Acordos Imprudentes
3 LUCIAN
Rolar na cama por duas horas tentando ignorar a lembrança de uma loira atrevida foi o meu limite.
Às duas e dezessete da manhã, aceitei que não dormiria.
Eu havia tentado.
Fiquei deitado no escuro, esperando que o cansaço de um dia longo finalmente vencesse a minha cabeça.
Não aconteceu.
Primeiro pensei em Kali. Na conversa que não tive. Nas inúmeras oportunidades que desperdicei durante o jantar.
Depois pensei no trabalho. Em uma reunião que precisava remarcar, em números que deveria conferir pela manhã, em um problema com um fornecedor que certamente estaria me esperando quando eu acordasse.
Então pensei em Alexandra. De novo. Na boca dela. Passei as mãos pelo rosto, frustado.
— Porra.
Joguei o lençol para o lado e me levantei. Era ridículo. Eu tinha trinta anos. Não dezesseis. Mulheres bonitas não me tiravam o sono.
Mulheres bonitas que apareciam na minha casa no meio da noite, me deixavam beijá-las e depois tentavam me contratar para cometer um crime aparentemente eram uma exceção.
Atravessei o corredor até o escritório e acendi as luzes. Sentei diante do computador.
Estava curioso.
Eu queria saber quem diabos era a mulher que tinha aparecido na minha casa acreditando que eu poderia resolver o problema dela com um cara chamado Robert.
Era prudência. Talvez até segurança.
Definitivamente não tinha nada a ver com o fato de que eu ainda conseguia lembrar exatamente da sensação da cintura dela sob a minha mão.
Abri o navegador.
Alexandra.
Fiquei olhando para a tela. Excelente começo, Voss.
Alexandra o quê? Ela não me dera sobrenome, profissão, endereço ou qualquer outra informação minimamente útil.
Só Alexandra. Eu sabia que ela era loira, bonita, atrevida. Possivelmente insana. E conhecia algum homem chamado Robert.
Digitei o nome dele. Vieram resultados suficientes. Cliquei em imagens. Nada. Acrescentei o primeiro nome dela. Robert Alexandra.
Uma empresa. Uma mulher de sessenta anos. Uma página de rede social. Nada.
Passei a mão pelo rosto, soltando uma risada seca. Eu nem tinha o sobrenome dela. Mas eu tinha memória visual.
Recortei mentalmente os detalhes do rosto que esteve a centímetros do meu poucas horas atrás. Busquei no banco de dados de eventos recentes da elite londrina, afinal, o corte do suéter, a postura, a saia de couro cara e a audácia refinada entregavam que ela não vinha da periferia.
Cruzei Alexandra com uma busca de imagens em colunas sociais recentes do circuito de Mayfair. E então, o primeiro resultado da revista Tatler saltou na tela.
Fotos de pessoas que tinham dinheiro demais e gostavam de garantir que todo mundo soubesse disso.
Dez minutos depois, eu já começava a me sentir um idiota.
Quinze minutos depois, estava prestes a fechar o computador.
Então eu a vi.
A foto mostrava uma mulher deslumbrante em um vestido de gala escuro, ao lado de outra mulher exatamente igual a ela e de um homem jovem de fofocas conhecidíssimo, Sebastian Greystone.
Não havia como confundir.
O cabelo loiro estava preso em um coque elegante, deixando o pescoço exposto. O vestido verde escuro acompanhava o corpo antes de cair até o chão. Ela sorria para alguém fora da fotografia.
Parecia diferente da mulher que estivera na minha sala. Mais polida e mais distante. Ainda assim, era ela.
Lady Alexandra Greystone e sua irmã gêmea, Evangeline, na gala beneficente da National Gallery.
Encostei as costas no estofado de couro da cadeira, encarando o monitor.
— Ah, puta que pariu.
Alexandra Greystone. Filha do Duque de Greystone. Herdeira de uma das redes de hotéis de luxo mais antigas e prestigiadas do país. Executiva do grupo familiar. Aristocracia pura.
A doida que apareceu na minha porta à meia-noite, achando que eu era o Don Corleone e me oferecendo dinheiro para cometer um crime era sangue-azul.
Soltei uma risada baixa. Claro que era.
Porque aparentemente uma mulher simplesmente bonita, atrevida e maluca não seria problema suficiente. Precisava ser aristocrata também.
Abri outra aba. Dessa vez, a busca foi muito mais fácil. O nome completo dela produziu páginas de resultados.
Fotografias. Matérias. Eventos. Greystone Hotels. O Duque de Greystone.
Abri a primeira matéria que parecia minimamente útil. E lá estava ela outra vez. Alexandra Greystone, vinte e seis anos, uma das filhas gêmeas de William Greystone, Duque de Greystone, e sua esposa brasileira, Sylvia.
Irmã de Benedict Greystone, herdeiro do ducado. Executiva da rede de hotéis de luxo pertencente à família.
Continuei descendo. Havia fotografias dela com a irmã gêmea. Com os pais. Com os irmãos. Em inaugurações de hotéis. Eventos beneficentes. Uma festa em alguma propriedade aristocrática.
Uma fotografia dela descendo de um carro usando um vestido prateado que me fez permanecer alguns segundos a mais naquela página do que a matéria justificava.
Eu conhecia o nome Greystone. Qualquer pessoa que fizesse negócios no setor de luxo conhecia.
A família possuía alguns dos hotéis mais tradicionais e lucrativos do país. Propriedades antigas transformadas em resorts, hotéis no centro de Londres, empreendimentos exclusivos no interior. O tipo de negócio que sobrevivia porque vendia mais do que hospedagem.
Vendia prestígio. O sobrenome também era antigo. Muito mais antigo do que o meu dinheiro.
O tipo de família que provavelmente tinha retratos de antepassados pendurados nas paredes desde quando os meus estavam tentando descobrir como sobreviver ao inverno.
E uma das filhas do Duque de Greystone tinha passado horas dentro de um carro diante da minha casa porque precisava que eu desse um susto em alguém.
A pergunta que me martelou a cabeça foi simples: por que diabos uma Greystone precisava de mim?
Aquilo não fazia sentido.
Voltei às fotografias. Alexandra sorria para as câmeras em quase todas. Ela parecia pertencer àquele mundo de uma maneira que não precisava ser ensinada. Não era apenas o vestido ou as joias. Era postura. Aquela mesma postura que aparecera na minha sala segundos depois de eu beijá-la até deixá-la sem ar. A coluna reta. O queixo erguido. A expressão de quem havia sido criada para jamais demonstrar desconforto diante de uma plateia.
Agora eu sabia de onde vinha.
Continuei pesquisando. Não encontrei nada sobre Robert. Nenhuma fotografia dos dois. Nenhuma matéria. Nenhum boato. Nada que explicasse por que ela queria tirá-lo do caminho.
Ela tinha dinheiro. Tinha o sobrenome do pai. Tinha irmãos poderosos. Se alguém estava incomodando, uma ligação do Duque resolveria o problema em vinte minutos. Por que ela estava correndo por fora, com uma mão amarrada nas costas, tentando resolver aquilo escondida?
E o que ele tinha feito para que ela preferisse procurar um homem que acreditava ser criminoso?
Lembrei da expressão dela quando disse o nome. Não. Quando tentei mandá-la embora. Robert... Não é problema meu. O medo aparecera por um instante. Eu tinha visto. E ignorado.
Tamborilei os dedos sobre a mesa.
Não era problema meu. Eu havia dito isso. Continuava sendo verdade. Isso não era problema meu. Alexandra Greystone muito menos.
Eu só estava curioso. Era isso. Curiosidade. Nada além. Olhei mais uma vez para uma fotografia dela.
— Que porra você está fazendo, Voss?
Fechei o computador. Dessa vez fui embora.
⸻
Na manhã seguinte, eu estava irritado. Dormir três horas provavelmente tinha alguma relação com isso. O fato de Alexandra ter ocupado pelo menos uma delas também.
Mas havia um problema mais importante para resolver.
Kali.
Eu não repetiria o fracasso da noite anterior. Mandei uma mensagem pouco depois das nove.
Lucian: Almoço. Hoje.
A resposta veio alguns minutos depois.
Kali: Isso foi um convite ou uma convocação?
Lucian: Convite.
Três pontos apareceram.
Kali: Mentiroso. Onde?
Sorri.
Marquei um restaurante relativamente próximo da universidade onde ela passaria naquela manhã resolvendo os últimos detalhes da graduação.
Cheguei antes.
Kali chegou quatro minutos atrasada e pareceu pessoalmente ofendida por isso.
— O metrô parou.
— Bom dia para você também.
Ela puxou a cadeira à minha frente.
— Você escolheu meio-dia. Eu cheguei meio-dia e quatro. Estou explicando.
— Eu não perguntei.
— Mas estava julgando.
— Sempre.
Ela revirou os olhos. Era fácil com Kali. Sempre tinha sido. Talvez fosse justamente por isso que eu tinha demorado tanto para questionar o que existia entre nós.
Ela fazia parte da minha vida havia tempo demais para que eu conseguisse imaginar uma versão dela sem Kali.
Nos conhecemos quando não tínhamos nada. Antes do dinheiro. Antes dos ternos. Antes de restaurantes em Mayfair. Antes de Lucian Voss significar alguma coisa para qualquer pessoa além da minha mãe. Kali conhecia o garoto que eu tinha sido. E eu conhecia a menina que ela precisara deixar para trás.
— Você está com a cara de quem não dormiu — Kali comentou ajeitando o guardanapo no colo.
— Trabalho — menti, servindo água para ela. — Como foi na faculdade?
— Resolvido. Oficialmente formada, desempregada e com uma dívida moral gigantesca com você.
Minha expressão fechou.
— Não comece.
— Você pagou minha faculdade.
— E faria de novo.
— Eu sei.
— Então pare de transformar isso em dívida.
Ela pegou o cardápio.
— Fácil para quem pagou dizer.
— Você não me deve nada, Kali.
Os olhos escuros subiram para os meus.
— Eu sei que você acredita nisso.
— Porque é verdade.
— Continua não mudando o fato de que eu quero fazer alguma coisa sozinha.
Recostei-me.
— Minha oferta continua de pé. Tem uma diretoria financeira esperando por você no grupo Voss. Você construiu isso comigo, Kali. O cargo é seu por direito.
Ela nem fingiu pensar. Kali balançou a cabeça devagar, o olhar castanho e denso fixado no meu.
— Não.
— Pode ser em outro cargo.
— Qualquer cargo dentro de uma empresa sua vem com o mesmo problema.
— Que problema?
— Você.
Ergui uma sobrancelha.
— Eu sou um excelente empregador.
— Você seria um péssimo chefe para mim.
— Por quê?
— Porque se alguém me contrariasse, você demitiria a pessoa.
— Não faria isso. — Ela apenas me encarou. — Dependendo do que a pessoa fizesse — acrescentei.
Kali riu.
— Está vendo?
— Estou oferecendo uma oportunidade. Você é boa.
— E eu vou encontrar minha própria oportunidade.
— Orgulhosa.
— Nepotismo.
— Competência. Eu não colocaria uma incompetente administrando meus negócios só porque gosto dela.
— Você me daria um rim se eu pedisse.
Pensei.
— Provavelmente.
Ela apontou para mim.
— Exatamente.
Sorri. Era uma das coisas que eu mais admirava nela. Eu poderia facilitar, mas Kali não deixava. Não por orgulho idiota, mas porque precisava saber que conseguia construir alguma coisa que fosse inteiramente dela. Eu entendia isso melhor do que ninguém.
O garçom apareceu. Fizemos os pedidos.
Falamos durante alguns minutos sobre entrevistas que ela havia marcado, empresas nas quais estava interessada e a possibilidade de trabalhar com hotelaria.
Hotelaria.
Por algum motivo, uma loira surgiu na minha cabeça. Ignorei. Eu estava ali por Kali. Dessa vez, faria o que deveria ter feito na noite anterior.
Esperei até o garçom deixar nossas bebidas.
— Kali.
— Hum?
— Quero conversar sobre nós.
Ela parou com o copo a centímetros da boca e devagar, colocou-o novamente sobre a mesa.
— Nós?
— Sim.
A cautela apareceu imediatamente em seu rosto. Não gostei, mas mesmo assim, continuei.
— Eu fiquei pensando.
— Isso geralmente acaba mal.
— Estou falando sério. — Respirei fundo. Ridículo. Eu havia negociado contratos de centenas de milhões sem sentir metade daquela tensão. — Acho que deveríamos tentar.
Ela franziu a testa.
— Tentar o quê?
Olhei diretamente para ela.
— Nós.
Silêncio. Kali não se mexeu, não sorriu e não pareceu surpresa de um jeito bom. Apenas me encarou. O silêncio se estendeu por tempo suficiente para que eu começasse a odiá-lo.
— Lucian... — ela sussurrou, alcançando minha mão sobre a mesa, mas não com o toque de uma amante. Com o toque de uma irmã. — Não faz isso.
— Kali, nós combinamos. Nós somos perfeitos juntos, nós... Eu amo você.
— Nós somos a única família que nos restou — ela me interrompeu, a voz firme, embora os olhos estivessem brilhando. — Você me ama, Lucian. E eu amo você. Mas não é tão simples.
Seus olhos voltaram imediatamente para mim. Aquilo eu sabia. Não havia dúvida. Amava Kali. Talvez amasse desde que éramos crianças. Eu apenas nunca tinha parado para decidir o que fazer com aquilo.
— Você é a pessoa em quem mais confio no mundo. Esteve comigo antes de tudo isso. — Fiz um gesto vago ao redor. — Antes de eu ter qualquer coisa para oferecer.
— Você não precisava ter nada para oferecer.
— Exatamente.
Inclinei-me um pouco sobre a mesa.
— Nós nos conhecemos. Confiamos um no outro. Eu sei que você me ama.
— Amo.
— Então qual é o problema?
Ela fechou os olhos por um segundo. Quando abriu, havia alguma coisa parecida com tristeza neles.
— Você faz parecer uma fusão empresarial.
— Não estou fazendo isso.
— Está apresentando argumentos.
— Porque eles são bons.
Isso arrancou dela uma risada pequena. Não o suficiente para aliviar a tensão.
— Lucian...
— Kali.
— Eu não posso.
As três palavras me atingiram de maneira mais forte do que deveriam. Fiquei imóvel.
— Não pode o quê?
— Fazer isso.
— Você nem tentou.
— Porque eu sei que não funcionaria.
— Como?
— Olhe para você. Você é Lucian Voss.
— Até onde sei.
— O Lucian Voss.
Fiz uma careta.
— Isso soa ridículo quando você fala.
— Mas é verdade. Você construiu tudo isso. Seus bares, clubes, vinhedos. Você conhece gente importante. Faz negócios com gente que aparece em jornal. Vai a jantares onde eu não saberia nem qual garfo pegar.
— O de fora primeiro.
Ela me lançou um olhar mortal.
— Eu não pertenço a esse mundo.
— Nem eu pertencia.
— Mas agora pertence.
Aquilo me fez calar. Kali mexeu no guardanapo sobre o colo.
— Você aprendeu as regras. Sabe conversar com essas pessoas. Sabe como entrar em uma sala e fazer todo mundo olhar para você como se sempre tivesse estado ali.
— Eu não me importo com isso!
— Mas eu me importo! — Kali soltou minha mão, mantendo a voz baixa, mas carregada de convicção. — Eu nunca saberia ser a esposa do "grande Lucian Voss". Eu não pertenço e nem quero pertencer a esse mundo de fingimento que você está tentando acessar. Toda vez que eu entro num daqueles eventos com você, sinto como se estivesse vestindo a roupa de outra pessoa. Se até você, com todo o seu dinheiro, ainda é visto com desconfiança por eles, imagine o que fariam comigo? Eu não saberia ser sua esposa.
Esposa. A palavra ficou entre nós. Curiosamente, não me assustou. Pelo contrário.
— Você não precisa saber.
Ela soltou uma risada sem humor.
— Essa é uma excelente maneira de começar um casamento.
— Estou falando sério.
— Eu também.
— Kali, você está me dizendo que o único motivo para não tentar é porque não sabe qual garfo usar?
— Não reduza o que estou dizendo.
— Estou tentando entender.
— Eu não me encaixo, Lucian.
— Então aprende.
Ela piscou.
— O quê?
— Aprende.
Sua expressão mudou para uma incredulidade quase cômica.
— Meu Deus.
— O quê?
— Você é impossível.
— Você acabou de me apresentar um problema que tem solução e está irritada porque eu percebi.
— Nem tudo é um problema empresarial para você resolver.
— Eu sei disso.
Ela ergueu uma sobrancelha. Não parecia convencida. Eu, por outro lado, já estava pensando.
Etiqueta. Eventos. Conversas. Roupas.
Regras absurdas que pessoas ricas inventavam para reconhecer outras pessoas ricas. Nada daquilo era impossível de aprender. Eu tinha aprendido. Kali também poderia. Só precisava de alguém que conhecesse aquele mundo melhor do que eu. Alguém que tivesse nascido nele.
Uma imagem surgiu na minha cabeça. Com cabelos loiros e grandes olhos verdes. Uma boca que eu deveria parar de lembrar. Lady Alexandra Greystone.
Fiquei imóvel. Não. Seria absurdo. Eu a tinha expulsado da minha casa poucas horas antes. Ela provavelmente preferiria atravessar meu corpo com o carro a me fazer um favor. Além disso, eu não precisava vê-la novamente. Principalmente porque, aparentemente, bastava pensar nela para lembrar daquele beijo.
— Por que você está com essa cara? — Kali perguntou.
Olhei para ela.
— Que cara?
— A cara que você faz quando teve uma ideia.
— Eu não tenho uma cara.
— Tem. E geralmente significa que alguém vai acabar fazendo alguma coisa que não queria fazer.
Recostei-me na cadeira. A ideia era ridícula. Mas quanto mais pensava, mais fazia sentido. Alexandra Greystone tinha sido criada no centro daquele mundo. Não aprendera a transitar pela alta sociedade. Ela respirava aquilo. E precisava de uma coisa que eu podia oferecer.
Ou, pelo menos, achava que eu podia.
Quase ri ao pensar na noite anterior, ela tinha aparecido na minha casa tentando me comprar. Agora talvez fosse a minha vez.
— Acho que posso resolver isso.
Kali estreitou os olhos.
— Resolver o quê?
— Seu problema.
— Eu não tenho um problema.
— Acabou de passar dez minutos me explicando um.
— Lucian...
— Confie em mim.
Eu ainda não sabia como convencer Alexandra Greystone a aceitar. Não tinha o número dela e não sabia onde morava. E, considerando a forma como nossa última conversa terminara, havia uma chance razoável de ela bater a porta na minha cara assim que me visse.
Mas eu sabia duas coisas.
Ela precisava de mim para resolver um problema que a diplomacia da família dela não resolveu.
E eu precisava dela para dar a Kali a confiança que dinheiro nenhum comprava.
Um sorriso lento e calculado voltou ao meu rosto.
É, Lady Alexandra..., pensei comigo mesmo, parece que nós dois temos um acordo para fazer.
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