Abracadabra!

33 Amor de outono


~22/09/2010

~09: 00h

Naruto usava calça de suspensórios, camisa laranja de mangas enroladas nos antebraços, gravata borboleta vermelha e sapatos de estilo social sem cadarço.

Nas mãos, luvas marrons, imitação de couro, terminavam nos pulsos.

Hinata usava saia azul de tom claro, estilo cintura alta, cinto laranja de lacinho preto e camisa cinza clara de tecido macio, com mangas terminando dois dedos depois dos cotovelos, seu decote era redondo.

Uma meia calça preta com detalhes de meia lua e sobre seus soltos cabelos, uma touca de crochê.

De mãos dadas andavam calmos na beira de um lago de um parque florestal, exibindo um dos mais belos cenários de outono.

As folhas misturam as cores conhecidas dessa época do ano: vermelho, amarelo e laranja.

Trocavam olhares e sorrisos de cumplicidade.

Naruto carregava uma cesta de vime, a alça circular em torno do seu ombro direito.

Com a mão livre, Hinata abraçava sua bolsa de crochê na altura do peito já que a alça era curta.

— Que lindo. — Os perolados realçaram o encantado cintilar ao avistarem uma ponte cruzando o lago.

Duas famílias apreciavam a vista, um pai segurava a filha de cinco aninhos que apontava para os peixinhos coloridos visíveis nas águas verdes claras.

A Hyuuga se impulsionou pra frente e arfou ao chegar à ponte, adorando o barulho da madeira contra suas sapatilhas, inclinou-se sobre o parapeito, cautelosa com sua bolsa, no entanto, sem diminuir sua empolgação.

— Lindos. Oh, gomenasai, Naruto-kun. — Volveu-se para o lado, vendo seu noivo se movendo alegre e tranquilamente até ela. — Me energizo que nem uma criança as vezes... não quero que se sinta ignorado.

— Me pede desculpas por isso? — ele achou cômico, não viu nada demais. — Nunca me sentiria ignorado por algo assim. Você deve desfrutar muito passeando com as amigas, curtindo a irmã e.... visitar lugares bonitos. Gosto de vê-la animada.

— É. — Hinata desceu as pálpebras sorrindo, deveria imaginar a resposta dele, virou-se de costas ao parapeito, descansando os cotovelos nele, a alça da bolsa escorregou para baixo, um pouco. Ergueu um pouco sua face para receber melhor a brisa. — Se eu não conhecesse você, estaria trancafiada no condomínio estudando nesse momento. Arigatou por não desistir de mim, por não me fazer perder isso.

Os cabelos azulados voando pra trás, o vento amenizador...

A Hyuuga apreciando um belo dia ao lado de um belo amor.

O N. Uzumaki convocou sua seriedade, colocando a cesta de vime ao lado da Hyuuga sobre o piso amadeirado e a abraçou.

Ela o apertou pela cintura assim que recebeu o contato caloroso.

Após um minuto, ele recuou um pouco seu rosto, agradando o queixo feminino, mirando os lábios, depois os orbes de lua e enfim, capturou com sua boca o gosto adocicado da azulada.

Ela deixou a bolsa cair ao lado da cesta para envolver a nuca e brincar com os cabelos loiros ralos da região.

— Uhh é como o otou-san faz com a okaa-san. — A menina a seis passos do casal apontou pra eles.

— Amora! — a mãe pegou a menina pela mão, o casal levou a filha para fora da ponte.

Naruto e Hinata concentrados em seus beijos desperceberam o que aconteceu.

A outra família presente estava do lado oposto da ponte e de costas aos dois apaixonados.

Novas pessoas chegavam.

Iam e vinham.

O mágico pousou cada palma em um lado da face feminina, Hinata gostava do tecido macio das luvas, e acariciou a parte nua dos braços de seu homem.

Sempre quando pensavam que acabariam com o beijo, recomeçavam.

Em um momento, apenas pressionavam seus beiços, enquanto sorriam.

O mágico parou o beijo, mudando suas mãos do rosto aos braços femininos e devagarzinho os abaixando, manteve a cabeça abaixada, pressionando sua testa na da noiva, sorrindo ao observá-la nas pontas dos pés.

A perolada se esticava ao máximo, tentando, inutilmente, igualar suas alturas.

Naruto se ajoelhou em uma perna, cruzou os braços esticados e de punhos cerrados, pediu-a:

— Escolha uma mão.

A azulada riu um pouco.

— Essa... — Tocou na mão esquerda.

Quando ele abriu a mão, existia um papel com uma seta vermelha, apontando à outra mão.

Hinata meneou seu sorriso, dizendo-o:

— Bem, parece que não tenho opção.

— Preciso da minha aprendiza. — Naruto esticou a mão direita.

Ela tocou nos dedos fechados e ele virou uma palma vazia.

Terna, a azulada com suas mãos fechou a dele, curvou-se para beijar o punho e após retornar a abrir os dedos do mágico, na palma da mão masculina, existia uma caixinha.

O coração da perolada se alternou de ritmo.

Emoção a consumiu.

— Já sabemos que noivamos, mas desde aquela noite na casa de chá, venho pensando que você gostaria de ganhar... — O N. Uzumaki lentamente abriu a caixinha.

— Naruto-kun...

Existiam pessoas na ponte que pararam para ver a linda cena.

De longe, elas perceberam que era um pedido de casamento.

Um anel prateado de enfeite brilhoso, formando uma linha vermelha que traçava caminho levemente ondulado.

— Arf que pão duro, não é de ouro, e nem é prata de verdade, da pra notar. — Uma mulher cochichou à amiga. — Parece que fez o enfeite a mão... isso nem pintando de dourado será uma aliança.

— Eu achei lindo. — A amiga entrelaçava os dedos diante o peito. — Parecem um casal de filme.

Hinata sequer notando a presença da “platéia” foi vencida pelas lágrimas quando seu noivo segurou sua mão e colocou o anel em seu dedo.

Cobriu sua boca usando as costas da mão, quando sentiu seus lábios pararem de tremer abaixou seus dedos.

Já considerava a aliança mais bela do mundo.

Naruto se colocou de pé e retirou a luva, pegou o anel que ele deveria usar e entregou na mão da noiva, almejava que ela colocasse.

A Hyuuga colocou na mesma delicadeza que ele teve com ela.

Uniram suas mãos e beijaram-se outra vez.

Escutaram palmas do "público" as quais cessaram naturalmente.

As pessoas retomaram o que faziam.

Uma garota tirara uma foto dos noivos, louca para postar nas redes sociais.

Os noivos permaneceram mais um tempo na ponte, o loiro botou sua perolada sentada no parapeito, rondando a cintura dela, enquanto teve seu pescoço envolto pelos longos e macios dedos femininos, sentindo o anel contra sua pele.

Beijaram-se mais e mais, parando para trocar sorrisos e apreciarem um pouco a vista da face que amavam.

*

*

*

~11: 37

Após atravessarem a ponte, curtiram longo passeio do outro lado do parque, deram três paradas para se curtirem novamente, e nos últimos dez minutos procuraram por um bom lugar para finalmente atarem o piquenique planejado.

— Ali parece bom. — Hinata apontou para uma árvore mais afastada de outras escolhidas por outras pessoas.

Os dois se aproximaram do local.

Naruto retirava a cesta do ombro, quando a mão de sua noiva pousou no meio de seu peito, prendeu os azuis questionadores nela e percebeu que a própria observava algo.

— Acho que são aqueles formigueiros, por isso ninguém escolheu esse lugar. — A perolada dissera desanimadora.

— É outono, elas não sairão do abrigo delas, mas se vierem atrás de doces.... — Naruto tirou da cesta, um pote de mel. — Posso distraí-las com isso.

— Será que dará certo?

— Não custa tentar.

Estenderam o tecido xadrez sobre o gramado.

Uma torta de maçã, uma torta de limão, uma vasilha de onigiris, maçã caramelada e dois sucos, sabores uva e morando.

De opções tradicionais tinha udon e lamén.

Em um momento, durante a organização do piquenique, Naruto se interrompeu e retirou as luvas, segurou as feições femininas para dar uma bitoca estalada. Em seguida, continuou a arrumar os materiais.

Hinata coradinha, tratou de servi-lo assim que ele terminou, depois serviu a si mesma.

Ela começou pelo onigiri, após engolir dois pedaços, curiosa o fitou.

— Você vinha planejando esse piquenique há dias ou teve a ideia ontem? — recebeu o convite dele, quando voltou do shopping.

— Hanabi me contou que ela faria um passeio e que voltaria no dia vinte e cinco. — Naruto pausou para mastigar um pedaço da torta. — Achei legal se fizéssemos alguma coisa nesse período.

O feriado do outono variava entre o dia 22 ao 24 de setembro.

— E isso... — Ela sentada na pose de sereia, segurava o onigiri mordido sobre a coxa e a outra mão foi erguida, exibindo o anel de noivado.

— Eu esperava a hora certa, só desconhecia qual seria, quando te vi na ponte apreciando o momento, eu simplesmente senti algo diferente. — Explicara-se, contemplando o céu e no fim de suas palavras, seguiu comendo sua torta.

O rosto de Hinata enrubesceu e permaneceu assim até ela terminar seu onigiri.

Quando passou para a torta de maçã, seu noivo degustou de um de seus onigiris.

A perolada vibrou inteirinha, com a cara de satisfação do loiro, sendo uma expressão que ele não realizou quando comeu o pedaço de torta que foi algo comprado.

— “Mas essa torta de maçã está incrível... será que ele está se expressando dessa forma de propósito... só para me alegrar?” — Seu noivo não mentiria pra ela, por outro lado ele podia ser só apaixonado demais para não querer magoá-la e ocultar alguns detalhes.

— A torta não está boa? — ele se preocupou.

— Está sim! — respondeu-o de forma instantânea e em seguida tentou parecer natural. — Se eu soubesse teria preparado umas bens recheadas sabe, bem melhores do que essa, você não precisaria gastar nisso.

— Mais recheio. — Naruto terminou de comer seu onigiri. — Vou lembrar disso da próxima vez que preparar uma.

— Oh, foi você que fez. Essa torta está incrível, gomenasai. — Hinata só queria se enterrar. — É que fiquei com invejinha, pensei que tivesse comprado.

O mágico gargalhou por um minuto fazendo sua noiva se tornar um pimentão.

— Comprei apenas as maçãs carameladas.

Mais tarde servia-se de lamen e udon, enquanto o primeiro possuía macarrão fino o outro consistia em um engrossado.

Eles resolveram misturar uma porção de cada.

— Lamén é mais gostoso. — Hinata concluiu.

— Da próxima vez preparo somente lamén para o almoço. — O N. Uzumaki concordava com ela. — Pensei que tivesse enjoada, é o que mais sirvo a você na tenda.

— Nunca me enjoei de lamén, não consigo pensar em outra comida que me satisfaça mais que isso. — Fechou as pálpebras demoradamente. — Huuuum, e esse aqui está diferente. Será que é a mistura com udon?

— Lie, é que esse lamén não é instantâneo. Arrumei cada ingrediente.

A Hyuuga se agradava em saber mais dos dotes culinários do seu futuro marido, pois visava-se trabalhando fora e ele, no lar.

Todavia, também precisava aumentar suas qualidades na cozinha para quando fosse necessário.

Após almoçarem, ainda sobrou pedaços de tortas e maçãs.

Deitavam lado a lado de mãos entrelaçadas sobre o tecido do piquenique.

Havia três folhas caídas no busto de Hinata, enquanto sobre as pernas de Naruto, duas folhas.

A Hyuuga achava um dia perfeito e sabia que a noite que estaria por vir seria mais ainda.

*

*

*

~12: 06

Hinata deitava parcialmente por cima do seu amado.

Como era aconchegante o corpo pequeno encimado no maior.

A sensação de proteção era física e emocional.

Após precioso momento juntinho de seu amor, ela ergueu a parte superior do tronco se sustentando por um cotovelo.

Observou os formigueiros.

— Olhe, o pote de mel deu certo. — A Hyuuga se alegrou.

Quando surgiram as primeiras formigas perto do piquenique, o mágico espalhou mel ao redor de cada formigueiro.

O mágico comemorou:

— Ponto para nós.

— Para você, a ideia foi sua, bobo. — Hinata beijou o meio da testa de seu noivo. — Por que escolheu esse enfeite vermelho pro nosso anel de noivado?

Ela retornou a se acomodar no peito másculo, sentiu a mão dele suavemente espalmar no meio de suas costas.

Aka Ito. O fio vermelho do destino. — O mágico retirou a touca de crochê para acariciar os cabelos azulados, subiu sua mão ao topo da cabeça de sua noiva. — Não importa o tempo ou as vidas que passam, a pessoa que nasceu para a outra está destinada a encontrá-la.

— Isso é muito lindo, Naruto. — Cerrou as pálpebras.

Os dois cochilaram em uma tranquilidade inquebrável.

Crianças brincavam ao longe, cachorros de estimação latindo e correndo com elas; pipas sendo empinadas e bolhas de sabão enfeitando o ar, junto com as folhas em queda.

Em meia hora, Naruto acordou, contemplou sua amada adormecida, livrou-se das folhas caídas em suas vestes, e depois, limpou as vestes da noiva.

Resolveu guardar o que sobrou do piquenique.

Feito, deitou de lado, agradando os cabelos azulados e deixou um selinho nos lábios entreabertos da Hyuuga, sentia o sabor de maçã caramelada, o que o atiçava a depositar mais duas bitocas nos beiços claros.

Hinata acordou alguns minutos depois das uma hora, de pálpebras semiabertas, sua visão foi se ajustando a imagem do noivo a fazer truques de mágica para uma garotada.

A seguir, ele começou a brincar de pega-pega com as crianças.

Tranquilizou-se Hinata ao ver que as famílias que reparavam de longe não demonstravam desconfiança quanto ao seu amado.

*

*

*

~13: 40h

Encontraram um caminho marcado por pedras enfileiradas interligado a um quiosque vazio, resolveram ficar lá, haja vista que chuviscos se iniciaram.

O quiosque devia ser o menos usado porque possuía alguns buracos no teto.

Encontravam-se apenas os dois no local.

Naruto levantou sua amada pela cintura, sentou-a no parapeito e manteve-se abraçado ao corpo dela, descansou seu queixo sobre a touca de crochê.

Progredido alguns minutos, perguntou-a:

— Pensativa?

Hai...

— Sobre?

— Você deve ter a mesma idade que eu. — Hinata revelou. — Se Karin o ajudava, quando ela era criança... e você estava na época do colegial, a média de idade, do colegial é de quinze, dezesseis anos.

— Estou por volta dos vinte e um... será que já fiz vinte e dois? — ele esfregou os cabelos, tentando recordar. Devia ser uns quatro ou cinco anos mais velho que Karin. Antes de saber a idade de Hinata, ele acreditava que seria essa a diferença de idade entre os dois. Sem duvidas, foi uma gostosa surpresa o dia que soube que os dois tinham a mesma média de idade, assim não precisaria esperar alguns anos para beijá-la. — Por que anda pensando nisso?

— É que... por conta do que lhe aconteceu, acredito que não teve tempo de desfrutar de outros relacionamentos... amorosos, estou certa?

— Hai, nunca me interessei em iniciar um, até conhecê-la. Isso lhe incomoda? Queria alguém mais experiente? — ele se desanimou ao considerar.

— Lie! — ela rapidamente acarinhou a face dele e o fez descer o rosto, permitindo-a deixar um selinho na ponta do nariz masculino. — E você conseguiria enganar qualquer uma se dissesse que nunca se envolveu em um relacionamento antes, pois age como já estivesse acostumado.

— É porque com você, sinto-me à vontade.

Ela esfregou a ponta de seu nariz, na dele.

Depois, enrubescendo, afastou sua face, desviando o olhar para o lado.

— Nesse caso, nós dois aprenderemos juntos. — Buscou enrolar uma madeixa azulada, no indicador. — A-acha que... devemos esperar depois do casamento?

Ele ergueu uma sobrancelha.

Tendo ela prosseguido silenciosa, foi analisada pelo loiro que depois de um tempo, sorriu.

— Ah, você está se referindo a fazer amor. Só porque meus beijos são ardentes, não precisa interpretá-los como um sinal para segundas intenções, eu posso esperar o tempo que você quiser, pequena. Mesmo que seja muito tempo depois do casamento.

Os chuviscos se transformaram em chuva.

O coração feminino se acelerava fenomenalmente.

Respirando de modo fundo, ela confessou:

— Eu queria tentar. — Suas pálpebras se cerraram, de maneira forte. — Se estiver tudo bem para você, eu estou com vontade de fazer hoje à noite.

O silêncio de Naruto perdurou por dez segundos.

Sem qualquer constrangimento, ele citou:

— Aprenderemos um com o outro.

A vez da Hyuuga em se guardar silenciosa, e após poucos segundos, agradeceu:

Hai, arigatou.

Permaneceram serenos naquele abraço ao som delicioso da chuva.

— E o seu trabalho? Não quero que o falte por minha culpa. — O N. Uzumaki queria evitar colocar a vaga dela em risco, sabia o quanto sua futura esposa se realizava na casa de chá.

— Combinei pessoalmente com Temari, cobri o turno dela ontem e hoje ela cobrirá o meu turno.

— Você trabalhou por duas ontem? É por isso que dormiu mais do que eu hoje.

— Estou bem, juro. Como não teve aula hoje pude dormir até uma hora antes do nosso encontro.

Ele moveu a mão para levantar as feições delicadas, queria beijá-la, e assim aconteceu, beijaram-se em um ritmo suave.

A cesta de piquenique junto com a bolsa de crochê no piso recebia goteiras, entretanto, aquele pequeno probleminha não foi notado pelo casal.

Ainda que os apaixonados reparassem não interromperiam o que faziam.

Um beijo ao som da chuva transmitia um prazer redobrado.

Talvez fosse a união dos arrepios que o beijo da pessoa amada e o friozinho do outono causavam na pele.

*

*

*

*Diário da Hinata *On*

Eu não fiquei nervosa, posso demonstrar alguns momentos de timidez, contudo, o nervosismo propriamente dito não me dominou.

Naruto transmitia a segurança que eu necessitava.

No resto do nosso encontro, não tocamos no assunto, somente curtimos nosso passeio.

Conforme entardecia, nós resolvemos participar dos festivais que aconteciam em templos e santuários, especialmente dos matsuris nos quais se enfileiram as barracas de comidas, e adivinha de quê nos entupimos: Lamen.

Definitivamente é nossa comida favorita.

Pensei muito na okaa-san, não lembro qual foi a última vez que visitei seu túmulo, afinal mudei tantas vezes de lar, atualmente não estou perto de onde você descansa.

O outono é marcado pela religiosidade, o costume de orar pelos espíritos e ancestrais.

Eu orei muito por você, okaa-san, a senhora não se importaria se eu não visitasse seu túmulo, contanto que eu lembre de ti pra sempre, não é?

Mas eu visitarei seu túmulo com certeza, não sei quando, mas visitarei.

Enquanto isso não acontece, apenas orarei pelo seu contínuo descanso e se existir uma nova vida que você possa desfrutar, que seja a melhor que ganhou sendo minha okaa-san.

*Diário de Hinata *Off*

*

*

*

~18: 52

Hayate fumava, sentado em uma cadeira, na frente do condomínio.

Andava bem de saúde, porém a época de inverno se aproximava, ele já esperava que piorasse outra vez, principalmente, pelo fato de estar fumando.

Preferia não perder tempo pensando nos problemas futuros.

No momento, ele aproveitava o clima ameno do outono e observava a movimentação da rua.

Ele avistou Hinata e o mágico, ela ria abertamente de algo que o N. Uzumaki dizia, o loiro trazia um urso panda imenso.

A Hyuuga carregava a cesta de vime e a bolsa de crochê.

O casal cumprimentava Hayate que assentiu.

Após os pombinhos felizes entrarem no apartamento, o dono do condomínio olhou pra cima esboçando sorriso.

Podia dizer que tudo se ajeitara na vida das irmãs Hyuugas.

O loiro colocou o panda no meio do espaço, virou-se pra noiva que acabara de fechar a porta.

— Fome? — ele estava pronto pra preparar o que ela quisesse.

Hinata encarou o urso, pensando onde seria ideal pô-lo.

— Estou satisfeita, comi tanto na barraca de lamen, acha que exageramos? — pusera seus orbes perolas no homem.

Seus lábios se entortaram ao prenderem os risos que queriam escapar.

— Bem, o dono da barraca ficou assustado, mas feliz. O enriquecemos. — Gargalhou. — Também estou sem fome. — Procurou pelo relógio na parede. — Ainda é cedo, quer treinar alguns truques de mágica?

— Seria bom, mas primeiro poderia arredar aquele móvel pra longe do canto da parede? Encaixarei o panda lá.

— Por que não o usamos como travesseiro, primeiro? — o mágico se jogou sobre o bicho de pelúcia gigante e afundou-se na barriga felpuda.

A Hyuuga rir e se lançou sobre a pelagem macia do bicho inanimado, os dois entrelaçam suas mãos, silenciosos fitaram o teto, descansavam do dia maravilhoso tido.

Sabiam o que fariam mais tarde, e nenhum segundo o pânico, o nervosismo, o receio ou qualquer outra sensação negativa se apoderou deles.

Estavam calmos e confiantes.

*

*

*

~19: 46h

O panda fora guardado no lugar que Hinata planejou.

Lençóis perfumados dobrados sobre o futon e velas aguardavam pelo casal.

Saíram para comprar camisinhas, escolheram de diversos tipos.

A azulada se escondeu atrás do noivo ao passarem no caixa.

Prostrava sua visão aos próprios pés ou às mini estantes de doces.

— Esqueci de perguntar, que acha de lubrificante? — Naruto se virou à noiva quem teve os olhos saltados. — Como será nossa primeira vez, não podemos esperar que fisicamente seja tudo perfeito.

A perolada virou-se pra trás, sorte que não havia ninguém atrás deles na fila.

— Onde... onde se informou sobre lubrificante? — a Hyuuga perguntou, curiosa.

— Eu vi no último corredor que estávamos "Lubrificante para uma noite perfeita", pelo que estava escrito no verso, serve para...

— E-eu sei para que serve, Naruto-kun. — Docemente, interrompeu-o. Vermelhinha.

— Que bom, eu ia perguntar se gostaria de comprar, mas você me puxou pelo braço, quando viu outra coisa na prateleira, e esqueci rápido. Vamos voltar lá pra pegar?

— Vamos.

Um homem e um rapaz andavam lado a lado conversando, cada um empurrando um carrinho cheio de compras, pararam de avançar atrás do casal.

Hinata se comunicou com a atendente do caixa:

— Poderia guardar nossas compras aqui no cantinho? Já voltamos, as pessoas que chegarem podem passar na nossa frente.

— Posso deixar suas compras aqui, mas os próximos clientes têm muitos produtos, não posso permitir que passe na frente deles, enquanto eu estiver verificando o preço de cada item.

— Tudo bem, me colocarei na fila de novo junto de meu noivo, mas ainda vamos levar essas coisas.

A atendente assentiu e Hinata pegou a mão de Naruto, saindo da fila, e a perolada manteve um sorrisinho, pelo fato de ser prazeroso se referir a Naruto como noivo.

Ela cessou quando chegaram ao corredor onde encontraram os preservativos.

— Veja, quantas marcas de lubrificante existem. — O loiro ressaltou seus olhos. — Qual seria o melhor?

— Eu não... — Hinata arregalou os olhinhos, vendo o noivo levantar um braço, chamando um ajudante do estabelecimento. — Lie, Naruto, lie! — fez-o abaixar o braço e sorriu sem graça ao ajudante, disse-o, educadamente, que não era nada.

Depois que o ajudante se distanciou, ela soltou o braço do noivo que a olhava com estranheza.

— O que há, pequena? Fiz algo de errado?

— Lie, Naruto-kun. É que é melhor que a gente não fale de nossa intimidade com ninguém.

— Mas ele é o ajudante da loja, não são os ajudantes, aos quais pedimos opiniões sobre os produtos vendidos na loja?

— Hai, mas há coisas que nós mesmos devemos decidir, mesmo que possamos pedir ajuda. Eu sei que nós dois podemos fazer isso. — Ela pegou uma mão dele e a acariciou entre as suas.

— Se você quer assim, tudo bem. — Ele concordou, levando a mão da perolada até seus lábios e massageou os dedos macios e magros dela.

Os dois passaram um tempo para selecionar um lubrificante, escolheram um não muito caro, mas também não muito barato.

A Hyuuga se considerava com sorte, pois crer que outras pessoas, especialmente, homens, sentiriam-se humilhados se considerassem que suas parceiras precisariam utilizar lubrificante para se satisfazer.

A primeira pessoa que lhe veio à mente, foi Kiba, ele devia ser do tipo que diria que se garantia sozinho, e que nenhuma garota que tivesse algo com ele, precisaria recorrer ao lubrificante.

Ah, que maravilha que Naruto era aquela perfeição de pessoa, ele não se importava com o que os dois utilizariam, contanto que se satisfizessem.

Quando os dois voltaram ao caixa, a fila estava grande, mas nenhum dos dois se importou.

Hinata se comportou alheia às pessoas próximas, abraçava seu pequeno pacote de lubrificante com um lindo sorrisinho.

E Naruto a abraçava pelo ombro em paz consigo mesmo.

*

*

*

Hinata se demorou no banho, e enxugou o chão do banheiro, antes de entregar a vez de Naruto.

Enquanto ele se ocupava se lavando, ela tratou de colocar uma roupa sexy.

Comicamente, não foi nenhuma das que experimentou no provador, e sim uma que comprou escondida das amigas.

Uma fantasia sexy de mágica consistida em um fraque comprido na parte posterior, escondendo a bunda, calcinha fio dental, luvas, gravata de lacinho, meias brancas transparentes terminando na metade das coxas e uma cartola.

Passou a mão pelos lados dos peitos, da cintura e quadris, analisando bem suas formas.

Vinte minutos completos, Naruto saiu do banheiro enxugando seu cabelo com força.

Usava apenas sua calça de suspensórios, algumas gotas marcavam-na.

Ao esfregar a toalha no rosto, questionou:

— Apagarei a luz, quer que eu acenda as velas?

Hinata acocada organizava as velas, ao escutar a voz abafada, rápido se levantou e virou-se para fitar o noivo, paralisou-se ao ter a bela imagem semi nua do futuro marido.

O N. Uzumaki afastou a toalha da cara e se deparando com sua noiva vestida naquela roupa sexy de mágica, chegou a empalidecer e em sequência recuperar a cor da pele, tendo o acréscimo da coloração escarlate.

Estivera despreparado para uma magnitude de visão feito aquela.

A Hyuuga não era bela somente na personalidade e sim em corpo bem destacado de curvas, confirmou.

Ele não era o único preso na admiração pelo físico.

A azulada também constatou que por baixo das vestes de seu noivo, sempre existiu um corpo atraente a exalar virilidade.

Duas gotas deslizaram nas linhas dos músculos do peitoral largo.

Uma chama acendeu em sua parte debaixo lhe destacando o rubor da face.

— Hinata. — Naruto dobrou a toalha e a arremessou em cima da mesa baixa.

— Hai? — questionou sem deixar de apreciar a beleza do peito nu atravessado pelos suspensórios.

Ele se aproximou da colegial.

— Quando estivermos a sós na tenda, essa pode ser sua nova roupa de aprendiza?

Ha-hai. Contanto que você use apenas essa calça...

Os dois agora estavam a um triz, um do outro, a mão dela pousou no suspensório direito e brincou delicadamente com ele, enquanto sua outra mão trilhou um caminho qualquer, desde o abdômen à cima.

O mágico desceu as mãos pelos lados do corpo feminino, abaixando a cabeça, as feições dela se ergueram alguns centímetros.

Encostaram suas testas, fecharam as pálpebras, enquanto a tímida exploração do tato prosseguia.

Cada um tocava o outro apertando lugares cada vez mais próximos de regiões erógenas.

— Posso ver atrás? — o mágico sussurrante perguntou.

Durante seis minutos, ele reparou que ela sutilmente evitava que ele a virasse.

Ele queria saber o motivo.

— Claro... — Ela fracamente, sorriu.

Em lentidão, a perolada girou em seus pés e parou de costas pra ele.

Naruto levantou o fraque, vendo como a calcinha pequena adentrava entre as nádegas.

— ...

Hinata fechou as mãos diante o busto, espremendo os olhos cerrados.

Sentiu o mágico abaixar o fraque e a mudez seguinte da parte dele a agoniou.

— Eu sei... eu não sou cheia no bumbum, é uma pena né... porque sei que seios grandes podem ser bem atrativos, mas os homens prefer...

— Lie. — Naruto interrompeu, parando a mão abaixo do umbigo. — Não é isso... está doendo.

Curiosa, Hinata se virou de uma vez e fitou o rosto desnorteado do N. Uzumaki.

Os orbes perolas focaram na calça masculina e notaram o volume formado.

— Eu não deveria ter visto. — O loiro soltou uma risada dolorosa. — Me dê só um minuto....

O rubor consumiu a Hyuuga até o peito, não imaginava que seu bumbum despertaria maior excitação no noivo do que seus seios.

Meio arrependida verbalizou:

Gomenasai. Acha que exagerei? — retirou a cartola dos cabelos e brincou de envergonhado modo com ela. — Talvez fosse melhor eu estar com minhas roupas intimas comuns...

— Lie, está tudo bem, gostei que escolheu essa.

Ele interrompeu se reaproximando dela, pertinho um do outro novamente, beijaram-se.

A cartola caiu no chão, suas bocas seguiram ritmo de calmaria.

Os dois deitaram sobre os lençóis perfumados bem arrumadinhos em cima do futon.

Esqueceram-se de acender as velas, despreocuparam-se em criar um cenário romântico, não importava mais como estaria caracterizado o ambiente, no presente, queriam apenas descobrir seus corpos.

O N.Uzumaki por cima de seu cônjuge desceu a boca pelo pescoço, seus dentes morderam o laço da gravatinha, arrancou a peça para sua língua explorar toda a pele da região sem obstáculo.

Hinata desconheceu onde pôr as mãos, primeiro as espalmou nos lençóis, tentou agarrar o tecido, depois mudou a mão direita às costas másculas, a outra continuou no lençol, porém logo também foi para trás de Naruto e agarrou um dos suspensórios.

Gemidos escaparam dos lábios femininos, tentou controlá-los.

Encolhera-se toda ao sentir a leve mordida do loiro, ele ainda detinha a língua no pescoço feminino.

— Han.. i. — A Hyuuga gemeu, cada mão sua espremia um suspensório.

Outra mordida, outro arqueio do corpo de mulher.

O loiro afastou o rosto, reparando que a fantasia sexy na parte da frente era presa apenas por dois botões, abriu os dois ao mesmo tempo e separou cada aba da roupa vendo os seios balançar ao serem expostos.

Hinata sorriu tímida ao ver que os azuis chamejavam sobre seus seios.

As mãos quentes, em um átimo, apalpavam as mamas ao redor dos mamilos claros, Hinata se contorceu forte, puxando os suspensórios.

— É muito sensível aqui? — o mágico analisou os traços do rosto e da linguagem corporal de sua amada.

Ela acuava sempre quando ele investia uma carícia com maior intensidade, e quando continuava com seus toques moderados nas formas femininas percebia o constante e pequeno tremular do corpo dela.

— Hai... é por isso que detesto correr... — Os perolados entreabertos fitavam o teto, seus dedos abriam e fechavam-se em torno dos suspensórios. — Eles doem quando corro... nos dias de menstruação é horrível também.

— O sutiã não ajuda? — o loiro afundou seu nariz entre as mamas, lambendo a pele, esfregando seu rosto no meio dos peitos, enquanto os apertava.

Ele enlouqueceria ali.

Não só ele, levaria-a ao delírio também.

— Alguns não... mas... comprei uns melhores no shopping... ah, ah!

A boca máscula capturou o mamilo direito e o mordicou sem parar, em sequência, chupou-o forte, achando uma delícia a região durinha ser banhada por sua saliva.

Quis conversar mais com a noiva, distraí-la de um possível nervosismo, no entanto, não tinha mais concentração para dialogar e sua amada também não demonstrava mais interesse em bater papo.

As mãos femininas foram à nuca e cabeça dele, empurrando-o mais de encontro ao corpo menor.

A perolada trincou os dentes ao sentir o volume enrijecido contra sua calcinha fio dental, sua intimidade doía e adivinhava que a dele também.

Quando inexistia uma única parte dos seios sem o rastro salivoso, Naruto partiu pra baixo, cheirando o abdômen e a barriga, demorando um pouco em torno do umbigo.

Hinata se inquietou, pois conforme ele descia ia afastando os quadris de ambos.

Ela muito almejava continuar sentindo a excitação dele contra a sua.

— Na.. Naruto.

— Você é linda demais. — Mirou a calcinha pequena, colocou as mãos sob os finos elásticos da peça íntima, alisando a pele clara e macia de sua futura esposa.

— Eu queria te ver também, Naruto-kun.

— É uma arma perigosa você me chamar desse modo. — Beijou a vulva por cima da calcinha ainda alisando a pele branca sob o fio dental. — Você quer que eu pare agora? Pra você tocar em mim?

— A... ainda não, continue... e quando terminar sua preparação, passe a vez para mim.

— Preparação, é o que chamam de preliminares?

Hai... preparação, é como eu chamo de preliminares...

Sorriu ela.

— Muito bem. — Naruto abaixou a calcinha e foi puxando a peça, sendo cauteloso com as pernas bem torneadas, ele adorava as meias brancas que quase se fundiam com a cor da pele, resolveu deixá-las, eram sexys. — Se depilou hoje?

— .... — Vermelha, a Hyuuga assentiu. — Ficou feio?

O loiro notara o timbre receoso.

— Lie, é que tem uma marca pequena aqui.

Ele passou o dedão de leve próximo do “botãozinho”, fazendo-a se arquear. Ele se preocupou, perguntando-a:

— Está doendo?

Lie, juro. Sou apenas muito sensível mesmo.

O N. Uzumaki passou a língua na superfície dos lábios pequenos, depois pros lábios maiores, então alternou entre os pares.

Desejando o interior, separou as dobras com os dedos, teve uma agradável surpresa ao encontrar a umidade produzida pelas caricias feitas até agora.

As mãos femininas foram parar nos cabelos aloirados e os dedos teimavam em puxar os fios, enquanto a cabeça, ela jogava para trás, de boca aberta e as pálpebras, fortemente, fechadas.

Seu rubor deve estar chegando até os seios.

Uma perna foi posta sobre um ombro do mágico que agarrou a coxa firmemente.

Ele depois passou a mão para a canela, erguendo a perna feminina, levantando o bumbum dela, deixando-a mais a mercê dele.

A boca buscava cobrir toda a parte íntima.

— Naruto... kun... — A azulada se arrepiava, pelo fato de ele parecer se descontrolar ao provar mais e mais do sabor íntimo. Era estranho, estranho de um jeito bom, vê-lo abocanhar toda sua vulva.

— Está na sua vez, pequena. — Num rompante, o loiro se ergueu e lançou o corpo para trás, sentando para longe da noiva, arfante ainda com o forte gosto de sua amada na boca.

Naquele instante, não lhe passou nenhuma ideia romântica, só queria prová-la, comê-la.

Fodê-la.

Passou a mão na boca, limpando o rastro feminino e respirando de forma frenética, sua outra mão pressionava seu órgão ereto, lutando pra manter o controle.

Hinata, de respiração normalizada, engatinhou ao noivo pra fora do futon e cessou diante dele, primeiro retirou a luva da mão direita e segundos seguidos, da esquerda.

Tocou-o pelo ombro e acariciou seu nariz com o dele, atraindo os orbes azulados para os seus perolados.

— Está tudo bem, viu? — carinhosa soou.

Ele assentiu.

Passaram alguns segundos silenciosos se fitando, e sem palavras, ela começou a despi-lo, Naruto moveu as pernas, ajudando-a.

Ele não estava de peça intima por baixo, então a Hyuuga já se deparava com o pênis excitado.

— Onegai, assim que sentir desconforto me avisa... — Hinata encostou no membro endurecido e moveu seus dedos em torno dele, primeiro pra baixo, até a base.

Depois para cima e seguiu em ritmo lento, foi aumentando a velocidade e prestando atenção na expressividade do noivo.

— Essa velocidade ta boa. — Naruto avisou.

A azulada acatou o ritmo adequado, sua preocupação maior era na hora de usar a boca.

Tendo a certeza de que ele estava bem agradado com o contato, Hinata abaixou a cabeça, e encostou a língua na glande, circulando-a.

Escutou os gemidos masculinos.

Gostou de escutá-los.

— Na... Naruto-kun, quero muito saciá-lo, mas temo essa parte... tem problema se eu usar só a língua?

— Não tem problema, se estiver insegura nessa parte... realmente prefiro que mantenha só com a língua.

Hinata apesar do carinho que recebe fica decepcionada consigo mesma.

Uma ideia a envolveu, fazendo-a recuperar sua animação.

— Espera... tive uma ideia... — Hinata segurava a mão direita do noivo, colocando na boca, o dedo maior dele e realizou o movimento que gostaria de fazer no pênis. Ao terminar de treinar com o dedo do mágico, quis saber a opinião dele: — O que acha? Sinto meus dentes raspando sua pele, acha que pode machucá-lo? — notando a paralisia do rosto masculino, preocupou-se: — Naruto-kun?

O N. Uzumaki levou tempo para se recuperar da imagem feminina, chupando seu dedo, sacudiu seu rosto reunindo as forças dos céus para encontrar a concentração necessária para respondê-la.

— Isso foi ótimo, pequena. Foi... foi maravilhoso.

— Temo que seja muito diferente a prática entre fazer com um dedo e com o seu... — Ela deixou incompleto, receosa.

Pensativo, o loiro forneceu um exemplo:

— Eu sei que parece besteira, mas quando chupa um picolé... aquele cilíndrico, não começa mordendo, não é? Você primeiro contorna os dentes com os lábios... faça isso e mova sua língua em circulo.

Hinata reflexiva aprovou, poderia ter aquele exemplo como base.

Ela buscou beijá-lo na boca e quando se afastou, ficou umedecendo os lábios e se colocou um sorrisinho. Murmurou:

— É estranho...

— O que?

— Sentir meu gosto em você. — Pusera os dedos da mão direita sobre os lábios.

— Podemos seguir sem beijo se quiser.

— Lie, tudo bem. Acho que gostei. — Abaixou o rosto, agradando o membro de seu par, contente por ver o órgão estimulado.

Naruto colocou as mãos para trás, bem espalmadas no piso, enquanto desceu suas fileiras ciliadas.

Recebeu a boca feminina em sua particularidade íntima.

Lenta, a boca iniciou pela cabeça do pênis e foi descendo sem pressão, apenas aonde conseguia.

Na primeira vez, o rosto feminino dera uma recuada cuidadosa, lamentando silenciosamente.

A mão masculina agradou os cabelos azulados, mostrando que prosseguia tudo bem, que não fazia mal.

Isso estimulou Hinata a tentar de novo, ela achou a segunda vez melhor, pois durou mais tempo abocanhando o pênis.

— Continue assim.... — Naruto orientou, em modo de gemido, satisfazendo a noiva.

Serviu de motivação para ela que se apegou a um ritmo de vai e vem, os lábios alcançando quase na metade do pênis.

Os músculos do N. Uzumaki enrijeciam pelo autocontrole, era muito bom.

Indescritível.

— Ah.

O mágico fechou os dedos, quando notou que a boca feminina conseguiu ir mais fundo, ela aguentava essa profundidade por quase seis minutos, depois o mais cautelosa possível se afastou, pondo a mão no peito que se expandia e comprimia-se acentuadamente.

Ofegosa ela sorrir até se tranqüilizar mais uma vez.

Gomenasai.

— Não se desculpe, pequena. Você foi bem.

— Você também foi ótimo, Naruto-kun. — Lembrara-se de importante detalhe: — Deveríamos ter feito com camisinha...

— No ultimo exame que Karin me forçou a ir, o resultado deu tudo certo. Eu não colocaria você em risco. — Ele se levantou e foi buscar as camisinhas.

Sentando de joelhos, Hinata teve seu rosto tomado pelo corar, vendo seu noivo andar nu pelo apartamento, era uma visão e tanto. Os músculos do bumbum dele... podia ver o quão durinhos eram.

Separando as camisinhas sobre um cômodo, Naruto pegou outro produto.

— Gostaria de usar o lubrificante?

— Por... por enquanto não. — Hinata tocou na própria intimidade.

— A camisinha masculina ou a feminina?

— Uh, você comprou a feminina? — a Hyuuga lembrou que era a mais cara. Percebendo que fizera pergunta retórica, decidiu: — Vamos começar pela masculina.

O mágico se pusera de joelhos diante dela.

Os perolados se prenderam nas mãos másculas, movendo a embalagem.

— Sabe como...

— Sei... vi um vídeo em seu celular enquanto se banhava.

— Você usou a aba anônima? — Hinata arregalou os olhos.

— O que é isso mesmo? — ele coçou atrás da orelha.

— Amanhã te ensino. Apenas me lembre de apagar o histórico, o celular não é meu, é da Hanabi.

— Tudo bem. Puxa vida, vejo que precisarei de você para aprender a usar novamente essas coisas. — Referia-se a tudo que envolvesse tecnologia.

De camisinha posta, ele reaproximou suas faces e acariciando o queixo feminino, teve curiosidade de sentir seu sabor nela, da mesma forma que ela sentiu o dela nele.

Uma experiência diferente.

Beijaram-se de forma aprofundada e foram se deitando, abraçaram-se, ele bem encaixado entre as pernas dela, e os braços e pernas dela bem agarrados no corpo maior.

Rolaram pelo chão até pararem de posição perpendicular ao futon e lençóis perfumados.

Derrubaram duas velas, por sorte, todas apagadas.

— Está pronta? — ele perguntou arfante no ouvido direito da amada.

— Tenho certeza.

Estão com as partes intimas colada uma na outra, ele remexeu o quadril e encabeçou a cavidade úmida que o esperava. Primeiro no cuidado de não ir rápido e fazê-la se acostumar após sentir o rompimento.

— Acha que estou muito fundo? — preocupado, ele quis saber após um momento silencioso.

Lie, está bom, pode continuar. — Suas mãos acarinharam a pele do noivo.

Seguro, Naruto moveu-se.

A penetração era lenta, e seguiu nesse ritmo por um longo momento para que se acostumassem o quanto pudessem.

— Desconfortável? — Naruto a todo instante interessado em saber se agradava a noiva.

— Nenhum pouco.

Hinata especialmente em quesito de contato físico não achava uma sensação extraordinária, foi apenas uma pequena dor inicial.

Agora era uma sensação neutra que ficava boa quando o noivo soltava uma investida mais forte que a outra.

O que tornava o contato agradável à perolada era toda aquela proximidade, companheirismo e comunicação.

— Me diga se doer, estou indo mais rápido. — Naruto aumentava a velocidade, sendo cauteloso em não machucá-la.

Hinata assentia, incentivava-o a ir em frente, beijava a pele dele quando podia, alcançando o pescoço, o peito... e depois retornava a jogar a cabeça para trás se concentrando no ato de seus quadris.

Então, no ritmo apressado, ambos sentiam-se diferente.

Distinguiam um prazer mais forte, certamente, o sexo jazia melhor agora.

O loiro sentiu que se precipitava, o clímax se aproximava, para não acabar rápido diminuiu a velocidade até parar.

A azulada se desconsertou, antes imergida no prazer veloz, movia os quadris tentando se enquadrar no ritmo lento outra vez.

Naruto tentou se justificar:

— Perdão, é que eu já ia...

— Tudo bem, se for muito pra você, pode terminar primeiro. — Hinata não se importava, acarinhou o rosto dele pelas laterais, fazia os azuis afundarem-se em seus perolas.

— Eu queria ver você chegando primeiro. — Naruto segurou uma mão dela e beijou os dedos macios. Usou de todo seu autocontrole restante, infelizmente acabou gozando primeiro. — Droga... — Retirou seu pênis, massageando-o.

Hinata massageou forte na região pubiana, Naruto acariciou os lábios vaginais com seus dedos e penetrou-os.

Após alguns minutos, sentia-se ruim porque acreditava que ela não receberia a mesma sensação forte de quando ele gozou.

Todavia, para sua positiva surpresa, enfim seus dedos foram encharcados por um volume maior de umidade e logo retirou sua mão, comprovando que ela teve seu prazer maior.

A azulada expirou longamente, contentada.

Foi bom.

Eles não mantiveram o mesmo ritmo o tempo todo, porém aproveitaram o quanto puderam.

Naruto retirou a camisinha e como aprendeu deu um nó, e se levantou para jogá-la no lixo.

Trouxe um pouco de água à noiva, separou um pouco para si também, enquanto bebiam, fitavam-se repletos de cumplicidade.

Seus corpos suavam e o cheiro de sexo impregnava ambos.

Saciaram suas sedes e descansavam um pouco sobre o futon, beijando-se até estarem prontos para saciar uma nova vez a sede de amor da noite.