Accepting Love
4 Approximation
Notas iniciais
O dia seguinte vem carregado de tensão.
A missão de explorar os confins da prisão trazia preocupação para o grupo de Rick Grimes.
Unidos e armados, Rick, Glenn, Maggie e Daryl, tentariam livrar de errantes, todo saguão que dava para as celas.
Carol, Lori, Beth, Hershel e Carl ficariam na área segura, atraindo o máximo de walkers que conseguissem, distraindo-os, protegidos pela grande cerca com cobertura de arame farpado.
A tarefa de executar e tomar mais uma parte da prisão, não tinha segredo, Daryl estava confiante de que tudo acabaria bem.
Carol estaria segura em uma área em que nenhum maldito cadáver ambulante pudesse lhe fazer mal, só bastaria ele conseguir sair vivo da missão que Rick proporcionara.
#
— Pessoal, está na hora. — O xerife chama a atenção de todos, com Carl ao seu lado.
O menino adotara um melhor comportamento depois que Rick começou a ter mais diálogo com o filho. Agora eram grandes parceiros.
Glenn e Maggie conversavam com Hershel e Beth, enquanto que Carol estava junto de Lori.
Eram duas grandes amigas agora. Ambas se entendiam muito bem, e Carol teria uma participação importante no parto da mais jovem, dali a alguns dias.
O grande portão se abre, e Rick avança em direção aos inúmeros errantes, com Daryl, Maggie e Glenn em seu encalço.
O xerife olha rapidamente por cima do ombro, onde Lori o observa se afastar.
A situação entre eles melhorara muito, e ele podia ver claramente o resultado, em Carl. As coisas estavam finalmente nos conformes. Era assim que uma grande família deveria ser.
À medida que caminhavam mais adentro pela grande área aberta do presídio, uma grande quantidade de errantes entra no campo de visão do grupo.
Quase todos com fortes coletes à prova de balas e capacetes fortificados da polícia. Algumas exceções deles eram alguns presidiários perdidos, que o grupo abateu facilmente.
— Como vamos...? — Maggie começa rapidamente, mas é interrompida por Daryl, que a censura.
— Silêncio, garota. — Ele diz com a voz rouca.
A única tática de matar aqueles malditos, estava parcialmente oculta.
As flechas do crossbow de Daryl jamais atravessariam o capacete dos errantes — antigos guardas da prisão — para enfim matá-los.
— Escutem, quero que fiquem quietos. — Rick sussurra para todos, com advertência no olhar. — Maggie, me dê este machado. — Ele completa, estendendo a mão em direção à Maggie.
A garota lhe entrega sua arma de ataque, e o xerife aproveita a chegada de um errante solitário para descobrir um método de execução, para o grupo enfim continuar.
Entre o forte colete preso na criatura que já foi um guarda, e o capacete, havia uma brecha.
Rick fez um movimento de baixo para cima, usando o cabo do machado para introduzir com toda sua força, atingindo a boca do walker, finalmente atravessando todo o ‘caminho’, chegando ao cérebro.
Com o exemplo dado, Daryl retira suas escassas flechas do crossbow, e as usa manualmente, seguindo o caminho de Rick.
Rick devolve o machado à Maggie, e utiliza sua antiga arma, disparando tiros estratégicos logo abaixo do pescoço dos antigos guardas, sempre debaixo para cima.
Glenn usa uma barra de ferro, que penetra rapidamente na carne podre dos errantes, de maneira eficaz.
#
Logo, o grupo nota que uma outra cerca, mais à frente, os separa de uma grande horda de mortos-vivos.
— Droga! — Rick sussurra para o grupo, apavorado. — Daryl, você e eu iremos até lá fechar o portão, enquanto que vocês — O xerife encara Maggie e Glenn — nos dão cobertura. Ficou claro?
Todos assentem, e seguem conforme o combinado.
Rick corre em disparada, enquanto que Daryl o acompanha, pronto para o sinal, com Maggie e Glenn na dianteira.
O xerife mata com precisão os diversos errantes que aparecem em seu caminho, e rapidamente chega ao grande portão, empurrando-o, enquanto que Daryl — ao receber o sinal — usa as correntes para trancá-lo.
Metade da grande área aberta da prisão estava livre. O acesso às celas estava liberto. Finalmente um teto seguro para dormir.
#
— Pessoal, acho que conseguimos limpar esta parte. — Rick diz sorrindo, enquanto vem de encontro mais uma vez, à Carl e Lori.
Maggie abraçava forte a irmã enquanto que Glenn cumprimenta Hershel.
Daryl vai à Carol, que o recebe sorridente, enquanto o parabeniza pelo grande sucesso.
— Oh, nem acredito que tudo está dando certo! — Ela suspira, cansada.
Daryl sorri para ela, satisfeito.
— Sim, mulher. Conseguimos. — O sorriso formado em seus lábios, agora é estranho, perante a famosa sensação de nervosismo chegando.
Carol coloca a mão em seus ombros, como que querendo abraçá-lo, mas apenas fica parada, esperando.
O caçador coloca sua mão nos ombros da mesma, confortando-a.
De onde vinha toda essa coragem? Ele mesmo não sabia.
Ambos ficam assim, com suas respectivas mãos nos ombros do outro, se aproximando lentamente, antecipando o momento.
Até que... até que Maggie os interrompe.
— O que vocês estão fazendo? — Ela diz, em meio à risadas, que são compartilhadas por todos.
Imediatamente, Daryl e Carol voltam à posição original, com o rosto em brasa.
Daryl se sentiu ridículo, e irritado com a situação.
Murmurou bem baixinho uma saraivada de palavrões e saiu pisando firme.
Carol balançou a cabeça negativamente, surpresa e chateada com a atitude.
— Vamos lá, o que vocês estão olhando? — Ela diz, quando a mesma percebe que todos a observam.
Rick balança a cabeça, sorrindo, e guia à todos para dentro de um dos blocos da prisão, livre de errantes.
Cada um poderia escolher sua respectiva cela para acomodar-se.
A ‘família do xerife’ se dirige para uma das últimas celas do corredor.
Hershel e Beth escolhem uma das primeiras, acomodando-se no beliche, enquanto que Glenn e Maggie escolhem a cela vizinha.
Carol procura por Daryl, que se encontra nas escadas, com um travesseiro e um lençol puído.
Mas o que diabos ele está fazendo ali? Ele não deveria escolher uma das celas?
A mulher caminha até ele.
— Daryl, você não vai escolher uma das cel... — Carol começa, mas logo é interrompida.
— Não está óbvio, mulher? Se eu trouxe minhas coisas pra cá, é que vou pernoitar aqui. — O caçador diz, bruscamente.
Carol pisca, atordoada.
Mas o que deu neste caipira, pra agir assim?
E sem dizer mais nada, ela sai, enfurecida.
A mulher escolhe a cela mais distante do brutamontes mau humorado, e não dá as caras por algumas horas.
#
Carol acorda de seu curto e merecido cochilo, com conversas vindas do corredor.
Todo o grupo, com a exceção de Lori e Beth, está reunido, discutindo.
Ela esfrega os olhos e se aproxima, sonolenta.
— Então está decidido. — Rick diz, silenciando os cochichos. — Eu, Daryl, Hershel e Glenn iremos explorar o restante do bloco D, para ver se há algo na despensa.
— Rick, vocês não precisam de uma ajuda extra? — Carol entra na conversa.
Rick a estuda por alguns instantes, e diz finalmente:
— Preciso de você aqui, Carol. Confio à você vigiar Carl e Lori, enquanto eu estiver fora.
A mulher assente, satisfeita.
Maggie havia entregado seu machado a Glenn, para maior proteção do mesmo, e Beth fez o mesmo para Hershel.
Carol não havia seguido o exemplo, dando sua faca predileta a Daryl, não depois de sua atitude grosseira.
Uma voz em sua mente, dizia para a mesma parar de ser boba, e dar o braço a torcer, pois cada contato com Daryl, poderia ser o último, nesses tempos difíceis.
— Boa sorte, cuidado, todos vocês. — A mulher olha cada rosto com afeição, desejando todo o sucesso do mundo: A face assustada de Glenn, com a insegurança de mais uma jornada, o rosto abatido e cansado de Rick, o rosto calmo e sereno de Hershel, e por fim, a expressão que mudara de carrancuda, para agradecida, de seu Daryl Dixon.
— Então, vamos logo. — O xerife dá a ordem de partida.
Fale com o autor