Notas iniciais
Uma ideia louca que eu tive, esse capítulo é apenas uma introdução para ver se vocês vão gostar. Contém cenas da season finale, mas é só para introduzir o contexto da história. Se vocês aprovarem a ideia, eu posto o próximo o mais rápido possível.

Boa leitura ^.^

O ladrão à frente de Regina falava sobre a oferta de deixa-la no comando do seu bando, mas a morena estava com os pensamentos em um lugar distante dali. Em Henry.

O garoto de roupas estranhas que aparecera no seu esconderijo com uma história maluca que estavam presos dentro de um livro, em uma espécie de universo alternativo criado por um homem chamado Isaac. O mesmo garoto que falara que Robin Hood – o homem sentado à sua frente naquele momento – era o seu amor verdadeiro. Regina achou graça naquilo, pois apesar do homem salvar sua vida, não vira nada de especial nele. Sim, era bonito. Porém não sentiu como se borboletas voassem em seu estômago. Ao menos era assim que deveria se sentir ao amar alguém, certo?

Ela nunca amara. Como poderia saber?

No final, ela sabia que finais felizes não faziam parte da sua realidade.

“Você já conheceu alguém,” a voz do homem lhe tirou dos seus pensamentos “que faria você mudar sua vida inteira? Alguém cujos olhos você sabe que nasceu para se perder ali?”

Regina abriu a boca para falar, mas nada saiu. O que poderia dizer? Ela nunca havia conhecido ninguém assim, e ver o brilho nos olhos do homem, ao falar de tal pessoa, a deixou com uma certa inveja. Porque ela queria se sentir daquela forma também, e queria alguém que falasse dela daquela maneira. Por um breve momento de fraqueza, pensou que as palavras do homem eram direcionadas para ela. Mas seus olhos estavam além de Regina, estavam na mulher que ele amava.

~*~*~

A morena saiu da taverna onde estivera com Robin alguns momentos atrás, após conhecer sua noiva. Estava com raiva de Henry. Ele lhe dera falsas esperanças, que ela poderia encontrar a felicidade ao lado do ladrão. Mas ele estava apaixonado por outra mulher e a própria Regina não sentia que ele era o homem certo pra ela. E aquilo a deixava ainda mais frustrada, porque se não era possível ela ficar com quem lhe foi “destinado” – segundo as palavras do garoto –, então o que lhe restava para o futuro?

E agora estava com raiva de si mesma por sequer levar em consideração as palavras de Henry.

“Mãe!”

A morena soltou um suspiro irritado. Era como se seus pensamentos em torno do garoto o tivessem levado até ela.

“Você precisa parar de me chamar assim” disse virando-se para Henry. “Como você continua me achando, aliás?”

“Eu imaginei que se meu plano tivesse funcionado você estaria na Floresta de Sherwood, com Robin Hood” explicou com um sorriso nos lábios.

“Eu odeio ter que dizer isso à você” falou um pouco irritada com a insistência do garoto. “Mas Robin já encontrou o seu amor verdadeiro. E eles vão se casar,” virou Henry na direção da porta da taverna “em dois dias” empurrou o garoto com um pouco mais de força do que o necessário, a raiva ainda lhe corroendo.

Henry observou Robin segurar as mãos da ruiva e lhe beijar carinhosamente. Ele realmente parecia apaixonado. Mas aquilo não estava certo e ele balançou a cabeça negativamente.

“Não, não, não. Isso tá errado” virou-se mas Regina não estava mais ali. “Aquela é Zelena, sua irmã!” o garoto pôs-se a correr para alcançar a morena. “Espera! Você precisa me escutar.”

“Eu já escutei o suficiente” respondeu, virando-se para fita-lo dando ainda alguns passos para trás. “Eu não tenho uma irmã. Minha mãe me abandonou quando eu era um bebê” explicou.

“Não. Sua mãe abandonou Zelena” tentou argumentar. “Está tudo do avesso. Esse deve ser o final feliz dela.”

Regina segurou o garoto pelos braços, fazendo-o parar o trajeto e prestar atenção na sua fala. “Olha, eu preciso ir. E você deveria também, Snow White está procurando por você” alertou, lembrando-se do breve encontro que teve com a Rainha antes de ser salva por Robin.

Regina tentou se afastar de Henry mas ele pôs-se na sua frente mais uma vez. “Espere. Você não pode me dizer que não sentiu nada quando encontrou com Robin Hood.”

A morena revirou os olhos. “Pois eu vou lhe dizer, não senti nada.”

“C-como? Mas ele é seu amor verdadeiro.”

Regina estava confusa, ela queria acreditar naquilo porque então ela teria alguém para lhe amar e cuidar dela. Mas ao mesmo tempo agradecia por não sentir nada pelo homem, ou então sofreria ainda mais por ele estar noivo de outra.

Balançou a cabeça, a expressão triste em seu rosto. “Eu nunca vou encontrar amor verdadeiro” disse com dor e aquilo quebrou o coração de Henry em mil pedaços. Lhe doía ver a mãe daquele jeito. “Mas você...” o olhar se voltou na direção do garoto novamente, fulminante. “Você me deu a pior coisa que poderia dar à qualquer um. Esperança” soltou um suspiro cansado. “Agora eu só quero ir longe o suficiente para não ter que escutar os sinos do casamento de Robin e Zelena proclamando o amor deles.”

Regina começou a andar novamente, mas Henry correu até ela e bloqueou seu caminho. Aquilo estava se tornando rotina, e começando a irritar ainda mais a morena.

“Espera... Você disse sinos do casamento?”

“Sim. Agora, por favor me deixe ir.”

“Os sinos... do final do livro” exclamou em realização. Era o que Isaac tinha lhe contado quando chegou na Floresta Encantada. “Os sinos... O casamento... É nossa última chance de parar tudo isso de se tornar real pra sempre.”

“Isso já é real.”

“Ainda não. Nós temos que parar esse casamento.”

Regina descordou com a cabeça. “Olha... Você parece um garoto legal e, claramente, acredita em toda essa... loucura. Mas você não disse que eu era sua mãe adotiva? Que você tem outra mãe por aí, chamada... hmm... Emma!?” perguntou e ele assentiu. “Então se você quer ajuda, talvez devesse começar procurando por ela.”

“Eu tentei. Mas ela não estava no livro. Se estivesse, você saberia. Ela tem magia, uma magia especial.”

“Magia especial?” perguntou desacreditada.

“No nosso mundo ela era chamada de ‘Salvadora’” explicou e observou o rosto da mãe mudar de expressão. Reconhecimento.

“Nunca ouvi falar” mentiu e virou-se para o lado oposto, na tentativa de se afastar do garoto. Queria acabar com tudo aquilo o mais rápido possível. Mas ele a segurou novamente, fazendo Regina virar-se para ele.

“Mãe. Eu conheço essa cara. O que você não está me contando?”

Regina o fitou hesitante. “Há rumores” começou, ainda relutante em contar-lhe. “De uma mulher que chamava a si mesma de Salvadora.”

“Isaac mentiu. Ele não podia ter tirado ela da história. Onde eu posso acha-la?”

“Você não pode” lhe lançou um olhar de pesar. “Snow White a trancou, anos atrás. Ninguém mais a viu desde então. A prisão que ela está é impenetrável.”

Notas finais
E então meus amores!? Ficou bom? Devo continuar? Aguardo a opinião de vocês na caixinha aqui em baixo.

Mwah :*