Abracadabra!
28 Fortalecendo
Notas iniciais
Quando Hanabi acordou, Naruto ensinava a noiva o clássico truque da moeda, popularmente, realizado pelos avôs para impressionar os netos.
A caçula se enraiveceu por não ser acordada para a aula, e quando reparou na roupa de Hinata, esperançou usar uma parecida.
Para a infelicidade da menor, o Namikaze não dispunha de um traje do tamanho da menina.
Hanabi se chateou.
O mágico fez de tudo pra animá-la, o bico da caçula não sumiu, ele decidiu seguir com a aula do truque direcionada à Hinata, seu ensino gradualmente entreteve a criança.
A Hyuuga menor largou da chateação ao realizar a primeira tentativa de fazer a moeda desaparecer na mão.
O Namikaze a orientou, pacientemente, a prosseguir passo a passo do truque.
Vindo o pôr do sol, Hinata observou o noivo e sua irmã se divertirem, uma tristeza lhe abrangeu, a irmã sequer lembrara-se do celular e evidentemente não se recordava do pai, mas quando as duas retornassem ao lar...
— Consegui! Viu mana? — Hanabi cessou a mão direita aberta, na direção da irmã. Notou a expressividade nada boa da mais velha. Abaixou o braço, apertando a moeda de volta no centro da palma. — O que foi?
— Nada... é que já está na hora de irmos. — Sorriu de frágil modo.
Hanabi se desanimou.
A azulada observou o noivo, dele recebeu terno sorriso.
— Preciso lhe contar uma coisa. — Hinata se aproximou de ambos.
— Hum? — a menor observou-a, curiosa.
A mais velha segurou à mão do Namikaze, os pequeninos olhos miraram o contato meigo e um “0” se formou na boca menor.
— Vocês dois! — Hanabi entendeu na hora, totalmente energizada pela noticia. — É o melhor namorado que poderia ter. Um mágico! — festejou, saltitando, imaginando a vida delas mais animada.
— Somos noivos. — Naruto corrigiu cheio de alacridade.
Caiu o queixo da menina, milhares de sensações boas se debateram no seu interior, em busca de espaço para se manifestar.
— No-i-vos?! — suas mãos espremeram os lados da face, na sequência, rompeu a garganta: — É a melhor noticia que podíamos receber! Mana que rápida! — jogou-se contra o corpo da irmã. — Tá certa, não vai encontrar outro mágico bonitão fácil no mundo. Naruto é raro!!! — lançou um olhar confiante ao loiro quem lhe assentiu, agradecido pelo elogio.
Hinata se entregou aos risos, acarinhando os cabelos pretinhos e lisinhos de sua querida caçula.
Hanabi se afastou da irmã e volvida ao Namikaze apontou o indicador, agiu severa:
— Gosto de ti cara, é sério. Mas se fazer a mana sofrer vou socar a sua fuça.
— Eu a amo, a farei feliz. — Naruto garantiu, agarrando a mão de Hinata e a levando aos seus lábios.
Hanabi coradinha esqueceu sua rigidez e se derreteu, imaginando o relacionamento deles.
— Mana, convida ele pra jantar em casa! Temos que comemorar pela novidade! Uh, é mesmo, o celular, tem que anotar os números de suas amigas e convidá-las para comemorar o noivado.
— Hanabi calma. — Hinata sinalizou com as mãos abertas, subindo e descendo-as devagar. — Apenas você sabe, resolvemos contar porque confiamos em ti, por enquanto não pretendo contar para elas, é um segredo.
— Fizemos errado em confiar em você, Hanabi? —Naruto questionou inocente.
— Lie! Eu sei guardar segredo, prometo não dizer nada, obrigada por contarem, isso me fez muito feliz! — a menina agarrou as mãos diante o peito, seus orbes prateados reluziam feito estrelas. — Então convide apenas o noivo para jantar com a gente hoje, por favorzinho. — Pediu ansiosíssima.
Hinata dirigiu seus meigos olhos ao mágico, os dois trocaram afetuosos sorrisos.
— Hai, vamos jantar juntos.
*
*
*
Na região correspondente à sala, Naruto brincava com Hanabi.
Hinata terminava de se banhar, enxugando-se, seus cantos labiais se esticaram um mínimo, sempre quando escutava o elevar das risadas da irmã.
Seria uma noite formidável.
Pegou o vestido pendurado no gancho da porta do banheiro.
O vestido que molhou na chuva jazia-o úmido, resolveu pô-lo dentro do balde, lavaria-o no final de semana.
Escolheu um vestido tomara que caia azul escuro detentor das nuances do universo, a barra era ondulosa acima dos joelhos.
Gostaria de não usá-lo, todas as novas peças de roupas que possuía foram presentes de Hiashi, mesmo ela insistindo que ele parasse de comprar.
Entretanto, por mais incomodo que fosse, surgiu-lhe à importância de apresentar-se bem arrumada para Naruto.
— “Ele me elogiaria mesmo se eu vestisse um saco de lixo...”. — Pensou, achando graça. Escutando a voz masculina dirigida à caçua, a Hyuuga mais velha conduziu a mão direita ao peito e a depositou no meio dela, abaixou as pálpebras. — “Estou apaixonada. Estou certa de que casarei com aquele homem. Por que agora estou tão emocionada de estar ao lado dele?”.
Prolongaria-se mais tempo para se acostumar com a ideia de noivado, e bem mais em acalmar seu coração que clamava pelo mágico.
Retirou-se do banheiro, deu três passos silenciosos e se deteve assistindo um pouco mais dos dois, os quais enchiam o pequeno cômodo de alacridade.
Naruto sentava de pernas abertas, a cartola na mão e o coelho na outra.
A menina sentava de frente pra ele, também de pernas esticadas em V e as mãos uma ao lado da outra, ambas espalmadas no piso na frente do corpo.
Usava uma camisa longa que lhe chegava à metade das coxas, mangas curtas, cor azul clara e um gato preto olhudo sem boca.
Banhou-se antes da irmã e enquanto o fez, Hinata não deixou o noivo sozinho.
Naruto perguntou:
— Qual o nome que deu pro coelho?
— Dentada.
— Esplêndido. — Ele elogiou em grande tom admirador.
— Valeu, eu sabia que era um bom nome.
Hanabi se gabou, no entanto, avaliou os azuis e notou que não foi para o nome que ele encaminhou o elogio.
Virou o rosto na direção do banheiro.
Hinata decidiu sair de sua estática, sorrindo-os se aproximou.
— Está... uau. — O loiro se ergueu, prontamente passando a mão no cabelo, seus azuis se inquietaram a todo instante, admirando cada pedacinho possível da noiva.
A azulada assentiu e diria uma palavra de agradecimento, mas a voz não ousou sair, apenas a vermelhidão esbanjava-se à vontade em suas ternas feições.
— Mana, se vista sempre bonitona agora, olha só como ele está babando. — Hanabi apontou para o loiro que esticou os lábios, ele se abaixou para pegar a cartola do chão.
— Eu só usei essa porque... o outro vestido está molhado ainda... — Hinata se justificou, reconhecendo para si mesma ser uma mentira.
Seu coração explodiu de satisfação por ver a expressão do futuro marido.
Ao voltar para casa teve que usar o vestido molhado já que seu noivo só tinha a roupa de aprendiza que cabia nela.
— hhihihih... se eu fosse a mana teria continuado com a roupa de mágica. Eu até dormiria usando ela. Vocês formam um casal bonitão, deveriam sair numa capa de revista. — Hanabi colocou as mãos para trás da cabeça. — Mana, o que vamos jantar? — mudava de humor e repentinamente de assunto, o “roonc” de sua barriga foi audível aos três.
— Verei na geladeira, comprei comida pronta para o almoço, então certeza que tem algo para eu preparar no jantar.... — Hinata rumou à geladeira, a qual o mágico identificou como um dos móveis novos. — Vejamos...
Seguru a porta da geladeira, analisando os ingredientes disponíveis, foi se curvando para ver nas prateleiras debaixo.
Os azuis pelos cantos dos olhos captaram a lateral do bumbum da Hyuuga que empinava conforme ela se curvava mais.
— Cof cof. — Hanabi tossiu para o Namikaze.
Ele tirou a cartola e colocou na cabeça da menina abaixando a aba para cobrir os olhos da Hyuuga.
— Posso fazer uma soba e um bolinho pra comemorarmos a noticia especial, o que acham? — Hinata se decidiu, fechando a geladeira já com duas latas de ingredientes nas mãos. É uma pena que não dava para fazer um lamem para o Namikaze. — “Depois que preparar o jantar irei comprar....”.
— Bolo, eba. — Hanabi tirou a cartola.
— Conseguirei algo mais para complementar o jantar. — Naruto se voluntariou já se retirando do cômodo. — Não demoro! — avisou animado sem esperar que uma das duas dissesse algo.
*
*
*
— Como arranjou isso? Tirou da cartola? — Hanabi interrogou de cintilantes orbes direcionados às opções de jantar.
Tofu temperado e teppan de shimeji.
Combinado ao arroz e o bolo de Hinata, teriam uma variabilidade apetitosa no jantar.
— Hayate. — Somente pelo nome Naruto explicou.
— Uau, ele é tão generoso. Uma vez ele deixou a gente ficar dois meses de graça, não foi, mana?
O mágico não mais se embravecia por Hayate revelar o segredo, no fim podia até agradecê-lo.
Hinata sorriu à menina:
— Sim amor, ele é bem generoso. — Levantou-se e andou à geladeira, pegou duas garrafas, uma de suco e outra de água.
— Quando será o casamento? — Hanabi ansiosíssima segurava os hachis e com eles capturou uma unidade de tofu.
— Não decidimos. — Hinata sentou-se à mesa, pondo os objetos na superfície amadeirada. — Demorará ainda.
A menina assentiu, jogando tofu boca adentro.
Encaretou-se até depois de engolir.
Mandando ver no teppan, foi enchendo a boca e mastigando de lábios cerrados, evitando sofrer reprimenda da irmã.
Interrompeu-se no processo observando a tigela de tofu, decidiu comer mais um, sua careta não surgia, seguiu mastigando seu teppan, há algo que não a fazia desistir do tofu, na quinta unidade que comeu, apreciava o sabor.
— Não coma tudo amor. — Pediu Hinata em carinhoso timbre, puxando a tigela de tofu para mais perto de si.
Hanabi dera de ombros, não reclamou porque o teppan era uma delicia.
A azulada sorriu adorável amando que a caçula permanecesse sem lembrar-se de Hiashi.
Quando a menor mencionou o celular, sequer interligou-o ao pai fujão.
Repentinamente, a menina travou, sendo tomada pela seriedade e logo acabou a alegria de Hinata.
— “Pronto, ela se lembrou dele...”. — Suspirou, estava bom de mais para continuar, concluiu lamentosa.
Naruto quem comia comportado avaliou a carinha nada contente da criança, em curiosidade entrou no aguardo de alguma palavra ser dita pela mesma.
Hanabi encarou a irmã e largou o motivo da vinda de sua seriedade:
— Tá esperando um bebê!?
As pálpebras da azulada se abriram extremamente, seus hachis escorregaram por entre os dedos.
Primeiro, uma palidez lhe embrulhou e gradualmente encheu sua epiderme da vermelhidão.
O mágico apertou a vontade de rir, a reação da noiva era hilariante, gravaria cada segundo na memória.
Espalmando a mesa Hinata agiu exclamadora:
— De onde tirou isso?! — a risada do noivo lhe ferveu, lançou seus perolados faiscantes pra ele. — Não ria!
— Não tô rindo! – alegou em vão, pois segundos futuros e os risos escapuliam. — Gomenasai... gomenasai... querida...
Tentou prender a risada nova vez, e nova vez fracassou, chegando a se inclinar para trás, de tanto rir.
— Responda Hanabi, de onde tirou isso? Por que acha que espero um bebê?
Hinata interrogou, preocupada.
O loiro se serviu de um copo de água para se acalmar, após isso, atentou-se à pequenina, curioso em saber.
— A okaa-san de um amigo meu na escola casou e ele me disse que ela apareceu com um bebê meses depois. “As mulheres casam quando vão ter bebê”, foi o que ele falou! –esclareceu. — Vocês nem namoraram, se vão se casar logo é porque tem bebê na história! — concluiu, cruzando os braços. — Não estou preparada para ser tia.
Hinata se acalmou, seu sorriso retornou ao florescimento.
A vermelhidão escasseava, e assegurada de sua tranquilidade, disse-a:
— Não se guie por tudo que escuta na escola que não venha da professora. — Mexeu em seu arroz. — Não estou grávida.
Hanabi pousou as mãos na mesa-baixa, pondo os joelhos contra o chão, inclinada pra frente, estudava visualmente as feições da irmã quem a fitou de volta.
— Não está mentindo. — Convenceu-se a caçula, volvendo a pôr o traseiro no piso, dobrando as pernas quase na pose de meditar. — Melhor assim, terei mais tempo para me preparar, serei a melhor tia do mundo. — Regressou a sua empolgação de antes, aproveitando o jantar.
Hinata meneou a cabeça sorrindo.
Mal se via casada, imagine grávida! Ao pôr a vista sobre o mágico, a tenuidade encontrada nos orbes azulados a fez sofrer de um disparo no coração.
Adivinhava que ele pensava a respeito, imaginava-a carregando um filho, notava-se que ele achava maravilhosa a ideia.
O jantar prosseguiu e a satisfação da Hyuuga mais velha continuou pela alegria perdurante na caçula e do seu noivo quem se deliciava apenas com o arroz que ela preparou mesmo tendo naquela noite opções melhores.
*
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*Diário da Hinata*On*
Okaa-san, eu teria desistido do Naruto antes, mas ele me renovou, quero retribui-lo.
Além de me despertar esse maravilhoso sentimento, não temo o que enfrentarei por ele mesmo que a ideia de ter filhos me deixe nervosa no momento.
Não recuarei agora.
Jamais.
Ele se tornou uma parte de mim.
Eu amo o Naruto.
*Diário da Hinata*Of*
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