Notas iniciais
Olá, pessoal!!! Quanto tempo! É, eu sei, podem me bater, me xingar, me torturar porque eu mereço, estou ciente disso. Desculpem!! Primeiro eu estava sem criatividade e, depois, com uns toques da Srta. Hikikomori Chan e da Srta. Tigre Mecânico (muito obrigada, suas fofas maravilhosas) foi possível formular esse capítulo. Mas a culpa foi inteiramente minha, vou admitir que mesmo assim eu estava com preguiça e abandonei vocês T.T Enfim, eu ainda não pude agradecer à Choco Chan e à Hikikomori Chan pelas recomendações que vocês fizeram para mim!! Sério, muito obrigada! Eu fico realmente feliz que o meu trabalho esteja sendo aprovado pelos leitores, e, por esse motivo, as recomendações são muito importantes para mim. Então, estou agradecendo a vocês duas e às outras leitoras lindas e perfeitas que recomendaram antes também!! Eu não sei, mas acho que esse clima natalino está me deixando emotiva... eu percebi que, até agora, eu só tinha agradecido a quem recomendou, então para quem favoritou: muito obrigada por terem elegido a minha fic como uma das suas favoritas. Isso me deixa imensamente lisonjeada e agradecida! E tenho que citar também todas as outras pessoas que estão somente acompanhando a fic! Eu fico muito feliz com o número de leitores que a fic está recebendo! Tenho que admitir que quando eu estava começando a escrever, nem se passou pela minha cabeça que eu conseguiria tantos leitores! Espero não decepcionar nenhum de vocês. Mas agora chega de toda essa enrolação (quem teve paciência de ler, muito obrigada). Boa leitura!! O.b.s: LEIA AS NOTAS FINAIS

POV

Acordei exausto e com Levi sacudindo-me levemente.

— Vamos, acorde, Eren. Oy, Eren! — dou um fraco gemido, cansado.

— Só mais cinco minutos...

— Nem pensar, Jaeger. Se você não se levantar agora, nós vamos sair muito tarde.

Sento-me na cama ainda com os olhos fechados. Tive um sonho estranho essa noite. Levi tinha me carregado até o seu quarto e dormiu agarrado em mim. Foi um sonho bom. Um dos melhores que eu já tive. Abro os olhos e vejo um quarto diferente do que eu estava ontem. Não foi um sonho? Deixo escapar um sorriso torto. Levi é cabeça-dura, mas consegue ser muito fofo às vezes.

— O que foi?

— Nada. — ele caminha até a porta.

— Então se arrume logo. Estarei esperando lá embaixo.

Retorno ao quarto de hóspedes, troco de roupa e vou ao banheiro escovar os dentes. Depois de pronto, certifico-me de que tudo o que eu preciso está em minha mochila e desço até a cozinha para tomar café.

Meia hora depois, sentindo-me a ponto de explodir a qualquer momento — porque alguém me forçou goela abaixo tudo o que coubesse, com a desculpa de que “vamos ficar horas em um barco e não vai ter comida” —, nós entramos no carro e saímos do terreno.

— Você disse algo sobre barcos. Por acaso você tem um? — pergunto, ligeiramente surpreso.

— Sim, eu tenho.

Cerca de quarenta minutos depois, nós já estávamos navegando. A manhã estava quente e ensolarada. Eu, por não entender nada de barcos, permaneci sentado, observando o horizonte.

— Hum... Levi?

— O quê?

— Como exatamente essa coisa vai nos levar até a minha casa? Quero dizer, isso é um barco de pesca, não? E mais: você tem autorização para sair do país assim? Porque eu não tenho.

— Não sei. Mas nós temos que tentar. É o único jeito de tirar você daqui. Eu tenho os meus contatos, não terei problemas com isso.

— Se eu sou menor de idade e você não é o meu responsável, então você estaria...

— Sequestrando você. Sim, estou ciente disso.

— M-Mas, então, você não vai estar em apuros quando voltarmos? Nós vamos voltar, não?

— Sim. Não se preocupe, pirralho. Eu já sou bem grandinho pra tomar conta de mim mesmo. E, por favor, eu tenho os melhores advogados.

— Posso fazer mais uma pergunta? — eu estava cauteloso, porque Levi não parecia estar de bom humor.

— O que é agora?

— Para vir até a escola de avião eu demorei várias horas. De barco, especialmente esse, nós não vamos demorar mais que um dia?

— Pelos meus cálculos, serão três dias, talvez quatro.

— E nós vamos dormir aqui?

— Não, é perigoso. Quando estiver escurecendo, eu vou deixar o barco em um lugar discreto e nós vamos procurar o hotel mais próximo de onde estivermos.

Eu passei a manhã e a tarde dentro do barco sem fazer nada, apenas observando o horizonte, que era água para qualquer direção que eu olhasse. Por nunca ter visto o mar tão de perto, eu maravilhava-me com aquela imensidão de água para todos os lados. Muitas pessoas ficam enjoadas em barcos, mas eu senti-me perfeitamente bem, como se eu pertencesse àquele lugar.

Fiquei divagando sobre os mais diversos assuntos, mas um em especial teimava em permanecer em minha mente: como a esposa de Levi e seu filho morreram? Será que foi durante a gravidez ou o bebê já tinha nascido?

— Foram complicações no parto.

— O quê?

— Você estava pensando nisso, não estava? — ele disse isso com um sorriso triste. — Petra, minha esposa, tinha hipertensão e o cordão umbilical se enrolou no pescoço de Sophie, minha filha. Isso foi há três anos. — Então era uma menina. Tinha quase certeza de que era um menino.

— Eu sinto muito. Mas você não precisava me dizer.

— Eu sei que você ia perguntar de qualquer forma mais cedo ou mais tarde.

Nós permanecemos em um silêncio incômodo por um tempo, até o sol, que já estava se pondo, sumir completamente das nossas vistas e ceder o seu lugar a uma bela e grande lua cheia. Estávamos nos aproximando do continente.

— Nós vamos procurar um hotel por aqui — disse Levi —, então veja se tudo o que você precisa ainda está na sua mochila.

Levi deixou o barco em uma parte em que grandes árvores escondiam-no quase completamente. Depois de caminharmos por mais ou menos um quilômetro e meio, encontramos uma estrada pouco movimentada. Naquele momento eu estava morto de fome, exausto e com sono.

— Levi... Será que vai demorar muito pra gente encontrar um hotel?

— Bom, um hotel eu não sei, mas eu acabo de ver um motel, se você não se importa.

— Eu estou aceitando qualquer coisa que vier. Eu só quero tomar um banho, comer e dormir.

O Motel Dirty Luv encontrava-se do outro lado da rua, há uns duzentos metros. Nós entramos na espelunca e Levi disse ao recepcionista:

— Um quarto, por favor. — o homem olhou para nós dois, espantado. — Ele é meu filho adotado. — Levi estava tentando consertar o mal-entendido, o que não deu certo, pois o recepcionista ficou ainda mais assustado. — Não é o que você está pensando! Só precisamos de um quarto para dormir, de preferência com duas camas. — o homem pareceu se acalmar.

— Isso é um motel. Só temos quartos com uma cama.

— Então providencie dois.

— Desculpe, mas no momento temos um só disponível. — Levi se irritou.

— Então por que você não o providenciou para nós assim que eu pedi pela primeira vez? — seu tom era baixo e calmo, mas assustadoramente perigoso. Tive que fazer força para não rir da expressão de medo estampada na face do funcionário.

— D-Desculpe, senhor, é só preencher essa folha que eu lhe entrego a chave imediatamente!

Cinco minutos depois já estávamos no quarto. Confesso que fiquei surpreso: a cama era redonda, com um espelho no teto e luzes coloridas embutidas no teto. Havia uma banheira também redonda no banheiro.

— Que lugar vulgar. — disse Levi com desprezo. Ele andou pelo ambiente e mexeu nos cobertores. — Tenho vontade de vomitar por ter que usar isso. Que nojo. — Ele entrou no banheiro. — Pelo menos a banheira eu posso limpar.

Ele retirou de sua malinha produtos de limpeza, um par de luvas, um pano e lenços para o rosto e cabelo. Por que diabos ele trouxe isso? Eu sempre soube que ele era viciado em limpeza, mas não imaginava que chegava a esse ponto. Levi começou a esfregar a banheira de joelhos. Eu, que estava bem atrás, não pude deixar de corar. Antes que eu cedesse ao impulso de me aproximar e dar uma apertada naquele belo pacote, volto ao quarto para observá-lo com mais atenção.

Sentei-me na cama. Não era desconfortável, mas a cama de Levi era muito melhor. Olho ao redor e percebo que o lugar era pior do que eu inicialmente pensava: além de todos aqueles detalhes vulgares, as paredes eram mal pintadas e a tinta estava descascando. Tinha um espelho de corpo inteiro perto da porta que, ao me aproximar dele, noto que algum casal anterior escreveu “LOVE” com o dedo no canto superior esquerdo. Não pude deixar de soltar uma risada baixa.

O aposento tinha poucos móveis: um armário de duas portas e três gavetas, uma mesa de canto, onde havia o telefone, e uma cômoda. Tinha uma antiga e pequena televisão presa à parede de frente para a cama. Eu estava prestes a ligá-la quando ouço o celular tocar. Ao atender, leio “Armin” no visor.

— Alô?

— Eren, onde você se meteu? Você sabia que o diretor chamou a polícia? Você está muito encrencado! Afinal, o que aconteceu?

— Oi pra você também. Armin, eu acho melhor não te falar ainda. Conto a você quando nós voltarmos.

— Nós? Ah, mas é claro. O sumiço do professor Levi está relacionado ao seu, não é mesmo?

— Shhhhh! E se alguém te ouvir? A propósito, como você conseguiu sinal? Eu mesmo já tentei várias vezes e não consegui.

— Isso porque eu não estou na escola. Com a polícia rondando a escola, todos os pais foram avisados do seu desaparecimento. A maioria dos estudantes continua lá, mas a minha família ficou preocupada com a possibilidade de acontecer alguma coisa comigo e retornei para casa até que te encontrem. Quer fazer o favor de voltar logo? E por que você fugiu do nada? Você nem me avisou, apenas evaporou! Você já parou para pensar em como você deixou a Mikasa? Ela está péssima, dá até pena! E o pior é que ela ainda está na escola, então eu não tenho como avisá-la de que você está são e salvo! — parando para pensar, ela deve estar se descabelando agora.

— Ah, cara, esqueci da preocupação exagerada dela. E desculpe por não ter dito nada, Armin, eu fiquei tão transtornado com tudo o que aconteceu que nem pude contar a você. Mas eu acho melhor te explicar isso depois por email. Pode ser assim?

— Ok, então — ele parecia um pouco decepcionado. — Até mais.

— Tchau.

Desligo o telefone e viro-me. Levo um susto ao ver Levi atrás de mim.

— Era o seu amigo Arlert?

— Sim, era ele — e passei a contar a ele o que Armin me disse sobre a polícia, os pais avisados e que ele tinha voltado para casa.

— Temos que tomar cuidado em dobro. Acredito que não saibam onde estamos indo, mas é melhor não arriscar. A partir de amanhã nós passaremos a dormir os próximos dias no barco, até que cheguemos em Trost. — Acho que me esqueci de comentar que esse é o nome da cidade em que moro.

— E onde vamos dormir? O barco não é coberto e imagino que você não tenha trazido barraca.

— Amanhã nós iremos comprar sacos de dormir — a minha cara era de puro desagrado. — Eu também acho horrível dormir a céu aberto em um barco, mas nós não temos escolha. E atreva-se a reclamar que eu te jogo na água e te deixo por lá. Agora, você pode ir tomar banho primeiro, que eu já terminei de limpar a banheira.

Achei melhor não dizer mais nada e fui tomar banho. Estava prestes a fechar a porta, quando me dei conta de que ela não existia! Claro, estamos em um motel. Larguei as minhas roupas em qualquer lugar no chão e entrei na banheira, extremamente constrangido, ficando de costas para a entrada do banheiro. Não sei se foi impressão minha, mas eu senti um olhar fixo em mim. Não me atrevi a virar-me. Deve ser só paranoia. Não sei por que você está tão preocupado, disse aquela voz da minha cabeça, não é como se Levi não tivesse te visto pelado. Aliás, ele fez mais que isso, não é mesmo?

Senti o meu rosto ruborizar com aquela súbita lembrança, e cobri-me melhor com a espuma para garantir que nada seria visto. Quero dizer, eu realmente gosto de Levi, mas eu tenho que admitir que não estou preparado para dar o próximo passo. Na verdade, eu até tenho arrepios pensando nisso. E eu tenho certeza de que Levi está a fim de algo mais.

— Oy, Eren. — não pude evitar dar um grande pulo de surpresa. Senti as batidas de meu coração aceleradas ao perceber que ele estava bem atrás de mim. — Termine logo esse banho, que eu também pretendo usar a banheira.

— S-Sim, senhor! Digo, Levi! — ouço-o afastar-se e finalmente começo a tomar banho bem rápido.

Quando terminei, lembrei-me de que minha roupa limpa estava na mochila, ao lado da cama. Seco um pouco os cabelos, coloco a toalha em minha cintura e saio do banheiro.

— Até que enfim! Achei que tinha morrido lá dentro. — disse Levi, sarcástico.

Evito encará-lo, um pouco encabulado por ele ter me visto na banheira e, agora, usando somente uma toalha. Ele vai tomar banho e eu coloco uma roupa limpa.

Novamente, sem ter o que fazer, resolvo vasculhar as gavetas dos móveis. A maioria estava vazia, uma com alguns papéis de propaganda e, finalmente, outra que quase me fez cair duro no chão: cheia de camisinhas. E se Levi vir isso? Ele com certeza vai pensar em usar! Calma, Eren, é só esconder em algum lugar...

Vasculho o lugar rapidamente com os olhos. É claro! A minha mochila! Corro em direção a ela e escolho um bolso pequeno — bem, nem tão pequeno assim, senão não caberiam todas as camisinhas — e mais escondido. Quando fecho-o, afasto-me da mochila, para não parecer suspeito, e fico em frente à cômoda, de costas para o banheiro.

— O que está fazendo parado aí? — dou outro pulo ao ouvir aquela voz no pé do meu ouvido.

Viro-me de frente para Levi, percebendo que esse se encontrava somente de toalha, ainda molhado. Fico corado com aquela visão abençoada. Quem não ficaria vermelho no meu lugar? Eu nunca tinha notado que ele tinha músculos bem definidos. Quando percebi, eu já estava devorando-o com o olhar e gravando em minha mente cada mínimo pedacinho de seu corpo: os braços musculosos, o seu abdômen definido, suas pernas grossas, tudo. Apesar de ser um pouco baixinho e musculoso — mas não em exagero —, tinha um corpo magro e esguio. Parecia ter sido esculpido por anjos. Eu não podia acreditar na perfeição disposta à minha frente, até que fui acordado de meus pensamentos:

— Feche a boca, Eren. Daqui a pouco esse fio de baba vai molhar o chão — percebi que ele não estava mentindo. Eu estava babando mesmo. Ele tinha no rosto um sorriso irônico, levemente zombeteiro, que me fez desviar os olhos. — Você deixou sua roupa suja no chão do banheiro — mostrou, então, minhas vestes, que estavam em sua mão direita. Eu estava tão distraído com o seu corpo que nem reparei no que ele estava segurando. — Cadê a sua mochila? — afastou-se de mim, procurando aquele objeto perigoso.

— Não! — ele encarou-me, desconfiado. — Q-Quero dizer, pode se vestir, que eu guardo as roupas, não precisa se incomodar! — tentei dar um sorriso convincente, mas tenho certeza de que ele viu pânico estampado em meu rosto. Seus olhos estreitaram-se perigosamente.

— O que você está escondendo na mochila?

— N-Nada — eu estava suando frio. Levi observou cada cantinho do quarto com atenção e, então, o inevitável aconteceu: avistou a mochila, na parede atrás da cama.

Ele me olhou com um sorriso safado e encarou o objeto novamente. E ambos saíram correndo atrás da mochila. Ele rodeou a cama e eu pulei por cima dela, em completo desespero. Ele, porém, foi mais rápido e eu, agarrando-me à minha última esperança, segurei seu tornozelo e o homem caiu no chão.

Fiquei preocupado com o chute na cara que ele devia me dar, mas ele apenas se levantou como se nada tivesse acontecido, apesar da pressa, o que fez com que sua toalha caísse no chão — e me deu uma visão melhor ainda do baixinho e me deixou completamente sem ação. Assisti a Levi, com um olhar vitorioso, sem nem se dar conta de sua nudez, pegar a minha mochila com toda a calma do mundo e começar a vasculhar os bolsos.

E eu, derrotado, levantei-me e afastei-me, com a mão nos cabelos, com medo de sua reação. Ele finalmente encontrou aquele bolso maldito e o abriu. Seu queixo caiu, segurando três das camisinhas na mão. Ele aproximou-se de mim com um sorriso provocativo e tentador. Estando a apenas alguns centímetros de mim, ele diz baixinho:

— Apressadinho você, hein? E quantas você acha que nós vamos precisar usar hoje? — e se aproximou mais, divertindo-se com o meu espanto. Meu coração perdeu uma batida.

— N-Não, Levi, você não entendeu! —ele se aproximou ainda mais, colando o seu corpo no meu, lembrando que ele está pelado, e prendendo-me à parede. Ele mordeu de leve o meu lábio inferior, lambendo-o logo em seguida.

— Tudo bem se você não quiser — cochichou em meu ouvido. Eu já estava me acalmando quando ele começou a morder e brincar com o lóbulo da minha orelha direita. — Mas já vou avisar que sem ela vai doer um pouquinho mais.

Notas finais
Bom, pessoal, o que acharam do capítulo? Digam nos comentários! Críticas e sugestões são bem-vindas. E agora o mais importante: eu vou viajar e não poderei escrever por um bom tempo. Portanto, A FIC NÃO SERÁ ABANDONADA (deixo em letras maiúsculas para enfatizar). Então, só abandonem a fic se realmente não estiverem gostando, ok? Mas, se for porque acham que eu abandonei vocês, fiquem, eu estou aqui, meus bebês!!! (ok, isso foi viadagem) Então, já que não postarei por um tempo, desejo um feliz Natal e feliz Ano Novo a todos vocês! Que vocês ganhem os melhores presentes do mundo, meus preciosos!! Kissus!!