Abracadabra!
31 Uma visita a casa de chá
~Bairro de Kumiyama~
~18: 48~
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— Moushikawe Arimasen! — a Hyuuga se desculpou, ajoelhando-se e pondo no piso a testa entre as mãos.
Nervosamente, Tsunade sorve seu sakê.
Estava no terceiro copo, virou-se sentando de costas à mesa baixa, carrancuda fitou a perolada.
— Seu ônibus quebrou de novo?
A azulada ergueu a cabeça, encarando seriamente a sua chefa.
— Lie, apenas um imprevisto. Tive que deixar minha irmã mais nova com alguém.
A Senju ponderosa fez de seu silêncio uma inquietação para a Hyuuga temerosa em perder a vaga.
— Não me lembro de você mencionar que poderia ter problemas quanto a cuidar de uma irmã. Ocultou propositalmente esse detalhe na entrevista?
— Lie! Não vi necessidade por que realmente... não previ que a situação na qual estou poderia mudar.
— E qual é a situação? — Tsunade interrogou, mostrando que dessa vez não quererá que nenhum detalhe se oculte.
— Moro sozinha com uma irmã mais nova, em um condomínio. O dono de nossa morada é um... amigo antigo da família e bem, eu confiava nele. Mas agora eu tenho uma nova pessoa que pode tomar conta dela.
A Senju bufou.
Decidiu não perguntar sobre os pais dela, se Hinata cuidava da irmã sozinha era porque eles deviam ter morrido, ou pode ser que as irmãs fossem abandonadas, não queria ouvir histórias tristes.
— É alguém permanente? Que poderá tomar conta dela daqui pra frente?
— Hai! — a Hyuuga garantiu.
— Não gostei nada de fazer o seu trabalho hoje, ainda não estava no turno de Temari, tive que ligar pra ela e apressá-la... — Suspirou. — Mas não a demitirei, pois recebo muitos elogios dos clientes sobre você, e Temari está conseguindo entreter o primeiro grupo de visitantes da noite, enfim...
A colegial sorrir abrandada.
Agradeceu três vezes e decidiu ajeitar sua aparência, pois crer que seu coque tradicional se desfazia.
Antes de se retirar do recinto, escutou a chefa:
— Por que ainda não tenho o seu número?
— Ah... é... eu esqueci de passar.
— Anote aqui. — A loira esticou o braço e de cima de um cômodo, pegou uma agenda cheia de recados grudados e anotações rabiscadas.
— Eu... acabei comprando um novo celular, ainda não memorizei o número, posso pegar o seu?
— hum... claro, mas me mande mensagem hoje mesmo, não se esqueça. Meu número está na primeira página logo, o fixo e o celular.
— Arigatou. — Hinata transcreveu para uma folha em branco da agenda e arrancou o pedaço para guardar o número.
Passaria o número do celular de Hanabi.
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~19: 30h
Quem jazia com o espírito romântico desfrutava do melhor luar da noite de junho.
Uma boa dança, um bom filme, um bom banquete, um bom jogo de cartas ou damas, etc.
Tudo isso se tornava mais prazeroso sob o luar, porém nada como apenas apreciar a bela vista ao lado de alguém especial.
Toneri contemplava o satélite da Terra, na companhia de uma pessoa com quem deveria se comprometer em matrimônio, no entanto, pensava em outro ser, alguém que... infelizmente, perdeu.
— “Ela teria gostado que fizéssemos isso quando estávamos... namorando.”
— Estou encantada, finalmente, terei o prazer de um passeio com você, Otsutsuki. — Alegrada dissera a moça ao lado de Toneri, os dois parados junto de um grupo de pessoas, aguardando adentrar na casa de chá. — Otsutsuki-san?
— Hm... — Toneri abaixou o rosto para fitá-la. — Gomenasai, dizia?
— Eu... estou contente de estar aqui com você, depois de vários encontros com sua madrinha hahahaha. — Rir jubilosa, ele podia ser um pouco distraído, no entanto, compensava com a beleza e a fragrância de hortelã.
— Hai, digo o mesmo... Kaguya-sama me mataria se eu me ausentasse em mais um encontro com você, Fukamizu. — Não sorrir, contudo, manteve a franqueza de seu comprometimento.
— Ela lamentou sua ausência quando me trouxe a essa casa de chá, mas não me pareceu alguém furiosa. É uma mulher tão elegante, é difícil imaginá-la perdendo a calma.
— A sós comigo ela é outra pessoa. — O Otsutsuki asseverou.
Fukamizu abaixou o rosto, cobrindo a boca com uma parte da manga direita do quimono, seus suaves traços faciais se embrulham da cor escarlate, diz tímida:
— Acha que conhecerei esse outro jeito dela depois de a gente concluir a união de nossas famílias?
Silêncio.
Fukamizu acreditava que ele ficou envergonhado, mas ao alçar a vista, flagrou o Otsutsuki contemplando o belíssimo luar outra vez.
Sorrir.
Olhou para o lado e ver alguns casais admirando a noite.
Decidiu fazer o mesmo, observou a lua, aproximou-se mais do seu par arranjado.
Seu braço roçouno dele e o coração pulsou em maior celeridade.
Os dois trajavam quimonos.
O dela era violeta combinando com a cor de seus orbes, e a faixa marrom quase da mesma tonalidade de seus compridos cabelos castanho lisos.
O dele era preto com uma faixa branca.
Toneri ao sentir o braço dela encostando ao seu, abaixou outra vez a face e recebeu um sorriso tímido.
— Sinto muito, falou algo a mais? — perguntou preocupado.
— Lie, eu estava apenas apreciando o lugar com você. Mas estive pensando... acha que devemos nos chamar pelo primeiro nome? — corada recuou um passo, pois ser fitada de tão perto pelo Otsutsuki lhe passava uma intensidade difícil de lidar. — Kaguya-sama me falou tanto de você que parece que já nos conhecemos hahaha.
Toneri assentiu.
— Bem, é verdade, ela não para de me falar de ti.
— O que ela disse?! — envergonhou-se por se exceder, enrolou uma mecha do cabelo no indicador. — Gomenasai...
O Otsutsuki reflexivo diante a imagem de seu par arranjado, considerava que Fukamizu não seria alguém com quem se incomodaria de conviver.
Se continuasse pensando em Hinata, não lhe daria mais oportunidade para conhecer alguém legal. Pronunciou o primeiro nome dela:
— Haruna.
Os orbes violetas reluziram, tentou também:
— To...Toneri.
Ele teve vontade de segurar a mão dela, para ver o que conseguia sentir com aquele simples contato, contudo, sua mão não se moveu e sim estremeceu um pouco.
Quando conseguiu mover seus dedos alguns centímetros...
— Dá licença, licença! — uma criança se meteu entre os dois, enquanto foi passando, todavia, falhou em abrir passagem mais a frente e acabou recuando três passos.
— Você... — O Otsutsuki surpreso prestou atenção no homem atrás da criança.
— Que coincidência. — Naruto o cumprimentou com uma tapinha no ombro.
— Se conhecem? — Haruno olhou o homem loiro de cima a baixo.
O Namikaze Uzumaki usava seu traje de mágico com exceção da capa. Em seu comportamento naturalmente alegre, explicou orgulhoso:
— Hai, somos antigos rivais, disputamos o coração da mesma garota, mas eu venci, estou noivo dela.
Toneri se enervou, descrido de que o mágico teve coragem de dar essa resposta para alguém que acabava de conhecer.
— É verdade, minha irmã aceitou se casar com ele, e pretendem ter oito filhos! — Hanabi acrescentou feliz, estendendo os braços pro alto.
Naruto a carregou e a colocou sobre seus ombros, Hanabi pegou a cartola do cunhado e colocou na própria cabeça.
— O que... — A Fukamizu processava gradualmente as informações.
— Poderiam dar licença? — Toneri questionou, tentando não alterar a voz, queria se colocar ao lado de Haruna.
Naruto andou um pouco pro lado, o Otsutsuki detido diante de seu par, pediu desculpas.
— Nã-não tem problema, vocês possuem uma boa relação pelo visto.
Toneri entreabriu os lábios para respondê-la, no entanto, Naruto foi mais rápido:
— Hai, verdade. — Alargou seu sorriso. — Como eu disse temos aquele lance de “amigos e rivais”. Aprecio por que hoje ele apenas deseja o bem de minha noiva. Ele pisou na bola com ela, não agiu como um verdadeiro cavalheiro, mas isso é bom sabe, você ficará com a versão melhorada de Toneri Otsutsuki.
Toneri queria estrangular Naruto. Só que havia muitas testemunhas.
Hanabi de braços cruzados sobre a cabeleira loira apenas assentiu várias vezes, enquanto escutou as palavras do cunhado.
A Fukamizu começava a ter dificuldade para atar um sorriso verdadeiro.
Não sabia ao certo como reagir.
Kaguya nunca mencionou que Toneri já teve um relacionamento.
O Otsutsuki se atordoava ao notar sinais de desagrado de Haruna, se Kaguya soubesse que a Fukamizu ficou desagradada no primeiro encontro deles....
— Me conte como ela é....— Haruna quis saber.
CALADOOOOOOOOOOOOOOO
Era a palavra que Toneri quisera proferir, mas sua boa educação o impedia de perder a postura.
Pela expressão de Naruto logo dava para prever que o mesmo falaria cada minúcia.
— Acho que é desnecessário. — O Otsutsuki pousou pesadamente a mão no ombro do Uzumaki. — Não vejo o porquê conversarmos sobre ela, não sei se percebeu, mas estou em um encont...
— Sua unha é comprida. — Hanabi reclamou, a unha do mindinho do Otsutsuki roçava em sua coxa, o Otsutsuki logo recolheu a mão. Em seguida, a Hyuuga bateu de leve nos cabelos brancos de Toneri o dizendo: — Tu tem razão, não precisamos conversar por que nós veremos ela daqui a pouco.
— Que bom... — Haruna já não sorria de modo espontâneo, e sim ensaiava o sorriso que aprendeu em sua boa educação familiar. — ...ela está vindo para cá.
O Otsutsuki congelou ao saber.
— Lie, ela já está aqui. Minha mana trabalha na casa de chá. — Hanabi revelou ansiosa para assistir a irmã no local de trabalho.
Ninguém mais conseguia pronunciar a próxima palavra, apenas escutavam uma voz avisando de que o próximo grupo de visitantes poderia entrar no estabelecimento.
~19: 23
Hinata retocava a maquiagem de gueixa, evidenciava-se sua pressa.
As mãos da Sabaku mexiam nos cabelos azulados.
Os perolados fitaram a loira, por meio do espelho.
Temari usava seu cabelo preso nos quatro coques de seu estilo, um quimono oliva e uma faixa vermelha marcando sua cintura.
Nas costas se prendia o par de leques utilizado na apresentação ao primeiro grupo de clientes da noite, durante a ausência da Hyuuga.
— Arigatou, não tive a oportunidade de agradecer por t...
— Refarei o penteado, para você receber sem atraso os próximos clientes. — Temari interrompeu a colega de trabalho, esclarecendo que não se tratava de favor. — Não quero que nada mais incomode Tsunade hoje.
— Arigatou, a última coisa que preciso nessa noite é me atrasar outra vez. — A Hyuuga verbalizou.
Comprometera-se a ser a anfitriã de todos os próximos visitantes da noite para compensar o problema que causou.
— Você não precisa se desculpar por tudo. — A Sabaku disse, bufando no fim.
Hinata entreabriu os beiços, no entanto, dando-se conta que soltaria mais desculpas, optou por não falar nada, considerando que irritaria mais a loira.
Silenciou-se observando as próprias mãos pousadas no colo e quando a colega terminou de arrumar seu penteado, agradeceu-a feliz e se lembrou de algo:
— Como está Gaara? O conheci nas férias.
Os orbes esverdeados se acenderam, Hinata notou a diferença de expressividade existente nos dela comparados aos do irmão.
Recuando um passo, Temari passou a mão atrás da cabeça, desviando a vista para qualquer canto do espaço.
— Vai bem, creio. Ele perguntou de ti.
Hinata se alegrou em saber, carinhosamente, pediu:
— Diga a ele que tenho saudades, gostaria de ter noticias do Utsu-chan.
— O cachorro de três patas. — Temari estava atualizada da situação. — Ele realmente veio com essa idéia de querer adotar esse tal cachorro. O que você fez, Hyuuga? — cruzou os braços, escondendo suas mãos dentro das largas mangas do quimono.
— O que fiz? — ergueu uma sobrancelha se virando no assento, pondo-se de costas pro espelho.
— Gaara não é de conversar, mas ele anda estranho desde quando voltou das férias. Ele não é de ser comunicativo, mas parecia que queria sempre me falar alguma coisa. Aos poucos falou desse tal cachorro e se eu sabia onde você morava... por acaso tem algum relacionamento com meu irmão?
— Lie! Apenas... tivemos um assunto em comum. Sasori-kun nos contou o problema de bullying que os dois viveram, então os dois passaram a conviver juntos por causa disso. Acho que é isso que faz Gaara ficar perto de alguém... nós dois gostamos do Utsu-chan.
A Sabaku silenciosa assentiu levemente, não tinha como duvidar da Hyuuga, ela exalava inocência.
Cada movimento da perolada espargia recato e uma doçura que Temari almejava ter quando criança.
Em sua infância, a Sabaku passou grande tempo ouvindo o quanto deveria aprender logo a se comportar de um modo mais feminino.
— Estou indo. — Hinata se ergueu, dirigindo-se à porta, antes de sair, avisou: — Ainda guardo a concha dele com carinho, minha irmã a achou muito bonita.
Temari silenciosa assim que se viu sozinha no cômodo suspirou, apressou seus passos e ultrapassando a Hyuuga, dissera que se encarregaria de ao menos avisar quando os clientes poderiam entrar.
*
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~19: 38
Os visitantes sentados de joelhos se organizavam lado a lado em três fileiras compostas de seis pessoas.
A Hyuuga entrou no ambiente de recepção dos clientes iluminados pelas velas e lâmpadas a óleo.
Curvou-se em respeito, recebendo reciprocidade.
O ambiente exalava a fragrância de cravo e canela.
O som da chaleira fervida no relevo baixo, no centro do espaço alertava Hinata do momento certo para servir as pessoas.
Ao se curvar para servir o primeiro membro da primeira fileira, dilataram-se suas pálpebras, notando a presença de uma conhecida cabeleira loira, e ao lado do dono dessa cabeleira havia um pingo de gente familiar, usando cartola.
Naruto! Hanabi!
Suas mãos estremeceram, sem querer derramou um pouco de chá fora do recipiente do primeiro servido, envergonhara-se imediatamente.
— Gomenasai, excedi-me um pouco.
Entonou doçura na voz, e uma vez que naturalmente sua sonoridade se preenchia de timbre doce, tornava-se extremamente melodiosa, quando reforçava essa característica.
O cliente corou sem se importar com o pequeno acidente.
— hehehe minha mana é encantadora. — Hanabi viu o cidadão caidinho pela irmã. — Coitado, esse aí não tem nem chance, é quase um coroa.
— Shiii. — Uma mulher sentada atrás da menina se incomodou com a voz da mesma.
A Hyuuga mais nova encarou a mulher por cima do ombro.
Hinata recuperando a compostura continuou servindo os clientes, contudo, agora sua mente não se focava somente no trabalho.
Conforme chegava mais e mais perto de seu noivo e irmã, notou a presença de mais alguém conhecido.
“Toneri!”
O Otsutsuki sentava na última fileira, no terceiro lugar da direita para esquerda, na frente dele sentava o N. Uzumaki.
Esperava Hinata disfarçar suas observações. Em um segundo, os seus orbes se cruzaram com os da Fukamizu. Concluiu em pensamento:
— “Ele está acompanhado dela...”.
*
— Mais uma vez lamento pela ausência de meu afilhado, Haruna. Ele jamais deixaria uma futura noiva desacompanhada, então é porque está mal mesmo.
— Está tudo bem Sra. Kaguya, a cerimônia foi linda. Sua companhia foi apreciável. Desejo melhoras ao Toneri.
*
Recordara-se da conversa que escutou quando serviu a madrinha do Otsutsuki e a acompanhante.
Reafirmava que a moça era linda, torceria para tudo dar certo entre os dois.
— “Fingirei que não o conheço, acho que será menos constrangedor pra ele.”
Quando chegou à vez de servir seu noivo, lançou-o matador olhar que nada surtiu efeito no N. Uzumaki, uma vez que o mesmo devolveu um sorriso super acalorado.
Seu coração derreteu-se, não havia como manter sua raiva por tempo demais, era desarmada facilmente com aquela pura expressão. Pensou derrotada:
— “Desgraçado...”.
Hanabi abriu sorrisão ao ser servida, fingiu não notar o embravecimento da irmã, quando a própria a fitou de perto.
Hinata levemente ergueu o queixo à cartola, a caçula entendeu que era para tirar da cabeça, obedeceu.
A mais velha seguiu pro lado para servir o próximo cliente.
A menina e o mágico fitaram-se animados, ambos adoraram a reação da Hyuuga.
A alegria deles foi abruptamente interrompida com o evento a seguir:
— Gostaria de sair comigo depois que seu turno acabar?
O cara sentado do outro lado de Hanabi apertou firme o punho de Hinata, fizera o convite em voz baixinha, mas a caçula atenta escutou direitinho e logo fez carranca.
Foi perceptível ao Uzumaki que aquele homem queixudo de cabelo comprido falara algo para sua futura mulher.
Algo desagradável.
A Hyuuga mais velha segurou a mão dele e tentou tirá-la de si.
Suou mantendo sua expressividade de anfitriã ao tempo que se esforçava pra se livrar do contato físico do cliente.
Escutara-se o burburinho, alguns dos clientes conversaram baixinhos entre si, os que estavam mais perto da anfitriã se atentavam ao que ocorria.
— Gomenasai, não sairei com você, essa não é minha função. — Hinata respondeu apenas para que ele escutasse.
— Claro que é, tenho dinheiro. — O carinha insistiu, aproximando seu rosto do dela.
Hinata foi afetada pelo bafo alcoólico.
— Perdoe-me senhor, acho que não entendeu, não sou uma gueixa de verdade. — A Hyuuga conservava sua linguagem corporal retraída e timbre educado. — E gueixas não são prostitutas.
— IRGH... — O homem largou o punho de Hinata, pois foi queimado com chá quente.
— Ops, sem querer derrubei minha xícara, sou desajeitada. — Hanabi fingiu-se envergonhada, mas interiormente, festejava.
O cara irritado encarou a menina.
A Hyuuga de cenho franzido encarou a caçula que a dirigiu uma carinha de: EU AJUDEI VOCÊ.
A mais velha compreendeu, era um estorvo aquele tipo de situação, porém naquela noite não queria que nenhum probleminha acontecesse.
Mas se tentasse contornar o problema demoraria muito mais tempo, então acabou que a ação de Hanabi foi mais útil.
— Pegarei um lenço... — Hinata se ergueu, fracassou em conter um suspiro ao lhe ser perceptível a cara de tarado do sujeito.
O queixudo já se imaginava sendo cuidado por aquelas macias e delicadas mãos.
A cara que ele fazia ferveu o Namikaze quem se prontificou em fornecer tecido:
— Eu tenho um! — sua exclamação chamou atenção de todos os presentes, tirou do bolso um lenço colorido, tirou uma corrente, aliás, uma corrente de lenços enrolados uns nos outros que parecia nunca acabar o que impressionou as testemunhas.
— Olha aquilo amor, é impressionante. — Comentou uma esposa, agarrando o braço de seu marido.
— É um truque comum. — Falou ele incomodado, pois pelo rosto dela sabia que ela não estava impressionada apenas com o truque, mas também na beleza do loiro. — Qualquer um faz isso aí.
A menina Hyuuga pegou a ponta da corrente de lenços, sem pedir permissão, tratou de enxugar a parte onde derramou no homem.
O sujeito notadamente se enfureceu mais porque esperava ser cuidado pela anfitriã da noite.
— Você viu isso? Devemos ajudá-la? — a Fukamizu perguntou a Toneri.
O Otsutsuki aguardou um minuto e meio para findar:
— Lie, contornaram a situação. — Ele observou Hinata retornar a servir os clientes que faltavam.
Metade dos clientes realizou uma suave e breve sessão de aplausos.
Naruto ficou de pé para se curvar em agradecimento.
Toneri pode ver os perolados da anfitriã reluzirem.
De gosto amargo lhe vem um pensamento:
— "Ela nunca chegou a me olhar assim...".
— Ele é um mágico profissional? — Haruna perguntou ao Otsutsuki. — Estou pensando em contratar alguém para o aniversário do meu sobrinho.
— Creio que no momento... ele não esteja aceitando serviços...
Alguns minutos progrediram, chegou à vez dos dois receberem seus chás, Hinata manteve sua cordialidade intacta.
— Ela está com raiva de você? Nem o cumprimentou. — A Fukamizu perguntou depois de a anfitriã passar para servir a fileira de trás.
— Somos amigos... ela apenas está agindo com bom profissionalismo. — Respondeu fitando seu chá, reconhecendo o próprio desânimo no reflexo de seu orbe.
Haruna se entristeceu. Suavemente, elogiou:
— Ela é muito bonita.
— É sim. — Toneri concordou de imediato e no segundo seguinte se enfiou em arrependimento. — Lamento, essa noite não era o que eu esperava, deve está sendo horrível para você...
Pausou sua fala ao ver que Hanabi olhava pra trás, a menina sorvia um pouco do chá de Naruto, enquanto assistia a conversa do casal, intimidada pela carranca do Otsutsuki a menor logo virou o rosto pra frente.
Haruna abafou sua vontade de rir, alçou sua xícara na altura do busto e fitando o liquido quente, agiu compreensiva:
— Está tudo bem Toneri, não precisa ocultar sua vontade de querer vê-la essa noite...
— Preciso que acredite que não lhe trouxe aqui sabendo que ela trabalha nesse lugar. — O Otsutsuki assegurou.
A Fukamizu ponderou e confiou em Toneri.
— É verdade... sua madrinha também não sabia, ou ela não me traria aqui. E ela mencionaria que você já teve um relacionamento. Suponho que o envolvimento que teve com essa moça seja segredo.
— Está certa, eu ficaria grato se permanecesse em segredo.
A Fukamizu sorrir assentindo, porém ele sabia que ela já não estava tão empolgada como antes por esse encontro.
Kaguya tem um olho afiado, assim que perguntar a Haruna sobre o encontro, notará qualquer minúcia de desanimo.
A noite prosseguia sem mais alterações.
Hinata alimentada de esperança de que dali pra frente tudo terminaria bem, iniciou a apresentar objetos antigos, itens de admiração e de grande valor histórico na cultura japonesa.
Hanabi como Naruto, prestava atenção entusiasmada achando elogiável a atuação da irmã.
Sua visão periférica começou a se abespinhar, pois lhe era notável que o queixudo lhe fitava de cara azeda.
Permanecida braba pelo que ele fez à Hinata, encarou-o mostrando a língua e puxando a pele abaixo do olho direito.
— Menina má educada. — Ele falou rouco exclusivamente para ela escutá-lo. — Você tem os mesmos olhos da gueixa, são parentes?
— Credo cara, você fede a bebida. — Também falou rouca, ignorando a pergunta do mesmo.
A fragrância de cravo e canela do ambiente podia disfarçar o odor, mas pra quem sentava perto do sujeito já vinha sentindo o sakê exalado dele.
— Humpf. — Ele endireitava a coluna, apertando os joelhos. — Não são parentes, você não tem metade da elegância dela. — Crer que a cor dos olhos fosse uma rara coincidência.
— O próximo chá que prepararei é o de Hojicha, enquanto isso, vocês têm permissão de admirar os objetos das estantes, cada um dispõe de um mini quadro contendo informações quanto ao seu uso e histórico. Mantenham um passo de distância, e quem tiver dificuldade de entender o que está escrito no mini quadro, posso ler.
Naquele instante, os clientes gradualmente se ergueram e as conversas se iniciaram em volume controlável.
— Adorei seu truque de mágico, tem um lugar fixo onde se apresenta? — a mulher agarrada ao braço do marido o arrastou para perto do loiro. — Adoraríamos o seu cartão, não é querido?
— .... — O marido sorriu torto.
— Agradeço o seu apreço.
Naruto se curvou para ela, depois tirou do bolso um cartão com o endereço da colina do norte, mas antes de entregar na mão da mulher, fez o cartão desaparecer entre os dedos e o que reapareceu foi um buquê de flores que ele estendeu na altura da feição feminina.
— Oh esplêndido, esplêndido!
Ela elogiou, batendo palmas e acompanhada pelas pessoas que prestaram atenção no que o mágico fez.
Uns três homens se interpuseram entre o casal e o loiro.
Eles o encheram de elogios e fizeram uma pergunta atrás da outra, Hanabi se colocou ao lado do loiro e saltitou, tentando chamar a atenção deles se apresentando como assistente do mágico.
Os azuis devagar se distanciaram do falatório e se prenderam na anfitriã quem em sua suavidade natural preparava o próximo chá.
O queixudo se encaminhou ao relevo baixo e se deteve com as mãos nos bolsos atrás dela.
— Sua pele é tão branca. — Falou ele umedecendo os lábios.
Hinata fingiu que não o escutou.
Uma veia grossa se desenhava na testa do mágico.
O olhar predador do queixudo e os lábios salientes são sinais decifráveis para o loiro quem conseguia adivinhar o que se passava na mente do pervertido.
— Acalme-se. — Toneri soou baixo, estando de costas para Naruto. — Ele não fará nada em público.
— Ele já está fazendo, a presença dele incomoda ela. — Seus azuis analisaram a figura feminina.
— Haruna quis ir até lá. — O Otsutsuki avisou.
A Fukamizu se abaixou ao lado da anfitriã elogiando-a e iniciando um diálogo, de propósito, ignorando a presença do queixudo que se frustrava outra vez.
— Não esqueçam, colina do norte que tem lá no parque. — Hanabi terminou de conversar com os homens, na verdade, eles só escutaram enquanto ela tagarelou. Virou-se para Naruto dizendo-o: — Vamos lá com a mana?
— Ainda não. —Naruto pusera uma mão no ombro da menina, vendo que Hinata se apresentava mais relaxada conversando com a acompanhante do Otsutsuki.
Hanabi sorriu ao mirar a cena, pois notou como o queixudo se comportava, ele vagava de um lado pro outro desinteressado pelos objetos decorativos da casa de chá, bufava a cada minuto consumido pela agonia.
— Ele ta louquinho. — Animada a criança sussurrou.
Hinata começou a servir chá aos clientes jazidos espalhados pela casa de chá.
Quando serviu Naruto ele lhe acariciou levemente a mão.
A face de suaves feições foi abordada pela vermelhidão.
— Você fica mais linda quando trabalha, sua dedicação é admirável. — Ele elogiou próximo do ouvido dela.
A colegial sorrir em agradecimento, afastando-se devagar dele e lançou olhar de repreensão à caçula, esclarecendo na face sua ordem pra menina continuar se comportando.
Hanabi sorriu sapeca.
A verdade era que Hinata passou a adorar que os dois estivessem presentes.
A suavidade do mágico foi sumindo conforme percebia que o queixudo ansiava para a anfitriã servi-lo.
O importunador aguardava em um canto da sala de mãos enfiadas nos bolsos, mais afastado que o resto dos clientes.
Era lógico que o aproveitador esperava ter um momento a sós com a anfitriã da noite.
— Ah não, ele não vai se aproveitar disso, deixa comigo cunhado. — Hanabi também notara a ousadia do sujeito.
Decidida seguiu a irmã mais velha.
O queixudo passou a mão direita pelos lados dos cabelos castanhos lisos, tentativa de charme, e desenhou o seu melhor sorriso gentil.
A anfitriã suspirou, parou diante dele, oferecendo a bandeja de chá e reatando seu profissionalismo, sorrindo-o.
Antes de qualquer um dos dois pronunciar uma sílaba, Hinata teve sua cintura envolvia pelos braços pequenos, Hanabi a abraçou tão forte e rápido pedindo uma bebida com mel.
Duas xícaras caíram e se fragmentaram no piso amadeirado.
— Lamento, não deveria tê-la abraçado de supetão. — Hanabi pediu repetidas desculpas.
— Han.... gomenasai, continuem apreciando o chá e a decoração. — A Hyuuga maior dissera para os clientes que viraram seus rostos na direção do barulho. — “Já é o segundo acidente, espero que ninguém reclame com Tsunade...”. — Retirara-se do cômodo indo ao corredor, retornou de lá com uma vassourinha na mão esquerda, um balde de lixo segurado pela alça férrica com a mão direita, e a pá espremida no sovaco direito. Colocou o balde no chão e deixou cair a pá, também pusera a vassourinha no piso. Começou a catar os cacos maiores com as próprias mãos e prosseguiu os jogando direto no cesto. Varreria os menores para a pá e depois colocaria no lixo.
— Eu ajudo. — O queixudo se voluntariou, abaixando-se.
— A culpa foi minha de novo. — Hanabi se jogou entre ele e a irmã. Ao ajoelhar-se sentiu um pouco de dor, um pedacinho deve ter cravado em sua pele, fez uma careta, suportou a dolência, continuando a catar os cacos do chão. — Eu sou muito desajeitada.
— GGGRRR.... — O homem empurrou a menina pelo ombro, fazendo-a cair sentada para o lado. — É perigoso, deixe com nós os adultos.
Naruto marchou em direção deles, Toneri tentou segurá-lo, o Uzumaki se desvencilhou, fortemente, e cessou atrás de Hanabi ajudando-a a se erguer.
Severo ele repreendeu:
— Não se faz isso com uma criança.
Hanabi passou a mão no joelho, sentiu o caco pequenino e o retirou, viu uma fininha linha de sangue se formando, mas se despreocupou com isso.
— Foi sem querer. Só quero ajudar. — O queixudo se justificou e quando viu que Hinata pareceu se cortar com um dos cacos, tentou segurar a mão dela para verificar o corte, todavia ela lhe repeliu se jogando pra trás. Enfureceu-se: — Será que não conseguirei nem me desculpar com você? Naquela hora não quis te chamar de prostituta, só achei que uma mulher com sua elegância merece conhecer alguém que possa pagar pelo que está a sua altura. — Sua voz se alterou e com isso os olhares dos clientes se convergiram quase ao mesmo tempo para ele.
— E-eu agradeço. — Hinata murmurou.
Foi ajudada a se levantar, quando olhou para quem lhe concedeuessa ajuda, era a Fukamizu quem lhe sorrir.
Volveu a fitar o queixudo que exibia inquietos olhos.
—Já tenho tudo o que quero com o homem que amo.
Naruto sorrir meigo, seu coração vibrante por ouvir essas doçuras e encantadoras palavras.
Era um delírio escutá-las na voz de sua amada.
Hanabi apertou as mãos, sorrindo.
O queixudo desacreditado falou:
— Não tem não, se tivesse não trabalharia aqui nesse estabelecimento, é o mesmo que um homem oferecer a esposa na vitrine para um monte de cara passar e ficar babando. Quantos clientes essa casa de chá recebe por noite? Eu não ficaria quieto sabendo que minha esposa realiza esse serviço. Se teu marido te permite estar nesse lugar, acredite, você deve estar levando um belo par de chifres.
— Então sei que realmente não mereço você. — Hinata disse enojada. — Confiança é algo que necessito, e pelo visto mesmo se o homem que amo não existisse você não estaria nem na lista de possibilidades para ser meu marido.
Hanabi alargou seu sorriso, a dor no seu joelho nem de longe a incomodava.
Os rotundos azuis chamejaram.
O burburinho da clientela repercutiu.
O queixudo de dentes cerrados permaneceu estático, enquanto Hinata retornava a catar os cacos, reparando nos clientes sussurrando uns para os outros, sentiu-se humilhado.
O mágico manteve vigilância sobre o sujeito, observando que o importunador estava acuado de constrangimento, decidiu largar seus olhos dele e ajudar sua noiva a limpar a bagunça.
Hanabi tentou ajudar, mas Hinata impediu.
— Fique sentadinha, depois cuidarei do seu joelho. — A mais velha falara baixinho pra menina.
Haruna retornou para perto de Toneri que a agradeceu por ajudar Hinata.
Aparentemente, o problema se resolvera e os clientes aos poucos volveram suas atenções aos seus focos anteriores.
O queixudo reparou no modo como o mágico e a anfitriã trocaram olhares, então era isso.
Ela era mulher do loiro. Inconformado pensou:
— “Ela pode considerá-lo mais bonito que eu, claro, ele tem beleza européia, mas tenho certeza que ganho mais que um mágico.”
Observou as mãos de Hinata quando ela colocou os pedaços de cerâmica no cesto, sempre quando ela ergueu os antebraços, as bordas das mangas desceram e isso fez com que ele notasse algo:
— Se são casados por que não tem aliança?
Hanabi fez um bicão e apertou a cintura, tratou de respondê-lo:
— Que cara chato, eles ainda vão se casar.
O queixudo analisou a menina e agora teve certeza que ela era parente da anfitriã. Redarguou:
— É mas... até noivos possuem anel de compromisso. E nem isso ela ainda recebeu. — Observou as mãos enluvadas do mágico e acrescentou: — E eu nem preciso perguntar se há algo sob essas luvas.
Naruto se colocou de pé.
— Relaxe cara, não insistirei mais na sua “noiva”. Eu só gostei de saber que estou certo. Você não a assume, é claro, eu também não ficaria feliz em exibir que estou com uma mulher que não larga esse tipo de trabalho, é isso. — Só queria sair por cima e deixar a casa de chá com a sensação de vitória. Merecia uma mulher superior, era isso. — Bem, boa noite, damas e cavalheiros. — Curvou-se breve para o público.
Os clientes iniciaram nova onda de murmúrios. Algumas vozes tornaram-se audíveis:
— Acho que é ela quem não quer assumir, com um emprego desses ela deve receber inúmeros clientes ricos.
Hanabi reconheceu que a dona deste comentário era a que esteve sentada atrás de si, quando os clientes sentaram em fileiras.
— Nenhum cliente rico irá assumi-la para um casório, mas tenho certeza que pagariam para tê-la na cama. — Um bigodudo falou para a mulher.
Toneri quem estava mais próximo conseguiu ouvir e ao fitar o rosto de Haruna, soube que ela também entendeu.
— Como as pessoas são cruéis. — A Fukamizu murmurara.
O Otsutsuki observou os lábios contraídos de Hinata, ela não ergueu a cabeça, abaixada começou a varrer os cacos menores para a pá.
— Mana... — Hanabi entristecida sussurrou.
O queixudo se encaminhou para a saída sob os olhares e cochichos dos presentes.
— Ele já está indo embora. — Toneri avisou Naruto, vendo que do pescoço e testa do loiro marcavam veias grossas como a do Hulk.
— Continue me ajudando, onegai. — Carinhosa a anfitriã pediu ao mágico.
As camadas de cílios do mágico caem devagar, ele respirou profundamente, parecia que a calma queria abraçá-lo, no entanto, algo mais forte impediu que isso ocorresse.
Uma imagem triste de Hinata em sua mente o fez abrir as pálpebras rapidamente e todo seu corpo foi movido por uma fúria bestial.
Faltando dois passos pra sair da casa de chá, o queixudo teve seu pescoço enlaçado pelo braço do mágico e se viu arremessado para o extremo oposto do ambiente.
— Que força monstruosa! — alguém se assustou.
Várias exclamações dos clientes desenrolaram-se, o mágico caminhou fervoroso para onde o corpo caiu, Toneri abriu os braços se metendo no caminho.
— Ele já estava indo embora! Ainda não percebeu que Hinata está aguentando tudo?
— É isso que me enraivece. — Naruto agarrou o quimono do Otsutsuki, abaixo do pescoço. — Saia.
— Lie... — Toneri soa pelos lados do rosto. Haruna cobre a boca temendo pelo seu acompanhante.
— Naruto...
— EU VOU PROCESSAR ESSE LUGAR, NÃO É ASSIM QUE SE TRATA UM CLIENTE. EU SOU RICO, GANHO MAIS QUE UM MÁGICO E VOU COLOCÁ-LO NA CADEIA POR AGRESSÃO. — O queixudo vociferava se levantando do chão, massageando o pescoço.
Toneri pediu à Haruna se afastar, tentaria impedir que o mágico cometesse uma loucura.
Os dois mediram forças e foram se movendo a esmo pelo espaço.
— Cuidado, Hanabi! — Hinata correu e puxou sua irmã, tirando-a do caminho deles.
Os clientes foram saindo de perto, mas sem deixar a casa de chá.
— Essa não...
A Hyuuga mais velha, de pé, assistiu seu noivo e o Otsutsuki derrubarem vários dos objetos de uma estante.
O queixudo sorriu pelo estrago.
Àquela altura, as vozes dos clientes ecoavam pelo estabelecimento.
Temari chegou espantada pela confusão e logo atrás Tsunade vinha se apoiando no que podia, seu rosto totalmente vermelho pelo sakê.
Hinata se apressou e agarrou o braço de Naruto, chorando, implorando para ele se acalmar.
— Ele magoou você Hinata. — Os azuis não saíam do Otsutsuki.
— Ele não me magoou, fiquei triste porque existem pessoas que nunca conhecerão você como conheço, elas nunca enxergarão o mundo como você enxerga.
Toneri relaxou os músculos, quando viu que o mágico tocado pelas lágrimas da amada, num instante atendeu ao pedido da Hyuuga.
Tsunade foi avançando pelo meio do espaço, analisando o estrago.
— Sinto muito Hinataaaa... mas não dáááááaaa eu fui bonzinha, mas não ãnãoaããão dááá... está demitida. — Apontou para a Hyuuga, ou achava que estava apontando pra ela, pois via a imagem de Hinata duplicada. — Quis tomar conta da noite e olha no que deu, demitida sem direito a... a...
Tsunade cairia de porre no chão, mas rapidamente amparada pela Sabaku que se colocara atrás da chefa, deixou a loira peituda sentada com as costas repousadas na parede de papel translúcido.
— Lie.... — Hanabi entristecida falou.
— Bem feito. — O queixudo falou, saindo da casa de chá.
Os clientes entenderam que a noite estava encerrada.
O loiro veloz ultrapassou o pessoal e fechou a porta de correr, vendo as incógnitas de todos, sorrir alegrado e os diz:
— Senhoras e senhores, não posso permitir que saiam sem que assistam há um dos meus números espetaculares.
— Naruto? — Hinata ergueu uma sobrancelha.
— Preciso das minhas aprendizas.
O Uzumaki fitou a noiva e depois a Hyuuga mais nova.
— É pra já! — Hanabi se empolgou.
A azulada deixou ser guiada pelo desejo do loiro, já que havia perdido o emprego iria se despedir do lugar de um modo espetacular.
Ela sequer considerava que o mágico possuía um plano.
*
*
*
Tsunade acordou e se encontrou no cômodo de recepção dos clientes, estava tudo limpinho e brilhante. Massageou a cabeça e escutou os passos, vinham do corredor.
Temari surgiu, desejando bom dia.
— O que... — Tsunade reparou que faltava algumas coisas. — Onde estão os objetos das estantes?
— Os clientes ricos quiseram comprar depois de ontem, eles gostaram tanto, foi um verdadeiro leilão. — A Sabaku sorrir. — Como sei que a senhora comprou-os tudo em lojas baratinhas em suas viagens, permiti que eles comprassem. Mas a idéia foi da Hyuuga.
— Hyuuga... — Tsunade fechou as pálpebras. — Ah sim... ela se comprometeu a atender a demanda de clientes... tive impressão de que ocorria uma zona.
— Ela trouxe um convidado especial, ele sabia fazer números de mágica e os clientes adoraram. A senhora caiu de cansaço em uma das apresentações.
— huuum... eu bebi muito.... mas... — Seus olhos cor de mel brilharam como ouro, quando Temari lhe estendeu uma bolsa cheia de notas verdinhas.
— Um bônus de um casal ricaço.
— Eu preciso agradecer a Hinata. — Tsunade abraçou a bolsa, girando, enquanto seus orbes viravam estrelas.
— Deixe que eu ligo pra ela, a liberei cedo, achei que merecia um descanso...
— Tudo bem, tudo bem, então não a incomode, inclusive diz que ela pode tirar o dia de folga e peça para que ela lhe passe o número desse mágico.
Tsunade dissera alegre, saindo do espaço em uma pressa tremenda.
Na certa eletrizada para gastar em jogos de apostas e bebidas.
A Sabaku se satisfaz.
Antes de sair do estabelecimento, ligou do seu celular para o número que Hinata lhe passou, quem atendeu foi Hanabi.
— Avise para sua irmã que o plano do mágico deu certo, ela continuará no emprego. — Ouviu a menina, comemorando e que possivelmente largou o celular para sair correndo querendo avisar a Hyuuga mais velha.
Temari desligou indo para sua casa.
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