Academia Imperial (Fic Interativa)
4 Os Widsor, o leão ferido
Notas iniciais
Os Widsor um dia se orgulhavam por terem sido os senhores dos mares, os saqueadores do caribe, destruidores da invencível armada, reis da Grã Bretanha e senhores do Canadá, America, Austrália, África do Sul, Índia e Nova Zelândia, porem desde que perderam para a França nas guerras napoleônicas mais da metade de suas colônias caíram nas mãos do rival, a nação que um dia tinha sido a mais respeitada agora era chamada pelos continentais de “mendigos de terra” um pais que desesperadamente busca novas terras no alem mar para por de expandir e recuperar a força.
Uma tarefa difícil, a marinha, o orgulho de todo o pais tinha sido reduzida pela metade, seus principais portos do sul eram ocupados pelos regimentos Napoleônicos e seu exercito terrestre que já era precário agora seria uma mosca se comparado as 3.000.000 de homens que lutavam na Grande armée com lealdade e treinamento impecável.
Sem duvidas o maior problema do Reino Unido era seu rei, um doente, louco e incompetente gordo de nome George III. Felizmente ele já não mandava mais no pais de fato, o poder repousava no primeiro ministro um homem de nome Wellington que faria de tudo para ver a nação no topo mais uma vez. O primeiro ministro tinha convocado a família real para uma importante reunião:
Thomas Widsor de 16 anos talvez fosse o mais arrogante e prodigioso membro da realeza britânica desde Elizabeth I, ele era loiro, os olhos azuis e como de costume usava roupas marítimas de galã, eram vermelhas com detalhes em dourado e uma capa cor de vinho presa nas costas, as botas de couro que ainda ate quase o joelhos era silenciosas e caminhava quase que flutuado pelo são revestido de carpete persa.
Alem do titulo convencional de Príncipe do Reino Unido ele usava com muito orgulho os títulos de Príncipe dos mares, comandante da marinha e chefe da guarda real, embora não fosse príncipe herdeiro era mais influente e respeitado que o próprio.
Logo atrás dele estava a Princesa Catherine era a primeira na linha de sucessão feminina e por conseqüência era a terceira na sucessão completa, se não fosse as loucuras de seu pai que recusava a ver uma mulher no trono ela seria a primeira.
Seus cabelos eram negros e cumpridos, os olhos azuis como diamantes e os lábios grossos. Usava um vestido azul marinho com perto, muito elegante que de realçava bastante a sua traseira.
–O que Wellington quer conosco? Aquele idiota age como se fosse o rei! – exclamou ela, embora fosse uma princesa tinha a língua afiada como espadas indianas, talvez fosse um dos motivos para ter sido chutada de seu posto na linha de sucessão.
–Talvez precise que sedamos nossos regimentos para algumas de suas campanhas – afirmou Thomas com a voz calma e polida, gostava do primeiro ministro e o primeiro ministro gostava dele.
–Se ele quiser colocar a mão em meus homens eu jogo ele no fundo do Tamisa – rugiu a garota que era sargento do 20° regimento conhecido como “pena de pavão” por seus uniformes coloridos. Liderando apenas 5.000 homens ela se recusava a ceder o comando a outra pessoa embora ela fosse talentosa em combates era estritamente proibido as princesas comandarem a linha de frente.
–Como se sua alteza tive-se força para empurrar uma porta de madeira – debochou o garoto dando um pequeno sorrisinho, eles então passaram por uma porta guardada por dois homens, seus uniformes eram vermelho vivo e usavam altos chapéus negros.
–Você é ridículo sabia?! – declarou ela irritada passando pelo irmão e caminhando imponente pelos corredores do palácio que eram abafados e úmidos. Ema um cruzamento de corredores acabou se deparando com o irmão de que menos gostava Harry, ou como era conhecido Sua Alteza Real, O Príncipe de Gales era alto, ruivo e forte do tipo que empunha respeito e terror, usava vestes de galã típicas da família real, vermelhas com azul marinho e uma faixa branca cheia de medalhas, no passado a fita estaria cheia com medalhas das colônias, da exercito e marinho, mas agora não possuía mais que 10. O irmão nem olhou para a outra e continuou a caminhar em linha reta, infelizmente eles estava indo para o mesmo local.
Atrás dele tímida e calma caminha Elizabeth de 15 anos, era a duquesa de Cambridge e a sexta na linha de sucessão, era o arquétipo da princesa de conto de fadas, loira de cabelos ondulados, olhos cinzas, elegante e de vestido amarelo ela encantava todos os nobres do pais.
–Olá irmã – falou em tom educado a loira, a morena correspondeu com um leve puxar de vestido, cumprimento dama que ela era forçada a ser.
–Bom dia querida, irmã – respondeu um pouco forçada olhando para a mais nova que se abanava com um leque – esta respondendo ao chamado do primeiro ministro?
–Estou – disse ela calmamente se abanando com o leque amarelo e preto – podemos ir juntas ate lá, o que acha?
–Uma idéia agradável – respondeu Catherine, mesmo sendo irmãs a vida na monarquia era um jogo de gentilezas, elogios e sorrisos dificilmente algum sincero.
As duas então caminharam juntas com Harry passos a frente e Thomas resmungando atrás. Os quatro irmãos se encontram na frente de uma enorme porta e entraram juntos.
–Sua Alteza Real, Harry, O príncipe de Gales; Sua Alteza Real Thomas, O Príncipe da Inglaterra; Sua Alteza Real, Catherine, A Princesa da Inglaterra e Sua Alteza, Elizabeth a Duquesa de Cambridge – anunciou um homem do lado de dentro do gabinete no qual se depararam, era uma sala ampla e branca, a frente de uma grande vidraça no lado oposto a porta havia uma mesa onde o primeiro ministro esta, homem alto de peruca branca enorme chapéu e terno, a roupa dos parlamentares.
–Sejam bem vindos vossas Alteza – declarou se levantando e fazendo uma reverencia aos quatro, sente-se espero que tenham achado meu gabinete acolhedor – os irmãos se entre olharam e cada um se sentou em uma cadeira a frente da mesa, os meninos no meio e cada uma das meninas em um lado, pela vidraça era possível ver um alto mastro com a bandeira da união tremulando.
–Olá Wellington – respondeu o de gales
–É um prazer revê-lo – afirmou o dos mares, as duas garotas não disseram nada e apenas se abanaram com seus leques.
–É um prazer ver vocês, tão grande, fortes e saudáveis, uma pena que nem todos os irmãos de vossas altezas estão aqui, se não me engano estou com vossa majestade a rainha na Escócia, correto?
–Sim – confirmou Harry de uma maneira rápida e direta.
–Bem nesse caso vossa majestade os contara sobre o que tenho a dizer – o primeiro ministro olhou um pouco demorado para um globo terrestre e se ajeitou na cadeira – o Imperador da França, Napoleão fundou uma academia na Sicília, uma academia para que os filhos de nobres de todo o mundo civilizado pudessem estudar e vocês quatro precisarão ir – Thomas se levantou com raiva assim como o irmão.
–Quem é Napoleão para exigir algo assim? – questionaram os dois irritados, Wellington fez um gesto para que voltassem a sentar e se acalmassem.
–Napoleão é o Imperador da França, a França é a Nação mais poderosa do mundo e nós não podemos negar um pedido desse gênero, é uma boa chance para a paz e tendo paz com a França talvez eles nos permitam navegar para o sul da África em busca de novas colônias – informou o primeiro ministro que se mantinha calma, serio e com os olhos cinzas analisando cada um dos príncipes e princesas.
–Minhas frotas podem dar uma lição nos franceses – urrou Thomas.
–Nisso que o Império onde o sol nunca de põem se transformou? Em um mendigo de terra que deve pedir permissão para colonizar?! – questionou o príncipe de Gales ainda mais irritado que o irmão, a expressão de Wellington não se alterou, Catherine não falava nada sabia que não se devia brincar com aquele homem e Elizabeth mantinha a pose de dama sorrindo e se abanando.
–Nós precisamos ser pacientes, acumular dinheiro, obter recursos, treinar nossos exércitos e ganhar o apoio do povo novamente, só assim podemos voltar a questionar a águia, nos somos um leão, a águia francesa voa sobre nos observando todos os nossos passos, se fizermos algo que os desagrade não poderemos nos defender! — advertiu o ministro, no passado tinha sido o comandante supremo das forças armadas Britânicos, era um nacionalista e patriota, porem também era um político que conhecia a situação delicada e frágil de seu pais que mesmo sendo a segunda maior potencia do mundo estava um abismo atrás da França – vocês partirão em 4 dias, por favor arrumem os seus pertences e tentem se acostumar a idéia, não será mais do que um ano.
Harry e Thomas se levantaram irritados e deixaram a sala, não iriam ser reféns de uma Academia Francesa no meio do mediterrâneo, as meninas sem opções continuaram no gabinete do primeiro ministro.
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