roendo aquele osso... já chegava para mim ... não era algo como dinheiro que me faria estender aquela chateação por mais tempo. Eu estava desesperado para me livrar daquilo de uma vez e poder ser plenamente feliz com o meu Kouyou... já tinha feito muita merda até ali.... que ela pegasse o dinheiro e sumisse a minha vida.
–Dez por cento – negociei
–Hum...
–Muito bem... visto que ambas as partes entraram em acordo... finalmente... – Kohaku-san ditou ao nos mirar enfadada de pé em nossos devidos lugares ao redor da mesa – a sentença é de confirmação do divórcio com divisão parcial de bens, sendo que à brevemente senhora Futaba Akiyou cabe o montante de quinze por cento ao invés dos cinquenta assegurado pelo, agora anulado, contrato de comunhão de bens, enquanto ao senhor Shiroyama Yuu pertence o montante equivalente ao oitenta e cinco por cento restante, sem condenação de pensão alimentícia e com anulação da acusação de captação ilegal de imagem e vídeo e tentativa de agressão moral e física a senhorita Futaba. Com essa decisão dou a sessão e o processo de divórcio encerrado – bateu o martelo e finalmente ... aquilo havia acabado.
– Vou pegar o resto das minhas coisas na terça, Yuu... espero o dinheiro depositado na minha conta até o final do mês – a voz sorridente veio às minhas costas assim que todos saímos da sala séria e sem graça da audição, me fazendo parar o meu amplo sorriso em direção a Kouyou e me virar para mirar o sorrisinho cínico de Akiyou a poucos metros atrás de mim.
“É claro que ela não podia simplesmente ir embora sem falar nada...”
–Pode deixar, ele vai estar na sua conta até mesmo antes disso, quanto mais rápido me livrar de você melhor – cuspi de volta e ela pareceu ofendida ao fechar a cara.
–Hunf... – Akiyou sorriu novamente ao enlaçar o braço esbelto no braço do advogadinho dela — ... boa sorte com ele Takashima-san, tenho certeza que vai se cansar rapidinho, mas ao menos tente ensinar algo sobre cama pra esse cara... – destilou de modo convencido e eu estreitei meu olhar para o fato de a mulher, que um dia acreditei ser a mulher da minha vida, se mostrar tão ridiculamente baixa e venenosa daquele jeito.
“Provavelmente eu fosse mesmo um palerma por ter ficado tanto tempo ao lado de alguém como aquilo”.
Enchi minha boca para retrucar, parei, pensei melhor e apenas me virei de costas, puxando Kouyou comigo para sairmos dali enquanto Koga-san se mantinha seguramente distante, trocando uma conversa com o chefe de polícia.
Não valia a pena responder aos insultos dela... já não me importava mais.
Entretanto Kouyou se negou a vir comigo e segurou minha mão de volta, me mantendo no lugar. O olhei curioso e ele fuzilava seriamente minha , agora legalmente, ex-esposa com os orbes chocolates praticamente faiscando em ofensa.
Aquilo era algo novo para mim.
–Não sei do que está falando – um sorriso de lado nos lábios pequenos... Kouyou estava mesmo comprando aquela briga? — ... Yuu é um amante maravilhoso, provavelmente você que não soube incitá-lo direito... sorte minha – um tom cínico e debochado que eu verdadeiramente desconhecia dele — ... Akiyou-san não é tão boa quanto deseja ser, falo isso por experiência... me esforcei muito para cumprir com meu serviço...
–Ora, seu... – Akiyou rugiu entre dentes, se adiantando em nossa direção.
Instintivamente coloquei Kouyou para trás de mim, mas incrivelmente ele logo se jogou contra as minhas costas em sinal de que responderia a altura caso Akiyou se adiantasse mais.
–Pare... – o advogadinho segurou o braço dela e ela ainda assim continuou fuzilar a nós dois — ... quer perder o direito que conseguiu?
Futaba-san respirou escaldantemente em ira e girou sobre os saltos, marchando enfezada corredor à frente em direção a uma das saídas do prédio enquanto o advogadinho a seguia.
–Ei... – sorri para Uruha assim que ele voltou para o meu lado — ... o que foi isso?
Kouyou retribuiu meu sorriso e cruzou os braços em um fingido bico ofendido.
–Apenas cuidando do que é meu – assentiu numa atuação muito boa de seriedade e eu tive que conter minha gargalhada em minha mão antes que acabasse chamando alguma atenção praquele hall.
–Hai hai... vem, vamos embora senhor “to pronto pra briga” – debochei, recebendo um resmungo humorado dele enquanto enlaçava seu quadril magro e o colava a mim possessivamente.
–Ei... o que é isso? – ele perguntou enquanto eu era totalmente consciente dos olhares estranhos de Koga-san e os demais funcionários do fórum a medida que andávamos em direção à saída.
–Apenas cuidando do que é meu.
“Não acredito que ela ainda levou dinheiro nisso...” A voz mal humorada de Takanori vinha do outro lado da linha e eu respirei fundo em paciência ao me afundar mais no colchão macio de minha cama.
–Foi pouco.... pouco para se livrar desse tormento todo – respondi em desinteresse — ... você devia ter visto Kouyou e ela trocando insultos.... aquele tribunal pegou fogo – comentei antes de uma gargalhada, sendo acompanhado pelo baixinho do outro lado do telefone.
“E quem falou que eu e Akira deveríamos apenas apresentar nosso depoimento por escrito e não pessoalmente? Não foi você? ... estava querendo nos privar de toda a diversão ...” resmungou autoritariamente e eu sorri ainda mais.
–Era apenas questão de estratégia de acordo com Koga-san... que aliás, fez valer o dinheiro que eu gastei nele... – pontuei em interesse – recomendo se um dia precisar.
“Sei... ouviu Akira?” o grito passou por entre o aparelho e eu quase me contorci de gargalhar quando ouvi um “Não fique dando ideias a ele, Yuu-san” também gritado.
–Ok, ok... – assenti quando consegui me controlar — ... peça desculpas pro Akira.
“Faz a merda e depois vem pedir desculpas... manda ele se foder...” ouvi a voz baixa ser rugida humoradamente e voltei a gargalhar.
“Ei, não fale assim, ele ainda é nosso chefe” o baixinho censurou e eu voltei a me recompor, tinha que falar sobre aquilo para eles.
–Ex-chefe – corrigi — ... peço minha demissão na segunda, vou vender o apartamento, dar o dinheiro de Akiyou de uma vez e começar vida nova ao lado de Kouyou.... vamos abrir um restaurante.
“Ora... e você só diz isso agora? Quanta consideração...”
–Para de drama Takanori – cortei em desinteresse – todos nós sabemos que está impossível para mim continuar naquela empresa e muito mais agora que Akiyou provavelmente vai espalhar para os quatro cantos do mundo que eu namoro outro homem.
Um silêncio incômodo tomou o ambiente até a voz receoso do Matsumoto me responder. Em outros tempos eu consideraria aquilo um problema sério... não mais agora... não mesmo. Contanto que eu estivesse ali, com Kouyou e feliz... nenhum problema era grande ou sério o suficiente.
“E você vai ficar bem?”
–Sendo meu próprio chefe e do lado da pessoa que amo? Vou ficar muito mais que bem – assenti em confiança, provocando uma risada humorada do baixinho do outro lado.
“Sucesso, se precisar de ajuda chama os amigos” Takanori desejou.
–Pode deixar – assenti, tendo meus olhos e minha atenção roubados pela figura esbelta saindo da porta do banheiro usando apenas uma camisa social, que por sinal era minha, por cima do corpo ainda úmido junto a uma boxer preta extremamente colada. O cabelo semi-molhado e bagunçado, tampando parcialmente o rosto, mas deixando um dos olhos e a boca pequena a mostra enquanto os dentes pequenos mordiscavam o lábio inferior na ponta direita.
“Oh Kami!”
–E-e-eu tenho que desligar, tchau – avisei sem nem mesmo esperar uma resposta, desconectando o telefone e jogando o aparelho para qualquer lado, não dando a mínima se ele teria quebrado ou não – Kou... o que você....
–Shiu ... – ele comandou ao levar o indicador esquerdo aos lábios, começando uma caminhada lenta até o totalmente trêmulo de desejo eu, deitado ali naquela cama, e tentando me colocar sentado impulsivamente.
Tentei não exaltar demais minhas esperanças e meus pensamentos maliciosos, com toda certeza não aconteceria muita coisa diferente ou mais além do que o stripe que recebi outra noite. Tentei não me animar demais quando ele chegou mais perto do que o normal de nosso “estreitamento íntimo” e tentei com todas as forças não pensar naqueles vídeos e fotos que vi quando ridiculamente não consegui me impedir de “pesquisar”.
Ainda assim, quando ele lançou a perna em cima do colchão, acima das minhas, e se sentou sobre minhas coxas... nada e nada do que tentei fazer deu certo. Me peguei gemendo vergonhosamente por entre os dentes num impulso descontrolado de demonstração óbvia de quanto eu o queria e como queria.
–Kou... desculpe... – comecei a pedir, com medo de fazê-lo recuar com a minha “empolgação” evidente por baixo do meu moletom — ... afasta só um pouco, se não eu...
–Shiu... – Kouyou comandou novamente, colocando as mãos sobre os meus ombros e puxando o quadril contra o meu de uma vez, pressionando minha ereção enquanto seu corpo todo se retesava.
Não consegui suprimir o gemido rouco que saiu por minha garganta e nem refrear as mãos ousadas e fortes que lhe pegaram a cintura e puxaram mais o tronco esbelto contra mim. Me vi lhe agarrando o corpo, enlaçando-o com meus braços, beijando descontroladamente o pescoço alvo e o pedaço de peito a mostra, me inebriando no cheiro bom de sabonete junto ao seu cheiro natural já conhecido. Não parando até perceber seu corpo estremecer mais forte, seus dedos se apertando contra meu ombro nu.
Afastei meu rosto e vi o quanto ele espremia os olhos ao franzir o cenho, parecendo sofrer algo terrivelmente dolorido.
Por que ele estava fazendo aquilo de novo?
O soltei e o afastei, retornando-o ao começo de minhas coxas, me estabilizando intimamente, sem muito sucesso.
–Não se force assim, Kou, por favor – pedi ao desviar minha face para o lado, como diabos aquela ereção se negava a se acalmar? – está bem só com o que estivemos fazendo até agora.
–Não está... – ele puxou meu rosto para si, me encarando seriamente em seu olhar achocolatado e firme — ... eu vi você “pesquisando”... é claro que irremediavelmente você iria querer mais...
–Isso não quer dizer que... – tentei me defender, entretanto, Kouyou não parecia inclinado a me deixar argumentar.
–Eu também quero – ditou de modo sério, voltando seu quadril pra cima de minha ereção, abrindo mais as pernas para se encaixar. Fechou os olhos e tremeu fervorosamente por um tempo, mas quando minhas mãos ameaçaram o afastar ele apenas utilizou de sua força masculina para contornar meus punhos com os dedos e prendê-los contra a cabeceira da cama – espera... deixa eu tentar... só um pouco... – pediu numa voz estrangulada, voltando a abrir os olhos e me fitar. Me olhando e me prendendo naquele olhar até que meu corpo já começasse a querer urgir para possuí-lo. Ainda assim... Kouyou continuou apenas me olhando... por um tempo torturantemente longo demais.
–É o Yuu... é o Yuu... – sussurros saíram de seus lábios e ele respirou fundo, se impedindo de piscar e não libertando meus olhos dos seus ao começar a manear os quadris lentamente sobre meu membro já sufocantemente rígido – é o Yuu.. está tudo bem... é o meu Yuu... está tudo bem...
–Hum... – grunhi impulsivamente com a caricia intima, tendo minha boca roubada pelos lábios pequenos e rosados ao fazer tal coisa.
Sua língua me invadiu com desespero e afobamento, seu corpo estremeceu rapidamente, mas logo voltou a ficar firme e continuar os movimentos gradativamente ritmados. Eu apenas fui envolvido por toda aquela aura sedutora, experiente e esforçada dele...
Me perdi, me perdi e Kouyou seria o único que guiaria qualquer direção.
Eu iria para onde ele quisesse me levar.
Seus dedos liberaram meus pulsos e meus braços apenas caíram contra os lençóis a medida que as mãos macias e finas me acariciavam o pescoço, aprofundando mais o beijo ao puxar minha mandíbula para cima e inclinar o ângulo do meu rosto.
–Hum... – gemi dentro do ósculo, meus dedos indo para as coxas nuas e lisas, espremendo-as com afinco e vontade, deslizando por elas até chegar às nádegas modestas e firmes, apertando-as ousadamente, ditando de forma inconsciente um ritmo ao menear de suas cadeiras.
–Hum... – dessa vez foi ele quem gemeu, seu corpo voltou a tremer e por um segundo ameaçou se jogar para fora do meu aperto e para longe de mim com um pré movimento impulsivo, entretanto, Uruha se manteve ali, respirando fundo dentro de minha boca, se negando a deixá-la. Abri meus olhos e percebi que os orbes dele estavam abertos e nunca sequer tinham se fechado.
Ele finalmente afastou seu rosto ao ver meu olhar em si e quando eu pensei que aquele seria o limite de nosso “estreitamento” aquela noite, Kouyou simplesmente levou os dígitos delgados até os botões da camiseta, se despindo intencionalmente, estremecendo ao me ter completamente hipnotizado por cada movimento que seus dedos faziam ao tirarem os botões de suas casas.
O tecido foi o chão de um modo elegantemente leve e o corpo alvo e esbelto ficou ao dispor dos meus onixes desejosos que esquadrinhavam cada cantinho com totais segundas intenções.
Uruha repentinamente voltou a se afastar, levando os quadris para depois dos meus joelhos, descendo até suas pernas já não mais cercarem as minhas. Não consegui conter o resmungo baixo e involuntário por entre minha respiração, esquecendo completamente sobre o que estaria descontente quando ele me dedicou seu sorriso pequeno e sedutor.
Foi com força e rapidez que suas mãos pegaram meus calcanhares e me puxaram, fazendo minhas costas e cabeça encontrarem o colchão e travesseiros. Sorri para o teto, me impulsionando sobre os cotovelos para olhá-lo quando senti os mesmo dedos de antes no cós de minha calça. E como se voltasse a me hipnotizar, Kouyou simplesmente a puxou para fora do meu corpo, me mantendo escravos das íris achocolatadas.
Notei ele evitar olhar para o meio de minhas pernas e estremecer rapidamente ao finalmente fechar as pálpebras. Suas mãos pegando meus joelhos e os separando, seus olhos não se abriram e eu quis impedi-lo de se pressionar tanto daquele jeito quando senti o aperto dolorido de seus dígitos em minhas pernas.
–Kou... está bem... já...
–Não tente me desestimular... – os olhos me fitaram num franzir sério — ... eu sou mais forte que isso, eu sei que posso...
Parei por um segundo e respirei fundo antes de assentir e morder meus lábios. Kouyou comandaria, ele saberia dizer até onde poderia ir... ele saberia...
–Sim.
Um sorriso pequeno e singelo antes da boca voltar à minha e o corpo se inclinar sobre o meu, encaixando o quadril entre meus joelhos e cercando meu tronco com os braços.
–É o Yuu... – um sussurro contra a minha boca e seus dentes deslizaram pela minha bochecha de leve até encontrarem meu pescoço, marcando-o — ... é o Yuu...
Abri meus olhos e inclinei minha cabeça para facilitar qualquer coisa pra ele, permitindo que os lábios, dentes e língua trilhassem por ali, descendo pelo meu ombro, peito... mordiscando um dos meus mamilos...
–Ei... ! – exclamei meio surpreso, nem eu mesmo sabia que poderia ser sensível ali.
Kouyou apenas sorriu de lado, mantendo os olhos fixos em mim enquanto deixava a língua escorregar para fora da boca e lamber toda a ponta eriçada do pedacinho de pele e carne ali.
–Hum... – grunhi... poderia mesmo ser bom.
Me acostumei rápido àquela sensação e murmurei baixinho quando ele parou a carícia, só para voltar a me extasiar assim que ele prendeu o outro mamilo entre seus dentes e deu atenção a ele. Era um prazer totalmente novo... ao menos para mim e... tão bom!
Os lábios se cansaram de me incitar ali e desceram até meu umbigo, mordendo-o e me fazendo totalmente letárgico ao olhá-lo descer cada vez mais próximo do meu membro pulsante e gotejante de tão excitado... eu sentiria que gozaria a qualquer momento... qualquer mesmo... não precisava de muito mais.
Não era justo que apenas eu recebesse carinho... ainda que não tivesse certeza de como agradá-lo... eu queria dar prazer a ele também... eu queria ao menos tentar.
Kouyou parou por um segundo ao finalmente por os olhos em minha ereção e eu soube que o congelar dele fora completamente não intencional, assim como seu corpo trêmulo e olhos desfocados também não eram, por isso me levantei mais um pouco e o peguei rapidamente, colocando-o deitado sobre o macio do colchão, me posicionando entre suas pernas.
Uruha me compreendeu mal e começou a se debater impulsivamente, ses peito subindo e descendo de modo frenético junto aos ofegos e o olhar perdido e desesperado.
–Shu... tudo tudo bem... sou eu Kou, seu Yuu... – comecei a falar para ele, segurando com cuidado seus braços contra cama para que eles não me acertasse — ... eu não vou te machucar, sou eu Kou....
Uruha parou por um segundo e voltou a me olhar, suas iris retornando ao foco e sua respiração se normalizando a medida que seu peito subia e descia.
–D-desculpe... – começou, mas dessa vez fui eu quem o interrompeu.
–Shiu... eu só quero te dar prazer também... – ditei num sorriso calmo e intencional — ... não é justo que apenas eu desfrute... apesar de que não sei se conseguirei... você pode me guiar e me dizer se gosta... – pedi ao olhá-lo num pedido de confirmação e Kouyou assentiu num olhar curioso e numa respiração ainda acelerada.
Sorri e levei minhas mãos à boxer preta, que apertava completamente o contorno de sua ereção, puxando-a para baixo numa velocidade ponderada, mirando com análise o membro rígido nu ser liberto enquanto a passava por seus joelhos, tentando traçar um planejamento de como exatamente eu faria aquilo... não é como se tivesse recebido aquilo antes... – minha experiência com minha “adorável” ex-esposa era verdadeiramente muito tradicional — ... e muito menos como se eu tivesse feito antes também... não poderia ser tão difícil, poderia?
Antes de ir ao “ato principal” decidi tentar fazer algo do que ele havia feito em mim antes em seus mamilos rosados e eriçados... e tenho que admitir, apesar de ele gemer relativamente alto com aquilo, seu sorriso humorado e seu olhar carinhoso para mim pareciam ter deixado claro que ele havia apreciado o meu “esforço”... mas que com certeza me faria melhorar mais. Estranhamente não me senti mal com aquilo, apenas sorri de volta e aceitei de bom grado sua “avaliação” muda... ao menos daquele jeito... eu sabia que ele estaria ali para me dizer o que gostava e assim eu poderia saciá-lo completamente...
–Eu... provavelmente não seja tão melhor nisso também, mas... – avisei ao pegar sua ereção entre os meus dedos, abaixando minha cabeça até lá em sinal do que faria — ... eu vou tentar... me diga o que gosta, por favor... odiaria que fingisse estar satisfeito...
–Eu não sou do tipo que mente... – ele sorriu em falsa ofensa — ... e não se preocupe, temos muito tempo para treinar... o resto da vida inteira...
Sorri de volta por um segundo, estar com Kouyou era fácil... leve, bom... era... sincero, verdadeiro, sem ressalvas, sem vontades reprimidas... era libertador e realizador...
Droga... eu o amava tanto....
Voltei minha atenção ao membro próximo à aos meus lábios, decidindo ao menos dar o meu melhor em não ser muito ruim, sem medo de o ser... apenas... querendo que fosse bom.
Beijei a cabeça úmida e de primeira estranhei o gosto do pré-gozo ali, mas logo liguei o gosto àquele completo que provava em nossos “estreitamentos íntimos” e me permiti deliciar ao fechar meus olhos e descer um pouco da extensão para dentro de minha boca.
–Ah... – Kouyou gemeu, levando os dedos ao meu cabelo impulsivamente — ... mais... desce mais...
Tentei obedecê-lo, mas de primeira não sabia muito bem como fazer aquela coisa passar para dentro de minha garganta e quase engasguei quando tentei.
–Yuu? – Kouyou perguntou preocupado assim que retirei com rapidez seu membro de minha boca e tossi levemente.
–Espera... acho que sei como é... – assenti e recebi um sorriso encorajador de volta, junto a um levantar de pernas e a um afastar mais amplo destas ao que a cabeça se apoiava na cabeceira para me olhar.
Lambi meus lábios e voltei aproximá-los de sua ereção, voltando afundá-la para dentro, dessa vez conseguindo espaçar minha garganta para acomodá-la... eu sabia que podia fazer aquilo.
–Ah... isso... – ele gemeu entre dentes — ... move... – seus dedos voltaram ao meu cabelo, puxando-o singelamente num pedido óbvio.
Respirei pelo nariz e fechei meus olhos ao mover minha cabeça para cima, voltando-a para baixo, muito lentamente.
–Ah... rápido... – pediu ao afastar mais as pernas e eu tentei bravamente obedecê-lo, não conseguindo mais do que mais algumas investidas antes de engasgar novamente e me afastar de uma vez.
Kouyou sorriu gostosamente, e, apesar de uma parte de mim ter me repreendido pelo meu “desempenho” vergonhoso, foi apenas mirar o sorriso mais lindo e apaixonado dele para mim que qualquer palavra de auto depreciação sumiu de minha mente.
–Se você consegue, eu também consigo – rebateu em tom de desafio e se colocou sobre os cotovelos, beijando minha boca e me fazendo inclinar para trás a medida que se inclinava para frente, até que eu me sentasse na cama e me apoiasse nos cotovelos enquanto ele se colocava por cima de mim e entre minhas pernas.
Novamente o momento de congelamento ao mirar minha intimidade rígida e eu apenas me impedi de interrompê-lo, porque sabia que isso o chatearia... ele decidiria até onde conseguiria ir... ele decidiria...
Eu tinha que aprender a aceitar que Kouyou não era uma donzela indefesa. Era um homem adulto e feito, forte e determinado, o qual tinha decisões próprias e apenas escolheu estar ali ao meu lado... eu tinha que aprender que não era apenas eu a administrar tudo entre nós... não seria apenas eu a tomar iniciativas e não seria apenas eu a liderar as coisas...
Eu tinha que aprender a aceitar que não era somente eu o “homem” ali.
Um olhar de gratidão à minha escolha de não tentar pará-lo veio em minha direção junto a talvez um pedido de “desculpas”?
Kouyou respirou fundo, fechou os olhos e voltou a abri-los, me colocando em seu foco de visão completamente ao abaixar a cabeça para o meio de minhas pernas.
–É o Yuu... – mais um sussurro e diferentemente de mim seus dedos foram totalmente eficientes em me fazer gemer apenas com o toque deles em meu membro, assim como seus olhos se mantiveram abertos ao tocar a língua na ponta de minha ereção, pronunciando-a por cima da fenda dali, me fazendo urgir de prazer ao jogar minha cabeça para trás. Sensação prolongada quando senti a cavidade úmida e quente envolver a cabeça e o resto do meu membro. Meus cotovelos fraquejaram e minhas pernas se abriram mais impulsivamente a medida que ele começou a mover num ritmo acelerado.
Com dificuldade consegui levantar minha cabeça para olhá-lo e foi ao fazer tal coisa que senti que novamente poderia gozar a qualquer momento. Meus dedos foram hipnotizados até seu cabelo, os olhos chocolates me prendendo enquanto o ritmo diminuía gradativamente ao entender meu pedido para que não me fizesse chegar ao ápice tão rápido. Sua boca liberou minha ereção e sua língua passou por minha intimidade com ousadia, lambendo minha virilha e descendo até chegar ao ponto intocado que me fizera sobressaltar naturalmente.
Kouyou me encarou em curiosidade com o meu sobressalto e sorriu compreensivamente ao mirar meu rosto assustado.
–Desculpe ... foi só ... – tentei explicar — .. apenas me surpreendi... – respirei fundo — ... dois segundos, eu vou ficar bem.... tudo bem... dois segundos...
Tentei organizar tudo mentalmente, despir de valores e costumes antigos... respirei fundo mais algumas vezes, fechei meus olhos...
“Tudo bem Yuu... tudo bem.... “
–Tudo... – comecei a assentir, me interrompendo quando o vi se afastar e se esticar até o criado mudo do lado da cama, tirando de lá um vidro estranho, que eu não sabia estar ali... mas que reconheci imediatamente assim que consegui vê-lo — ... quando...?
–Hoje, quando voltamos da audição... enquanto você acertava as coisas no banco eu comprei ... – respondeu minha pergunta não finalizada — ... eu decidi que seria hoje Yuu... de um jeito ou de outro, eu me nego a ser vencido por isso... me nego a deixar de ser feliz com a pessoa que eu amo por esse maldito trauma... me nego que isso tire mais da minha felicidade a qual batalhei tanto para conseguir... eu me nego a não ser feliz, Yuu... – um sorriso sincero e então ele arremessou o vidro de plástico para mim, o peguei por reflexo — ... como é sua primeira vez... acho que é justo você ter o primeiro “turno” – sorriu em humor — ... só venha com calma, escute tudo que eu disser e pedir sim?
Assenti hipnoticamente e ele voltou a sorrir, respirando fundo, inclinando o corpo para trás e se deitando, levantando os joelhos, separando as coxas, erguendo um pouco o quadril, colocando um travesseiro embaixo dele e me mostrando sua entrada rosada e pequena.
Me adiantei por impulso.
–Não seja modesto em usar isso... e... vá com calma... se eu pirar apenas espere que eu me acalme... tenha paciência... – me deu indicadores por entre a respiração que começava a acelerar e eu assenti ao despejar o gel transparente em minha mão, meio absorto com a textura antes de levá-lo até sua intimidade e lambuzar a entrada. O olhei com atenção e Kouyou franzia o cenho, espremendo os lábios em contenção. Pensei em parar, mas foi só sua expressão se relaxar um pouco quando iniciei movimentos circulares ali que me senti motivado a continuar e provocar mais sensações boas para ele... ainda que meu próprio membro urgisse para se acomodar dentro de seu corpo de uma vez.
Pronunciei um dedo, provocando um retesar geral em seu corpo que começou a tremer compulsivamente, se debatendo e me fazendo recuar, esperando que se acalmasse assim como ele me pedira. Não era fácil... não era nada fácil... mas quem disse que aquilo me deixava desanimado?
Por incrível que pudesse parecer, tê-lo lutando contra seu próprio psicológico para que pudéssemos juntos passar por aquilo era... era algo que me acendia por dentro de um modo estranho e bom...
Porque eu sabia ser apenas por mim... e porque eu sabia que estávamos fazendo aquilo juntos, para o bem de nós dois... e por vontade de nós dois...
Sem mais mentiras, enganações... humilhações... estar com Kouyou era... como se realizar na vida...
Foi um tempo longo provavelmente, eu não estava contando-o, por vezes Kouyou se debatia e me fazia esperar, e ainda assim nós dois insistimos naquilo... porque não seriamos vencidos...
Como Kouyou dissera, ele se negava a deixar de ser feliz com a pessoa que ama por aquele trauma...
Eu também me negaria.
–Vem... – um sussurro baixo e meio cansado de tanta luta interna chegou aos meus ouvidos junto a uma expressão que deveria ser considerada proibida de tão tentadoramente violável. Eu finalmente retirava meus dedos de modo definitivo, encaixando a cabeça de minha ereção já tão torturada no lugar.
Kouyou enlaçou meus ombros, mantendo seus olhos abertos e fixos nos meus, respirando... ofegando...
–É o Yuu ... –sussurrou — ... é o meu Yuu...
Me empurrei para dentro de si por não conseguir mais me conter, gemendo com a compreensão escaldante e escorregadia, um grito rouco chegou à minha audição e eu de algum modo me forcei a parar, mirando os olhos espremidos com desespero, me obrigando a sair de seu interior por mais que meu corpo reclamasse.
Porém Kouyou me impediu e me apertou contra si, enlaçando suas pernas atrás de minhas costas e me puxando de volta, gemendo dolorosamente com a nova invasão funda.
–É o meu Yuu, é o meu Yuu, é o meu Yuu... – se repetia num sussurro como se fosse um mantra; eu apenas me mantive parado, enterrado em si... esperando, fechando meus olhos e ouvindo-o sussurrar aquilo no meu ouvido.
–Sou eu Kou... é o seu Yuu... – sussurrei de volta, sentindo seu corpo se destencionar e uma respiração mais funda chegar num suspiro contra a lateral da minha face.
Meu rosto de levantou, meus olhos encontraram os seus e nossos lábios encontraram um ao outro num beijo brando e fundo. Suas pernas desfizeram o laço em minhas costas, suas mãos me soltaram de seu aperto singelamente e seu quadril meneou em um pedido... um pedido que atendi impulsivamente ao me arremeter para trás e voltar a estocá-lo ao me lançar para a frente.
–Ah – ele gemeu, e, dessa vez, todo o meu ser, meu ego e meu orgulho se inflaram em saber aquele gemido... era completamente de prazer...
Continuei a arremeter, respeitando seu limite e sabendo me controlar ao sondar se ele estaria gostando ou não. Kouyou era muito sincero em seus gemidos e movimentos, assim como eu estranhamente sabia lê-lo muito bem... ao ponto de nem mesmo precisar pensar e meu corpo agir naturalmente ao parar onde não estava bom e continuar onde estava.
–Ah... Yuu... – gritou rouco ao arranhar minhas costas, mordendo meu ombro e pescoço com vontade. A leve dor jogando choques prazerosos pelo meu corpo e intimidade... o calor em volta pressionando, a textura escorregadia e macia... – Yuu... hum....Yuu...
Não consegui mais, me despejei, me derreti dentro dele. E foi quando voltei da letargia maravilhosa do orgasmo mais intenso que já tive que me senti completamente decepcionado por ter chegado a ele, mas não ter provocado o mesmo em Kouyou.
Fechei meus olhos e ridiculamente quis chorar ao me retirar de si e olhá-lo ainda ereto e aceso...
Eu só podia ser um fracasso naquilo mesmo...
–Des... – fui interrompido ao ser jogado contra o colchão com força, Kouyou se colocando por cima de mim, abrindo minhas pernas com brusquidão, se munindo rapidamente do lubrificando mais ao lado.
–Desculpas por que? Ainda não acabamos ... – sorriu maliciosamente e de repente meu orgulho ferido parou de me torturar, um leve medo me inundou, mas a letargia pelo momento foi mais forte.
Afinal... eu á tinha passado por aquela luta interna antes...
E a decisão não havia mudado.
Uruha foi cuidadoso em não me provocar muito incômodo ao me preparar, mas também não parecia muito paciente já que repentinamente me vi virado de costas e senti sua ereção tomar o lugar de seus dedos. Me sobressaltei e impulsivamente quis me afastar, entretanto, Kouyou parecia ter previsto aquilo e prendeu meus pulsos contra o colchão, beijando minha nuca para me fazer relaxar, descendo por minhas costas, voltando para minha nuca e só então se enterrando de uma vez dentro de mim.
Tenho que admitir... doeu... doeu muito... por um momento provavelmente devo ter o xingado. Coisa que ele respondeu apenas com um sorriso e mais outro beijo em minha nuca antes de começar a se mover.
Era novamente um prazer completamente novo e estranho no começo, mas... ainda assim ele veio... veio depois de um tempo, se espalhou de um modo que eu já não conseguia mais saber quem eu era... e quando senti aquele líquido quente correr em jatos dentro de mim... foi... estranho e ainda assim... me derreti novamente entre seus dedos que incitavam com força minha ereção mais uma vez desperta.
–É assim que se faz Yuu... – Kouyou provocou competitivamente ao rolar para o lado e eu estreitei meu olhar para ele antes de sorrir para o cínico Takashima ao meu lado.
Me forcei a levantar meu tronco ao apoiar-me em minhas mãos, me movendo para o lado e o cercando com meus braços, me jogando sem cima de si e beijando sua boca com devoção e amor.
–Não se cante vencedor, eu ainda ganho de você....Temos tempo para treinar... – o lembrei humoradamente em desafio.
–Sim... temos o resto da vida inteira... – ele sorriu de volta — ... vou estar esperando...
Estar com Kouyou era... sentir que tudo no mundo o qual sempre quis e que sempre desejei e procurei.... finalmente havia chegado.
Estar com Kouyou era... estar feliz!
Notas finais
PS: Vai ter um epílogo, pq achei melhor colocar a conclusão num epílogo... prometo não esquecer dessa vez, ele será pequenininho, só para contar como vai ficar tudo e dar noticias da Mayumi e da bebê neh?
beijo!
Me despedir oficialmente dessa vida no epílogo também.
àqueles que querem alguma fic que escrevi, ou a Adultério como arquivo de PDF, por favor leiam o meu perfil. E... BYe
AH sim, o q acharam? =/ .... Lemon meio a meio deu certo?
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