Notas iniciais
"...Sometimes we're holding angels And we never even know..." - Holding On And Letting Go, Ross Copperman.

Depois de tantas e tantas semanas torturantes para o grupo de Rick Grimes, finalmente a alegria e a esperança reinava sobre eles.

Não seria nada fácil fazer uma limpeza geral na imensa prisão.

Seria necessária uma bem pensada estratégia de organização, para que tudo saísse dentro dos conformes.

O plano de Rick era basicamente fazer com que Maggie, Glenn e Beth golpeassem através das cercas os inúmeros errantes que ali haviam, enquanto que Daryl e Carol se posicionavam em uma das torres — que serviam de guarda antigamente — para atirar nos cadáveres ambulantes.

A tarefa de fechar os grandes portões para que o grupo pudesse proteger uma pequena parte do presídio, seria de Rick.
Essa era uma tarefa perigosa, pois ele estaria sujeito a ser atacado por um dos walkers, já que uma grande maioria deles se aglomerava ali.

Lori ficaria numa área segura próximo às cercas, longe de qualquer ameaça, ao mesmo tempo que Carl e Hershel tomariam uma segunda torre, cuidando para que ali fosse um porto seguro temporário, pelo menos para a noite que já estava mostrando seus primeiros sinais de aparição, com o sol se pondo à oeste.

Na torre mais alta, Daryl já atirava certeiramente em cada errante, sem nenhum erro. Ele parecia bastante concentrado em sua tarefa, mas estava bastante consciente da precisão com que sua parceira eliminava cada perigo.

Carol havia ficado extraordinariamente boa com as armas. Daryl admirava seu carisma e jeito de ser, quando era doce ao lidar com o grupo, e quando demonstrava bravura ao lidar com a proteção e segurança dos demais.

Maldição, mulher. O que você faz comigo?

Era o que Daryl pensava constantemente, quando se via numa linha de raciocínio que sempre acabava nos sentimentos que sentia pela doce e destemida Carol Peletier.

Enquanto toda a estratégia de combate era realizada, tudo ocorre bem.

Uma área do presídio fora tomada pelo grupo do xerife com grande sucesso.

Já era noite, quando Glenn conseguiu lenha para uma grande fogueira.

Aos poucos, o grupo se reunia em volta da mesma, refletindo sobre a missão que teriam nos próximos tempos, para transformar naquele local, seu lar.

Maggie se aproxima, e se prontifica a sentar do lado do namorado, enquanto Beth e Hershel se acomodam ao lado. Carl chega com Lori, o jovem ajudando a mãe a se sentar com conforto, enquanto que Rick se aproxima com uma das mochilas que contém as últimas caças para a refeição.

Enquanto isso, Carol e Daryl descem as longas escadas da grande torre de guarda para se juntar aos outros. O caçador não conseguia deter os pensamentos que se manifestavam em sua mente.

O sonho que tivera com Carol só o deixara mais agoniado. Ele se odiava por temer qualquer aproximação e assustá-la, ou fazer qualquer outro ato que arruinasse a amizade que tinham.

Preso em um estupor de devaneios, com os quais Carol o abraçava e permanecia derretida num apertado abraço bem próxima a ele, Daryl mal notou que já estavam quase no térreo.

Próximos do fim dos degraus, as mãos de Daryl vão até as de Carol timidamente, apenas pela necessidade desesperada do caçador, que diz sem pensar:

— Você foi incrível hoje. — Ele diz muito rápido, a medida que seus olhos vão se arregalando pelas palavras proferidas.

Carol responde com um sorriso esplêndido, que faz o estômago de Daryl se revirar.

Neste momento, suas mãos soam, fazendo com que ele solte da mulher imediatamente para evitar que a mesma visse seu nervosismo.

— Oh, Daryl, venha cá. — Carol diminui o espaço entre eles, repousando sua mão no rosto do caçador. Suas mãos acompanhavam o traço do nariz e da boca do homem.

Os olhares se encontram, e Daryl é incapaz de esboçar qualquer reação perante aquilo.

Seu rosto ruboriza, denunciando qualquer emoção que ele tente esconder.

Maldição, mulher.

A respiração de ambos está visivelmente alterada, não importa o quanto a camuflem.

Estavam presos numa outra dimensão, cada um preso em seus próprios pensamentos.

O caipira se perde em um turbilhão de emoções.

Ele queria ser capaz de proferir todas as palavras que dominavam sua mente, para ela.

Porém, o medo e a insegurança se faziam mais uma vez presentes.

Daryl queria dizer o que já não cabia em seu coração.

Até que enfim, nasceu pra mim, uma paixão.

Para ela, já não era mais segredo, pois seu olhar já o entregava facilmente.

Até que enfim nasceu pra mim, um grande amor.

Ele desejava abraçá-la e nunca mais soltá-la. Todos os dias de sua vida, ele se entregaria para aquela mulher, se ela lhe desse a chance.

Faria dela a pessoa mais feliz naquele mundo sucumbido ao inferno.

O desejo por seu beijo o atormentava diariamente.

Carol, seu doce amor, seu grande amor. Sua musa preferida.

Em meio a todos os traumas do passado, ela era o raio de luz que chegara para tirá-lo da vida repugnante que ele sempre levava.

Seu toque me enlouquece, Carol.

Era o que o Daryl queria dizer, mas não podia — ou, na verdade, não conseguia.

O toque quente das mãos dela deixou seu rosto mais rápido do que ele poderia imaginar, enquanto ela ria.

— Daryl? Você está ouvindo? — Ela dizia divertidamente.

A expressão de Daryl era atordoada e perdida.

— O quê? — Ele diz, com a voz extremamente rouca.

— Perguntei se você não quer se apressar, os outros estão esperando. — Carol responde, gargalhando.

Daryl assente com a cabeça, como que saindo de um transe, assumindo a expressão fechada e carrancuda.

Carol abre a porta do térreo da torre, e o primeiro som que enche seus ouvidos é uma deliciosa voz recitando uma bela canção, vinda da direção onde o resto do grupo está reunido, todos igualmente hipnotizados pelo que ouviam.

Próxima a Hershel, Beth enchia o coração de todos de alegria, cantando magnificamente a canção The Parting Glass, que Carol reconheceu imediatamente.

Daryl estava logo atrás dela, também desfrutando do som.

“… But since it falls unto my lot

That I should rise and you should not

I'll gently rise and I'll softly call

Good night and joy be with you all…”

Ali, com até mesmo Rick e Lori de mãos dadas, Carl sorrindo e uma Maggie subitamente mais feliz, o grupo compartilhava de uma magia chamada felicidade.

Por pelo menos uma noite.

Notas finais
OOOOOi meus lindos!!! *---* Bom, nesta Fanfiction, não seguirei de maneira semelhante os acontecimentos da série. A chegada desse grupo na prisão, vai ser escrita pela minha mente apaixonada e absurdamente sonhadora. Espero que gostem! Beijooos, até o próximo! *-* Comentem, please!