About my feelings
7 Provas
Notas iniciais
Naruto
Já se passara três dias que comecei minhas aulas extras com a sensei. E realmente, eu estava precisando disso.
Minha dificuldade estava um pouco além do que eu esperava, e essas aulas estavam recuperando o tempo perdido. Elas duravam a tarde toda, a pedido da Mizutani-sensei, mas não era problema, afinal, não é como se eu tivesse algo melhor para fazer nas tardes a não ser nada.
– Hey, Naruto-kun! Não se disperse! Estamos no final, e não é difícil esta questão. – Sensei me chamou a atenção.
– Haaaaaaaa.... Mas já está bom por hoje! Vamos, vamos! Deixa eu ir!
– Não. Só depois dessa questão. – Ela esbanjou bravura na resposta.
– Errrr..... E se eu disser que não sei...?
Ela desfez a expressão de bravura, e se sentou ao meu lado.
– Tá bem, olhe aqui: você tem as duas equações do sistema não? – Afirmei com a cabeça que sim –Ok, agora para usarmos o método de substituição para resolve-la temos que fazer o que?
– Isolar o X. – Ela organizou a primeira equação de tal forma.
– Ok, agora fazemos o quê?
– Pegamos o que representa o X, que seria a sua forma isolada e substituímos na outra fração, e assim a resolvemos. – Ela moveu a cabeça confirmando.
– Viu? Você consegue, é só parar de ser preguiçoso.
Nossa depois da aula, ela me passou uma serie de equações extras para eu resolve-las.
Kakashi
Faziam três semanas da nossa última conversa, e eu não consegui nem sequer trocar uma única palavra com Nazuna. Ela simplesmente passava reto por mim, e com um leve “Oi” me cumprimentava. Isso estava me corroendo, principalmente ao vê-la falando com Iruka, esbanjando um sorriso nos lábios.
“Ciúmes, meu caro Kakashi?” – Era o que ela parecia dizer.
Nazuna
Eu estava muito nervosa com a condição do Naruto-kun. Meu Deus, que garoto temperamental. Era quase impossível vê-lo falando normal com o Sasuke-kun. Os dois apenas discutiam, mas se podia ver uma grande amizade ali.
Sasuke
– Hey, dobe, pare de falar, está incomodando. – Me virei para traz e disse isso com desdém para o Naruto.
– Há, venha calar então, teme. Claro, se você não se borrar nas calças antes disso. – Respondeu ele, com um sorriso desafiador no rosto.
– Como é?
– Que foi? Não te ensinaram a limpar os ouvidos não, teme?
– Ah, cala a boca Naruto! Como se você tivesse moral para falar algo. – Sakura se meteu no meio. – O Sasuke-kun é bem-educado e inteligente... – Ela corou olhando para mim. Que desconfortável.
– N-Naruto-kun, v-você está atrapalhando a aula da Mizutani-sensei. – Hinata se prenunciou atrás dele. Naruto se virou e, para minha surpresa, corou um pouco ao olhar para a garota.
– T-Tá legal. E-Eu paro. – E se sentou. Aquilo foi completamente o contrario do que o Naruto faria. Saquei na hora.
– Hunnnnnn…. Me parece que temos um novo casal na aula.... – Não perdi a chance de provoca-lo.
– E se eu disser que sim? O que você vai fazer teme? – Ele me respondeu sério.
– P-Pera aí... vocês tão namorando? – Sakura se pronunciou.
Hinata, mesmo vermelha como um pimentão afirmou com a cabeça.
– HEY! Sério isso? Vocês estão fazendo algazarra por quê? – Mizutani-sensei perdeu a paciência.
– O Naruto e a Hinata estão namorando! Isso é motivo não? – Ino gritou do fundão da sala.
– Eu já sabia, e não, isso não é motivo.
– A sensei já sabia!? – Quase todos gritaram.
– Claro que sim. Estava dando aulas depois da aula para o Naruto-kun, ele men contou. Agora sentem-se. Eu quero continuar a aula, por favor.
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Naruto
Ai meu Deus, ai meu Deus, AI MEU DEUS!
Por favor, se Deus existe, que me ajude!
Finalmente chegou o dia da prova de matemática. Essa era a última da sequência de provas, e a que me deixava mais preocupado. Mesmo com as aulas extras, estava com um frio na barriga e a garganta seca. Ah, e o meu coração parecia que iria saltar pela boca.
Exagerado não?
Nazuna
Ah Cristo. Como eu sou exagerada.
Não dormi direito, no máximo umas três horas, por causa da prova. Que não era nem eu que iria faze-la. Mas mesmo assim, o que me procurava mesmo, era se eles se sairiam bem, e se eu me saí bem como professora.
# * #
Quando o sinal tocou, anunciando que minha aula se iniciaria, e com ela a prova, me levantei da cadeira que estava sentada na sala dos professores e me dirigi a porta.
– Boa sorte. – Escutei aquela voz que me causava rebuliço na barriga se pro-nunciar atrás de mim. Me virei e encarei seus olhos negros e seus cabelos grisalhos – Não precisa me encarar assim. Sei que não vai responder mesmo, mas queria apenas desejar-lhe uma boa sorte, só isso.
– Mas eu não falei nada.
– Seu olhar diz tudo, minha cara.
Kakashi
Éramos os únicos na sala dos professores, e não consegui resistir à tentação de tentar uma aproximação de nós dois.
– Ok. Meu olhar diz tudo. Anotado. Vou tentar esconder mais meus sem-timentos Kakashi. – Ela se virou e começou a andar, porém parou na soleira da porta – E obrigado. Tomara que eu tenha sorte mesmo.
– Disponha. – Respondi com um sorriso de alegria por ela ter finalmente falado comigo.
Ela saiu rumo a sua prova.
Nazuna
Incrível como simples palavras dele me tocavam de tal forma que me fizesse esquecer o nervosismo pelo desafio a minha frente. Cheguei na sala e me assustei em vê-los todos sentados em seus lugares e em silêncio.
– Ok, isso me poupou um bom tempo. Agora sem mais delongas vamos começar. – Falei calmamente focando minha atenção no Naruto-kun que estava praticamente pulando na cadeira de nervoso.
E assim se iniciou a prova.
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Naruto
Quando eu terminei a última questão, o sinal tocou. E, para minha surpresa, pela primeira vez não senti que a prova tinha sido a minha ruina.
– Hey dobe. E aí, como acha que foi? – Perguntou Sasuke, se sentando em cima da minha mesa.
– Para falar a verdade, as aulas extras com a Mizutani-sensei me ajudaram muito.
– Uou. Serio? Então que tal fazermos uma aposta? – Propôs ele com um sorriso no canto da boca, e nessa hora algumas pessoas se reuniram ali para saber do se tratava a tal aposta.
– E o que seria?
– Quem tirar a menor nota paga um ramen para o quem tirou maior nota.
– Ok. Vamos ver quem ganha. – Apertamos as mãos afirmando a aposta.
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Nazuna
Eu saí da sala decidida a corrigir todas as provas e entrega-las no dia seguinte. Me dirigi à sala dos professores, me sentei na primeira mesa que vi e espalhei toda a papeada por ela, que ficou lotada. Peguei o gabarito e comecei a corrigi-las.
Porém não contava que o sono viesse de maneira avassaladora. O tempo que não dormi na noite passada veio em peso. Acabei pegando no sono ali mesmo, sobre a mesa e sobre a papelada.
Kakashi
Quando meu período de aula acabou, fui até a sala dos professore descansar.
Quando cheguei parei na soleira da porta e fiquei observando a garota de cabelos castanhos que já foi, e descobri que ainda era, dona dos batimentos apressados de meu coração dormindo em meio a sua bagunça organizada.
O vento invadiu o local pela janela aberta e bagunçou um pouco os cabelos dela, sem falar que levou alguns de seus papeis junto. Recolhi os que caíram no chão, os pus sobre a mesa e fechei a janela.
Ela continuava dormindo calmamente...
Não resisti e fechei também a porta dos professores. Me aproximei dela e me ajoelhei em sua frente, apoiando os braços na mesa e cruzando logo depois. Coloquei minha cabeça sobre estes e fiquei observando-a dormir.
Se passaram alguns minutos, que não vi passar, e ela abriu os olhos preguiçosamente.
– Ah.... quanto tempo está aí...? – Ela falou muxoxo.
– Não sei. – Respondi, afastando uma mecha de cabelo que caíra sobre seus orbes castanhos.
Vi as suas bochechas ficarem ruborizadas. Ela desviou o olhar e moveu sua cabeça para o lado. Ela se levantou e começou a mexer nos papeis. De repente parou.
– Sabe, tem uma coisa que quero te perguntar a um tempo. – Eu a olhei – Lembra daquele dia, em que nos encontramos no parque?
Era a hora de jogar todas as cartas na mesa e ajeita-las devidamente.
Somente afirmei com a cabeça.
– Você me disse que voltou para a cidade. É verdade?
– Sim.
– Por quê?
– Eu lhe disse. Eu te amava. E ainda amo.
– E-Explique melhor. Falar que voltou por que me amava, depois de dizer que eu te prejudicava não esclarece muita coisa, Kakashi.
– Quando eu cheguei em casa depois do festival, eu o encontrei. Me desesperei na hora e liguei para meu tio. Nesse período de tempo até ele chegar, achei uma carta do meu pai dizendo, basicamente, que o amor não vale apena e que só traz sofrimento. Ele era meu chão Nazuna. Quando ele se foi.... meu chão foi junto. Sem saber o que fazer, eu acreditei em tais palavras e me distanciei de você. Mas.... isso doeu. E acredito que doeu mais do que os sacrifícios que fiz por você, tipo, engolir a vergonha e o medo da socialização. Só que me dei conta tarde demais. E quando voltei, você tinha ido.
Um silencio pairou entre nós.
Aqueles silêncios que corroem.
Ela se levantou de repente, e começou a organizar os papeis, provavelmente para ir embora. Pude ver o vermelho de suas bochechas. Quando terminou, ela passou por mim e acariciou os meus cabelos de uma maneira aconchegante, e depois saiu pela porta.
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Nazuna
Cheguei em casa depois daquele dia cansativo e me joguei no sofá. Abracei uma das almofadas.
E chorei. Como uma criança, eu chorei.
# * # * #
Quando cheguei no colégio no outro dia, fui direto para a sala dos pro-fessores terminar de corrigir as provas. No outro dia, não consegui devido a conversa com Kakashi.
Os professores começaram a chegar e Iruka-sensei se sentou ao meu lado de repente.
– Ohayo gozaimassu, Mizutani-sensei.
– Yo... – Murmurei concentrada corrigindo as provas. Estava no fim.
– Heee.... Não querendo incomodar, mas já incomodando.... Como a turma foi...?
– Bem... muito bem, na verdade...
– Sério!?
– Ao meu ver, acho que só uma pessoa tirou uma nota abaixo da média.... mas nada grave, foi por no mínimo dois ou até um decimo. Não me lembro direito.
– An.... e-e essa nota seria do... N-Naruto?
– Eu n..... UOU!!!! – Gritei de repente.
– O que foi?!! Senhor, não grite de repente, por favor.
– MAS OLHA ISSO!!!! – Mostrei a prova a ele.
– De quem é?
Não fiquei para responder. Juntei as provas e corri feito louca até a sala.
Só no meio do caminho me dei conta de que ainda faltava ainda alguns poucos minutos para o meu período começar.
– Nossa, que pressa toda e essa? – Me virei, já sabendo que era.
– Adivinha!!
– Deixa eu ver.... Voc... – Não deu nem tempo do Kakashi terminar de falar. O sinal tocou e eu sai correndo.
Naruto
O sinal tocou e meu coração pulou junto. Me assustei mais quando a Mizutani-sensei cegou na sala de aula extremamente animada. De certa forma, isso me tranquilizou.
– Hey, minna-san!!!! Adivinhem!!! Vocês foram MUITO bem nas provas!!!
– Uou. Dobe, parece que você tem uma chance, pequena, mas uma chance de me ganhar. – Debochou Sasuke.
– Bem, é o que vamos ver. – Respondi, nervoso.
Sensei começou a distribuir as provas, todos menos eu. Isso só estava me deixando mais nervoso.
– Sasuke-kun. – A Mizutani-sensei chamou.
– Hum, vamos ver a minha nota. – Disse ele, olhando para mim.
– Parabéns Sasuke-kun. Quase gabaritou.
– Quanto Sasuke-kun? – Saruka-chan perguntou.
– 9,3. E aí dobe, acha que supera? – Antes de eu retrucar Mizutani-sensei se pronunciou.
– Ah.... agora chegamos na melhor parte. – Todos olharam para ela – Naruto-kun.
Me levantei e parei em sua frente. Minhas pernas tremiam.
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