Adotado

18 Capítulo 18 - vivo, porem titio


Notas iniciais
ME MATEM, ME SUICIDEM... mas eu to animado pra escrever

Antigamente em Adotado:

“Trim trim trim trim” meu celular vibrava na areia, levantei meu rosto e olhei pra ele, na tela aparecia 42 mensagens, eu fui olhar e muitas eram do David, algumas da Gih, varias da Stef e a Vih e uma apenas do pai do Thi. Mas todas estavam escritas “vivo”

Adotado – Capítulo 18

POV Thiago

Dor de cabeça? Só um pouquinho, me sinto tão drogado agora, tentei mexer meu corpo, espera, cadê meu corpo? Sabe aquele momento que você acorda, mas fica com os olhos fechados? Não? Pois eu estou assim. Tentar abrir os olhos é o meu maior desafio agora, então, vai, no 3: 1... 2... 3.

Sempre fui um covarde, admito, tenho medo de pegar câncer (de próstata, pior) no pulmão, no fígado por beber e fumar, não me corto porque tenho medo de tétano também, mas de uns dias pra cá, aprendi a contar, a não pensar, e desses dias pra cá, eu tenho vivido a minha vida como um verdadeiro louco, sempre que estou prestes a fazer alguma coisa que eu vá me arrepender no futuro, ou não, eu conto até 3 e vou.

O dia parecia estranho, me sentia como a Bella em amanhecer part. 2, quando ela abre os olhos e ver tudo nítido. Não parecia tudo nítido pra mim (até porque eu uso óculos, só não estava com eles naquele momento), mas tudo realmente pareceu nítido, mas no sentindo de explicado, claro como agua, eu sabia de tudo que aconteceu e acontecerá comigo, e como eu sei disso? Não, não sou um vidente e nem fui em “vidas passadas” enquanto estava em coma, eu juntei todas as peças do quebra cabeça que me levou a um “fim”, e eu fiz uma frase a partir disso:

“É certo que se toda pessoa soubesse seu futuro, mudaria, porém, não mudaria o fato de que um dia o fim chegará”

E que fim seria esse? Seria sem graça eu dizer, não é? Que tal esperar? Porem eu sei meu futuro e eu posso como vou muda-lo. Por enquanto, meu presente é estar deitado em uma maca do hospital, com um tubo na boca e agulhas nos meus pulsos, coitado do meu coração, se sente perfurado, tanto pelas agulhas, quanto por tudo que aconteceu.

As coisas que eu vi, assim que abri os olhos, foi o teto do hospital, algumas teias de aranhas, eu repetia comigo mesmo “quero estar no Brasil, quero estar no Brasil!” porem a única esperança que eu tenho são essas palavras. Dava para perceber uma luz meio fraca batendo no teto, um som irritante de “pi pi pi” invadindo meu ouvido, depois ouvi passos, acredito que meu corpo todo ainda esteja anestesiado ou dormindo, porem meu cérebro está acordado, sou uma espécie de zumbi? Que a Nick não me veja nesse estado. E os passos pararam, depois eu vi uma enfermeira me olhando de cima, ela falava coisas, mexia a boca, eu não escutava nada, e meu raciocínio estava um pouco lento pra eu tentar ler lábios, voltando a minha teoria inicial, meu corpo está dormindo, e o som começou a aparecer, é como se meus tímpanos estivessem se espreguiçando, foi ai que eu comecei a entende-la

– ... é normal, e o tubo que está na sua garganta sairá em menos tempo do que imagina, pedirei para que retirem agora, também trarei um pouco de comida, sinto que está com fome, depois vamos a nossa higiene pessoal, você não se cuida a uns certos dias, bom, é um prazer revê-lo senhor Tavares, sua melhora foi rápida e eficaz, é quase raro isso acontecer, aliás, seus olhos são lindos a luz do sol – ela saiu, deu vontade de falar que ela é linda também, porem o tubo enfiado na minha garganta me impediu

Voltei a olhar o teto, depois de algum tempo a enfermeira veio trazendo alguns outros enfermeiros, eles começaram a tirar as fitas que seguravam o tubo, depois de algumas sair, eles começaram a remover, sentir meu intestino grosso gritar, sensação ruim do cacete, como se tivessem tirando meus órgãos com as mãos, e olhando aquele tamanho de tubo saindo da minha boca foi um trauma. Depois de o tubo todo, completo, sair, eles tiraram os restos de fitas que me sobravam, assim que tudo foi removido, era minha vez de fechar a boca, quem disse que eu consegui? Mas a enfermeira fechou pra mim, olhei pra ela e ela sorriu, ela tem os cabelos escuros, lisos e com efeito nas pontas, a pele morena e um sorriso encantador, assim que tive controle da minha mandíbula, ela soltou, fiquei abrindo e fechando a minha boca, ela riu.

– senhor Tavares, me chamo Katherine, sou sua enfermeira, já informei ao seu pai que você parou de vegetar e ele já está a caminho, por enquanto, essas agulhas no seu pulso continuarão, eu sei que irrita, mas tenha força de vontade, você é forte, está com fome? Trouxe comida – ela foi pegar a comida e com um controle fez a cama subir

– eu... – ok, me dá um crédito, acabei de acordar de um coma – você é linda

– ah, obrigado, você também é – ela disse

Sabe aquele desejo bobo que todo homem tem por mulheres mais velhas? Estou tendo agora. Chega o pai nessa hora, correndo e se deitando na minha maca, a Katherine sorri.

– não se preocupa, ele está vivo – ela diz

– SE FINGIR QUE É UM BONDE DE NOVO EU TE MATO – tão amoroso meu pai, não é?

– eu vou deixar vocês a sós – ela disse saindo, admito, olhei pra bunda dela, só um pouquinho

– eu vi primeiro – disse o papai

– sai fora velhote – eu disse, parece que minha voz já voltou – você tem a mamãe em casa, eu quero essa mamãe pra mim

– ai meu garanhão, não acha ela velha demais pra você?

– está duvidando da minha capacidade? Velho – disse

– se continuar a me chamar de velho, você não vai ter mais capacidade – ele disse, rimos, ai de uma hora pra outra as meninas e o David entram pela porta do meu quarto (já estou quase me sentindo em casa)

– gente eu estou bem, juro – falei

– você passou vários dias sem dar um sinal de vida e com o tudo na boca, a gente pode te dar um abraço, não? – Vih disse

– só acho QUE SE VOCE ENTRAR NA FRENTE DE UM BONDE, EU TE SUICIDO – Isa disse

– eu quebro as suas pernas pra você nunca mais andar, ai você vai estar seguro – David disse

– Você está vivo – Stef

– mas se brincar numa linha de bondinho de novo, você está frito – Gih

– morri de saudade de vocês – sorri – mas cadê a Nick? Pensei que ela ia me matar de cascudo

– é, ela ficou meio deprê pensando que você morreu – Vih disse

– ouvi dizer que ela e o David fizeram aquilo lá... sabe? – Isa disse, David olhou com uma cara não muito boa

– eu acho que vou te dar um cascudo... sabe? – ele disse

– sexo? – perguntei – tomara que eu seja titio

– cala boca, não sabemos – David disse – ela está na praia

– pai, libera a bebida? – perguntei

– acho que você não pode beber, filho

– eu convido a enfermeira – eu disse

– whisky ou vodka?

Continua...

Notas finais
comentem, pfr