Abracadabra!

30 Confiando nos amigos


Diário de Hinata *ON*

Okaa-san, minhas emoções estavam instáveis, não é de meu desejo considerar Karin inimiga, admiro todo o esforço que ela faz pelo Naruto. Porém, não quero abrir mão dele. Para não mergulhar em pânico decidi que buscaria apoio dos meus amigos, antes do intervalo comecei a me preparar para esse momento.

Preciso ser forte, não desistirei do meu mágico.

Diário de Hinata *OF*

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No horário do intervalo o trio feminino almoçava no refeitório lotado.

Ventania constante e forte ocorria fora do colégio sendo impossível comer na arquibancada.

— Hina-chan, como estão meus dangos? — Rin observava à amiga Hyuuga comer um atrás do outro sem esbanjar alguma expressividade.

— Oh, muito bons.

Hinata respondeu “despertada”.

Antes “viajava” em preocupados pensamentos desde quando entrou na sala após o professor Iruka interromper a conversa com Sakura e Karin.

Elaborava suas palavras para contar de melhor modo a respeito do seu relacionamento com Naruto e a bomba que a Uzumaki lhe lançou antes do início da aula.

— Obrigadíssima Hina-chan. — Dirigindo olhar questionador à rosada, Rin queria saber: — E você, não provará nenhum mesmo?

A Haruno atou um sorriso, esticando o braço, alcançando a vasilha de dangos, provando um e aprovando no gesto de cabeça.

Contudo, a Nohara captou o clima estranho pairando sobre as duas, interrogou-as:

— Aconteceu alguma coisa?

Os orbes verdes fugiam para Sai e Sasori os quais andavam lado a lado, trazendo suas bandejas.

Estavam na fila, quando as garotas se arranjaram à mesa.

— Primeiro vamos esperar os meninos se acomodarem. — Disse a Haruno, atiçando a curiosidade de Rin.

A Hyuuga exercitou a respiração, preparando-se para o assunto que abordaria.

O Akasuna sentou no lugar vazio entre Hinata e a namorada, beijou o rosto de Sakura e sorriu às garotas. Quis saber:

— Falavam do que?

Sai sentou ao lado esquerdo de Rin.

— “É com você.” — Sakura transmitiu confiante expressão à Hyuuga.

Chegou a hora, a perolada engoliu a seco.

Era só ir com calma, como planejou na mente.

— Estou.... com alguém. — Murmurou Hinata, timidamente.

— Que? — Rin espremeu os olhos e colocou as mãos na mesa, ergueu-se e inclinou a parte superior do tronco para frente. — Que disse?

Os lábios da azulada tremeram, todavia, dessa vez a resposta saiu mais rápida:

— Estou com alguém. Tenho alguém especial, um namorado... e, futuro noivo. — Arfou.

A colher do ruivo deslizou, caindo ao lado do prato. Sakura tampou os lábios, achando engraçada a reação dele, entretanto, passou a prestar mais atenção na amiga Nohara.

Hinata olhou pra baixo, sua face na certa estava em nível pimentão, mas o importante é que conseguiu noticiar.

Aguardou pela explosão da amiga Nohara quem se petrificara.

Sasori piscou rápido várias vezes, fitando Sakura, buscando por confirmação:

— Foi o que escutei mesmo?

A rosada sorridente balançou a cabeça, positivamente.

Sai inexpressível pegou uma agenda que prendia por baixo da calça no lado direito do quadril, depois pegou um lápis, do lado direito.

— Fazer uma lista para abordar assuntos com uma amiga que começou a namorar. — Dissera, enquanto escrevia.

Rin bateu no braço do Hino sem desgrudar seus estupefatos orbes da Hyuuga.

— Me conta, como ele é? Quem é? Quando? Podemos conhecê-lo hoje? — esticou os braços para apertar os ombros da azulada.

— Cuidado louca, vai derrubar o seu suco. — Sakura avisou, empurrando a Nohara de volta pro assento.

Rin se abanou, sua mente deu inúmeros giros, quis expulsar mais e mais perguntas.

— Não conseguirei me acalmar, oh meu kami, significa que sou a única que não está namorando... — A Nohara se desanimava.

— Eu não estou. — O Hino falou, não vendo problema nisso.

— Quero dizer entre as garotas, Sai. Logo serei excluída da conversa de garotas. — Entristeceu-se.

— Não faríamos isso com você, Rin-chan. — Hinata assegurava.

— Tem que confiar na gente, o que tem de bom distanciar amizade por causa de namoro? — Sakura verbalizou, refletindo interiormente como teria sido se ela e Ino tivessem superado o Uchiha e dado as mãos.

Inconscientemente, procurava visualmente por ela no refeitório.

Rin fez um biquinho, depois sorriu e retornou a se empolgar pela amiga Hyuuga.

— Fale dele Hina, por favorzinho.

— Bem.... vocês já escutaram falar dele... — Hinata sentia sobre si toda a atenção de quem sentava à mesa.

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Diário de Hinata *ON*

Okaa-san, contei sobre como me sinto em relação ao Naruto, o que está rolando entre nós dois e o que pretendemos para nosso futuro.

Senti-me muito bem em poder me abrir com meus amigos, meu diário será sempre especial, considero um portal com o qual me comunico com você, porém essa segurança em poder soltar minha voz e poder receber o apoio de pessoas queridas é tão revigorante quanto.

Não se sinta menos importante por causa disso.

Conhecendo a senhora, sei que está feliz por eu ter conquistado esses laços.

Diário de Hinata *Off*

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A Hyuuga, no horário da saída, longe dos portões conversava com seus amigos.

Explicava sobre a situação delicada que se encontrava e quando contou a parte em relação à Uzumaki.

Sakura lhe apertou a mão.

— Karin! — Rin de olhos arregalados envolveu o braço de Hinata com suas mãos. — Acham que ela é capaz de fazer algo? — dirigiu seus atônitos orbes aos demais.

— Acho melhor não subestimá-la. — Sakura respondeu seriamente. — Pude ver de perto todo o afinco que ela tem por Naruto, não é uma pessoa que desistirá fácil.

— O que pretende fazer, Hinata? — Sai se interessou, preocupado. — Seja qual for sua decisão, ajudarei no que puder.

— Não quero fazer nada... posso arcar com a má reputação da minha imagem se vocês estiverem comigo. — Sorrir docemente a Hyuuga.

Os orbes de Rin marejaram e ela saltou sobre a Hyuuga, esfregando seu rosto no dela e tagarelou o quanto a achava fofa, o quanto tinha sorte de tê-la como amiga.

— Você está certa! Estaremos com você, vamos protegê-la, e ai se algum engraçadinho tentar algo! — quando se separou dela, socou várias vezes o ar, mostrando que usaria sua força pra cuidar da amiga.

Rindo da Nohara, Sakura abraçou Hinata de lado e a beijou na bochecha.

Passado mais cinco minutos, todos se despediram.

— Algo o perturba? — questionou a rosada, envolvendo o braço do namorado com suas mãos, o ruivo jazia silencioso e reflexivo desde que a Hyuuga contara sobre o pai.

— Não é nada de mais.

— Você não quer se envolver nisso, né? — Sakura arriscou. — Ela é mais minha amiga do que sua.

O Akasun sorriu, colocando sua pasta no chão e carregou a Haruno no colo, ela rir pelo movimento súbito, sentiu seus materiais de estudo chacoalharem dentro da mochila.

Ele a girou no meio da calçada, escutando os xingamentos de quem passava por ela.

— Seu louco, me deixa no chão, o que ta fazendo? — Sakura o interrogou entre risos.

— O que você quiser estará bom para mim. — Sasori encostou sua testa na da Haruno. Eles fecharam as pálpebras e trocaram aquele carinho emanado em forma de calor. — Se quiser guerra com Karin, vou guerrear ao seu lado, se quiser manter-se distante, ficarei distante... só quero permanecer com você, sempre.

O coração da Haruno palpitou mais forte, como de costume, amava receber palavras calorosas e demonstrações de afeto, especialmente em lugares públicos, haja vista que no passado teve que se humilhar nas escondidas.

Se humilhar... nunca mais.

Ter aquele momento com Sasuke na tenda do mágico só a fez certificar-se de que tinha escolhido a pessoa certa atualmente.

— Saiam da frente.

— Vão pro motel!

Alguns rabugentos desviaram deles, o casal rir, os dois se ajeitaram antes de continuar andando.

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O por do sol em sua plenitude trazia como acostumado, uma agradável paisagem às pessoas, e a brisa gelada era um beijo carinhoso na pele de quem parava para apreciá-lo.

Nos centros urbanos, não tinha como aproveitar direito, entretanto, quem usufruía de um contato mais próximo da natureza, era privilegiado.

Na entrada da tenda do mágico, ele e a Hyuuga assistiam, ela sentada no colo dele, descansando a cabeça no largo ombro direito.

Gostava de sentir o cheiro forte daquele homem que exalava virilidade e elegância.

Se fossem para outro lugar, onde ninguém soubesse do estilo de vida e do passado dele, ela duvidava que Naruto seria classificado como desequilibrado ou louco.

Já eram seis e dez, a Hyuuga jazia arrumada com um quimono florido em lilás e branco, uma maquiagem leve e o cabelo preso em um coque tradicional de gueixa.

Delicada, ela se saiu do contato aquecedor do homem de cartola quem a fitou intenso.

— Você está linda. — Era o terceiro elogio que ele soltava desde quando ela chegou, ainda não sabia lidar que ela parecia uma personagem de um filme fantasioso.

— Arigatou. — Já estava se constrangendo pelo fato daqueles azuis acenderem com mais força, conforme o tempo avançava. Sabia que não era só admiração pela sua beleza, Naruto dava sinais de que queria... algo a mais. — Já-j... já estou atrasada, mas eu queria aproveitar pelo menos alguns minutinhos, o por do sol com você. Por isso, eu resolvi vir pronta, assim quando chegar lá não perderei tempo me arrumando. — Justificou-se, aproveitando para distrair sua atenção da imagem de seu noivo.

Apressando-se, a Hyuuga se dirigiu à escada, no entanto, um cabo de guarda chuva lhe para pela cintura e a leva para trás, sentiu sua costas contra a frente do loiro quem lhe fita sério.

— “Que rápido!” — Pensou atordoada, Naruto nunca deixaria de lhe surpreender.

— Preciso de um beijo. — Ele pediu.

A azulada o sorrir, ainda de costas pra ele, apenas ergueu a cabeça de lado e ele abaixou o rosto, acariciando o pescoço feminino, o loiro aprofundou suas bocas.

O contato se estendeu mais do que a perolada almejou e quando terminou, ela requereu alguns segundos para conseguir pronunciar as primeiras palavras.

— Faça Hanabi dormir cedo... — Meio zonza, dissera. Ofegou.

Rindo, ele assentiu, assistiu-a descer os degraus, quando não a viu mais, entrou para a tenda, onde preparava um cenário para vários shows que pretendia realizar naquela noite, no entanto, no meio da arrumação mudou de ideia.

Fechou a tenda e desceu a escada, procurando por Hanabi quem se divertia no parque com Konohamaru, Moegi e Udon, juntou-se a eles.

Em dado momento, deliciando-se com algodão doce ao lado de Hanabi, Convidou-a:

— Vamos visitar sua irmã no trabalho?

Os pequenos pratas reluziram, aprovou a idéia.