Academia Fênix
1 Prólogo
“A única certeza de nossa vida, é que iremos morrer”
A única certeza da vida dessa pessoa, só pode ser. Professor Paulo nunca foi um fiel quando tratava-se de frases de efeito, pois todas elas para ele, tinham algo de errado. Principalmente quando as tentava aplicar a ele mesmo.
Você só morre se você é ignorante, os inteligentes vivem para sempre.
Paulo era um professor da academia Fênix. Ela era a melhor instituição de ensino do país, e competia com diversas outras ao redor do mundo pelo top mundial das instituições. Professores dessa instituição eram os melhores dos melhores. Só eram aceitos professores com experiências posteriores em escolas de elite, e eles ainda tinham que passar pela entrevista com o diretor, que era a parte mais difícil. Pelos requisitos da escola os professores não eram jovens, pois o simples fato de serem jovens já expressava que não tinham a experiência necessária para exercer o ofício naquele lugar. Exceto Paulo. Ele tinha apenas 25 anos. O que era totalmente fora dos padrões. Os outros professores até o olhavam diferente no início, até que entenderam o porquê de ter sido contratado. Paulo era magnifico como um professor, o melhor da instituição, ou um dos melhores, e com metade da idade de seus colegas.
Além de ser ótimo em sua profissão ele tinha algo que chamava a atenção das pessoas, sua beleza. 1,80 de altura, com um corpo esculpido através de anos de exercícios, seus olhos eram de um castanho acinzentado, que combinava perfeitamente com seu cabelo loiro escuro. De início ele usava um penteado rebelde, apenas passava a mão em seus cabelos encaracolados e ia ensinar. Mas esse penteado atraiu atenção de alunas, e por isso decidiu adotar um penteado mais sério. Agora seu cabelo estava curto em cima, três dedos de comprimento, penteado para trás, já dos lados e atrás cortou utilizando a máquina número dois.
Além de professor, ele era um cientista, e seu hobby era ficar no laboratório durante o dia. Como estava fazendo no momento. Vestia um jaleco branco, por baixo usava uma camisa de manga curta azul marinho, com uma gravata preta, calças bege, e um sapato marrom, combinando com o cinto da mesma cor.
Enquanto estava analisando alguns documentos, um aluno entrou no laboratório. O professor colocou os papéis de lado e olhou para ele.
— Na academia Fênix os alunos costumam ser extremamente educados, tão educados a ponto de nunca entrar em uma sala sem bater antes – um sorriso brotou em seu rosto — Mas não acho que isso precise sair daqui, já fui um aluno, sei o que vocês passam. Só tome cuidado, da próxima você pode ter o azar de cometer esse erro com um professor... — Paulo respirou, e pensou alguns segundos na palavra que deveria usar – com um professor chato e velho.
O aluno encarou o professor por alguns segundos, sério. Mas após ouvir o comentário desatou a rir, uma risada agradável, pensou Paulo. A alegria em suas idades é tão pura, me pergunto porque querem tanto crescer. Ele acompanhou o aluno na risada por um tempo e depois indicou para que se retirasse, pois estava preparando algumas aulas.
— Sem problemas Pa... aliás, professor Paulo. — e saiu.
Mas alegria não é o que buscamos aqui, e sim evolução. E pra isso, precisamos crescer.
Quando o aluno fechou a porta Paulo ao invés de voltar para o que estava lendo, foi até um pequeno freezer no canto do laboratório, e o abriu. No primeiro nível do freezer estavam alguns tubos de ensaios com diversos tipos de misturas. Abaixo pequenos potes ovais, com substâncias microscópicas dentro. E no último nível estavam mais alguns tubos, com nenhuma substância. Paulo abaixou para pegar um deles. O olhou por instantes, e começou a chacoalhá-lo. Quando parou o frasco uma fumaça apareceu, e logo depois condensou-se e se transformou em uma espécie de gosma. A substância não tinha uma cor exata, ela tinha praticamente todas as cores, pois ficava mudando a cada segundo, até que as cores começaram a apagar-se, e junto a substância se foi.
Paulo devolveu o frasco no lugar onde estava anteriormente. Um sorriso cruel aparecera em seu rosto. Um sorriso que não indicava que coisas boas estavam relacionadas aquilo.
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