Across Realms
6 Capítulo 5 – Heating up
Notas iniciais
As duas mulheres voltaram ao acampamento esperando encontrar Killian e Henry ainda na frente da fogueira, mas para sua surpresa, os dois já haviam se recolhido. Elas deviam ter demorado mais tempo do que imaginaram, conversando e trocando carícias.
O fogo permanecia crepitando e a morena sentou-se sobre um tronco que improvisaram e estendeu as mãos, na tentativa de se aquecer. A noite estava fria e ela só se deu conta disso quando perdeu o contato do corpo de Emma, consequentemente, perdendo o calor que ele emanava e lhe aquecia instantaneamente.
Emma sorriu na sua direção e aproximou-se, sentando ao seu lado e segurando a mão da morena na sua, apertando de leve. Regina desviou os olhos das chamas e fitou Emma com carinho.
A morena inclinou o rosto da sua direção e tomou seus lábios. Emma, imediatamente, segurou sua nuca e entrelaçou os dedos nos longos cabelos de Regina, a puxando para mais perto. A morena deixou que uma mão mais ousada percorresse a coxa da loira, enviando correntes elétricas pelo corpo de Emma. Regina queria provar mais daquela mulher misteriosa, queria descobrir cada detalhe do seu corpo e ouvir ela gemer ao seu toque, assim como gemeu quando seus corpos se chocaram durante o primeiro beijo. Só que mais alto. E queria ser a responsável não só pelo seu prazer, mas também pelo seu sorriso perfeito e o brilho em seus olhos, do verde mais intenso que já vira.
Ousou ainda mais, deixando seus dedos serpentearem por baixo do fino material da blusa branca que Emma vestia – agora, livre do colete. A loira sentiu cada pelo do seu corpo se eriçar com o toque suave dos dedos de Regina e puxou o ar, quebrando beijo. Os lábios macios da morena resvalaram pela sua bochecha, indo na direção do seu pescoço enquanto os dedos continuavam pressionando sua pele quente.
“Regina...” ela gemeu baixinho quando sentiu a língua quente contra o ponto sensível do seu pescoço. A loira soltou um gemido de protesto quando Regina se afastou, a mão que quase alcançava seus seios descendo pelo seu abdômen e indo repousar em sua coxa novamente.
“Nós não podemos fazer isso aqui” disse mordendo o lábio inferior.
“Você tem razão” Emma disse de forma pensativa. “Vamos para minha tenda” levantou-se, puxando Regina pela mão.
A morena a olhou surpresa com a atitude, mas em seguida lhe sorriu maliciosa. Regina começou a abrir o cinto na sua cintura e a tirar o colete, o olhar preso em Emma enquanto caminhava na sua direção. A loira dava passos para trás, caminhando até a barraca, enquanto observava cada movimento de Regina. Ela segurou os ombros de Emma e a empurrou para dentro da tenda.
Emma caiu sentada contra o chão e logo, Regina estava sobre ela, desfazendo os botões da sua blusa de linho. Ela distribuía beijos por todo seu pescoço, fazendo Emma estremecer. A loira terminou de tirar o colete que Regina usava e o jogou em algum canto da tenda, em seguida, deixando suas mãos percorrerem sua pele quente por baixo da blusa que usava.
Regina deu uma leve mordida no ombro da loira, tirando a peça que cobria seu tronco e deixando seus seios completamente à mostra. Ela sorriu maliciosa antes de deslizar os lábios pela pele clara de Emma, distribuindo beijos pela sua clavícula e depois busto. Emma apoiou as mãos contra o chão e jogou a cabeça para trás quando sentiu a língua de Regina explorar um de seus seios. Lambendo, chupando, mordendo.
Gemidos escapavam pelos lábios da loira, a cada novo toque. A sensação de ter a boca de Regina contra sua pele era indescritível. Ela sentia a umidade entre suas pernas aumentar cada vez mais.
A morena voltou a lhe beijar a boca, e Emma aproveitou a oportunidade para inverter as posições. Ela deitou Regina contra o chão e ficou por cima, prendendo suas mãos acima da cabeça e beijou seus lábios novamente.
Agora era sua vez de explorar aquele corpo perfeito.
Emma levantou a barra da blusa de Regina, que foi retirada com ajuda da morena. Ela distribuiu beijos por todo seu abdômen, causando arrepios na morena. Sua língua circulou seu umbigo e subiu até os seios. Os lábios de Emma resvalando por cada centímetro de sua pele, enquanto uma mão massageava o outro seio. Regina deixou um gemido escapar quando sentiu os dentes da loira roçarem pelo seu mamilo já enrijecido. Com os lábios semiabertos, Regina levou a mão até os cabelos bagunçados de Emma, a puxando para mais perto. Ela sorriu contra a pele da morena e começou a sugar seu seio com vontade, arrancando mais gemidos da outra.
Regina passou as unhas pelas costas de Emma, a arranhando de leve enquanto arqueava o corpo na direção da sua boca, buscando por mais contato com aqueles lábios quentes. Emma soltou o seio de Regina e voltou a beijar sua boca. A sensação do contato entre seus seios fez as duas gemerem contra o beijo. Mordeu o lábio inferior de Regina e voltou a deslizar os lábios por seu pescoço, ombro, clavícula, pelo vale entre seus seios e abdômen.
Emma se afastou por um instante para retirar suas botas, enquanto Regina lhe observava em silêncio com a respiração pesada. Ela se aproximou novamente e tirou as botinas que a morena usava, passando as mãos por toda perna de Regina e apertando suas coxas. Puxou o cós da sua calça devagar, observando cada centímetro de pele que era revelado com o ato. Deixando-a completamente nua.
Emma perdeu-se observando cada curva do corpo da morena, embebida na sua beleza.
Regina mordeu o lábio inferior, sentindo seu rosto corar levemente com o olhar devorador de Emma sobre ela. “Você está muito vestida” disse, umedecendo os lábios e segurando sua cintura.
Desceu as mãos até seu quadril, apertando de leve e em seguida puxando a calça de Emma. A loira ajudou-a a tirar e voltou a deitar-se sobre ela. Mais uma vez aquele contato, de pele contra pele, causando sensações indescritíveis em ambas as mulheres. Correntes elétricas percorrendo todo seu corpo, os corações descompassados batendo um contra o outro. As duas sendo devoradas pelas sensações, selando-as com um beijo apaixonado.
Emma segurou o quadril de Regina e quebrou o beijo, abaixando-se até que seu rosto estivesse entre suas pernas. A morena gemeu em antecipação e sentiu os lábios da loira percorrerem o interior da sua coxa, provocando-a. Regina se contorceu, ansiosa pelo toque de Emma. Aquele calor entre suas pernas estava se tornando insuportável, ela precisava que a loira lhe libertasse.
A loira passou a pontinha do nariz pela intimidade de Regina antes de deixar sua língua tocar-lhe. A morena jogou a cabeça para trás com o toque suave e gemeu, em seguida, mordendo o lábio na tentativa de controlar os sons que lhe escapavam e que pareciam ainda mais altos naquela noite silenciosa.
Emma deixou sua língua percorrer pelas dobras molhadas da morena e penetrou-lhe, chupando e sugando com vontade. Sentindo o sabor delicioso de Regina, que segurava com força seus cabelos, a incentivando a continuar. Emma intensificava cada vez mais os movimentos da sua língua. Ela já sentia o quão perto Regina estava.
A morena não pôde conter o orgasmo quando o polegar de Emma passou a acompanhar os movimentos da sua língua, circulando seu clitóris. Regina deixou aquela onda maravilhosa de prazer lavar seu corpo, a busca por oxigênio tornando-se mais difícil e bloqueando sua respiração.
Emma lambeu os lábios, sentindo os últimos resquícios do gosto da morena e se afastou para observar seu peito subir e descer descompassadamente. A loira voltou a beijar seus lábios, tirando ainda mais o ar de Regina, mas ela acompanhou o beijo na mesma intensidade de Emma.
A loira afundou o rosto na curva do pescoço de Regina e depositou ali, um beijo suave. Ela gemeu contra a pele na morena quando sentiu suas mãos apertarem seu bumbum. Regina desceu uma das mãos entre as pernas da loira e acariciou sua intimidade, arrancando outro gemido de Emma.
Ela estava completamente molhada, e seria muita maldade deixa-la daquela maneira. Emma ficaria satisfeita apenas proporcionando prazer para Regina e vendo suas reações quando ela a tocava. Mas sentir os dedos de Regina lhe provocarem naquela região tão sensível, era demais.
A loira mexeu o quadril, buscando por mais contato e Regina sorriu maliciosa com a provocação. Emma fixou o olhar em Regina, implorando para que ela a penetrasse logo. A morena sorriu novamente e deixou dois dedos deslizarem em Emma, que jogou a cabeça para trás, gemendo e aumentando os movimentos dos quadris, rebolando sobre os dedos de Regina.
Regina puxou Emma pela nunca, a beijando intensamente enquanto seus dedos continuavam a movimentar-se dentro dela, em um ritmo calmo e sensual. Ela queria prolongar o máximo possível aquele momento, mas os músculos da loira começavam a se contrair ao redor de seus dedos.
Aumentando os movimentos, logo Emma atingia seu orgasmo, gemendo contra os lábios de Regina e deixando o peso do seu corpo cair sobre ela.
A morena tirou seus dedos de dentro da loira, e acariciou suas costas nuas, beijando sua bochecha em seguida.
“Isso foi...” Emma começou, com a voz fraca.
“Maravilhoso” Regina completou, tirando alguns fios de cabelo da testa suada de Emma e lhe beijando com carinho.
“Perfeito” disse, levantando o rosto para observar o rosto de Regina.
A morena soltou um gemido de protesto quando sentiu o corpo de Emma sair de cima de si, perdendo seu calor. A loira deitou-se ao seu lado, apoiando-se sobre seu cotovelo de lado e continuou a observar-lhe. Regina também virou-se de lado e elas se fitaram em silêncio por alguns instantes.
Regina puxou uma espécie de cobertor, feito com pelos de animais e as cobriu.
“Eu não quero mais ficar longe de você, nunca mais” a morena sussurrou baixinho, contra os lábios de Emma.
“Assim que voltarmos para casa, tudo se resolverá” Emma segurou suas mãos com carinho. “Eu quero ficar com você” e beijou seus lábios.
“Eu ainda não sei como vamos fazer para que isso aconteça” Regina sentou e enrolou-se no cobertor. “Eu digo... Depois que impedirmos o casamento.”
“Você beijando o Robin Hood é que não vai ser” Emma franziu o cenho, séria. Se ajeitou também, sentando-se. “Não vou deixar isso acontecer.”
“E eu nem quero que isso aconteça” passou o polegar pelo rosto da loira. “A única pessoa que eu quero beijar é você” depositou um selinho suave sobre seus lábios e as duas sorriram. “E o autor do livro que Henry disse que estamos presos? Ele não pode mudar as coisas?”
“Henry disse que quando ele escreveu o seu próprio final feliz, quebrou as regras. Ele não é mais o Autor.”
“Então temos apenas que achar outro. Impedimos o casamento de Robin e Zelena, o livro não termina e o novo Autor nos leva de volta” raciocinou.
“Faz sentido” Emma sorriu para a morena. “Mas como vamos achar um novo Autor?”
“Você disse que impedindo o casamento a gente ganharia tempo. Então, vamos usar esse tempo.”
“Perfeito” a loira lhe sorriu mais uma vez e beijou sua bochecha, em seguida beijando seus lábios novamente.
“Agora vamos descansar para seguir viagem amanhã cedo.”
“Sim, Senhora Capitã” respondeu, batendo continência e rindo da careta que Regina fez.
Emma voltou a se deitar, puxando a coberta sobre si.
“Você não vai dormir assim, vai!?” a morena perguntou e recebeu um arquear de sobrancelha, confusa. “Nua, eu quero dizer. Não estamos sozinhas nesse acampamento... Infelizmente” completou em um sussurro.
“Acho melhor me vestir” Emma disse com um sorriso constrangido e puxou suas roupas.
Regina fez o mesmo e começou a se vestir, deitando-se ao lado de Emma novamente.
“Você vai dormir aqui?” encarou Regina, que se aconchegava entre a coberta. A morena arqueou uma sobrancelha na sua direção. “Não que eu não queria... Mas como você disse, bem... Não estamos sozinhas.”
“Não se preocupe, eu estou acostumada a acordar cedo. Ninguém vai me ver aqui” sorriu para Emma. A loira lhe devolveu o sorriso e aproveitou para se aconchegar nos braços de Regina.
“Boa noite” disse beijando seu rosto.
“Boa noite” a morena sussurrou, fechando os olhos com um sorriso nos lábios.
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A claridade invadiu sua visão com violência e seus olhos verdes se fecharam rapidamente. Sentiu uma mão tocar-lhe o ombro e tentou abrir os olhos novamente, sua visão estava embaçada e não conseguia distinguir a pessoa que lhe encarava.
“Hmm, Regina...” sussurrou fechando os olhos e tentando virar-se para o outro lado, mas a mão continuava firme em seu ombro.
“Mãe” finalmente reconheceu a voz de Henry. “Mãe, acorda” ele lhe sacudia de forma delicada, mas um pouco apressado. “Sou eu, Henry.”
Emma estava tão sonolenta que ao menos teve forças para arregalar os olhos quando ouviu a voz do filho. Ela apenas o ignorou.
“Só mais cinco minutos” disse se livrando da mão do filho e virando-se para o lado oposto.
“Isso não é Storybrooke, Emma” disse sério, contornando o corpo da mãe, que estava deitada no chão da sua barraca. “Precisamos continuar o percurso até a Floresta de Sherwood. Ainda falta algumas horas de viagem.”
“Regina já acordou?” perguntou, se esforçando para levantar-se.
Henry assentiu. “Mamãe foi a primeira a acordar” disse apontando para fora. Emma ergueu a cabeça e sorriu ao ver Regina separando algumas frutas. “Ela disse que ia preparar seu desjejum.”
O sorriso no rosto da loira aumentou ainda mais.
“Parece que a Regina dessa realidade gosta bastante de você” Henry comentou pensativo.
Emma o olhou um tanto assustada. “A Regina de Storybrooke também gosta de mim” disse de forma infantil.
“Claro que sim, mas ela demorou mais tempo para aceitar” deu de ombros.
Emma fitou o filho por longos segundos, tentando ver se havia qualquer sinal de duplo sentido naquela fala, mas o comentário soou extremamente inocente e a expressão de Henry confirmava isso. Foi a conclusão de Emma, até o garoto lhe sorrir de canto e sair da barraca. Agora a loira estava totalmente confusa. Será que ele desconfiava de alguma coisa? Ou estava somente agindo como qualquer outro adolescente agiria?
Saiu da barraca se espreguiçando e soltando um longo bocejo. Regina virou-se para ela e seus olhares se encontraram, fazendo ambas as mulheres sorrirem.
“Bom dia” a morena disse carinhosamente, com vontade de lhe dar um selinho. Mas ela apenas voltou a abaixar-se para pegar uma pequena cesta de frutas e uma tigela com água fresca. “Se alimente bem que o dia vai ser longo” estendeu na direção da loira.
Emma sorriu agradecida e sentou-se sobre um tronco, comendo seu café-da-manhã.
A morena lhe devolveu o sorriso e sentou-se em outro pedaço de tronco, à frente de Emma. Ela tinha uma tigela de barro em mãos, com algumas amoras dentro. Regina as degustava com calma e, volte e meia, trocava alguns olhares com a loira.
Emma riu baixinho quando viu a morena lambuzar-se um pouco com as frutinhas roxas. A morena olhou para as próprias mãos e fez uma careta insatisfeita, levando os dedos aos lábios e os lambendo. Ela achou a cena extremamente fofa e sentiu seu coração aquecer-se apenas de pensar em voltar pra casa e poder presenciar cenas assim mais vezes. Na verdade, queria isso pro resto de sua vida.
“Podemos ficar com ela!?” perguntou em um tom infantil. Sua pergunta não foi direcionada a alguém em específico, mas a frase acabou saindo alta o suficiente para Henry, que estava ao seu lado ouvir.
Ele não entendeu a frase da mãe pois estava distraído com seu pedaço de pão seco e uma maçã. “Oi!?” ele perguntou ao ouvir a voz da mãe. Quando a loira nada respondeu, o garoto acompanhou seus olhos e eles recaíram sobre Regina, que continuava a se lambuzar com as amoras. Henry tornou a olhar para a mãe, que tinha um sorriso meigo nos lábios. “Onde vocês estavam ontem de noite?”
A pergunta repentina, fez Emma desviar seu foco de atenção e encarar o filho. “Como assim?”
Henry suspirou. “Eu vi você seguindo a mamãe ontem de noite no meio da floresta. Quando vocês demoraram para voltar o Hook me mandou ir pra tenda e foi verificar se vocês estavam bem. Quando ele voltou disse que vocês estavam apenas conversando e foi dormir.”
“Então você já tem sua explicação” disse, na tentativa de encerrar o assunto. Não gostava de mentir para o filho, mas não sabia como ele reagiria ao saber que as duas se beijaram e que Emma estava descobrindo sentimentos que estavam adormecidos dentro de si.
“Vocês passaram um bom tempo conversando... Eu fiquei curioso” deu de ombros.
“Coisas de mulher” Emma respondeu, tomando mais um gole de água. “Por falar nisso, onde está o Killian?” perguntou, olhando ao redor.
“Deve estar dormindo” Henry comentou, dando uma última mordida no seu pão e levantando-se. “Vou chama-lo.”
Assim que Henry se afastou, Emma voltou a direcionar seu olhar para a morena. Mas Regina não estava mais ali. Ela suspirou frustrada, provavelmente havia ido até o lago lavar as mãos.
A loira acertara. Regina estava agachada em frente ao lago onde se banhara no dia anterior e lavava as mãos. Seus pensamentos vagando para os acontecimentos da noite anterior. A morena estava, realmente, disposta a ajudar Emma e Henry a impedirem o casamento de Robin e Zelena. Porque caso o que eles falassem fosse verdade, tudo voltaria ao ‘normal’ e se não acontecesse nada, bem... as coisas continuariam as mesmas. Então, ela não tinha muito o que perder. Além do fato de que gostava da companhia de Emma e do garoto e, também, não podia deixar os dois vagando por terras desconhecidas.
Mas tudo mudou depois dessa noite. Depois de ter exposto sentimentos que ela mesma não entendia, porque eles eram tão repentinos e intensos. E depois de Emma tê-la beijado, e delas terem passado uma noite maravilhosa de amor juntas. Regina queria descobrir se aquele sentimento era amor, queria ter um futuro com a loira. Todavia, isso não seria possível caso voltassem para a realidade de Emma.
Primeiro, porque Regina não suportaria ter que conviver com o fardo de ser uma vilã. Era egoísmo da parte dela, sim. Mas no momento ela pouco se importava. Aquela Regina preferia viver fugindo de Snow White do que ter que encarar que fora ela mesma a responsável por crueldades e destruição. Ela não queria ter que viver em um mundo onde era rotulada como Rainha Má.
E segundo, tinha Emma. Como seria possível um romance entre a Rainha Má e a Salvadora? Uma vilã e uma heroína? Sim, a loira disse que ela havia se redimido, mas não comentou como o resto das pessoas se sentiam em relação à isso. Regina não se importava com os outros, tudo que ela desejava era que Emma lhe aceitasse, e até mesmo Henry, que ela começava aos poucos a ver como seu filho. Mas precisava admitir que a aceitação – ou ao menos o respeito – dos outros tinha um certo peso em um relacionamento.
E ainda restava aquela dúvida cruel – e a que causava mais medo na morena: Elas se lembrariam do que viveram aqui quando retornassem? Isso era o que mais assustava Regina. Porque talvez elas já tivessem sentimentos uma pela outra naquela realidade, mas se não lembrassem do beijo poderiam nunca se declararem. E Emma namorava o pirata. Regina tinha um medo absurdo de perder a loira.
Ela odiava ter que pensar daquela maneira e odiava ter que enganar Emma. Mas na sua cabeça, não havia outra solução. O casamento de Robin e Zelena deveria acontecer. E Snow não seria mais uma ameaça assim que cruzassem as fronteiras do Reino. Regina, Emma e Henry fugiriam para Oz. Um lugar maravilhoso, que Regina tivera o prazer de conhecer graças à sua amiga, a fadinha Tinkerbell. Por estar no lugar errado e na hora errada, a pequena fada fora acusada como traidora injustamente e expulsa do Reino das Fadas. Ela encontrou um novo lar em Oz, e antes disso o caminho das duas se cruzaram. A morena sabia que Tinker acolheria sua família sem pensar duas vezes, e lá estariam a salvos da ira da Rainha.
Era o plano perfeito.
Regina terminou de lavar as mãos e as secou em um pequeno pedaço de pano que carregava sempre consigo. Caminhou tranquilamente até o acampamento. Chegando lá, viu Emma e Henry correndo de um lado para o outro, as tendas montadas já estavam recolhidas e os mantimentos restantes guardados.
A loira suspirou aliviada quando viu Regina se aproximar, o olhar confuso.
“O que aconteceu?” perguntou, olhando ao redor.
Emma a fitou com preocupação evidente em seus olhos, o que assustou a morena.
“Hook sumiu.”
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