Adotado

17 Capítulo 17 - sofrencia


Notas iniciais
eu sei,to atrasado, o capitulo nao ficou o melhor pq a escola ta me sugando, mas enjoy

Antigamente em Adotado

– o que aconteceu? – perguntei, preocupada. Ele olhou pra mim e voltou a olhar o celular

– ele... morreu

Adotado – capitulo 17

Sabe aquele choque filático que um ser humano tem quando recebe uma notícia? Bom, eu fui eletrocutada fisicamente pelo meu cérebro. Eu sentei, tipo, no chão, acho que o sangue do meu cérebro caiu pro meu pé, meus olhos se encheram automaticamente de lagrimas e escorreu involuntariamente sobre meu rosto e eu pensei simplesmente na minha vida agora e no futuro... adivinha! Não vi nada.

– Nick? – David me chamava – Nick? está tudo bem contigo? Nick?

– ainda tem vodka? – perguntei

– como pode pensar nisso? O THIAGO MORREU PORRA! – ele gritou e saiu, bateu a porta com muita força e acho que foi andar na praia, sempre faz isso.

Me vi no quarto dos meninos, sozinha, fiquei olhando para as coisas deles, pensei duas vezes e fui mexer nas coisas do Thi, ele tinha trago bastante roupas, fiquei pensando nele, um carinha muito dramático, acho que nunca me importei devidamente com ele. Recentemente descobri que ele é meu irmão biológico, mesmo assim, não dei a devida atenção a ele. Entre as roupas achei um caderno, ele sempre gostou de escrever, pensei 300 vezes antes de abrir, mas abri e comecei a ler...

“É normal tudo isso? Sorrir e fingir que está bem. Uma hora eu vou ter que explodir, tomara que eu morra antes de isso acontecer.

Minha vida está uma reviravolta, descobrir que a Nick é minha irmã, achar minha família, perder a Hannah, não sei. O que eu estou fazendo de errado? Estou criando muito expectativas? É isso? Eu devo merecer tanto sofrimento. Sem contar que o Dav está distante, a Vih mentiu sobre toda sua vida, a Stef é um ser misterioso e a Gih apertando a mesma tecla. Quem sou eu?

Afinal, eu nasci de uma pessoa que me abandonou, aprendi a viver com pessoas hospedeiras que abusaram da minha bondade, vivi em um mundo de mentiras onde ser gentil é tudo. Esse sou eu? Por que sou tão ingênuo? Essa guinada na minha vida só vai atrapalhar mais, mas é assim. Uma frase que eu ouvi na TV foi ‘eu vivo a vida como eu vivo a vida’ e se tem alguém que está lendo isso além das palavras que eu escrevo, eu devo está morto. Então entenda além das minhas palavras: sou o único esperto com inteligência absurda. É lá onde eu me escondo.

E se chegou até aqui, você tem coragem, te peço pra olhar a última folha desse caderno, você vai ver as coisas importantes que eu levo comigo...” fui olhar o que é, abrir uma foto colada no fim do caderno com todos juntos, eu, o David, a Stef, a Vih, a Gih, a Isa e o Thiago. Essa foto foi tirada antes de viajarmos pra cá, voltei pra onde estava lendo “...se você viu, obrigado. Rasga e guarda, por favor, é a coisa mais preciosa do mundo pra mim” e ele terminou aqui.

Eu sentei na cama dele, peguei o caderno e rasguei a última página, fiquei com a foto, fiquei olhando pra foto e pro Thiago sorrindo. Não sei como, acho que foi pensar muito, mas eu deitei e dormi, não sei mais que horas são nem onde eu estou.

Dormi

– Nick? Nick, acorda – me assustei e abri os olhos

– Stef? – não sabia se é ela, minha vista embaçou bastante quando eu abrir os olhos rapidamente, até eu conseguir ver ela – Stef, me diz que eu estou em casa, que o Thiago vai entrar por aquela porta com o David gritando com ele porque molhou o cabelo dele... me diz – a Stef me olhou triste, com o rosto molhado e fez “não” com a cabeça

– Nick, vem jantar! – Stef disse, eu sentei na cama e abracei ela.

– não estou com fome, mas eu vou sair pra ver eles... todos já estão ai? – perguntei

– sim, vamos?

– vamos! – levantei, sacudi minha roupa e andei pra cozinha, ouvi a Hannah gritar muito, acho que ela acordou também

– sim, ela está com raiva! – Stef disse surpresa

Andei um pouco e vi todos da cozinha olhando pra mim

– oi gente, tudo bem com vocês? – perguntei tentando puxar assunto

– comigo sim – Gih disse com cara de choro

– comigo também – Vih disse

– cadê o tio? – perguntei do pai do Thiago

– ele ainda está no hospital, tentando ligar pra Maia – disse a Vih

– ah, saquei, enfim, vamos jantar o que? – perguntei

– ah, se quiser, pede alguma coisa no telefone, não estamos com fome – Gih disse

– eu não estou com fome, vai pedir Stef? – perguntei e a Stef assentiu – ok, liga, eu vou pegar a grana

– o tio deixou na mala dele, no bolço do lado – Stef disse

– ok – fui no quarto do tio (pai do Thiago) pegar a grana, abri um bolço da mala e só achei cueca, meia e coisas do tipo. Abri o outro bolço e achei uma carteira. Abri a carteira e vi a foto do Thiago, abraçando o pai, sorrindo, mas uma foto assim. Que difícil, essa hora era pra mim está com uma garrafa na mão, o Thiago com outra, a Vih com droga e o Dav com o isqueiro na praia. Caiu uma lagrima involuntária, peguei a grana, e guardei a foto. Olhei o frízer do tio e achei um whisky 1999, um vinho tinto, uma garrafa de vodka e um outro whisky básico. Peguei a garrafa de whisky e virei ela toda, pensando na vida...

Eu, barra, praia, barra, mar, barra, wiski. Estou assim, cançada, tentando esquecer de tudo

“trim trim trim trim” meu celular vibrava na areia, levantei meu rosto e olhei pra ele, na tela aparecia 42 mensagens, eu fui olhar e muitas eram do david, algumas da gih, varias da Stef e a Vih e uma apenas do pai do Thi. Mas todas estavam escritas “vivo”

Continua...

Notas finais
eu nao disse? enfim, querem que eu continue vivo? me digam