About my feelings
8 Loucuras
Notas iniciais
Naruto
Mizutani-sensei pegou a última folha que tinha em mãos, e a virou calma-mente para mim.
9,5.
– AH MEU DEUS!!! EU GANHEI!!! EU CONSEGUI!! 9,5!!! – Comecei a gritar histericamente.
– O QUÊ?! – A sala gritou também.
Não aguentei de felicidade e abracei a Mizutani-sensei.
– Obrigado!!! Posso ir mostrar para o Iruka-sensei?! Por favor!!
– Hahahahaha.... Claro, pode ir.
Mas antes de sair gritei para o Sasuke:
– Agora você me deve ramen teme!!!
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Nazuna
Desde a prova em que praticamente todos se saíram bem, a aula também melhorou, principalmente pelo fato de o Naruto-kun estar animadíssimo com as aulas. Sarutobi-sensei também me parabenizou pelo trabalho bem feito.
Estava tudo muito bem, até uma pequena notícia.
Teríamos uma festa do Dia dos Namorados. Ah senhor. De novo. Eu estava tão preocupada com a prova que nem me lembrei que data era do ano. Quando anunciaram que iriamos ter uma festa, as memórias vieram de novo a minha mente, mas dessa vez eu tinha a explicação do Kakashi martelando a minha cabeça e moldando uma nova opinião sobre tais recordações.
Kakashi
Quando soube da festa, meu coração disparou. Uma ideia louca passou pela minha mente.
Fazer o que eu não consegui anos atrás do jeito certo: me declarar. Não sei se sairia como planejado, ela poderia negar, me xingar loucamente, mas... iria valer apena. Eu deixaria uma nova marca naquele coração que eu almejava tanto ter de volta.
# * # * #
Os dias depois do anuncio da Festa do Dia dos Namorados foram de pura tensão e correria. Os alunos basicamente enlouqueceram e se empenharam na arrumação da festa. Bem, isso valeu apena, pois os enfeites e detalhes estavam impecáveis.
– Hey, Kakashi! – Me virei para ver quem estava me chamando. Era o Sarutobi-sensei.
– Yo sensei. O que foi?
– Bem, – Ele esbanjou um sorriso safado nos lábios – os professores e eu es-tamos planejando uma “festinha”, só para nós, depois do evento do Dia dos Na-morados.
– Uma “festinha”? Com que proposito?
– Ora Kakashi-kun, na frente dos alunos não podemos dar maus exemplos não? – Ele mantinha seu sorriso safado no rosto – Por exemplo: não podemos fazer coisas de adultos...
– O-Ok. Entendi sensei. Vai ser aonde?
– No barzinho perto do Ramen Ichiraku, sabe onde é, não? Ah, e eu já convidei a Mizutani-san. Ainda não tivemos a chance de nos conhecermos melhor, hehehehe...
# * # * # * # Dia da Festa do Dia dos Namorados # * # * # * #
Nazuna
Ah, o Dia dos Namorados. Onde os casais apaixonados aproveitam a data criada para eles, enquanto os solteiros ficam em sua solteirice. Casais andam por aí esbanjando sua felicidade mutua, e os solteiros podem estar felizes com sua atual condição, ou se amargurando por se encontrar assim.
Bem, eu não ligo para minha atual condição de solteira, mas tenho que admitir que odeio essa data desde o que aconteceu no passado. E, realmente, eu não estava empolgada em ir nessa “festinha” depois da festa da escola.
Por isso apenas coloquei um vestido vermelho com um decote V, não muito abusado nem muito curto, afinal sou uma professora, não posso sair como uma adolescente. Minha maquiagem também estava simples: uma sombra preta com rímel e um batom rosa. Deixei meu cabelo solto, mas fiz um baby lis para não deixa-lo simplesmente solto. Ah, e coloquei um salto preto, que era bem alto. Por me considerar baixinha sempre usei saltos altos, assim como plataformas, para não me sentir tão pequenininha.
Quando terminei de me arrumar fui pegar minha bolsa e, para minha surpresa, a campainha tocou. Quando abri a porta senti meu corpo estremecer. Eu sempre vou perder meu controle quando esse grisalho maldito para na minha frente.
– Kakashi Hatake.
– Sim. – Respondeu ele, ajustando seu terno preto, que... tenho que admitir... o deixou com um ar sexy.
– O-O que faz aqui? – Gaguejei por me constranger diante do meu pen-samento.
– Você realmente está impecável. Bem, eu vim busca-la para a festa. – Ele esbanjou um sorriso de canto de boca (que dava para ver, mesmo com sua mascara cobrindo parte do seu rosto). Safado. Ele sabia exatamente como me provocar.
– Hã? P-Por quê? Não é necessário. – Meu coração acelerou com o sorriso.
– É, mas Sarutobi-sensei insistiu para eu vir. – Admito que me decepcionei um pouco com a resposta – E também não iria perder a chance de te buscar, não?
Ah.... droga. Meu coração estava aos pulos.
– Bem, vamos? – Ele estendeu o braço para eu cruzar o meu com o dele, mas eu neguei.
Mesmo com toda a explicação que ele havia me dito... eu ainda não estava preparada mentalmente para aceita-lo de novo na minha vida assim, de repente.
# * # * #
Kakashi
Chegamos na festa, sendo que esta já havia começado a uma hora, o que significava que faltavam mais duas horas para terminar.
Logo na chegada, chamamos atenção, ou melhor, ela chamava a atenção pela beleza exuberante. De repente senti um solavanco e vi alguém abraçando Nazuna.
– Mizutani-sensei!! Você está impecável!! – Era Naruto, e loga atrás dele Hinata apareceu.
– B-Boa noite. – Hinata falou, e Naruto envolveu seu braço nela, o que a fez corar.
– Boa noite. – Eu e Nazuna respondemos juntos.
Nazuna
A festa seguiu calma sem nenhum tumulto, os alunos dançavam e curtiam a festa. As músicas ajudavam bastante na animação. Por ser uma comemoração do Dia dos Namorados, uma das propostas era que quem quisesse iria em uma bancada posta perto do palco, onde uma banda composta por alunos tocava, e escrevia em um papel sua declaração.
Garanto que vários casais se formaram.
Houve uma certa parte da festa onde as músicas começaram a ficar mais calmas, para os casais dançarem.
Kakashi
Não perdi tempo e logo me dirigi à Nazuna para chama-la para dançar.
– Hey, – chamei-a, o que fez ela olhar para mim – me daria a honra de uma dança? – Estendi a mão para Nazuna que me encarou indecisa.
– Não sei se devo.
– Ora vamos, é só uma dança. – Ela demorou um pouco mas cedeu.
Puxei-a mais para perto, e envolvi sua cintura fininha com a minha mão, e senti ela se arrepiar. Toquei sua mão macia, e a conduzi nos movimentos.
Naruto
– Hey, hey. Aquela não é a Mizutani-sensei e o Kakashi-sensei? – Sakura-chan perguntou e todos nós, eu, Hinata, Sasuke, Ino e Sai olhamos.
– Uou, será que os dois... – Ino soltou um sorriso safado.
– Mas eles formam um belo casal. – Sai se pronunciou.
– Será? Eu não vi eles dois conversando até agora. O Kakashi-sensei pode estar sendo gentil com a Mizutani-sensei. – Falei meio receoso.
# * # * #
Nazuna
Depois de declarado o fim da festa, os professores se reuniram para ir a nossa festinha. Como não era muito longe, fomos a pé.
Eu estava de salto, e sabe o que é andar de salto sobre uma superfície não tão plana, não é?
Quando chegamos no local marcado, a primeira coisa que fiz foi tirar os sapatos.
Minha dança com o Kakashi na festa rendeu alguns olhares e comentários, que eu já esperava. Mas, teve algo em especial que estava martelando na minha cabeça desde que a festa terminou: em certo momento da festa escutei um leve sussurro dele no meu ouvido, e tenho quase certeza de dizia “Eu te amo”. Isso estava me incomodando um pouco, e fiquei com vergonha de perguntar.
Tipo: “Oh, Kakashi, na hora que estávamos dançando, você disse que me amava? ”, “Não? Ah, então desculpe”, “Sim? Você disse isso? Ah, que legal...”
Definitivamente não.
Sentamos em uma mesa um pouco afastada, e a rodada de bebidas logo começou. Conheci melhor a Tsunade-san assim como sua assistente a Shizune. Também conheci o, como posso dizer de modo educado... “safadinho” do Jiraya-san, além de outros professores.
– Hey, hey, ojou-chan que tal um desafio? – Jiraya-san estava, realmente, muito embriagado.
– Ah, não, não. Jiraya-san, você não deveria moderar na bebida? – Respondi receosa com a proposta.
– Ah... vamos lá garotinha. Vamos ver quem bebe mais!!! – Tsunade-san pulou no meu cangote. Ela também estava embriagada – Ou está com medinho? Hã? – Ah senhor, daime forças para não ceder...
– Ok, vamos lá. – Todos eles gritaram animados com a minha resposta.
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Kakashi
Quando ouvi a gritaria não me interessei muito.
Acabei não me declarando, ou simplesmente insinuando o que eu queria com ela na festa, cheguei a sussurrar em seu ouvido que a amava, mas duvido que ela tenha escutado. Pensei em dizer na hora da dança o que sentia, mas acabei me embriagando com o aroma doce de seu cabelo e perdi o foco.
Não estava tão animado, e acabei indo no banheiro.
Porém... quando voltei... posso dizer que Nazuna estava... muito louca. Ela gritava como uma doida e estava abraçada na Tsunade-san e no Jiraya-san, e os três cantavam Love of My Life, do Queen.
– A garota sabe beber, não? – Me virei para saber quem era. Sarutobi-sensei estava sorrindo, porém um pouco receoso.
– Eu vou tira-la de lá. Meu Deus. Ela está completamente bêbada. – Respondi já me direcionando para ela.
– Yuhooooooooooo!!!! Vamos voar Jiraya-san, Tsunade-san!!! – Ela gritou abraçando os velhos bêbados.
– Claro ojou-chan!!! – Gritou Jiraya, levantando-a no colo.
– AH ODIN!!! VAMOS, ONDE ESTA O JOSEPH MORGAN??!!!! AQUELE LINDO!!! – Ela estava louca. Meu deus.
– Não, melhor garotinha: IAN SOMERHALDER! – Disse Tsunade-san, porém ela logo apagou no colo do Jiraya, de tão bêbada.
– Oh!!! TSUNADE-SAN!! – Shizune correu para ela.
– Tá, tá. Vamos Nazuna, você já bebeu demais. Eu vou te levar para casa. – Falei pegando seu braço.
– Não! Eu quero o Ian ou o Joseph!! – Ela falou muxoxo.
– Tá legal. Eles estão lá fora, vamos? – Falei, tentando convence-la.
– Tchau Jiraya-san, Tsunade-san!! Eu vou voar!! –Ela gritou para eles, pegando seus sapatos que estavam no chão.
Quando chegamos na porta ela olhou para os lados, e depois para mim.
– Ah... Kakashi-chan.... você mentiu... de novo... –Ela falou muxoxo para mim, com um olhar de repressão, que devido a bebida, ficou fofo.
– Kakashi-chan? Nossa, você está realmente bêbada.
– Ah é? – Ela se virou e começo a andar, cambaleando.
– Onde vai?
– Praaa caaasaaaa.... Dã. Onde mais eu iria? – Ela parou e me encarou.
– Deixa que eu te levo. E nem adianta negar, não vou deixar você ir bêbada para casa.
De repente ela começou a chorar.
– P-Por quê? – Ela gaguejou levando as mãos ao rosto.
– Q-Quê? O-O que foi?
– Por que você está sendo gentil comigo? Hã? Droga Kakashi! Eu estou confusa. – Deu uma leve pausa e continuou – Você volta para minha vida de re-pente, faz aqueles sentimentos que eu queria esquecer voltarem e me fala que foi embora por uma decepção com seu pai. Eu não sei o que fazer!
– Calma. Você...
– Não! Deixa eu falar! Sabe o que eu estou sentindo agora? Medo. Medo se seguir em frente com você e acabar me machucando de novo. E medo de não seguir com você e me arrepender. – Não resisti vendo ela chorar. Eu a abracei forte.
– Shiiii.... Calma. Vamos para casa, e conversamos depois, ok? – Ela não falou nada, e apenas assentiu com a cabeça.
Acabei levando-a para minha casa, que ficava mais perto.
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Nazuna
Acordei no outro dia com uma dor de cabeça horrível. Mas o que me assustou de verdade foi eu estar em uma cama que não era minha e um quarto que não era meu. E o pior foi quando senti algo pesado envolver minha cintura, e algo quente encostar nas minhas costas.
“Ah senhor, que eu não tenha transado com um cara qualquer...”
Antes de me virar para encarar quem era, levantei as cobertas para ver com qual roupa estava. Meu coração falhou nas batidas.
Eu não estava mais com o meu vestido, mas sim com uma blusa preta que servia como uma camisola bem solta.
Quando me virei, meu coração falhou mais uma vez e me arrepiei toda. O grisalho estava sem camisa, e me abraçava de forma aconchegante. Ele abriu os olhos, manhoso.
– Ora... parece que você acordou.
– K-Kakashi Hatake....
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