Notas iniciais
Heey, romanos! Mais um capítulo escrito pela diwa da Debby e editado por mim! Espero que gostem!
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Looks:
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Debby: http://www.polyvore.com/debby_abadeer_02/set?id=79688791

Carol: http://www.polyvore.com/carol_wings_filha_de_merc%C3%BArio/set?id=79694959

Lucky: http://www.polyvore.com/lucky_steves_filha_de_fortuna/set?id=79698624

Carol puxou minha mão para me levantar, notei que ela tinha olheiras debaixo dos olhos e parecia que não tinha tido uma boa noite de sono. A garota ruiva tomou a frente.

- Você conheceu a Carol, meu nome é Lucky – disse ela -, sou filha de Fortuna, deusa da sorte e...

Eu a interrompi com um tapa na cara.

- E quando vir sua mãe, pergunta se ela está perdendo muito tempo dando a bunda na esquina que não teve tempo de me dar uma força! — Lucky esfregou a bochecha, ofendida. Carol deu dois tapinhas no meu ombro.

- Todo mundo pergunta isso. Então, vamos nessa.

As duas me acompanharam (com completas armaduras romanas, parecia que estavam me levando presa) e Lucky mantinha certa distância de mim. Olhei para todo acampamento e realmente fiquei impressionada. Á nossa frente, ficava uma espécie de vila com semideuses, creio eu, indo e voltando. Mas ao longe ficava uma imensa cidade com aspectos romanos. Ao lado uma região menor brilhava ao sol e possuía uma aura de poder. Um imenso campo verde se erguia pelos campos.

- Wow... — Deixei escapar um suspiro de satisfação, as garotas me olharam como se eu fosse retardada. O que não nego ser. De repente, elas deram um pulo pra trás.

- O que em nome de Marte... — Lucky arfou.

- Ah... — percebi que minha mão tinha pegado fogo e a sacudi. Carol deu de ombros e continuou andando como se visse coisas mais anormais do que uma garota em chamas.

- Filha de Vulcano, uh?

- Sim, inteligência-mor. Qual o caminho para os pretores?

- Bem, primeiro vamos à principia, depois vamos ao Temple Hill, onde puxamos o saco dos deuses, Nova Roma, a cidade onde não podemos entrar de óculos...

- Por quê?

- Óculos são perigosos e podem servir de arma. — não entendi como, mas... — Depois às casas de banho, porque você está precisando de um.

Tudo bem, meu cabelo ainda brilhava por causa do pó de velha, mas não achei certo ela falar sobre isso.

Atravessamos a Via Praetoria onde todo mundo ficava olhando pra mim (meu brilho os cega). Fui olhando as cortes. Todas tinham o lema SPQR e o número da corte em latim logo abaixo. Eram numeradas de 1 a 5, a duas primeiras eram as mais vistosas, tinham os guerreiros mais fortes e de armaduras mais polidas. Os garotos ficavam se exibindo para as garotas... As terceira e quarta eram mais nas dele, apenas se ocupavam no estavam fazendo e tudo mais. Comparando com um dos meus colégios, embora não tivesse dado tempo de notar mais alguma coisa antes de ser expulsa: A primeira e a segunda eram os populares; a terceira e a quarta eram as neutras, na delas; a julgar pela cara dos integrantes da quinta corte, eram os nerds que serviam de saco se pancada das outras quatro.

- A quinta corte parece uma piada. — falei. Carol me olhou como se fosse me bater. E me bateu mesmo, deu-me um soco no ombro.

- Eu sou de lá, lesada.

- Ah. — Queria completar com "É, isso faz sentido", mas preferi ficar calada.

Chegamos à principia, que estava de portões abertos. Nas cadeiras maiores estavam os Pretores, um garoto loiro de olhos azuis, mortalmente entediado, e uma garota de tranças longas e negras. Já do garoto ao lado dos dois, não sabia o que dizer. Era magro como quem tem anorexia, usava um lençol branco e um cinto cheio de bichinhos de pelúcia.

- Octavian, dê-nos tempo. — A garota falou. O loirinho do lado dela juntou as mãos como se fizesse uma oração.

- Quem é você? – O magrelo falou — É uma grega?

- Claro que sou. — Ele olhou para a garota e apontou pra mim como se dissesse "Viu?!" — Sou uma filha de Hefesto do Acampamento Zeus. E camisas roxas? A de lá são verdes e a gente não tem pretores, nosso líder é um ciclope.

O magrela deu um muxoxo e saiu bufando.

- Bem, acho que depois de nos livrar do Octavian, deva ganhar uma coroa mural. — o loirinho falou — Eu sou Jason, filho de Júpiter, e essa é Reyna, filha de Bellona. Juntos somos os pretores.

Fiquei imaginando ele dizendo: "Juntos somos seus amiguinhos, os Backyardigans!", mas acho que pensar isso me faz pareceu um pouco infantil. Faz?

- Você é filha de?

- Vulcano

- Bem, conte-nos sua história, filha de Vulcano.

Contei pra eles desde o começo, quando vivia com minha mãe em Omaha, quando eu tinha cinco anos e minha me levou para uma viagem na África e me deixou lá "acidentalmente" e eu fui criada por uma anciã da tribo dos Yuki Lukis, depois com nove anos, já sabia falar com macacos e consegui voltar pra casa e desisti de viajar com ela.

Mas, do nada, a principia foi invadida por um garoto histérico puxando um pobre garoto que parecia não ter a menor ideia do motivo de estar sendo arrastado. O histérico fez uma saudação desajeitada.

- Bruno! – exclamou Reyna para o histérico – Porque todo esse escândalo? Quem é esse garoto?

- Semideus novo! – exclamou Bruno, o Histérico.

- Eu sou Drake Bell – o garoto arrastado disse fazendo uma reverencia ligeira. Ele tinha cabelos cor de areia e olhos verdes claros – Sou filho de Ceres.

- FILHO DE CERES!- berrou Carol ao meu lado. Eu, hein. Todo mundo é histérico aqui? – UH! FINALMENTE SUA MÃE VAI PARAR DE ME ENCHER O SACO!

E começou uma dança louca, agitando o quadril e girando a espada nas mãos. Jason começou a rir feito um retardado e Reyna bateu a mão na testa.

— Carol, pare, se não você terá que limpar os estábulos dos unicórnios por um mês.

Carol parou, mas lançou um olhar satisfeito para Drake. Isso é o amor, meu povo!

Continuei contando minha história; durante a minha narrativa, dois galgos metálicos apareceram e se sentaram aos pés de Reyna. Continuei contando de como fui expulsa de 8 escolas e na última atacada por ciclopes com cérebro de Flan de Cereja. Terminei com o relatório de quantas vezes quase matei Lupa. Os galgos olharam para Reyna e ela balançou a cabeça concordando. Como eu sei falar macaquês e não galguês (ou seria galego?), não entendi o que eles conversaram.

- Você diz a verdade, vá até Octavian para que ele leia os augúrios.

As garotas fizeram uma reverência e eu achei certo fazer também. Saímos de lá enquanto Drake começava a contar sua história.

Fomos para Temple Hill, onde, por algum motivo além da minha frágil compreensão, tinha um elefante que tinha uma capa escrita ELEFANTE.

- Quem é aquele? — perguntei apontando.

- Aníbal, ele é o nosso elefante.

- Foi, eu li.

Chegamos ás portas de Temple Hill e vi o templo de todos os deuses. O de Mercúrio tinha um caduceu bem na frente, o de Marte Ultor tinha duas lanças cruzadas, o de Netuno (coitado) tinha só um tridente coberto de teias de aranhas e uma maçã mofada nas oferendas. Todos tinham esculturas belíssimas retratando o busto dos deuses. Todos pareciam atores famosos, com a cara bonita, barba aparada, cabelo impecável. Até eu ver o templo de Vulcano. O busto de meu pai parecia que alguém tinha feito uma bola de gesso, depois jogados bolas menores fazendo ficar uma massa disforme.

- Quem foi o retardado que esculpiu isso? — falei irritada. Lucky levantou o dedo.

- Uh, na verdade nós já fomos ao Olimpo e... Ele é assim mesmo.

A coisa boa é que realmente aquilo elevou minha autoestima. Eu até que era bonitinha, para uma filha de Vulcano. Chegamos ao pé de uma colina, no topo, tinha um templo enorme.

- Jupiter Optimus Maximus. — Carol informou.

Num momento de distração pensei ter a ouvido dizer "Jupiter Glúteos Maximus" Fiquei até esperando que um raio caísse na cabeça dela por chamar Júpiter de bundão...

Chegamos ao templo de Júpiter e acabei vendo a coisa mais estranha que eu já vi depois do elefante com a capa de Elefante. O magrinho das pelúcias estava ao pé de uma estátua de Júpiter matando um pobre ursinho de pelúcia. Depois de a espuma ser espalhada por todo o altar, ele se virou para mim.

- Hora de ler os presságios da nova semideusa — ele passou por mim e me virei para ver duas pilhas, uma com ursinho de pelúcia ainda com etiquetas e outros só a pele. Mas, pelo amor de Vulcano, que cheiro horrível era aquele? Acho que ele deve ter passado alguma colônia de frutas vermelhas doces e ter esfregado álcool no corpo inteiro. Como além de ser disléxica, ter transtorno de déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade, eu ainda tenho uma terrível alergia a perfumes fortes, eu até tentei segurar o espirro, por que perfumes simplesmente me fazia espirrar... Fortemente.

- Eu acho que... Ah... ATHIM!

Eu mencionei que eu espirro fogo? Pois sim. Simplesmente incendiei a coluna de ursos novinhos de fazer macumba do Octavian (galinha preta é para os fracos).

- FOOOOOOOOOOOOOGO! — Lucky gritou saindo correndo. Octavian e Carol não fizeram diferente. Como eu não podia pegar fogo, corri para buscar água, que por sorte ainda escorria no templo de Netuno. Consegui apagar o fogo antes de incendiar Júpiter (acho que eu realmente teria problemas se destruísse o templo de Júpiter Glúteos Maximus). Pela bênção de Fortuna, a única coisa que sofreu os danos do incêndio foram as pilhas de pelúcias. Devo desculpas a Lucky.

Saí de Temple Hill para encontrar os três discutindo com uma estátua. Depois eu que sou a louca.

- Mas o templo de Júpiter está pegando fogo, Términus! — Octavian gritava como uma garotinha.

- Não interessa se o cabelo de Vênus está pegando fogo, vocês não vão entrar completamente armados em Nova Roma. — Sim, quem disse foi a estátua.

- Você é surdo, homem? – Octavian parecia prestes a parir um filho – O templo de Júpiter está queimando! Pegando fogo! FOOGO!

- Tipo a música da Alícia Keys – comentou Carol casualmente – THIS GIRL IS ON FIREEEE! THIS GIRL IS ON FI...

- Oi gente. — falei acenando e interrompendo a cantoria.

- Como está o templo? — Carol falou, ela parecia triste por eu ter interrompido sua música.

- Normal. Acho que devemos agradecer a Netuno. — falei dando de ombros.

- Você! — Octavian falou colocando os palitinhos na minha cara — Você incendiou o templo de Júpiter! Não vai entrar neste acampamento!

Apertei o nariz e bati na mão do macumbeiro das pelúcias.

- Cara, o que você passou? É pior que o cheiro daquela daímon!

Ele ajeitou os ombros.

- É uma colônia masculina, sua mula, Lucy que me deu.

Tomei ar pela boca.

- É, a garota te odeia. Agora pra que Coorte eu entro?

- Nenhuma! Vai ter sorte se te largarmos nos campo de Marte para Aníbal usar de mordedor!

- Eu acho que vou... Ah... Ah...

- Qualquer uma que não seja a minha! — e simplesmente saiu correndo e dando gritinhos finos. Marte amado, que viado.

As garotas me olharam como se tivesse uma doença contagiosa. Mas Carol só respirou fundo e disse:

- Tudo bem, ninguém morreu...

- Fora uma pilha de ursinhos — Lucky lembrou.

- Você não está ajudando. — falou impaciente.

- Tudo bem, já é quase hora da chamada e estamos com fome e sujas. Vamos para as casas de banho.

Nenhuma ideia se mostrou melhor. Se você nunca tomou um banho romano, você nunca viveu. Acho que tirou vestígios até do meu tempo na África (mas não vamos falar disso, é um assunto delicado). Depois de nos trocar, Carol, Lucky e eu fomos até o Castrum, o forte romano, para a chamada. Carol e Lucky se juntaram aos membros da quinta corte e eu fiquei de fora junto com o filho de Ceres, Drake. Reyna tomou a frente depois da chamada.

- Romanos, hoje recebemos dois novos semideuses que desejam se juntar a legião. Começaremos por Debby Abadeer. — Eu não queria, mas se ela está dizendo — O que os augúrios disseram?

Octavian, que estava emburrado sem seus ursinhos para torturar, olhava penosamente para uma fronha nas mãos, tomou a frente.

- Ela deve morrer!

- Octavian... — Reyna insistiu.

- Ela tem um destino promissor e vai ser um guerreira e blá blá blá. — Queria dizer "Oh, pare, é você", mas ele não é, então fiquei calada. — Está apta a servir.

- Ave, Salve! — os romanos gritaram.

- Tem alguma carta a apresentar, Debby? — Reyna perguntou.

- Hum... Não.

- Há! — Octavian falou alto — Então vai ter que ir pra quinta!

- Octavian tem razão... — Reyna falou como se me desse uma sentença de morte. — Mas você já foi reclamada, certo?

- Sim, Lupa falou que Vulcano havia falado com ela, dizendo que eu era filha dele e tal...

- Vou contatar Lupa e depois cuidamos disso. Quem irá apoiá-la?

Todo mundo ficou em silêncio. Inveja do meu brilho.

- Eu apoio — Carol falou dando um passo confiante à frente.

Octavian deu uma risadinha maldosa e Reyna bufou como se fôssemos dar muita dor de cabeça.

- Está certo. Ave, Debby Abadeer.

- Ave, salve!

Um centurião com a boca vermelho sangue me deu uma plaquinha escreita probatio. Deslizei para o meu cordão junto com o pingente de chave. Fui me juntar à minha nova corte.

- Agora, Drake Bell – continuou Reyna – O que disseram os augúrios?

- Ele é um cara legal, ou banal, tanto faz – Octavian acenou como se isso não fosse importante – Ele está apto para servir.

- Ave, salve!

- Tem alguma carta para apresentar, Drake?

- Não sei se é bem uma carta, mas acho que serve – disse o garoto – Minha mãe, Ceres, apareceu para mim e disse-me que falou com uma filha de Mercúrio, e disse que ela me ajudaria.

Todos, todos mesmo, olharam para Carol.

- Agora eu virei a única filha de Mercúrio nesse acampamento? – perguntou ela irritada.

- Não, mas sempre que tem uma confusão, você está no meio – disse Jason.

- É, eu falei com Ceres! Ela não me deixou dormir e ficou discursando sobre como o filho dela seria legal e eu devia protegê-lo e... Bem, não lembro o resto, acho que dormi...

- Fracassado, também vai ficar na quinta – Octavian disse com um sorrisinho.

- Fala de novo da quinta que eu te mostro quem é fracassado, seu marica! – exclamou uma garota musculosa.

- Calma, Maria – pediu Lucky segurando a garota para que ela não matasse Octavian.

- Então – Reyna pigarreou – Quem irá apoiar Drake?

- Eu apoio! – exclamou Carol.

- Você vai apoiar todo mundo? – perguntou Jason descrente.

- Vou, algum problema com isso, Grace?

- Não, imagina...

- Ave, Drake Bell.

- Ave, salve!

O centurião de boca vermelha entregou a plaquinha para Drake. Uma garota aproximou-se de mim.

- Uh, oi – cumprimentei.

- Oi, Debby. Eu sou a Rocky, filha de Vulcano.

- Então você é minha irmã... Legal... — Eu fui filha única, mas em vez de ser tratada como a princesinha da mamãe, eu era a única que mamãe descontava sua raiva. Virei-me para Carol. — O que significa você me apoiar?

- Que você será minha jovem padawan e se fizer alguma coisa errada, nós duas morremos. Mas vamos, pequena pupilo, hora de jantar.