Abracadabra!
29 Conflito
O Namikaze diminuiu a distância entre os dois sentando mais perto da noiva, trazendo seu jantar próximo ao dela.
Hinata de olhar focado no bolo decidiu fatiá-lo em oito pedaços, deixou cair suas madeixas azuis, na frente das bochechas para ocultar o rubor que o calor da respiração do noivo lhe causou.
— Ahá!!! — Hanabi pousou uma mão na mesa e a outra apontou um hachi na direção do casal. — Estão estranhos, terão um filho sim e não querem que eu saiba... — Empalideceu, em grande escala, o hachi caiu e pressionou suas palmas na face, aterrorizada. — Vão me substituir... é por isso que não querem que eu saiba! Não terá mais espaço pra mim aqui.
O mágico achou engraçada a elaboração maluca da criança.
— Não viaja Hanabi. — Hinata disse imediatamente. — Meu objetivo atualmente é ir para a faculdade pra no futuro ter um bom emprego e só depois trataremos sobre o casamento. — Sua mão direita foi suavemente segurada pelos dedos cálidos do Namikaze.
— Ninguém aqui será substituído. Quando tudo se acertar pensaremos em nossos oito filhos. — Naruto assegurou.
— Hai, seremos felizes junto dos nossos oit... — Hinata interrompeu. — haha engraçadinho.
— Qual a graça? — o Namikaze confuso a questionou.
A parte inferior da boca de Hanabi desceu longe e seus olhinhos engrandeceram.
Arrepio percorreu inteiramente a Hyuuga mais velha quem afastou a mão dele a base de tapas.
— O... o-oito? — enfartaria! É certo! — que história é essa de oito filhos? Acha que somos o quê? Coelhos? — não! Simplesmente não podia ser sério.
— Qual o problema? — o mágico estranhou o desespero da noiva.
— Posso escolher os nomes?
Hanabi se deslumbrou pela ideia de uma família grande.
Se ninguém seria substituído, que viessem muitos bebês!
A vida deles nunca seria solitária ou tediosa.
Hinata encarou a menina “Não dê pilha!” sua mensagem visual não foi captada pela caçula quem já se imaginava em uma enorme família feliz.
— Já escolhi alguns nomes, mas posso mudar de ideia se suas sugestões forem boas. — Naruto dissera, abaixando as pálpebras.
Abraçado pela tranquilidade, imaginava-se envolto de belas crianças herdeiras dos lindíssimos traços de sua amada.
— Feito! Começarei hoje a minha lista de nomes. — Hanabi determinou. — Vou começar pelos nomes dos meninos! Espero que venha um bem loirinho e com os olhos da mana, será tão bom ver um Hyuuga com cabelos de anjinho. — Falou toda coradinha.
— Vocês... Naruto! Não terei tantos filhos assim! — Hinata bateu na mesa, incrédula quanto aos dois conversarem como se ela concordasse com a ideia. — Há várias questões implicantes, mas a maior de todas é que meu corpo não suportará tantos partos!
— Está bom... me contentarei com cinco apenas.
O loiro aproximou sua face das feições raivosas, tentou beijar uma maçã do rosto, contudo, a mão feminina pressionou sua testa, mantendo-o a distância.
— Não me venha com beijos! Cinco filhos ainda é muito! Não prometa para Hanabi sobre o que não temos certeza... aliás, eu tenho certeza que não vou parir oito filhos Naruto! — finalizou chorosa.
O Namikaze tentou segurar a mão da noiva, porém ela desferiu-o novas tapas em seus dedos.
— Nossa mana, não trate seu noivo assim ou ele vai fugir. — Hanabi cruzou os braços.
— Eu nunca fugiria dela. — Garante o mágico apaixonado.
— Que tal assim: três filhos e não falamos mais nisso. — Hanabi negociou. — Nem muito, nem pouco.
— Perfeito. — Naruto aprovou a ideia.
— Huuuum. — Hinata fechou a cara.
*
*
*
A noite chegou e seria a primeira vez que Hanabi dormiria sem Hiashi desde quando ele se estabelecera no lar das filhas.
O futon ainda possuía o cheiro dele, a caçula associava ao cheiro de sapato engraxado que antes lhe libertava um sabor nostálgico, agora só uma amargura.
A menina fechou os olhinhos fingindo que já dormia, contudo se demorou uns dez minutos se lembrando do homem que até na última manhã estivera presente à mesa para a refeição matinal.
— “Adeus Hiashi”. — A criança pensou, decidindo nunca mais ansiar pelo retorno dele.
Arrependeu-se de ficar brava pelo modo frio que a irmã o tratou incialmente.
Acolhida entre o calor do corpo de Hinata e Naruto, Hanabi entregaria seu coração a sua única e verdadeira família.
Hinata esperou alcançar a certeza de que a irmã adormecia, enquanto vigiava Hanabi, os azuis lhe vigiavam na escuridão, após algum tempo decidiu se levantar e lavar a louça.
Ligou a torneira e foi enfiando os recipientes sob a água, sorrindo pensando na maravilhosa noite tida.
Foi uma bela noite, excluindo a parte estressando sobre o tema “bebês”.
— Posso ajuda-la? — Naruto em voz baixa ofereceu ajuda.
— Eu acabo rápido. — A resposta foi entregue no mesmo volume baixo.
Naruto virou de costas encostando-se a pia, ao lado da noiva, suas mãos encostaram-se sobre a beirada da pedra lisa.
Atencioso assistiu as mãos femininas trabalhando, eram ações tão comuns, porém na visão do mágico eram movimentos graciosos.
Ela sorriu para ele e ele esticou os lábios quando se notou observado.
— Gostei do pijama.
Hinata esquecera que o vestiu no escuro.
— Ganhei um novo, mas... é estranho dormir sem esse.
Os azuis observaram os remendos, com o tempo, a azulada suspeitava que ele não prestava mais atenção nos detalhes do pijama e sim apreciava o seu corpo.
Para distrai-lo, puxou conversa:
— Vocês me enlouqueceram no jantar, sabia? — focou sua visão na louça.
— hahaha sabia não. — Sentiu duas gotas de água no rosto, ela lhe espirrou.
Ela fechou a torneira, enxugou as mãos no guardanapo, antes de organizar os objetos, o loiro pousou a mão no ombro dela e tomou à frente, arrumando os recipientes.
Hinata pousou sua bochecha no braço direito dele, assistindo-o arrumar, sua imaginação lhe desenhou os dois fazendo tarefas domesticas juntos em uma linda casa enorme.
— Acho bela a ideia de ter filhos, mas no final a decisão pode ser melhor não tê-los. — O disse sincera, afastando seu rosto dele.
— Não a deixarei, não importa o que pense. —Terminou a tarefa e se virou pra noiva.
Arrastou suas mãos pelas beiradas da pedra lisa da pia.
— Fala despreocupado. Acredita que teremos filhos, é irrefutável na sua mente, não é?
— Isso a embravece? — ele não negou.
Ela balançou a cabeça, em suave não.
O mágico abriu os braços, querendo aquele corpo pequeno e bonito colado ao seu.
Hinata não demorou em se encaixar nele e pousou a lateral da cabeça no peito do loiro, ouviu as batidas do coração, deliciando-se com o contato caloroso, quando os músculos braçais lhe circularam atrás... toda a proteção do mundo pareceu cerca-la.
— Esse é o seu jeito. Mas não está me forçando a acreditar no que você acredita.
— Eu deveria, mas não quero que se zangue comigo. —Naruto explicou-se.
— Eu sei, é o que estou achando valoroso, abriu mão de sua teimosia. Saber que quer estar comigo não importa o que eu pense, não importa o que aconteça... me deixa segura.
Ele abaixou a cabeça e deu forte sugada com as narinas, ah, aqueles cabelos azulados!
Escutou um bocejo da Hyuuga.
Ela segurou a mão dele e intuiu guia-lo de volta aos futons.
Antes de apagar a luz, Naruto a abraçou por trás pela cintura e abaixou a cabeça para lhe alcançar a boca. Ajudando-o no objetivo, Hinata virou a cabeça de lado a alçando na direção dos lábios convidativos do mágico.
Eles não dormiriam sem um longo e amoroso beijo.
*
*
*
*Diário de Hinata*On*
Tive uma boa noite de sono, okaa-san.
E a noite que tive me deixou com uma tão grande e boa sensação que eu não me atingia de nervosismo com a pretensão de contar para meus amigos sobre meu noivado.
Essa única sensação que apenas Naruto me entregava me fortalecia com a decisão de nosso futuro.
Inclusive me dava firmeza para revelar meu noivado para alguém que necessitava saber antes de meus amigos.
*Diário de Hinata*Of*
*
*
*
No consecutivo dia, Hinata após acordar encontrou um recado escrito do mágico, ele desejava um bom dia de aula para as duas.
No café da manhã, Hanabi ao saber do recado se chateou por Naruto não se despedir delas.
— Pensei que hoje ele decidiria morar com a gente, nos divertimos tanto ontem. — A menina choramingu, mastigando um pedaço de pão meio duro.
— Ele morará conosco apenas depois de nos casarmos. — Hinata esclareceu, agradando os cabelos pretos e lisos. — Tenha paciência.
— Marque logo a data, mana. — Hanabi expeliu tom implorador.
— Deixe-me ao menos terminar o último ano colegial pra começar a pensar nisso, Naruto é o noivo e ele não está me pressionando. — Caiu-lhe uma ideia para animá-la: — Que acha de hoje Naruto poder lhe buscar para leva-la a tenda e trazê-la antes do final da tarde?
— Posso ir sozinha.
— Não quero que ande desacompanhada até a tenda. É pegar ou largar.
— Pego né.
Hanabi respondeu, continuando a consumir seu café da manhã, a irmã captou a aura mais harmoniosa que envolveu a menina.
*
*
*
Hinata chegou mais cedo que o costume no colégio, pretendia conversar com certa pessoa.
No entanto, essa pessoa não se fazia presente na sala de aula.
Arrumou-se em seu lugar de perolados vigiantes na porta.
No passar dos minutos seus colegas foram chegando e dentre eles, apareceu a Nohara lhe sorrindo largamente.
— Hinata você saiu voando do colégio ontem, é impressão minha ou esconde algo? Está indo trabalhar mais cedo? — Rin interrogou desconfiada. — Chega de segredos né, não fará isso com seus miguxos outra vez. — De mãos na cintura senta de pernas cruzadas.
— Meu trabalho recomeça hoje. — Essa parte não é mentira, ao contrário do próximo complemento de sua fala: — Estive arrumando novas roupas com as quais terei que ir à casa de chá, fui resolver em cima da hora.
— Huuum. — A Nohara analisou as alvas feições da amiga a constrangendo um pouco. De súbito sorrir e corou as bochechas: — Posso visita-la no trabalho hoje?
— Não acho que seria uma boa ideia... — Recusou sem graça.
— Será rapidinho, quero tirar uma foto sua de quimono. — Pedinte fez uma voz manhosa. — Nem preciso chegar perto.
Sai entrou na sala e se dirigiu às duas, guardou primeiro seu material sobre seu lugar e se voltou pra elas.
Foi a desculpa perfeita para Hinata se desviar do assunto de Rin, cumprimentou o amigo e se apressou pra fora de sala dizendo que iria beber água.
— Não vai escapar de mim hoje. — Rin avisou se inclinando pro lado, Sai estava na sua frente a cumprimentando de modo formal.
— Estão brincando de pega-pega? — o Hino quis tirar a dúvida.
— Arf Sai, e nós temos lá idade pra brincar disso? Vem cá, vou lhe ensinar algumas gírias e sentindo de algumas palavras.
O Hino interessado arrastou uma cadeira pra frente da Nohara e separou um bloco de papel e um lápis para anotar.
Fora de sala, os perolados miraram uma cabeleira avermelhada.
Karin chegara pouco depois de Sai e no presente ruma coincidentemente ao bebedouro.
Hinata se fincou a quatro passos da ruiva, assistiu ela curvada bebendo água, pensando de ligeiro modo como a abordaria a respeito do sério assunto em sua mente.
Matando a sede, sem se virar pra trás, Karin quis saber:
— O que quer comigo?
Os globos de perolas estremeceram surpresos.
— Co-como sabia que era eu?
— Não citei nomes. — Passou o dedo sobre os lábios secando a umidade. — Somente senti alguém me seguindo.
A Hyuuga concentrou ritmo forte de respiração, a Uzumaki demonstrou paciência sem mesmo olhá-la.
— Pretendo revelar algo para minhas amigas.
O curto silêncio era torturante.
O corpo da escarlate virou de lado, os globos rubros fitaram a azulada pelos cantos dos olhos.
— É sobre meu primo?
— Hai...
Nova tortura infinita em um silêncio limitado.
— Não faça besteira.
Karin advertiu se virando de frente total, refaz o caminho.
Passou ao lado da Hyuuga e estando a cinco passos atrás da mesma, foi detida pelas vindas palavras da perolada:
— Amo o seu primo. É pouco tempo para declarar amor, mas eu não consigo explicar esse sentimento. Se não for amor, sei que estou bem perto. De qualquer jeito, não me envergonho de dizer que o amo.
Karin girou em meio circulo, voltada pra Hyuuga novamente.
As duas se fitaram em posição frontal outra vez, com aqueles poucos passos de distância uma da outra.
— Estão tendo um caso?
Séria, Hinata apertou os punhos, assentindo, revelou:
— Pretendemos nos casar um dia.
A ruiva encarou a azulada, esperando que tudo o que escutou fosse desmentido ou retratado, acreditava que a Hyuuga se precipitou, emocionalmente.
Contudo, o silêncio permaneceu, indicando que a perolada dissera a verdade.
Hinata sustentava a seriedade dos globos escarlates, exalando determinação sobre suas palavras.
Karin levemente afastava uns fios vermelhos do rosto, sem destravar seu contato visual com a colega, dissera-a:
— Creio que não seja alguém que brinque com coisa séria.
— Não brincaria com isso, jamais. — A Hyuuga confirmou. — Falo a verdade.
— A Haruno me comentou sobre você, Naruto gritou pelo seu nome. Aprecio o sentimento bom que nutre por ele, mas não conhece o passado que meu prim...
— Conheço. — Hinata adiantou-se. — Sakura me falou tudo o que escutou de você a respeito de Naruto.
Karin apertou os lábios, visivelmente, reprovando a atitude da rosada.
Acreditou que a Haruno guardaria segredo. Sua pergunta saiu ríspida:
— Para quem mais ela contou?
— Só para mim. — Hinata assegurou, afinal Rin e Sai, nenhum dos dois lhe encheu de perguntas sobre o mágico, eles eram as únicas pessoas da sala para a qual a Haruno poderia ter contado. — Saber que hoje ele é um homem tão feliz após tudo o que passou... não quero que esse homem morra pulando da colina, ou tendo um surto do nada, eu quero ajuda-lo a sobreviver, e quero que ele continue aproveitando a vida do jeito que aprendeu, estarei ao lado dele assim como ele apoia os meus objetivos, por mais que ele não concorde que eu me “encaixe” nas regras da sociedade.
A ruiva se prolongou na mudez, enquanto seus escarlates rotundos vibravam, captando na voz da Hyuuga, a determinação.
— Suas palavras são lindas, mas acho que não conhece o meu primo o suficiente, saber do passado dele não é motivo para decidir se casar com ele. Naruto odeia que sintam pena dele.
— Eu sei, é por isso que ele não quer casar logo, conviveremos por um longo tempo como noivos, ele quer que estejamos em um momento no qual ele terá a certeza que eu não esteja impulsionada por dó.
— Mesmo assim, sinto muito, não consigo concordar com isso. Seu sentimento é valoroso, não duvido, mas um casamento pode representar um grande perigo à saúde do meu primo, esse compromisso irá estimulá-lo a correr mais riscos, afinal sei que não se disporá a morar com ele na colina.
— Teremos uma casa própria algum dia, não nos casaremos antes de termos nosso próprio lar. — Hinata garantia. — Tenho ideia do seu temor, dele conviver com possíveis vizinhos, na cidade, perto de muitas pessoas, mas quero poder mostrar que ele pode viver em outro lugar fazendo o que gosta.
— Oras, vamos Hyuuga, você é uma aluna inteligente, esqueça essa ideia maluca. — Uma elevação na voz da Uzumaki se notava. — Como pretende mostrar a ele que é possível? Ele nunca abrirá mão da mágica, um dia você estará no trabalho, longe dele sem ninguém para vigiá-lo.
— Daremos um jeito. — Hinata dissera sem mais nada a acrescentar, ficando somente, com sua confiança.
— “Daremos um jeito” que palhaçada, isso não basta! Quero que deixe meu primo em paz! O quanto imagina que sofro tendo ideia que ele mora em uma colina? Por uma falha minha ele quase pulou daquela altura. Se você se atormentou com essa possibilidade, saiba que estou sustentando essa tormenta há anos!!!
— Eu lamento muito, Karin-san. Lamento de verdade. Agradeço por tudo o que fez pelo Naruto, até hoje. Mas não posso viver sem ele. Preciso dele, pois o amo. Não faria nada pra prejudica-lo, se eu acreditasse que não existiria possibilidade de vivermos juntos, sequer tinha proposto que ele viesse a morar comigo. Eu o amo, vou repetir sem enjoar. No final de tudo, Naruto se tornou parte de mim, ele também se tornou minha ajuda.
Karin de dedos fechados tremia os punhos, pelejando no seu imo, iniciou um processo de expiração para manter seu autocontrole.
Domava sua ira, entregando o que restava de sua paciência e mansidão:
— Você tem uma irmã pequena, certo? Tem alguém pra se preocupar. Não queira carregar a minha tormenta também. Será melhor para todos.
— Minha irmã não quererá se afastar de Naruto. Nós três já nos consideramos uma família. — Hinata declarou em terna voz, sorrindo meigamente.
A Uzumaki meneou a cara, veemente, não se sensibilizaria por papo emocional, achava todas as palavras e a determinação perceptível da Hyuuga elogiável, no entanto, o que estava em jogo era um preço muito alto. Não cederia Naruto a ela.
Jogaria os resquícios de sua paciência e mansidão no lixo:
— Se você não se afastar dele, espalharei sobre a sua família para pessoas que conhecem as dividas Hyuugas.
Os globos perolados estremeceram de maneira repentina.
Seu sussurro saiu seco após cinco segundos:
— O que?
— Quase todos os alunos do colégio são de famílias ricas, é sabível para qualquer um que estuda aqui. Algumas dessas famílias foram responsáveis por fazer empréstimos ao seu pai quando ele estava no principio de falência, mas seu pai nunca os pagou de volta, sumiu. Contataram parentes fora do país, mas nenhum Hyuuga se responsabilizou pelas dividas de Hiashi Hyuuga.
Hinata sacudiu de leve o crânio em frequente negação, ressaltando:
— Os alunos... se tivessem algo contra mim, já teriam me encontrado, bem antes das férias.
— Os alunos daqui não estão por dentro sobre o que seu pai causou, mas os pais deles sim. São no máximo três alunos os quais estudam um andar acima do nosso. E tem mais, no turno da tarde tem uns quatro, e no turno da noite, uns dois. Já temos aqui um total de nove famílias. — Realçou a frieza na voz, expondo o quão disposta estava para cumprir a ameaça. — Se os alunos dos outros turnos sabem sobre seu pai, já não sei, mas se quiser posso perguntar pra eles.
A mudez e o temor esbanjado na Hyuuga era a reação que a ruiva esperava.
— Há quanto tempo sabe? — Hinata perguntou com falhas na voz.
— Desde o primeiro mês do ano, atuo no meio empresarial e em algumas reuniões o caso do seu pai foi lembrado, pesquisei sobre a família Hyuuga, mas eu nunca pensei que usaria essa verdade contra você. Mas para proteger meu primo eu chantagearia até o demônio.
— Eles não farão nada com você Hinata. — Sakura se aproximou, por trás e parou ao lado da amiga. — Ela não pode pagar pelos erros do pai. — Completou, encarando os orbes escarlates protegidos pelos óculos de grau.
A Hyuuga sentiu a mão da rosada se entrelaçar na sua.
Hinata olhou o perfil do rosto feminino da Haruno, seus perolados cintilaram pra ela, seu coração acelerado se desesperou e ao mesmo tempo aqueceu-se pela presença de Sakura.
Karin não se surpreendera pela presença da rosada, uma vez que a Haruno esteve em seu campo de visão vindo por trás da Hyuuga.
Hinata não se atentara ao som dos passos rápidos da amiga, então ficara surpresa pela chegada súbita da Haruno.
— Acho valoroso que ela não tenha desistido do futuro depois do que o pai dela fez. — A Uzumaki disse, fitando os verdes. — Não a culpo pelo pai que tem, mas se tratando do meu prim...
— Eu sei. — Sakura interrompeu, exercendo mais força na mão da Hyuuga. — Eu não vou culpa-la por querer proteger Naruto, mas irei enfrenta-la se ousar fazer algo que prejudique minha amiga, no final, todas aqui estamos agindo para proteção de quem amamos, não é?
Era incontestável.
— Você não pode me prejudicar, Haruno. O que pode fazer para me atingir?
— Posso encontrar vários modos de prejudicá-la, não me subestime. — Sakura garantiu. — E descobrirei a pior forma.
— Não, meninas. — Hinata soltou-se da mão da rosada, posicionou-se no meio delas, ficando de lado pra ambas. — Desse jeito não vamos a lugar algum, Naruto ficará péssimo sabendo o que estamos nos fazendo por causa dele.
— Então desista dessa ideia de casamento, rompe logo seja lá o que estiver acontecendo entre você e ele! — Karin exigiu.
— Casamento? — Sakura arregalou os olhos, fitou a Hyuuga quem abaixou a cabeça corada.
— Senhoritas. — O professor Iruka se dirigia à turma, mas se deteve ao ver as três perto do bebedouro, eram as únicas fora de sala de aula.
Karin respirou fundo e se apressou, passando ao lado das duas, lançando um último olhar à Haruno quem não retribuiu estando ocupada mirando a Hyuuga.
— Casamento? — Sakura repetiu, consumida pela surpresa.
— Eu... pretendia revelar hoje, não só pra você, mas para Rin e pro Sai também.
Era para ser um dia bem animado com tal revelação, entretanto, depois da conversa tida com Karin, duvidava que fosse uma manhã harmoniosa.
Fale com o autor