Minha história se inicia com uma perda – criadora da pior dor já sentida, capaz de mudar tudo o que eu era – e uma “doença”, terminando com mais uma pessoa quebrando os limites impostos por minha sanidade. Essa pessoa entrou contra minha vontade e bagunçou toda a pouca ordem que restava dentro de meu ser, fazendo com que ela se tornasse meu principal alvo para toda a frustração e culpa suportadas até aquele momento. Mas ela me trouxe algo que havia perdido. Na verdade, não somente uma, mas muitas coisas e só fui perceber quando estive a um passo de perdê-las. Algo típico de qualquer conto de fadas, apesar da minha história não ter nada em comum com um conto abençoado em que todos têm seu esperado final feliz, onde o casal se beija e vive “feliz para sempre”. Até porque uma coisa que me acompanhou em todo esse trajeto foi meu vício. Um amor um tanto peculiar que nasceu disso. Do vício. E foi incendiando toda a mínima noção de certo ou errado, fazendo das “emoções” minha única conselheira para a tomada de decisões.

Ele, o vício, mudou do começo dessa narrativa para o fim, e não me arrependo de tudo que aconteceu para culminar nessa situação. Mas ele também cresceu tão descontroladamente que não posso descrever bem. E agora, sem essa “droga” que e sustenta e me manteve relativamente sã, posso até morrer. Certo, isso foi um exagero, mas que viciada não é nem um pouco exagerada afinal?

Qual a droga que eu me refiro? Oras, não é nada do que provavelmente, a maioria das pessoas pensou; não se trata de algo como álcool ou maconha, cocaína e esse tipo de substâncias. É a droga mais conhecida e mais utilizada do mundo desde muito tempo atrás. Ouso dizer que fora a primeira descoberta pelos humanos. A primeira a ser identificada e aquela que nenhum ser da nossa espécie pode dizer o quão profunda é nossa dependência dela, o quão desconhecido é seu efeito em cada um de nós. E desse vício não temos como escapar, como nos curar e voltar a ser o que éramos. É uma droga sem comparações, que desperta diferentes sensações em cada um que a prova. Aquela que te destrói, que te faz queimar de dentro pra fora e te leva aos céus num instante, o mesmo serve para o inferno; nosso inferno pessoal.

Quando se prova uma única vez, não há volta. Você já está dependente dela. Caso pare de usufruir disso, seu corpo e mente afundam numa dimensão sem nenhuma luz; no esquecimento escuro e da dor profunda e infinita. A droga que me prendeu nesse círculo vicioso não nada mais, nada menos que o amor. Um amor totalmente voltado para um único ser, o que guia todos os meus pensamentos em sua direção: ele. Quem viciou meu corpo e meu coração em algo que só ele pode me dar, ou melhor, o que só dele eu quero ganhar.

Ele me viciou nele mesmo.

Notas finais
Oi! Obrigada por ter lido :) Essa é minha primeira história, então comentem para que eu saiba a opinião de vocês, pois só assim continuarei a postar. Gostaria de dividir esse livro com vocês, que é dedicado à uma amiga que o pediu para mim (ela foi a inspiração da obra toda, mas não que isso descreva a vida dela haha), por isso, aguardem por mais. ♥.