Acampamento Olympus

45 Cap. 44 - Aproximação


Notas iniciais
Yo minna! Oguenki desu ka. Dando continuidade. Boa leitura.

A tarde chegou e Nico desceu já de roupa trocada. Ficou sentado no sofá à espera de Percy.

Paolo aproveitou que o filho estava sozinho e se aproximou. Nico estava distraído mexendo no celular.

— Nico – ele chama e Nico para o que está fazendo e olha para o pai.

— Sim? – ele pergunta.

— Eu... eu queria lhe dá os parabéns por ontem. Eu não tive oportunidade.

Nico olha sério para ele.

— Obrigado – ele agradece e volta a mexer no celular.

— Você.... gostaria de ganhar algum presente? Alguma coisa que você queira muito?

— Não... eu já tenho o que eu sempre quis.

— E o que seria?

— O Percy.

— Ah. Esse rapaz parece ser uma boa pessoa, já que sua mãe e irmã falam bem dele.

— Ele é uma excelente pessoa. Sempre prestativo, muito educado e é o meu herói – disse com um sorriso sonhador.

— Eu gostaria de conhecê-lo.

Nico levantou uma sobrancelha e olhou desconfiado para o pai.

— Olha, eu sei que parece estranho o que eu estou dizendo, mas a verdade é que eu me preocupo com você – Nico continuou o olhou com descrença. – Eu sei que eu andei ignorando você, o tratando com indiferença, mas não quer dizer que eu não o ame – Nico continuava impassível. – Você é meu filho, uma parte minha. Eu não me importo se você é... desse jeito, eu.... só não entendo a natureza disso, então por favor filho me perdoe por tudo que eu fiz você passar.

Nico engoliu em seco e se levantou com o coração acelerado. Suas emoções estavam a flor da pele. Por essa ele não esperava, o pai falar essas coisas depois de tanto tempo o ignorando e agora pedindo perdão? Nico ainda guardava mágoas do pai. Quando ainda criança, ele estava confuso com seus sentimentos, pois não sabia se o que sentia por Jason, seu único amigo, era só amizade ou outra coisa. Quando avistava Jason seu coração acelerava, seu estômago ficava esquisito e tinha sempre um sorriso bobo na cara. Nico nem imaginava que tipo de sentimento era esse, por isso foi perguntar ao pai, por quem tinha muita admiração. Paolo estava em seu escritório falando ao telefone, ele parecia alterado, seja lá quem fosse deixou o pai muito zangado. Nico ficou aguardando o pai desligar o telefone para então se aproximar. Quando o fez Paolo ainda aborrecido gritou com o filho e o mandou sair. Nico saiu chorando do escritório e foi contar pra mãe que tinha ouvido os gritos do marido. Desde então, Nico nunca mais procurou o pai para nada. E agora isso, ele não sabia o que fazer.

— Nico....

— Preciso de tempo – disse ele virado de costas para o pai. – Preciso pensar.

— Tudo bem, é seu direito – disse Paolo se levantando. – Vou aguardar.

Nisso a campainha toca e Nico corre para atender. Paolo ainda fica na sala.

— Percy – Nico pula em seus braços o abraçando apertado. Percy sente que Nico está tenso.

— Nico o que houve você está tenso.

— Depois eu te conto – ele disse sussurrando –, apenas me abraça.

Percy obedeceu, abraçou o namorado e depois depositou um beijo em seu rosto. Paolo observava tudo de onde estava. Ele viu o quanto Percy era carinhoso com Nico. Maria tinha razão, esse rapaz era tudo que Nico precisava, pois agora ele tinha alguém com quem compartilhar seus interesses, suas alegrias e até tristezas. Suspirou. Se quiser realmente reconquistar o filho teria que aceitar esse rapaz. Resolveu tomar a iniciativa.

— Olá – disse ele chegando perto dos dois. – Você deve ser o Percy.

— Sim, sou eu mesmo – disse Percy ainda abraçado a Nico. – E o senhor é o Sr. Di Angelo. Prazer, Percy Jackson.

— Paolo Di Angelo – disse com um meio sorriso. – Amm... Você não quer entrar um pouco?

Quando Percy ia falar Nico se adiantou.

— Fica pra outra vez pai, nós temos que ir, não é Percy? – perguntou Nico com um olhar de súplica.

— Amm... claro. Obrigado Sr. Di Angelo, fica pra próxima – disse Percy com um sorriso.

— Está bem então. Bom passeio pra vocês.

— Obrigado. Vamos Percy – diz Nico segurando a mão de Percy o puxando.

— Boa tarde – Percy se despediu.

Nico andava apressadamente puxando Percy.

— Nico espera – Percy o fez parar. – O que está havendo?

— Desculpe – disse ele respirando fundo -, é que agora a pouco meu pai veio com uma conversa estranha.

— Que tipo de conversa?

— Veio me pedir perdão por ter me ignorado todos esses anos.

— Você o perdoou?

— Ainda não dei resposta – ele faz uma pausa. – Ele me ignorou por cinco anos, nunca quis saber nada sobre mim, se eu estava bem, se precisava de algo, se queria conversar – ele diz de cenho franzido. – Agora vem com essa, não sei o que fazer.

— Não se precipite na sua decisão, pense antes de agir. Se está em dúvida é melhor pensar com calma – disse Percy apertando sua mão. – Esqueça isso por enquanto, vem vamos nos divertir.

— Para onde vamos?

— Vem, você vai ver.

Os dois saem andando até a parada de ônibus.

Notas finais
Até o próximo.