Notas iniciais
eu queria escrever um cap sobre os bonaparte, mas só recebi a ficha de dois alem do Jean então vou escrever um cap sobre todos mais para frente, espero que gostem desse

Paris, Palácio Imperial das Tulherias, 1821

Jean Holsen Bonaparte era um príncipe, mas não era só mais um das centenas de príncipes e princesas que lotavam palácios na Europa, ele era o pequeno águia, o protetor de Paris, o comandante do 2° Corp da grande Armée, coronel do 3° Regimento da Guarda Imperial, ele era o príncipe Herdeiro da França Napoleônica, o maior Império já visto desde Roma.

O garoto tinha os cabelos castanhos e cumpridos como seu pai na juventude, os olhos eram azuis como os da bandeira Imperial, tinha 1,75 de altura sendo mais alto que o pai. Suas vestes eram um uniforme militar de general com um grande chapéu um pouco menor do que o do Imperador, em seu peito ostentava orgulhoso varias medalhas adquiridas durante os anos e no pescoço seu premio mais importante um colar de outro com uma águia, o símbolo do príncipe Imperial.

O barulho dos sapados do garoto batendo no chão de mármore polido era alto e ecoava pelos corredores do palácio, falando do Palácio ele era imenso, a Família Imperial possuíam muitos palácios, porem nem todos os demais juntos eram melhor que o Palácio das Tulherias bem no centro de Paris, o prédio tinha centenas de metros de comprimento bem a margem do sena, um de seus anexos o Louvre era o museu mais soberbo e rico do mundo. O teto era alto e cheio de candelabros de ouro, as paredes eram decoradas com quadros dos melhores artistas que o ouro podia pagar e as vidraças davam uma linda vista do rio que cortava a capital do Império.

O jovem Jean adorava sentar em uma poltrona e ficar olhando a cidade pela janela, Paris era o local onde tudo começava, o local onde todos queriam ir e o príncipe por sua vez tinha o titulo de seu protetor. Uma historia cantada em musicas sobre um príncipe de 11 anos que liderou as forças da cidade durante um golpe de estado fracassado “o jovem príncipe não tem espadas, ele tem garras, não é uma mero mortal é a pequena águia” esse era um dos versos da canção que alegrava os corações dos soldados e dos cidadãos em seus dias de folga nos bares.

A cada 50 metros no Palácio haviam dois soldados da guarda Imperial, conhecido como “Bico da Águia” nenhuma cidade, fortaleza ou nação se mantinha em pé quando os 50.000 soldados da guarda marchavam em campanha, Jean era o líder do 3° Regimento que contava com 2.000 homens.

Todos que queria participar da Guarda precisavam ser altos, colocar medo nos corações dos inimigos e segurança no das crianças, o uniforme era muito bonito e luxuoso para um soltado e nas cabeças usavam altos chapeis forrados com pele de urso.

O garoto parou na frente de uma porta alta e bem talhada que lhe foi aberta pelos guardas, os dois falaram um respeitoso “Vossa Alteza” e depois voltaram as posições de sentinela com os cumpridos rifles. O príncipe entrou no salão e fechou a por ela mesmo.

Aquele salão como todos os demais do Palácio era grande, quente e confortável, bem no meio havia uma mesa de mogno, em um dos cantos um grande globo terrestre constantemente lembrava que mandava no mundo. As vidraças a esquerda davam uma visão do enorme pátio central das Tulherias e os da direita permitiam ver navios subindo e descendo o rio.

-Boa tarde irmão – falou um pouco friamente uma garota sentada numa poltrona escondida em um canto mal iluminado, Jean virou a cabeça e avistou uma jovem de 17 anos, muito bonita com cabelos negros ondulados, pele branca e grandes olhos azuis, usava um vestido elegante e vermelho.

-Boa tarde irmã – respondeu o garoto fazendo uma rápida reverencia a dama e correspondeu — Cambacérès a chamou também? – a garota cujo nome era Clarisse fez que sim com a cabeça, Cambacérès era o Chanceler do Império o segundo no comando, era um velho simpático e sorridente, um pouco baixo e gordo embora impusesse respeito aos que olhavam sem falar que era um político admirável, a porta no lado oposto do salão se abriu e junto aos guardas e uma comitiva o Chanceler entrou.

-É um prazer revê-los Altezas – disse o velho em uma voz saudosa fazendo uma reverencia para Jean e beijando a mão de Diana que tinha se levantando – vamos, vamos nós sentar quando mais cedo se terminar essas reuniões chatas mais tempo haverá para as coisas importantes, o herdeiro sorriu.

-Tem toda a razão Cambacérès, vamos terminar logo isso e depois podemos ir andar a cavalo, o que acha irmã?

-Uma idéia agradável – respondeu o jovem com classe abrindo seu leque de pavão e se abanando elegantemente, eles foram ate a mesa e sentaram nas confortáveis e grandes cadeiras, ates de se sentar o chanceler fez a chamada para o escrivão que anotava no livro de registros:

-Reunião do dia 28 de agosto do ano de 1821, presentes Sua Alteza Imperial e Real Jean Bonaparte, príncipe herdeiro da França e Prússia, protetor de Paris, comandante em chefe da 2° division da Grande Armée e coronel do 3° regimento da guarda imperial, Sua Alteza Imperial Clarisse Diana Bonaparte, duquesa de Marselha e eu Sua Excelência Jean-Jacques-Régis de Cambacérès o Chanceler do Império – depois que terminou o anuncio e a pena do jovem escrivão parou de correr o livro de registros o velho se sentou fazendo a cadeira ranger um pouco.

-Então Chanceler, qual o motivo do seu chamo? – perguntou o Principe que tirará o seu chapéu, seus cabelos castanhos e lisos podia cair livremente agora.

-Bem como vocês sabem, sua majestade, seu pai fundou uma academia na Sicilia, para que todos os nobres da Europa possam estudar e para promover paz e amizade entre as nações, devo admitir que foi uma jogada muito esperta de Talleyrand, mas enfim os dois precisarão ir para a Academia – o Príncipe e a Princesa arregalaram os olhos.

-Como assim? – perguntou Clarisse.

-Os dois precisam ir para a Academia, foi feito um acordo que todos os príncipes, filhos de duques, condes e barões entre 5 e 17 devem ir para lá estudar – respondeu o Chanceler, Jean se levantou irritado.

-Eu sou o príncipe herdeiro da França! Não serei enviado para uma Academia no meio do oceano, eu tenho muito a fazer – disse exaltado, Cambacérès suspirou.

-Sua majestade ordenou, Alteza se acalme por favor será apenas por um ou dois anos tudo ficaram bem – Jean se sentou e respirou fundo, nunca esperou que o pai fize-se aquilo com ele.