About you and me

9 Capítulo 9 - I WISH YOU WOULD


Notas iniciais
Olá meus amores. Apostam que estão se perguntando o que é esse capítulo agora, em plena terça feira? Então, é um presente de Natal adiantado, pois ganhei os melhores presentes que eu poderia. Ganhei duas recomendações em um intervalo de um dia, sabem o que é isso? Duas lindas recomendações, as primeiras dessa fic. As primeiras desde que voltei para o Nyah. Então só tenho a agradecer a linda Thais Oliveira e a minha amada Mandy, que sempre me presenteia dessa forma linda. Quero dizer que vocês me fazem muito feliz. E talvez eu termine ainda esse ano essa linda fic. Só mais três capítulos. Enjoy it.

Sam e Freddie haviam ido assistir a peça de Jade, já havia passado da meia noite, a peça tinha ido longe, mas Sam a adorou, Freddie também. Não tinha como não adorar. Entretanto no carro o silencio permanecia frio como uma lapide em dia de inverno. Era para Carly estar com eles ali, mas ela resolveu voltar com o Gibby. Então estavam só os dois ali, sozinhos, juntos pela primeira vez efetiva desde que terminaram.

– Então... – Freddie tentou puxar assunto, mas não surtiu o efeito necessário.

– Sim? – Sam disse, seu olhar perdido na rua que passava.

– Você...

– Eu? – Sam estava segurando a risada ao ver a forma travada com que Freddie se comportava perante a ela.

– Você largou o trabalho, então? – ele falou tudo de uma vez, sem tirar os olhos da estrada.

– Sim, resolvi seguir meu sonho. – a loira sorriu, mas não para o Freddie, sorriu para si mesma, ainda vendo as ruas passarem como borrões.

– Mandou uma inscrição pra faculdade de gastronomia? – Freddie a encarou, ele estava surpreso e animado. Sam apenas concordou com um som nasalizado. – Mas e a escola? Você não tinha terminado, né?

– Os professores me deixaram fazer uma prova que faria com que eu me formasse nesse ano. Então agora eu sou formada no ensino médio. – ela disse, estava tão orgulhosa de si mesma, e Freddie adorou isso. Ele não a via assim há tanto tempo.

– E quando Cat vai voltar para Los Angeles? – Freddie perguntou com um sorriso.

– Semana que vem, queria fazer algo especial para ela, e Jade. Porque bom, elas me ajudaram muito naquela época.

– Se quiser ajuda para pensar em algo, sabe que eu estou à disposição.

– Tudo bem. – Sam disse sorrindo – Mas Freddie onde você tá indo? A gente já passou do Bushwell.

– Passamos? – Freddie se fingiu de desentendido.

– Aham, já passamos muito. – Sam riu.

– Não percebi. – ele respondeu – Mas já que já passamos de lá, precisamos conversar, não acha?

– Eu posso fugir?

– Não! – Freddie disse forte e sorridente. – Você está presa aqui nesse carro.

– Ok. – Sam revirou os olhos suspirando pesadamente – Sobre o que quer conversar?

– Sobre o tempo talvez, ou sobre a peça da Jade. – ele disse irônico a encarando com a pior cara de “Mr. Obvious” que ele possuía. – Sobre nós, Sam.

– Eu sei, foi uma pergunta bem bobinha. – Sam sorriu. Mas evitou olhar para ele, não queria o encarar, ele era uma fraqueza que ela tinha. E a loira nunca poderia assumir uma franqueza, não perante aquele que ela sempre diminuiu.

– Me desculpa, ok? Desculpa ter mentido sobre ser virgem, mas ter transado com a Carly não foi nada, apenas o começo do fim daquele relacionamento. – o moreno a encarava, queria ver as expressões delas para assim poder lê-la. – Eu sei que você me odeia. – Ele viu a cara dela se contorcer em uma careta, talvez um “não” ou “sim” ele não saberia dizer. – Mas é passado, está enterrado. E segundo as mensagens que Gibby está me mandando, ele está se dando muito bem com a Carly.

– Ele está te mandando mensagens contando da noite dele com a sua ex namorada? – Sam perguntou confusa – Isso não parece meio pervertido e idiota pra você, ou só soou assim para mim?

– Antes dela ser minha ex namorada, ela foi ex namorada de muitos caras. E eu não me importo, Gibby está feliz, deixe que ele aproveite. – Freddie deu de ombros, e encontrou o olhar de Sam. Um sorriso enorme se formou nos lábios dele. – Você é meu presente, Sam. E meu futuro.

– Você deseja isso. – a loira disse de maneira a cortá-lo, mas não surtiu o efeito necessário, já que o sorriso dele ficou ainda maior.

– Desejo sim, e vou desejar sempre. Vou desejar mais noites ao seu lado, mais dias inteiros de preguiça ao seu lado, mais filmes idiotas dos anos 80, mais filmes de terror de todos os tempos. Desejo mais momentos de silêncio, e de mais gritos, desejo a Sam fria e calculista, e a Sam relaxada e alegre. Desejo você cada segundo da minha vida, desejo casar com você em um futuro mais ou menos distante, e desejo ter filhos com você, Sam. Eu sou seu, mas se você não conseguiu aceitar isso, é apenas me dizer que eu te deixo ir. – Ele sorriu convencido. Mas quando ela abriu a boca para dizer que não aceitava ele surtou. – Eu não vou te deixar ir, Sam.

– É agora que não entendo nada. – Sam riu – Você diz que vai e não deixa, você diz que sim querendo dizer não. Você é uma bagunça, garoto.

– Culpa sua, Sam. Eu era um garoto nerd normal com uma mãe maluca, um garoto que teria que fazer terapia por muitos anos, mas ainda sim normal. Mas ai você chega com esse seu jeito todo “Sam” de agir, e transforma minha vida em uma bagunça total. Você fez eu me apaixonar pela garota que eu sempre odiei, e odiar a garota que eu sempre amei. Você escapou de mim como se tivesse aprendido com Holdini, e passou anos longe de mim, e agora você voltou e eu não pretendo te deixar ir novamente, não mesmo. – ele falava tão rápido, que Sam teve vontade de o interromper apenas para dizer que ela sentia o mesmo, que ela o queria. Mas ela não disse.

E com o silêncio dela ele entendeu o contrário do que ela queria dizer. Ela queria dizer que o amava. Ele entendeu que ela não o queria mais. Ela queria pedir que ele ficasse com ela aquela noite. Ele entendeu que deveria ir embora e a deixar. Ela implorou para que ele não a deixasse naquele apartamento, mas como ela não disse nada, ele não soube. E Sam perdeu mais uma chance de ter o garoto da sua vida ao seu lado. Ela tinha medo de ser rejeitada, mas rejeitou sem querer o garoto. Ela sentiu seu coração se despedaçar quando ele a deixou na porta do apartamento. E mais uma vez ela chorou por ele. Chorou porque queria ele de volta. Ele não a ligou naquela noite.

Ela desejava com toda sua alma que ele ligasse. Ele desejou a cada segundo que ela ligasse para ele. Dois motivos diferentes e a mesma limitação, e o mesmo fracasso.

Sam decidiu por um impulso mandar uma mensagem simples: “Eu nunca te esquecerei enquanto for viva, quero que saiba disso. Eu te amo e sempre te amei.” Mas ela nunca mandou. A mensagem permaneceu ali para lembrar Sam sempre que ela era fraca.

Ela queria ele ali, e ele queria estar ali. Por uma falha de comunicação nenhum dos dois se fez ouvir, e o relacionamento deles voltou a mesma estagnação, nenhum passo a frente, nenhum passo atrás.

Você deveria procura-lo, Sam. – Cat sussurrou, Robbie estava dormindo ao lado da ruiva, Sam sabia, pois Cat havia contado tudo sobre a noite deles e o medo dela de ‘vocês sabem’. – Eu demorei um tempo para procurar o Robbie depois da escola acabar, e olha onde chegamos. – Sam sorriu por telefone, elas estavam fazendo uma chamada de vídeo. E ela ouvia o ronco de Robbie.

– Aquele na cadeira é o Rex? – Sam perguntou alarmada, já não era estranho o suficiente ele estar ali enquanto eles dormiam, mas será que ele estava ali quando eles... Sam tremeu só ao pensar na possibilidade. Seria muito estranho.

Uhum. – Cat resmungou com aquela risadinha que só Cat dava. – Ele não dorme sozinho no quarto. Ai ele vem dormir com a gente aqui. Tentamos deixar ele com a Jade, mas ela ameaçou assassina-lo com uma tesoura durante a noite. – Sam riu, sua melhor amiga tinha um motivo para merecer esse encargo. E Jade era uma amiga muito importante para as duas.

– Tudo bem, Cat. – Sam suspirou, estava se sentindo cansada. – Eu vou dormir, acho que você deveria também.

Está louca? Rex não gosta de mim. – Cat sussurrou olhando para o boneco – Tenho medo que ele tente me matar durante a noite.

– Me deixe falar com ele. – Sam pediu, ia entrar na maluquice da amiga. E quando ela aproximou o celular do fantoche, Sam disse com toda sua voz Puckett – Hey fantoche, é bom você tomar cuidado, faça qualquer coisa com a minha pequena que eu e a Jade vamos te transformar em pequenos pedaços e dar aos cachorros. Pronto, Cat.

Ah, não sei o que faria sem você e sem a Jade. – a risadinha de Cat soou tão fofa que Sam revirou os olhos.

Cat, vem dormir. – a voz sonolenta de Robbie soou clara.

– Você ouviu o senhor estranho. – Sam sorriu. – Vai dormir, diabinha ruiva.

Kay kay. – Cat sorriu e desligou o celular.

Sam não dormiu tão cedo naquela noite, sua cabeça estava em Freddie e no que Cat falou. A semana depois disso passou bem rápido. E Freddie não apareceu, nem incomodou Sam naquela semana. Ah, como ela desejava que ele a incomodasse.

Cat havia voltado para Los Angeles, e Sam havia dado uma pequena festa para os quatro amigos. Freddie foi convidado, mas não interagiu com a loira. Ah, ela queria que ele interagisse. Eles tiveram uma festa ao maior estilo iCarly, a festa do chapéu maluco. Beck adorou, ele falou que sempre via e achava super divertido. Para Jade um chapéu de tesouras, para o canadense um chapéu com o mapa do Canadá, para Robbie um chapéu que formava #1, e Cat recebeu um chapéu de unicórnio. E a pequena não poderia ficar mais feliz.

Mas a vida de Sam ficou bem vazia depois que eles foram embora. Ainda falava com Cat e ocasionalmente com Jade, Carly às vezes subia aproveitar um pouco do tempo com a amiga, e ela sempre teria Melanie. Afinal, Mel era a única que poderia entender a Sam sem dizer nenhuma palavra, elas tinhas uma estranha ligação anômala de gêmeos, e isso sempre deixava todos chocados. E as divertia muito. E era assim que Sam sabia que Mel sabia que Sam sofria pelo idiota do Benson.

– Você é uma idiota mesmo, Sam. – Mel disse séria, ela estava se vestindo para ir trabalhar, ou para encontrar o novo namorado, Sam não sabia dizer. – Você termina com ele e quer que ele fique se arrastando aos seus pés para sempre? Se eu tivesse o Benson para mim, ah eu ia aproveitar muito. – Mel disse enquanto passava o batom vermelho. – Mas você tem que entender, vocês tem um relacionamento todo torto, um amor todo torto. Nunca vai dar certo.

– Idiotice é genético, apontam os estudos. – a gêmea má riu, enquanto a outra terminava de se maquiar. – E eu não sou idiota, eu quero o Benson, e quero muito, mas ele tem que ver que eu não sou fácil como algumas outras meninas.

– Se tentou fazer isso ser uma indireta para mim, Sam, saiba que falhou miseravelmente, eu não sou fácil. – Melanie disse enquanto arrumava os cachos.

– Com certeza! – a diaba loira gritou enquanto subia as escadas – Pena que não posso ouvir você. Boa festa.

Sam estava pronta para aproveitar a noite de sábado da melhor forma possível. Deitada na cama, assistindo Celebridades embaixo d’agua e comendo presunto, e bacon, e talvez presunto enrolado no bacon.

Ela ligou a TV de seu quarto e ficou lá apenas assistindo e comendo como uma garota normal com preocupações normais como “será que essa celebridade vai morrer?” ou “como eles conseguem gravar tão bem embaixo d’agua?” ou “por que esse cara aceitou participar do programa?”, preocupações normais de uma garota normal. Você sabe, é claro.

Quando deu mais um intervalo, Sam levantou para pegar mais uma fatia de bacon, mas parou ao perceber que um som vinha de fora do apartamento, era sua música favorita, “Seasons”. Ah aquela canção era demais.

They say that hearts don't lie / The head might try but it won't be right/ You tell me what you feel inside / Tonight, tonight, toni... – Sam parou no meio da estrofe da canção ao olhar para a janela e sentir seu coração parar. Não era nenhum carro passando ali embaixo, era uma serenata ao melhor estilo “Digam o que quiserem”. Em um tom mais contemporâneo, é claro.

Freddie não segurava um rádio enorme, apenas um amplificadorzinho para PeraPad, não tocava “In your eyes”, mas sim “Seasons” do Olly Murs, e não era nenhum John Cusack segurando, nós sabemos disso, era apenas um Benson boboca que estava na velha escada de incêndio.

Listen honey, to every word I say I know that you don't trust me, but I'm better than the stories about me – Freddie acompanhava a música cantando mesmo com a voz um pouco desafinada, mas ela estava adorando — Everybody messes up some days, ain't got no rhyme or reason. All I know is I'm yours, yours, yours, for every season. – ele pausou a música quando Sam abriu a janela e se aproximou dele. – Sam, você pode me achar um babaca, mas eu disse ontem e repito: você é a única para mim, eu sou completamente seu. Nunca duvide disso.

– Cala a boca. – Sam falou enquanto o puxava para um beijo. Não tiveram que separar o beijo por falta de ar (Isso de ficar sem ar realmente acontece fora das fanfics? Não. Pelo menos comigo nunca aconteceu.) Quando eles se separaram foi porque Sam tinha alguma coisa para dizer, e ela disse com todas as letras até ter certeza que se fez entender. – Eu te amo, Freddie. Eu sempre te amei e sempre vou te amar. Mas se você algum dia mentir para mim, tenha certeza de que você não vai sobreviver para conseguir me conquistar de volta.

Freddie só conseguia sorrir. E não fechou o sorriso quando ela o puxou janela a dentro. E não deixou de sorrir enquanto redescobria aquele corpo que ele adorava. Eles aproveitaram cada segundo como se fosse os últimos. Mas ele faria com que não fosse. Não queria que tivesse aquela possibilidade de ter um último.

Sam estava no paraíso, esqueceu de dizer a ele que não conseguia ficar brava com ele, ou que ele tinha a chave para fazer ela voltar todas as vezes, ele teria que descobrir por si mesmo. Ela não ligava para fato de serem um amor torto, ela não tentaria endireita-lo, ela apenas o aproveitaria.

– Isso significa que voltamos? – Freddie sorriu abertamente enquanto ela respirava pesadamente deitada sobre o peito dele.

– Acho que sim. – Sam sorriu erguendo aqueles enormes olhos azuis para ele.

– E será que dessa vez podemos divulgar ao mundo? – ele a encarava com aquele chocolate todo a deixando com hiperglicemia.

– Claro, por que não? – Sam sorriu abertamente, e sentiu ele dando um beijo na cabeça dela.

– Ah, esses filmes dos anos 80 são incríveis. – Freddie suspirou. – Espero que possamos assistir mais.

– Nós vamos. Mas você sabe que não vai poder usar as ideias dos filmes toda vez, né?

– Algumas vezes ainda posso? – o moreno riu. Sam adorava aquele som da risada dele. Ele poderia usar quantas vezes quisesse. Ela sempre voltaria para os braços dele.

We were crooked love

In a straight line down

Makes you wanna run and hide

But it made us wanna turn back around

Notas finais
Então, entrei em desespero. Fui postar, mas o capítulo sumiu. Ai tive que restaurar a versão antiga, entretanto perdi o capítulo 10, tipo 3/4 do capítulo que tinha terminado essa semana. Mas eu vou escreve-lo hoje mesmo. E ai o que acharam? Gostaram da declaração do Freddie? E da serenata? Eu amei escrever esse capítulo. Principalmente a parte dele ser uma bagunça. Me ajudem, e falem tudo. Beijos