Notas iniciais
não desistam de ler até o fim, por favor. esse é só o primeiro capitulo, continuem por favor.comentários fazem bem ao autor, se possível comentem.

Minha história começa em Nova York. Eu sou uma garota quase como qualquer outra, vivo ouvindo minhas músicas, lendo meus livros e assistindo cartoons e animes. Eu sou um pouco diferente da maioria das garotas porque vivo enfiada no meu quarto com minha musicas de Punk e Heavy Metal e sem muitos amigos.

Minha mãe vive tentando me fazer sair mais, ela vive me apresentando a filha das amigas delas, um bando de garotas fúteis que vivem atrás de garotos... Eu acho isso insuportável. Minha mãe fala que eu sou muito retraída e que tenho que usar roupas mais alegres e sair do meu quarto. Ela acha que eu sou muito jovem e que tenho que curtir mais a vida. Mal sabe ela que, para mim, curtir a vida significa ouvir musica, ler e assistir o que eu assisto.

Eu me chamo Emily Ravenwood, tenho 16 anos, cabelos castanhos escuros, olhos castanhos, não sou alta, tenho uma beleza razoável, digamos que há melhores e piores que eu.

Eu estava assentada na minha cama com meus fones de ouvido no máximo ouvindo minha banda preferida, Avenged Sevenfold, estava tocando uma música do álbum Self titled, era a musica Almost Easy, uma das minhas preferidas. Eu estava acompanhando o refrão quando minha mãe entrou no meu quarto e tirou meu fone. Eu a encarei e falei:

– Mãe! Era a minha parte preferida da música.

– Emily é só reiniciar a música. — ela me lançou um olhar me censurando.

– Não é tão simples. Você quebrou a sintonia. Você cometeu um crime ao interromper o M. Shadows... — comecei a reclamar, mas ela me interrompeu.

– Emily fica quieta, olha o drama. Tenho que falar com você. — ela falou e eu cruzei os braços com raiva.

– Fala logo, mãe. Mais uma festa que eu vou ter que ir? — perguntei rispidamente.

– Calma senhorita mau humor. Na verdade, acho que você vai gostar. Eu e seu pai recebemos uma proposta de um lugar para deixar você no verão enquanto viajamos. — ela sorriu.

– Vocês vão me deixar na casa de algum parente enquanto vão a Londres e aposto que não vão nem na Kings Cross para ver a plataforma 9 3/4. Eu iria me sentir muito feliz se vocês me levassem. — comecei a reclamar com ela de novo.

– Eu sei que você amaria ir, mas eu e seu pai queremos um tempo para nós dois. Nós vamos te deixar em um acampamento de verão para adolescentes como você. Vai ser legal, você vai ter muito que fazer lá. Nós recebemos uma carta de lá dizendo que haviam vagas, mas eram poucas que restavam e nós inscrevemos você. Já pensou ficar 1 mês sem mim? — parecia que ela que iria para o lugar.

– Super empolgante. Pega celular? — falei.

– Não. Vamos lá, Em, animação! Você vai gostar de lá. Quem sabe tem alguns gatinhos por lá. — ela riu.

– Vai ver tem vários filhotes de gato mesmo. — falei para provocá-la.

– Em, arrume sua mala, vamos no sábado e hoje já é quinta. — minha mãe disse saindo do meu quarto.

Eu bufei de raiva. um mês sem internet, sem celular, no fim do mundo com adolescentes retardados, sem cultura e idiotas, ótimo programa para as férias, mãe. E pensar que meus pais vão estar em Londres perto de Kings Cross, do beco diagonal e de onde Harry Potter se passa. Nossa como vai ser legal minhas férias... Mal começou e eu já quero que acabe.

Levantei, respirei fundo e falei:

– Vamos lá, Em. Vamos arrumar as malas! — disse com falsa animação.

Peguei minha mala e comecei a pegar minhas roupas. Coloquei várias blusas de bandas, shorts, calças jeans, casacos, roupa intimas e um biquíni. Depois peguei meu all star de cano longo, um de cano médio, uma rasteirinha e um chinelo. Coloquei tudo dentro da mala e fechei. Sábado de manhã eu colocaria a minha escova de dente, um pente, shampoo, condicionador e coisas de higiene pessoal.

Deixei a mala no canto do quarto e assentei na minha cama, peguei meu notebook e comecei a assistir The O.C., era uma série que já tinha terminado, mas eu gostava de assistir. Meu personagem favorito não era Ryan, mas sim Seth Cohen. Nem preciso dizer o porquê disso. Era um episódio da 1ª temporada, Ryan tinha brigado com a Marissa e Seth fez Summer adimitir em público que era namorada dele. Eu fiquei com certa pena da Anna, ex do Seth, eu gostava dela...

Assim que o episódio acabou eu resolvi ir na sala, assentei no chão e liguei a TV, procurei por filmes, mas não tinha nenhum que fosse legal. Fui para os canais de desenhos e no Cartoon vi que em 5 minutos começaria Hora de Aventura. Esperei pacientemente e então começou a música de abertura que eu acompanhei:

“A aventura vai começar
Todos juntos vamos
Visitar
O mundo de Jake e seu amigo Finn
Diversão é aqui
Hora de aventura!”

O episódio começou e eu assisti mesmo já tendo assistido aquele episódio. Foi quando o Rei Gelado aprisionou o Finn de um jeito que só o Rei Gelado o visse e pudesse conversar. No fundo eu tinha certa pena do Rei Gelado por não ter amigos, mas isso não justifica prender o Finn... Eu estava distraída e me assustei quando meu pai falou:

– Emily, não tem nada melhor para você assistir não? Filha, você é meio grandinha para assistir desenho.

– Pai, idade não restringe o que eu assisto ou não. E eu gosto de Hora de Aventura. — falei cruzando os braços.

– Tudo bem... — ele falou assentando no sofá.

Um tempo se passou e ele falou:

– Realmente, esse desenho é legal. Como é nome daquele cachorro amarelo? Ele é muito engraçado. — ele falou sorrindo

– É o Jake, ele é muito legal mesmo. — falei feliz por pelo menos uma pessoa nessa casa me entender.

Minha mãe passou pela sala, riu da cena e falou:

– Duas crianças na sala. — eu me pai a encaramos. — As crianças estão com fome?

– Sim. — falei.

– Vamos comer então. O jantar está na mesa. — minha mãe falou.

Eu levantei e fui em direção a mesa de jantar. Assentei e esperei meus pais. Eles chegaram logo depois de mim e nós comemos. Depois do jantar meu pai falou:

– Em, sua mãe já te falou sobre o acampamento? — eu assenti. — Espero que você goste, o lugar parece legal. Se divirta.

– Eu vou me divertir muito! — falei com a voz carregada de ironia.

– Filha, eu soube que vai ter um evento cosplay amanhã. Se você quiser ir, eu te levo. É uma recompensa pelo acampamento. — meu pai falou.

– Sério? Pai, eu te amo! — falei feliz.

– Você estraga essa menina. Eu preferia que ela fosse em uma festa com as filhas das minhas amigas... — minha mãe falou.

– Mas ela não gosta disso, amor. Ela gosta de outras coisas e você tem que aceitar, obrigar ela a fazer o que não quiser não é legal. — meu pai falou.

– Obrigada pela compreensão, Pai. — sorri. — vou para o meu quarto.

Saí da mesa e ouvi minha mãe reclamar de mim com o meu pai. Eu fechei a porta do meu quarto, coloquei meu pijama, assentei na cama acendi o abajur e peguei um livro para ler. Era um da Agatha Christie e eu fiquei tão envolvida com a história que eu acabei terminando o livro, olhei para o relógio e eram 03h30min. Desliguei a luz do abajur, virei para um lado e dormi.

Meu pai me acordou por volta de meio dia falando para eu me arrumar que ele iria me deixar no lugar do evento depois do almoço. Coloquei um short e uma blusa com o escudo de Hogwarts e saí do meu quarto.

Almocei com meus pais, passei no meu quarto para pegar meu celular e dinheiro. Saí do meu quarto e fui em direção à garagem, entrei no carro e meu pai entrou logo em seguida. Ele me deixou na porta do hotel onde estava ocorrendo o evento e eu entrei.

Subi umas escadas até o salão onde ocorria o evento. O lugar era grande e havia vários lugares vendendo mangás, objetos de coisas de animes, filmes, livros e histórias em quadrinhos. Estava cheio de pessoas, algumas fantasiadas e outras não. Eu comecei a andar pelo lugar, vi varias pessoas com fantasias muito legais e encontrei alguns mangás que eu queria.

Em um dos stands de venda havia um colar com o símbolo de comensais da morte, uma serpente, eu fiquei fixada nele. Havia dois apenas. Eu fiquei ao lado de um garoto alto de cabelos pretos e olhos muito azuis. Ele me encarou e depois falou com a vendedora:

– Eu vou querer aquele colar. — ele apontou para o colar com a serpente.

– E você garota? — a vendedora falou comigo enquanto pegava um dos colares.

– O mesmo. — disse e ela pegou o outro colar.

– Comensal da morte também? — o garoto sorriu.

– Sim, não faço tipo dos mocinhos. — eu sorri.

– Também não. — ele falou. — Te vejo por aí? — ele falou pegando o colar e pagando.

– Sim, nós vemos por aí... — falei pegando o meu colar.

Havia algo estranho nele, não sei, ele era muito parecido comigo e pessoas parecidas comigo são estranhas. Algo nele me chamou atenção, ele tinha o mesmo jeito de olhar as coisas que eu, como se vivesse perdido em outro mundo. Eu o entendo, às vezes parece que algo nesse mundo que não se encaixa comigo.

Afastei esse pensamento e voltei a caminhar pelo lugar. Eu procurava o garoto, pois não sabia o nome dele e queria me lembrar do seu rosto. Nosso encontro foi rápido e sua imagem ficou embaçada na minha memória. Não reencontrei, mas encontrei duas filhas de amigas da minha mãe, elas me viram e eu falei:

– O que fazem por aqui? Não é o tipo de lugar que frequentam. — não fiz questão de ser educada. Elas não gostam de mim e eu não gosto delas.

– Emily, querida, quanto tempo! Realmente não é um lugar que eu goste de vir, mas o esforço vale a pena. Estamos atrás de um garoto da escola que curte isso. – foi Jenn, a garota loira disse.

– É claro, o que mais traria vocês aqui... — falei.

– Você o viu por aí? Ele tem cabelo preto, olhos azuis e é alto. –Emma, a outra garota que disse dessa vez.

Eu gelei por dentro, eu havia visto a vitima delas, sim, era o simpático cavaleiro sem nome, o comensal da morte. Eu pensei uns segundos e falei:

– Não, mas se o vir digo que estão atrás dele. — sorri cinicamente

– Obrigada. — elas disseram e saíram andando.

Eu menti, pois fiquei com pena do garoto, se ele era parecido comigo odiaria aquelas duas, pois além de serem chatas e fúteis, eram extremamente grudentas e invasoras de espaço. Torci para que elas não o encontrassem para o bem dele. Eu me simpatizei com ele e compreendo o que ele sente... Eu acho.

Fiquei mais um tempo perambulando pelo lugar sem muito que fazer e resolvi ligar para o meu pai, ele disse que chegaria em 5 minutos. Eu desci para o saguão do hotel, andei até a porta giratória e saí. Esperei uns instantes e logo vi a BMW preta do meu pai. Entrei no carro e ele falou:

– Gostou? Você parece feliz, Em. — ele sorriu.

– Gostei sim, tinha muita coisa legal e divertida. — falei.

– É mesmo? Que bom! — ele sorriu. — Sabe, filha, por mim eu te levava para Londres, mas sabe como é a sua mãe... Ela quer que você interaja com mais pessoas e seja como ela.

– É eu sei, mas eu não sou ela. Eu tenho esse meu jeito diferente... — falei olhando para a janela.

– Bem diferente, às vezes eu acho que você vive perdida em outro mundo, que parece bem mais legal que esse. — ele riu.

– Acredite, eu vivo mesmo. — sorri. — Mesmo que esse outro mundo não exista, vou acreditar nele, mesmo que Nárnia não exista, eu vou acreditar nela.

– Nárnia? Nossa nunca tinha ouvido essa frase. — meu pai disse.

– Foi o Brejeiro que falou para a feiticeira que estava com o filho do Caspian. — falei.

– Caspian teve um filho? — meu pai falou.

– Teve, com uma descendente de estrela. — falei sorridente.

– Parece Stardust isso. — ele falou.

– Discordo... Mas se essa é sua opinião, nada contra. — falei.

– Entendo, mas mudando de assunto, temos que buscar sua mãe no salão. — meu pai disse.

– É claro, vocês viajam amanhã... — falei.

– Sim, vamos te deixar cedo no acampamento e vamos para o aeroporto. — ele disse estacionando o carro em frente ao salão.

Eu passei para o banco de trás e esperei ele entrar no salão para chamar minha mãe. Eles voltaram um tempo depois, minha mãe estava com o cabelo mais loiro, liso e as unhas feitas. Ela entrou no carro, olhou para trás e disse:

– Como foi lá, filha?

– Bem, encontrei duas filhas de amigas suas. — falei para que ela ficasse satisfeita. – Jenn e Emma, as duas garotas que você vive convidando para sair comigo.

– Então esse lugar não é tão ruim quanto pensei. Até que parece interessante. — ela sorriu.

Ótimo, agora ela ia me deixar ir mais aos lugares que eu gosto de ir. Pela primeira vez aquelas duas patricinhas trouxeram algo de útil para mim. Sorri satisfeita e encostei-me ao banco do carro. Senti meu celular vibrar, esperei que fosse mensagem de alguém, mas quem me mandaria mensagem? Quando olhei era apenas da minha operadora...

Chegamos em casa, eu fui tomar banho, depois peguei um pedaço de pizza na cozinha e me tranquei no meu quarto. Fiquei jogando Call of Duty até tarde, coloquei meu celular para carregar e deitei na minha cama. Fiquei virando de um lado para o outro sem sono. Quando finalmente dormi pareceu ter sido apenas 15 minutos. Acordei com o celular despertando, me levantei com preguiça e fui trocar de roupa.

Peguei o resto das coisas que faltava pegar, fui tomar café e minha mãe falou:

– Em, anda estamos com pressa.

Eu peguei meu celular, minha mala e fui levando para o carro. Meu pai deixou minha mala por ultimo, pois seria a primeira a tirar. Entramos no carro e ele deu partida. Coloquei meus fones de ouvido e fechei os olhos. Acabei cochilando e acordei quando meu pai tirou o fone do meu ouvido e disse:

– Em, chegamos.

Eu abri os olhos, me espreguicei e desci do carro. Olhei ao redor e vi o lugar, havia uma casa enorme no meio da propriedade, acho que era onde ficavam os adolescentes, admito que era sinistro até para mim. Ao redor só havia mato e alguns brinquedos velhos. Belo lugar para passar as minhas férias.

Meu pai tirou a minha mala do carro, se despediu de mim e ele e a minha mãe foram embora. Eu suspirei e comecei a andar para perto do casarão. Parei próximo da entrada, estava fechada a porta, fiquei parada em silencio e alguns minutos depois eu vi um garoto fazer o mesmo que eu. Ficamos um longo tempo em silencio e eu resolvi falar com ele, aquele garoto não era muito estranho. Aproximei-me, ele tirou os fones do ouvido e eu falei:

— Veio passar o verão aqui também?

– Sim, infelizmente... — ele disse.

– Eu também odiei o acampamento sonho de verão, isso aqui tá mais para pesadelo. — nós rimos.

– Você trouxe carregador para celular? Eu esqueci o meu. — ele disse. — Seu celular funciona aqui?

– Só um minuto. — falei procurando o meu carregador. — Droga! Eu esqueci também. Meu celular não pega também...

– Que pena, sem comunicação, sem música. O jeito é esperar pelo próximo e ver se ele tem. — ele falou.

– É, vamos torcer para alguém trazer carregador. — falei.

– O que você ouve? — ele falou.

– Geralmente Heavy metal e Punk, e você? — falei e ele pareceu prestar mais atenção no assunto.

– O mesmo. Mais uma coincidência entre nós. — ele riu.

– Como assim? — falei.

– Ontem, o colar. — ele pegou o colar no pescoço e apontou para o meu.

– Claro! Sabia que te conhecia de algum lugar. A proposito qual o seu nome? — eu falei.

– Logan Wayne, só Log, se preferir. — O garoto falou. — E você?

– Emily Ravenwood, mas pode me chamar de Em. — falei.

– Então, Em, o que te traz ao belo Acampamento Sonho de Verão? — ele riu.

– Meus pais vão para Londres e não quiseram me levar... Kings Cross fica lá, mas que beleza, eles indo para lá e eu aqui. — falei e ele parou de rir. — E você, Log?

– Meus pais vão viajar para Huntington Beach... Eu queria por que é onde começou... — ele começou a dizer.

– O Avenged Sevenfold. — Falei junto com ele — Você também é fã?

– Sem duvida, Deathbat com certeza. — ele riu quando falou.

– Nossos pais são pessoas super legais que nos deixam isolados aqui, sem internet ou música, e viajam para lugares onde nós adoraríamos estar. — eu disse.

– É, já que estamos aqui vamos entrar na mansão mal assombrada. — ele falou com uma voz estranha.

– Vamos ver se tem alguém. — falei.

Nós subimos os degraus de entrada e batemos na porta. Um tempo se passou e a porta se abriu. Nós nos encaramos e resolvemos entrar, o lugar era bem escuro e estava em péssimo estado. Andamos dois passos e a porta se fechou. Viramos assustados e vimos um homem parecido com um mordomo fechar a porta. Ele falou:

– Sejam bem vindos ao acampamento. Os horários estão nos quartos de vocês. Não vão precisar de mais nada. — ele falou saindo de perto de nós

– Espera, os quartos estão aonde? Tem mais gente além de nós? — Logan falou.

– O quarto de vocês está na ultima porta do 7° andar. — ele falou.

– Nós vamos ficar juntos? — falei.

O cara não nos respondeu e desapareceu. Logan me olhou e falou:

– Acho que isso foi um sim... Vamos subir.

Pegamos as malas, começamos a subir a escada. Olhei para cima e vi que eram 14 lances. Eu resmunguei e Logan falou:

– Quer ajuda?

– Não, você já tem a sua mala. — falei.

– Eu posso levar a sua... — ele insistiu.

– Não precisa Log. — falei.

– Tudo bem. — ele disse.

Começamos a subir. Nós parávamos no fim de cada lance de escada. Após uma meia hora nós finalmente chegamos ao fim, estávamos quase morrendo de cansaço, olhamos para o corredor iluminado por velas, era enorme. Nós arrastamos as malas até o fim dele, apenas a ultima porta estava aberta. Nós tentamos abrir varias outras, mas estavam trancadas. Concluímos que teriamos que dividir o quarto. Havia duas camas de solteiro próximas, eu deixei minha mala no chão e me joguei em uma das camas. Logan fez o mesmo. Depois de um longo silencio ele falou:

– Acho que esse acampamento é bem esquisito. Tem centenas de quartos e nós temos que dividir o mesmo e só tem nós dois aqui.

– Concordo. Tem algo de muito errado aqui. Você já percebeu que aqui não tem luz elétrica? — falei.

– É mesmo. Isso significa que provavelmente não tem água quente no chuveiro. — Logan falou.

– Ah não! — resmunguei. — Banho gelado não.

– Vamos ter que nos acostumar com isso. — ele falou.

– Sendo assim, vou tomar meu banho agora que está cedo e quente. — falei.

– Vou seguir seu conselho, sou o próximo — Logan falou.

Peguei minhas coisas na mala e fui em direção ao banheiro. Logan pegou uma folha e ficou lendo. Eu fechei a porta e vi que ela estava empenada e não fechava direito, além do fato de não ter tranca. Eu tentei bater na porta para ela fechar e ela não fechou. Praguejei e Logan falou:

– Algum problema, Em?

– A porta não fecha. — falei chutando a porta.

Logan tentou me ajudar a fechar a porta, mas nem assim ela fechou. Eu o encarei e falei:

– Se você ficar olhando eu te mato. — fiquei séria.

– Pode ficar tranquila, eu não vou fazer isso. — ele falou assentando na cama de costas para a porta.

– Ótimo. — falei e liguei o chuveiro.

Entrei no banho gelado, a água estava congelando, me molhei apenas o número de vezes que foi necessário para lavar o cabelo e saí do banho. Peguei minha toalha para me secar e depois vesti a roupa que tinha separado. Coloquei a toalha no cabelo e saí do banheiro.

Logan estava com a roupa em cima da cama e passou rápido e direto por mim sem dizer uma palavra. Que foi que deu nele? Não entendi o que aconteceu. Assentei na cama, penteei meu cabelo e peguei a folha que Log estava lendo. Era a folha com os horários e estava assim:

07h00min — 09h00min: Café da manhã.

09h00min — 12h00min: Atividades do acampamento.

12h00min — 13h00min: Almoço.

15h00min — 19h00min: Atividades do acampamento.

19h00min — 21h00min: Jantar.

22h00min: Toque de recolher.

Razoável, até que dá para sobreviver com esses horários. A questão era: quais são as atividades do acampamento? Não tem nada nesse lugar e só tem eu e Logan aqui. O jeito era esperar para ver. Olhei para um relógio no canto do quarto, era um relógio muito antigo, mas ainda funcionava já eram 11h50min e eu falei alto o suficiente para Logan ouvir:

– É quase hora do almoço.

Menos de cinco minutos depois, o garoto saiu do banheiro e falou:

– Vamos descer? — ele estava sorrindo.

– Vamos — falei.

Descemos os intermináveis 14 lances de escadas e depois de andar pelo corredor do 1° andar e ficarmos perdidos, finalmente descobrimos que as refeições eram servidas na varanda. Assentamos nas cadeiras que havia na mesa e comemos. O mordomo sinistro não estava ali, aliás, não vimos ninguém e nem barulho de pessoas na casa. Assim que terminamos de comer, Logan e eu nos levantamos e decidimos jogar uma partida de xadrez, havia um tabuleiro bem antigo sobre uma mesa antiga na varanda. Assentamos um em cada sofá e começamos a jogar.

Notas finais
por enquanto é isso. vou tentar postar logo!espero que tenham gostado...