Abracadabra!

7 Eu não acredito em magia


~23: 23h

Hanabi adormecida repousava a cabeça sobre seu coelho de pelúcia.

Com o cobertor, a irmã mais velha cobriu a caçula, até os ombros.

"Quando foi a última vez que ela ficou tão feliz?

Hinata refletiu, medindo que a menor se mostrou, muito mais feliz, com a visita do mágico se comparado, com a noite que comeram lamen.

Momentos atrás, quando a diversão crescia, a lâmpada apagou sozinha.

Hanabi lamentosa, lembrou-se de revelar que Hayate viera mais cedo avisar que a luz seria cortada.

O desânimo, a morbidez, a tristeza e tudo que pudesse se instalar naquele presente, era evitável ao mágico que puxou um buquê de rosas por trás de um lenço, entre as rosas ele possuía uma mini lanterna em formato de flor e com ela iluminou o espaço.

Brincadeira de sombras.

A pequena Hyuuga segurou a lanterna, enquanto Naruto mostrava o que sabia fazer com as mãos, realizou os formatos de vários animais e Hinata sorria abrandecida.

É assim que o mágico consegue ser feliz, tirando proveito da situação em que está...”

— Ela é a sua maior riqueza. — Naruto comentou, sentado no canto do quarto, de costas contra a parede e pernas esticadas pelo chão. — Esse amor colorido que escorre dos seus olhos... espero prová-lo logo.

Do que ele está falando?

Hinata optou em não questioná-lo sobre o significado daquela esquisita combinação de palavras.

— Arigatou, pelo que fez hoje, não só minha irmã se divertiu bastante como... eu também, apreciei essa noite. — Sentada sobre as pernas, fechou as mãos delicadas no meio das coxas. — Mas... agora que esse momento feliz passou, está na hora de nos despedirmos.

— É claro, ficou tarde, tenho que voltar. Visite-me amanhã na colina, leve sua irmã, pois nos divertiremos melhor do que hoje.

— Naruto... você sabe que não nos veremos mais.

— Claro que nos veremos, entenda pequena... — Levantou-se. — Nunca será um sayounara entre nós, sempre um mata aimashou.

Pequena

— Deveria levar a sério a situação pelo menos por cinco minutos. — Hinata também se levantou e andou à porta e esperou pelo loiro quem tranquilo a seguiu. — Eu admito que não estou mais irritada com o seu otimismo, mas sinto muita pena de você. Creio que não tenha casa própria, mora naquela colina, não é?

Fora do cômodo das Hyuugas, o mágico observava o corredor do condomínio que naquele horário exalava ar sombrio.

— Moro, é um paraíso de sonhos. Cheios de luzes ao contrário desse lugar de escuridão, não combina com você. — Cravou seus azuis na jovem. — Sua pena é desnecessária, sou o homem mais rico do mundo.

— Sim... acho que de alguma forma você é sim... — Hinata murmurou, colocando a mão no lado da face masculina.

O loiro fechou os olhos e inspirou, experimentava o contato de um anjo, crê fielmente.

Ele consegue ser feliz em qualquer lugar, essa positividade é natural dele.”

No entanto, não bastava viver dessa alegria improvisada. Talvez tenha sido toda essa alegria constante do loiro que o levou a morar na colina.

Naruto seguraria a mão dela, mas a jovem a afastou antes que ele a tocasse.

Hinata se curvou, despedindo-se, e se voltou à porta.

— Quem é esse cara? É mais um que veio cobrar divida? — Mizuke apareceu no corredor, acompanhado de dois homens.

A colegial se volveu, novamente. E arregalou os olhos, ao ver aqueles homens.

Ela verbalizou:

— Eu tenho mais três dias para pagar a divida!

— É eu sei, mas hoje a noite minha e dos camaradas aqui furou, vim fazer uma visitinha, quem sabe ocupar seu cômodo aí.

—O que.... mas não podem fazer isso! — na frente da porta, ela abriu os braços, tentando impedir a passagem dele. — Chamarei os policiais! — então se lembrou de que era uma futura condenada e percebeu que estava perdida.

— Chame, cobrar dividas não é crime. Você ainda não pagou o aluguel então não tem direito sobre esse apartamento. E claro, se quiser falar mesmo com os policiais, podemos conversar sobre o seu pai e o vicio dele em apostas e jogos.....

Os músculos da Hyuuga se paralisaram.

— Eu soube que tem uma irmãzinha. Ela é tão linda quanto você? — perguntou um dos homens, chegando perto da Hyuuga, ostentando seu sorriso atrevido.

— CANALHA! Não faça nada com ela! — vociferando, a colegial desferiu uma tapa na cara dele. Enojada, a ira borbulhou nas veias.

— Sua vadia! Tá devendo muito e ainda quer ter moral. — Ele espremeu o queixo da Hyuuga, lembrando ali quem possuía mais força física para machucar alguém.

— Não toque nela.

O mágico apertou no meio do antebraço do sujeito e exercendo força, empurrou-o pra longe da jovem que sentia a mandíbula dolorida.

— Na... na... ruto.

— Estou aqui por você, pequena. — O loiro falou observando-a pelo canto dos olhos.

O coração sangrava.

As lágrimas imploravam.

A alma se despedaçava.

Um fim para o pesadelo, por favor.

Anjo salvador! Que seja você de cartola!

Onegai... se é um mágico de verdade, faça eles desaparecerem! Faça meu sofrimento passar! Suma com os meus problemas! — Hinata implorou, doendo-se com a possibilidade de sua irmã ser alvo da crueldade daqueles homens sem coração.

Se é um mágico de verdade, faça sua magia!

O loiro teve o prazer em ouvi-la querê-lo.

Em um movimento ágil se deteve diante um dos inimigos.

— Seu desejo é uma ordem! — colocou a mão sobre o rosto do homem o qual havia espremido o queixo de Hinata.

Abracadabra!

Retirando a mão, deixou no rastro dela, uma pilha de dinheiro, notas verdinhas no ar a despencarem em um movimento de um lado para outro.

— Ele tirou dinheiro da cara do Dosu? — gritou o outro acompanhante de Mizuke. — O que foi isso... o que ele fez?

— Sei lá que merda ele fez! É dinheiro! Muito dinheiro! Peguem tudo pessoal! — Mizuke desconhecia o que acontecia com o homem de cartola, entretanto, pouco ligava, importava-se exclusivamente com seu pagamento. — São notas falsas! — descobriu revoltado, depois de juntar cinco notas. — São notas vendidas em lojas de brinquedo. — Confirmou irado. — Tá tirando com a minha cara, paspalho? — De corpo ereto focou seus afiados olhos no mágico e espremeu os punhos.

— É um amigo do Hiashi? Quer nos fazer de bestas que nem ele? — Dosu interrogou, também aqueceu os punhos.

O trio de homens se aproximava do despreocupado loiro, enquanto Hinata pressionava as costas contra a porta.

Temos que fugir...

Pensava ela, colocando a mão na maçaneta.

Para alcançar a saída do condomínio precisavam passar por Mizuke e seus comparsas.

Se fugirmos pra dentro do apartamento... não demoraria até eles arrombarem a porta

Naruto emudecido permaneceu, quando recebeu o primeiro soco que pegou no estômago.

Ao se curvar pelo golpe, ganhou outro no queixo e depois no meio da cara, ao ser lançado contra o chão, suas costelas se tornaram alvos de chutes e murros.

— Saiam antes que eu chame as autoridades! — gritou Hayate da porta dele, segurando um bastão de basebol para possível defesa. — Incomodarão os vizinhos com essa barulheira toda!

— Vamos ocupar o apartamento dessa garota! — Mizuke apontou à colegial quem inativa fitava o corpo machucado do mágico.

Hayate verbalizou:

— Se vai ocupar a morada dela vai se arranjando pra pagar as contas de luz e água, cortei ambas, por causa do atraso de pagamento. Claro, a não ser que não se importe em viver sem esses dois itens.

— O que? Merda. Vamos embora pessoal, não quero passar dias nesse aperto. Eu deveria imaginar.... — Mizuke cansado colocou as mãos nos bolsos, cuspiu no mágico antes de dar as costas pra ele.

Foi seguido pelos dois comparsas e em meio minuto o trio se retirou do condomínio.

Silencioso.

O tempo progrediu em uma quietude mórbida.

Minutos para o mágico se acostumar com as dores.

Minutos para a Hyuuga permanecer na descrença.

Naruto carregando sua anti tristeza resolveu animar o clima:

— Viu só? Eu os fiz desaparecerem. — Sentando-se, insistiu em sorrir. Um sorriso ensanguentado. — O que achou da minha mágica?

Sua mágica Naruto, poderia ter te matado.”

Hayate caminhou, ainda segurando o bastão.

Analisou o estado do loiro:

— Buscarei alguns curativos, mas aconselho a ir atrás de um médico. — Retornou ao apartamento acreditando que o espancado estaria delirando, por estar sorrindo.

A colegial diminuiu o espaço entre os dois e se agachou.

Preocupada falou que acharia melhor ligar para a ambulância, no entanto, Naruto negou e insistiu que ficaria bem.

Então voltaram ao silêncio.

Cada machucado no mágico fazia a Hyuuga querer gritar e abraçar Naruto, agradecê-lo por suportar aquilo por ela.

— Eu tenho que agradecê-lo, não sei mais quantas vezes terei que lhe dizer arigatou. Mas sei que só direi uma vez as seguintes palavras: Eu não acredito em magia.

O loiro via a lamúria nos perolados, a descrença, uma alma jovem e acabada.

Aquela destruição que a colegial lhe demonstrou através das janelas da alma, foi o pior golpe que ele recebeu naquela noite.

E lá veio Hayate com os curativos.

Hinata beijou a testa de Naruto, e deu-lhe as costas, entrando em seu lar sem mais olhá-lo.

Depois disso, ela teve que aguentar as dores de suas ações.

Foi má com Naruto, porém precisava dar um ponto final entre os dois.

Talvez agora...

O rejeitando naquele momento difícil, o mágico entendesse que a vida não era um conto de fadas.

*

*

*

*Diário da Hinata*On*

"Você vê Naruto? O que adianta sua "magia" agora? Tire a cartola, desamarre a capa, arranque as luvas e jogue a varinha fora.

Conheça a realidade.

Pare de brincar de mágico e acorde para a vida que nos rodeia, é isso que tenho que enfrentar todos os dias... sua maneira de buscar diversão em tudo não resolve as dificuldades que o destino nos traz.

Okaa-san, a senhora acha que eu seria um monstro se falasse isso? Porque foi o que me deu vontade de falar. Mas guardei para mim quando vi uma expressão verdadeira de dor no mágico.

Doeu em mim também.

Quando fechei minhas pálpebras para dormir, a ardência infernizava meus olhos.

Mãe, sua filha arrancou as asas de um anjo.

*Diário da Hinata*Off*

*

*

*

~02/03/2010

~terça feira

~10: 30h

— Turma, daremos uma pausa para a escolha do representante e vice-representante da classe. — O professor Kakashi anunciou. A péssima reação dos alunos, mais correto dizer da maioria deles, o fez usar tom severo: — Colaborem, completando um mês de convivência, deve-se fazer a escolha, é a regra.

— Escolhemos o Shikamaru! — Kiba revelou alto e seus amigos ergueram os braços em concordância.

— Não me envolva nisso, saco. — O gênio preguiçoso cruzou os braços sobre a mesa.

O Hatake rejeitou a escolha nada séria do Inuzuka.

— Escreverão o nome do representante e do vice em um papel e colocarão os motivos. — Ignorou as várias caras tediosas de alunos que achavam o processo chato. — Da mesma forma que fizemos no ano passado e retrasado.

— Não podemos só falar o nome? — o Inuzuka perguntou, em voz alta de novo.

— É professor, por que não colocamos os nomes dos candidatos no quadro e votamos com pauzinhos? — outro aluno sugeriu.

— Exijo uma escolha pensada. — Kakashi colocou uma caixa em sua mesa. — Dobrem o papel e o coloquem aqui dentro. Não se esqueçam de escrever o nome de vocês. — Caminhando à porta, avisou: — Voltarei dez minutos antes do intervalo para conferir os votos.

Com a partida do adulto, os jovens começaram a se levantar e se reunirem em grupos.

Hinata em sua externa placidez comum, na mente sofreu uma crise que se tornara frequente nas últimas semanas.

“Será que Danzou desistiu?”

Talvez ele temesse que o mágico fosse uma testemunha de que estava assediando-a no trabalho.

Ele não sabe o modo de vida que Naruto leva, se soubesse não temeria, pois o acusaria de não bater bem da cabeça...

Incontáveis vezes esses pensamentos lhe recorreram.

Incontáveis vezes a jovem imaginava policiais aparecendo na porta de seu apartamento ou em seu colégio.

Qualquer dia poderia ser seu último, deveria estar em seu lar esperando sua irmã retornar da escola para abraçá-la e aproveitá-la!

Toda vez que se convencia daquilo, uma força maior aparecia e a contradizia, orientando-a a manter sua rotina.

No fim de sua crise acreditava que nenhum perigo corria mais, nem mesmo Mizuke deu as caras desde a noite que espancou o mágico.

— Hyuuga? — Sai deu um toque na mesa dela.

— Pois não? — alertada, ela desatou de sua tormentosa reflexão e virou a cabeça pra olhá-lo.

— O professor espera que todos façam a votação, ele não permitirá que saia do colégio sem o voto.

— Escreverei... — Separando uma folha do caderno a jovem sabia quem seria sua escolha.

Sai Hino para representante de turma.—_________________

Motivo 1-Ele é organizado—__________________________

Motivo 2-Ele é inteligente.—___________________________

Motivo 4-Ele é sincero—_______________-______________

Motivo 5-Ele é_—___________________________________

— Isso aí é paixão? Hahaha. — Rin curvada observava atrás do ombro de Hinata quem parou de escrever. — Estou brincando. Não precisa colocar tantos motivos, dois são suficientes.

— Eu... — A Hyuuga se emudeceu, espremendo os lábios.

— Aconteceu algo? — a Nohara sentou atrás da colega, aproveitando que a cadeira se desocupava.

A mão de Hinata abandonou a caneta.

— Não esperava que viesse falar comigo, não sei o que dizer. — Nervosa, a perolada lançou sua sinceridade e sentiu-se estúpida.

— Eu sei, você é quietinha. Não se sinta envergonhada. Nossos uniformes de educação física chegarão amanhã, formaremos dupla, então achei que seria uma boa eu chegar em ti aqui na sala.

Na última sexta a Hyuuga conheceu o professor Guy, ele avisou que a entrega dos uniformes estava atrasada e só começariam as aulas práticas quando os alunos os recebessem. Ele se apresentou e também antecipou a formação de duplas.

Abrindo um pouco os lábios, Hinata notou seu coração um pouco mais acelerado.

Sai quem escrevia, cessou seu lápis, passou a observá-las de canto.

— Haam, talvez você não goste muito de falar, se eu tiver incomodando... — Rin repensou em sua atitude e se preparou para voltar ao seu lugar.

— Não incomoda! — o disparo de voz de Hinata chamou atenção de alguns alunos ao redor.

— A mudinha falou HAHAHAH! — Kiba não desperdiçou a chance. — Rin fazendo milagre.

— Rin a milagreira! — um dos amigos dele aumentou o som das risadas.

A Nohara travou a cara, pondo as mãos na cintura.

Gomenasai... tenho que ir ao banheiro... — Envergonhada, a Hyuuga sussurrou à Rin, saiu da sala sem deparar seus olhos com os de outros.

— Crianções... — Rin murmurou, voltando ao seu lugar.

— Não irá atrás da Hyuuga? — Sakura perguntou, terminando de escrever seu voto.

Chegara a ver Hinata abandonar a sala.

Rin respondeu:

— Mais tarde, quando não estivermos na vista desses bocós.

Sai permanecido sentado observou o papel de Hinata e o pegou, lendo os motivos ali escritos ficou bastante tempo o encarando

Um par de olhos azuis ao fundo da sala não saíam do Hino.

~14: 02h

— Hyuuga! — Sai correu na direção de Hinata quem cruzava os portões.

Escutando o chamado, ela parou seus pés e virou-se pra trás, assistindo seu colega vir.

Arredou para o lado, saindo do caminho da multidão de estudantes que partiam.

Arigatou por votar em mim! — Sai agradeceu, sério, parando na frente dela. Sendo a surpresa dela perceptível, explicou-se ao se curvar: — Eu sei que votou em mim porque li o que escreveu, e peço perdão por minha intromissão.

O Hino ganhara o posto de representante de classe.

— Não precisa se desculpar. — Algumas alunas da turma 3-K passaram próximas dos dois e cochicharam entre risinhos. — Onegai, endireite-se...

Tocou suavemente os lados do rosto do representante fazendo-o erguer a cabeça.

— Eu posso chamá-la de Hinata? Estou bem informado que para formar uma amizade podemos começar encontrando coisas que gostamos um no outro. E as qualidades que você me ressaltou são ótimas para ser visto como um amigo.

— Amigo…

Hinata murmurou meio pasma. Acreditava que não havia mais possibilidade de se incluir em amizade com alguém.

Nem mesmo procurava uma.

— Eu fiz minha lista sobre você. — Sai pegou do bolso da calça um papel e leu pausadamente: — É comportada, é inteligente, sua letra é a mais bonita, sua pele é pálida como a minha, o seu cabelo é comprido, sua boca bem no meinho tem um formato de coração….

Gomenasai, isso é uma lista do que admira em mim?

— Começou com coisas que admiro em você e depois passou pra coisas que gosto de ver em você. Se aceitar ser minha amiga, eu prometo ser uma companhia que não lhe importuna, pra começar eu sou um bom ouvinte, sou como um livro de conselhos, não me importo de dividir meu almoço e posso emprestar até duas canetas e dois lápis.

Ofertava seriamente como se prestasse a um cargo de suma importância.

Na vida da jovem, na real, era importante.

Hinata sorriu, por trás de sua meiguice ninguém adivinharia a festa que explodiu no seu cerne.

Foi incontrolável ver alguém buscando sua companhia.

Cogitou estar cometendo um erro em aceitar, entretanto, seu alegre impulso respondeu por sua consciência:

— Eu aceito ser sua amiga.

— Esplêndido! A partir de hoje você pode me chamar de Sai e eu a chamarei pelo primeiro nome. — Estendeu a mão à nova amiga quem não demorou em apertá-la. — Hoje vou elaborar nosso compromisso de amigos para amanhã, agora tenho que voltar pra sala, preciso resolver meus primeiros assuntos como representante. — Embora Sai sequer sorrisse, a exaltação na voz dele significava contentamento.

Hinata a caminho do lar refletia, não sabia quanto tempo duraria essa amizade, acreditaria que como amiga seria um estorvo, porém como foi Sai quem a procurou e se esforçou para se comunicar com ela, não quis jogar o esforço dele no lixo.

Precisaria se desculpar com Rin, conversar melhor com ela, decidiu que treinaria o que falaria pra ela no dia seguinte.

Quem sabe a Nohara se tornaria mais uma amizade mesmo que temporária.

Sai a fizera se sentir tão bem que um abrandado otimismo lhe nasceu a lembrando do dono de uma cartola.

Chegou em seu lar com um aperto emocional.