Notas iniciais
Olá pessoal. Agora que Regina descobriu a verdade, vamos ver o que ela vai fazer. Espero que gostem do capitulo.

Regina abaixou sua cabeça e sentiu o desespero tomar conta do seu corpo. Tinha cometido um erro terrível e tratado mal a mulher que amava, a mulher que não tinha lhe traído, a mulher que com toda a certeza do mundo estava com o coração partido por sua culpa. Como pôde ter sido tão idiota? Como pôde magoar Emma desta forma? Só conseguia pensar na loira com os olhos cheios de lágrimas, lhe implorando para que acreditasse nela. Emma era inocente, não tinha feito nada de errado, era mais uma vítima desta história toda. Oh céus, como gostaria de voltar no tempo e fazer diferente. Deveria ter ouvido a loira, devia ter investigado a história antes de acabar com o seu relacionamento daquela forma. Mas por outro lado, pensava que tinha agido conforme o que lhe foi apresentado. Seu ciúme tinha falado mais alto, uma imagem valeu mais do que as palavras da mulher que amava. Qualquer ser humano normal teria feito praticamente o mesmo que fez. Tentava se convencer disso, quem sabe Emma levaria isso em consideração?

— Eu... – Regina levantou a cabeça e olhou para Killian e depois para a sua mãe por alguns segundos. – Eu fui uma estúpida.

— Regina, o que você está esperando para ir atrás de Emma? – Cora perguntou em um tom gentil.

— Ela não vai me perdoar. – Regina negou com a cabeça. – E com toda a razão do mundo, eu nem posso julgar ela por isso. Ela tem todos os motivos do mundo para estar me odiando.

— Mesmo assim, você deve a ela um pedido de desculpas. – Cora olhou para a filha, sabendo o quanto ela devia estar se odiando no momento. – Emma te ama, pode não conseguir te perdoar agora, mas com toda a certeza do mundo ela não te odeia.

— A senhora tem visto ela ultimamente? – Regina sempre desconfiou que a mãe continuava em contato com a loira.

— Você sabe que sim. – Cora sorriu para a filha.

— Eu tinha um palpite. – Regina concordou.

— Emma precisava de apoio. – Cora suspirou. – Eu posso ter reagido mal quando descobri o relacionamento de vocês, mas sempre gostei dela. E depois que vocês voltaram para Storybrooke, nos aproximamos bastante novamente, principalmente com os planos para o casamento. Eu não podia dar as costas para ela nesse momento.

— Como eu fiz. – Regina falou.

— Minha filha, agora não é o momento para ficar remoendo as coisas. – Cora foi firme. – O que está feito, está feito. É hora de tomar uma atitude e solucionar essa bagunça.

— Como ela está? – Regina perguntou baixinho.

— Como você imagina? – Cora respondeu. – Ela está arrasada.

— Regina, quando eu descobri a verdade sobre Milah, meu primeiro impulso foi ir atrás do Jefferson e socar o desgraçado. – Killian chamou a atenção da morena. – Mas cheguei à conclusão que ele é um infeliz, digno de pena. O dano já está feito, bater no bastardo não vai me trazer de volta a Milah. Mas quero que saiba, que o que você decidir fazer com ele, tem meu total apoio. Basta você me falar o que quer fazer.

Regina pensou por um tempo, antes de responder para o irmão.

— Eu concordo contigo. – Regina respirou fundo. – Ele é um miserável, que não vale o nosso tempo. Eu preciso recuperar a minha mulher. E não ir em busca de vingança, já que foi isso que iniciou tudo. Deixa Jefferson para lá, a não ser que ele decida agir contra algum de nós novamente, não faremos nada para ele.

— Eu fico feliz de ouvir isso. – Cora se pronunciou. – Fico orgulhosa de vocês dois.

— Eu vou procurar a Emma. – Regina se levantou.

— Sim, minha querida, faça isso. – Cora sorriu. – Desejo boa sorte.

— Obrigada, Mamãe. Com toda a certeza eu vou precisar. – Regina deu um meio sorriso e encarou Killian. – Eu quero te agradecer por ter feito tudo isso, sei que não mereço, mas muito obrigada.

— Agradeça a Mamãe, o mérito é todo dela. – Killian ficou sem jeito, ainda não tinha certeza de como agir com a irmã.

— Cora Mills é surpreendente. – Regina abraçou fortemente a sua mãe e falou baixinho. – Eu não posso agradecer o suficiente, muito obrigada por tudo.

— Me agradeça sendo feliz, apenas isso. – Cora acariciou a bochecha da morena.

— É tudo o que eu mais quero. – Regina plantou um beijo na mão de sua mãe e se retirou.

A morena pegou seu carro na garagem e dirigiu rumo ao loft. Durante o caminho, tentava pensar no que iria dizer para Emma. Pedir perdão não parecia o suficiente, não depois de tudo o que aconteceu. Decidiu que seria totalmente sincera e honesta com a loira, era o mínimo que podia fazer. Quando chegou na frente do loft, respirou fundo e saiu do carro. Ainda tinha as chaves de casa, mas não podia simplesmente fazer uso delas, como se nada tivesse acontecido. Então apertou a campainha e esperou, o que pareceu uma eternidade, até a loira abrir a porta.

Emma que estava na sala lendo, se surpreendeu a ouvir a campainha. Não estava esperando por ninguém, Zelena e Ruby já tinham lhe feito uma visita durante a tarde, então não fazia ideia de quem poderia ser naquela hora. Colocou o livro sob o sofá e foi atender a porta, não podendo ficar mais surpresa de encontrar Regina do outro lado.

Quando Regina viu a loira, não teve outra reação que não fosse se atirar em seus braços e lhe apertar fortemente contra o seu corpo. Era um abraço cheio de saudades e arrependimentos. Emma mesmo não entendendo nada, retribuiu o abraço, pois sentia tanta falta daqueles braços em volta de si.

— Me perdoa. Por favor, me perdoa. – Regina implorou no abraço.

Ao ouvir essas palavras, Emma recobrou a consciência e gentilmente se afastou do abraço.

— Regina? – Emma perguntou confusa.

— Posso entrar? – Regina questionou sem jeito.

— Claro. – Emma deu passagem e fechou a porta atrás de si. – Fique à vontade.

Ouvindo os resmungos de Toby, que estava preso na área de serviço, Regina sorriu.

— Acho que ele quer me dar oi. – Regina falou suavemente.

— Ele sente a sua falta. – Emma concordou. – Espere um momento.

Emma foi até a área de serviços e soltou o cachorro, que saiu correndo até a sala e pulou em Regina, fazendo a maior festa para a sua outra dona. Regina se abaixou e retribuiu todo o carinho dele, também estava com saudades. Emma apenas observava a cena, ainda tentando entender o que tinha trazido Regina até ali. Regina levantou e encarou a loira.

— Eu sei que você está confusa. Podemos conversar? – Regina falou.

—Sim. – Emma concordou, sentou no sofá e esperou a morena começar.

— Eu sinto muito, Emma. – Regina sentou ao lado da loira e continuou. – Sinto muito por não ter acreditado em você, sinto muito por ter agido daquela forma e por ter te magoado. Você não faz ideia do quanto eu estou arrependida.

— O que mudou? – Emma questionou, sim para Regina estar ali e pedindo desculpas daquela forma, algo tinha acontecido.

— Eu descobri a verdade. – Regina respondeu.

— Cora? – Emma quis saber.

— Principalmente, sim. – Regina falou. – E também Killian.

— Killian? – Emma se surpreendeu, sabia que Cora tinha colocado alguém para descobrir a verdade, mas nunca tinha pensado no ex-namorado.

— Fiquei tão surpresa quanto você. – Regina mordeu o lábio inferior.

— Precisou deles para você se convencer de que eu estava falando a verdade? – Emma perguntou decepcionada.

— Me perdoa, Emma. – Regina suplicou. – Eu sei que fui horrível contigo, mas eu fiquei cega de ciúmes e raiva.

— O que eles descobriram? O que te fez acreditar de que eu era inocente? – Emma estava sendo fria com a morena.

— Lembra que te contei sobre uma ex-namorada de Killian, que foi pega na cama com Jefferson? – Ao ver a loira concordar com a cabeça, Regina continuou. – Ele foi atrás dela, a Milah. Mamãe desconfiou, achou muita coincidência Jefferson ser pego com vocês duas. Milah contou para Killian que tinha sido vítima de uma armação de Jefferson, que buscava vingança de nossa família.

— E por quê? – Emma ergueu a sobrancelha.

— O pai do Jefferson, um tal de Leopoldo White, foi noivo de Mamãe. Ela traiu ele com o meu pai, que era sócio desse homem. Quando ele descobriu sobre a traição, terminou o noivado e a sociedade e foi embora de Storybrooke. Casou com a mãe de Jefferson, mas nunca superou a traição que sofreu e virou um alcoólatra. Jefferson cresceu assistindo o seu pai espancar a sua mãe, até que ele acabou matando a coitada e sendo preso. – Regina suspirou. – Por isso o Jefferson queria vingança. Sinto muito que o passado de minha família tenha ficado entre nós.

— Nossa, que história triste. – Emma tentava processar tudo o que tinha ouvido. – Mas Regina, o que ficou entre nós, não foi o passado de sua família e sim a sua desconfiança. Você não confiou em mim, não confiou no nosso amor. Foi isso que ficou entre nós.

— Eu sinto muito, Emma. – Regina tentou segurar a mão da loira, que não deixou. – Eu realmente sinto muito. Eu devia ter sido mais forte, mas por favor, me perdoa?

— Eu nem sei o que me doeu mais. – Emma suspirou. – Você não acreditar em mim ou você me expulsar da sua vida.

— Eu errei... – Regina foi interrompida pela loira.

— E sabe o pior? – Emma deu um sorriso amargo. – Você atirou na minha cara que traí o Killian, como se você não tivesse uma parcela de culpa sobre isso.

— Emma...

— Não, Regina. – Emma se levantou. – Eu não te perdoo. Eu sei que foi uma situação difícil de acreditar, mas você devia ter confiado em mim. Você me expulsou da sua vida. Você me prometeu um felizes para sempre e na primeira dificuldade esqueceu disso. Eu já tive a minha cota de abandonos, não imaginei que você faria o mesmo. Meus pais não me quiseram, várias famílias adotivas me dispensaram e você nem pensou duas vezes, antes de fazer a mesma coisa. Eu não sou um brinquedo que você joga longe e depois tenta recuperar, eu mereço mais do que isso.

— Eu sei que merece. – Regina levantou e encarou a loira nos olhos. – Eu fui fraca, mas isso nunca mais vai acontecer. Eu te prometo, Emma. Por favor, me perdoa? Eu vou passar o resto da minha vida tentando compensar esse meu erro, eu te prometo isso.

— Eu não consigo. – Emma estava com os olhos cheios de lágrimas. – Eu sei que você sente muito, mas isso não muda tudo o que eu passei. Isso não faz doer menos.

— Você quer que eu me ajoelhe aos seus pés? Pois eu posso fazer isso. – Regina também estava com os olhos cheios de lágrimas. – Eu já deixei meu orgulho falar mais alto uma vez, não vou fazer isso de novo.

— Não, Regina, eu não quero que você se ajoelhe aos meus pés. – Emma negou com a cabeça, deixando algumas lágrimas escaparem de seus olhos verdes. – Eu já entendi que você está profundamente arrependida, não é você se humilhando que vai mudar alguma coisa. Eu apenas não consigo, sinto muito também. As coisas não são tão simples assim.

— Eu entendo, é muita coisa para assimilar, eu realmente entendo. – Regina também deixou as lágrimas rolarem por seus olhos. – Eu vou te dar o tempo que precisar, mas não vou desistir de você. Não vou desistir de nós novamente, Emma. Eu te amo. Eu amo você e vou te mostrar que nunca mais vou desconfiar do nosso amor. – Regina tentou se aproximar, mas Emma deu passos para trás, aumentando a distância entre elas.

— Por favor, vai embora. – Emma pediu em um fio de voz. – Eu preciso ficar sozinha.

— Tudo bem. – Regina limpou algumas lágrimas com as mãos. – Mas por favor não se esqueça, você é o amor da minha vida.

Regina se abaixou e fez um carinho na cabeça de Toby.

— Cuida bem dela, está bem companheiro? – Regina falou com o cachorro.

Regina se levantou e olhou para a loira que desviou o olhar para outro lado, suspirou e saiu do loft. Quando a porta se fechou, Emma sentou no chão e se deixou chorar tudo o que tinha vontade. Estava aliviada que Regina sabia da verdade, mas isso não mudava as coisas. Ainda estava extremamente machucada, a morena tinha destruído o seu coração e precisava mais do que um pedido de desculpa para mudar isso. Toby colocou sua cabeça no colo da loira, que se abraçou no cachorro em busca de conforto.

Notas finais
E então? O que acharam? Bom domingo a todos