Notas iniciais
Gente, me desculpem pela demora. Tive provas semana retrasada, e quando elas acabaram, vieram os trabalhos para a escola. Fiquei sem tempo, e também, acabei escrevendo mais a minha outra fic que eu comecei recentemente, Metamorfose. Se gostar de originais, com romance entre adolescentes e hentai, leia. Bem, este é o último cap da About my Feelings. Tomara que gostem!

Nazuna

Meu coração acelerou de tal maneira que eu não consegui raciocinar direito. Provavelmente eu estava com uma expressão horrível, pois Kakashi parecia ficar nervoso.

– O-O que foi? – Ele perguntou, em um tom nervoso.

Não consegui responder, apenas me afastei de seu corpo quente e acabei caindo da cama.

– C-Como a-assim “o q-que”? – Gaguejei de nervosismo – N-Nós.... nós....

– Nós nada. Não fizemos nada.

Uma cara de alivio se estampou em meu rosto.

– Nossa... você realmente ficou feliz por não ter transado comigo? – Kakashi perguntou, meio desapontado.

– Eu não iria lembrar de nada. – Acabei respondendo. Mas logo percebi como a fala podia ser interpretada.

– Então... você gostaria de fazer sóbria? É isso? – Ele estava sem sua máscara, por isso foi bem visível seu sorriso debochado.

– Afinal o que aconteceu ontem? – Não tive coragem de responder.

“Se eu responde à ele que ‘não’, estaria mentindo…”

– Ah.... ontem... – Ele ainda mantinha seu sorriso, porém ao se sentar e apoiar suas mãos na cama, sustentando seu peso por estas, tomou um ar ousado.

– Ontem.... o quê?

– Você ainda me ama, não é?

A pergunta tirou todas as palavras da minha boca. Me senti sem chão. Ele derrubou a muralha do meu autocontrole, e ainda mantinha aquele sorriso provocante.

– D-Do que você...

– Eu sei. Você admitiu ontem.

(Flash Back On)

Kakashi

Levei ela para minha casa, já que a dela era muito longe. Nazuna murmurava coisas baixinho, e reparei seu rosto corado. Havia envolvido seu braço em meu pescoço, para ela não cair. Mas Nazuna não parava de se mexer, o que dificultava as coisas.

Quando finalmente chegamos em casa, deixei-a no sofá, e ela praticamente afundou nele.

– Hunnnn... – Ela murmurou, com os olhos fechados.

Tirei a bolsa dela, e a coloquei na mesinha de centro.

– Kakashi-chaaan... – De repente ela se levantou do sofá e abraçou minha cintura – Por que você me trouxe aqui...?

– Você precisa descansar, e a sua casa fica muito longe.

– Só isso...?

– T-Teria algo mais?

– Sei lá... talvez...?

Meu coração começou a bater mais rápido, saindo de meu controle. Eu não podia fazer isso, não com ela nesse estado.

Eu estava no limite. Mas tudo piorou quando ela apertou mais forte a minha cintura e apoiou a bochecha nas minhas costas, fazendo um leve carinho.

– V-Você precisa tomar um banho! V-Vamos, eu te levo até lá! – Me desvencilhei de seus braços e a virei de costas para mim, empurrando-a para o banheiro.

– Não! Eu não quero! – Gritou, como uma criancinha manhosa.

– Ora, vamos... – Ela balançou a cabeça negativamente.

– Eu não tenho roupas intimas.... sabe...? – Nazuna falou baixinho, pondo a mão ao lado da boca.

– O-Ok.

– Me empresta uma blusa sua. Assim tá bom?

Levei-a até meu quarto e tirei uma blusa qualquer de lá.

– Bom gosto para música... – Ela disse. Vi que a camiseta era do Queen. Lembrei da hora em que ela, Jiraya e Tsunade estavam cantando no bar.

Ela virou para mim e tirou os cabelos das costas.

– Abre pra mim? – Isso era provocante. Mas não neguei. Cheguei perto e deslizei o fecho para baixo, expondo o fecho do seu sitia preto. Desviei o olhar para o lado.

– D-Deu.

Girei para o lado, espantando os pensamentos que tive. Não me permiti ver ela tirando o vestido. Só voltei a olha-la quando colocou a camisa, que pareceu uma camisola folgada.

– Agora você deixa de implicar? – Nazuna pegou o vestido do chão e depois olhou em volta. Provavelmente observando meu quarto.

– Algum problema? – Perguntei, intrigado com os olhares dela.

– Seu quarto... – Ela fechou os olhos – Tem um cheiro bom... – Nazuna se jogou em minha cama, esparramando-se sobre a mesma.

– Hey. Você não ia ficar no quarto de hóspedes? – Perguntei.

– Ué, qual o problema? – Esbanjou um sorriso – Deita aqui também.

Quando pensei em sair do quarto para ir ao de hóspedes, ela se levantou e me puxou para a cama, onde eu acabei caindo. Ela me acbraçou.

– Eu não vou fazer nada demais... – Ela cochichou.

– N-Nazuna... você vai se arrepender...

– Me arrepender de ainda amar você? Acho que não...

Ela pegou no sono antes que eu perdesse completamente meu controle a tomasse para mim. Mas não pude evitar de abraça-la em quanto dormia.

(Flash Back Off)

Nazuna

Se eu amo ele? Ou melhor: se eu ainda amo ele? Bem...

...o que eu posso dizer?

Como não amar?

Me levantei do chão, e peguei meu vestido que estava atirado do outro lado da cama. Não falei nada. Não conseguia falar nada.

“Por que eu ainda amo ele?”

– Nazuna...

– Não fala nada, ok? Eu... eu não tenho capacidade mental nem física para falar com você agora. Só me deixa ir, pode ser? – Kakashi não respondeu. Fitou o cobertor azul, e mexeu os pés, que não estavam cobertos.

– Vai para onde?

– Escola. Não vai dar tempo de passar em casa, posso levar a camisa? – Ele assentiu com a cabeça. Me pareceu deprimido.

Kakashi

Por que fui falar isso?

Não deveria ter dito assim, sem mais nem menos...

Sabia que ela não admitiria.

Sabia que ela ainda me amava.

E também sabia que ela não me perdoaria.

# * # * # * #

Nazuna

Fazia alguns dias desde aquele “incidente”. Chamo assim, por que para mim, isso foi um incidente. Me obrigou a admitir que... vocês sabem. Não quero falar isso. Não mesmo.

Nos cruzávamos algumas vezes nos corredores da escola, mas nada de palavras, apenas olhares esperançosos de parte dele.

Isso é ridículo, não?

Eu estou fazendo a difícil. Não é essa a intensão... eu apenas... não consigo fazer isso. Ficar com ele. Ainda tenho medo. Medo de me deixar levar... e ele ir embora de novo.

Não quero aquela sensação novamente. Dói, dói muito.

Levei todo esse tempo para esquece-lo, mas a única coisa que consegui fazer foi esconder, fechar os olhos para esse sentimento.

Droga...

Eu amo ele.

Eu simplesmente amo ele.

Kakashi

Me arrependo. Me arrependo de tê-la deixado. Me arrependo de falar coisas rudes. Porém, não me arrependo de ama-la. Quando deito na cama e apoio minha cabeça sobre um travesseiro ainda frio, lembro de seus lábios gélidos e macios em contato com os meus.

São doces e delicados.

Tenho saudade.

Por que não posso tê-la?

# * # * # * #

Parei em frente a porta de madeira da casa amarela de dois andares. O que eu estava fazendo aqui mesmo? Ah, sim. Me declarar. De novo.

Não conseguia mais aguentar. Doía, doía saber que ela estava a um passo de distância, mas eu não podia alcança-la.

Desisti de desistir dela, e juntei todo o meu autocontrole e o joguei pela janela. Sai de casa, mesmo chovendo, e fui até ela. Corri pelas gotas geladas que caiam, e fui tê-la de volta.

Toquei a campainha. Esperei um pouco, e a porta foi aberta.

Ela estava com uma camisa branca de botões e um short azul. O cabelo, desgrenhado. Provavelmente estava dormindo no sofá. Quando se deu conta que era eu, arregalou os olhos, expondo mais seus orbes negros.

– K-Kakashi? – Ela falou, intrigada e sonolenta.

Não havia o que dizer.

Eu simplesmente entrei na casa, fazendo ela recuar um pouco, fechei a porta, e em um movimento rápido baixei minha máscara molhada e a prensei na parede.

Encarei seus olhos um tanto assustados, mas que ainda assim eram os mesmos que eu tinha desejos na espreita da noite. Toquei a testa dela com a minha, e fui expulsando o espaço que havia entre nossos lábios. Toquei os dela com os meus, e não me segurei na intensidade. O doce gosto de menta que ela sempre teria tocou meu paladar, e mesmo com as roupas molhadas, meu corpo esquentou.

Ela tentou se afastar em certo ponto, mas não deixei. Não deixaria mais. Fiz com ela sede-se. E a esse ponto, ela não recuou mais.

A falta de ar chegou, infelizmente, e só assim separei os lábios, mas deixei minha testa colada na sua. Ela levantou os olhos e encarou os meus. Desci minha boca até seu ouvido, e mordisquei um pouco o local. Senti ela se arrepiar, e sussurrei:

– Eu amo você. Sempre amei... e sempre vou amar.

Nazuna apertou minha camisa com a mão, e afogou se rosto em meu peito. Fiquei mais perto dela, abraçando-a. Inalei o aroma doce que ela possuía, e como de costume, embriaguei-me.

Nazuna

Oh céus. Como ele tinha um cheiro bom. Era aconchegante e me deixava em um estado de transe incomparável. Mas de repente, aquele pensamento involuntário de medo veio a minha cabeça e....

Quer saber?

Dane-se o medo.

Dane-se esse sentimento cretino.

Me afastei um pouco de seu corpo. Encarei seus olhos, e já com o folego recuperado, não hesitei em puxa-lo para beija-lo como eu tinha vontade de fazer a um bom tempo. Coloquei minhas mãos em volta do seu pescoço e me deixei levar nos movimentos ousados de seus lábios.

De repente, um calor incomparável percorreu meu corpo, e se intensificou, quando ouve um toque dele em minha cintura, por baixo da minha camisa. Ele passou a mão por minhas costas, arrepiando-me instantaneamente.

Os movimentos de seus lábios me deixavam cada vez mais envolvida. Ele me prensou mais na parede, e acabamos derrubando um quadro. A falta ar voltou, e os lábios que a momentos atrás estavam atracados nos meus, se separaram. Ele passou a distribuir beijos em meu pescoço, arrepiando-me mais ainda. Colocou a mão em minha coxa, para que que a cruzasse em sua cintura. Com isso, me levantou, e eu envolvi minha outra perna em sua cintura, ficando suspensa por suas mãos que tocavam minhas coxas com voracidade.

Kakashi tomou-me novamente para um toque de lábios, pedindo passagem com sua língua, que foi concedida. Ficamos um tempo trocando caricias até eu cochichar entre os beijos:

–Meu quarto... é a primeira porta... do corredor... lá... depois das... escadas...

Automaticamente ele começou a subir as escadas sem me largar, assim como meu pescoço. Parou na soleira da porta, e eu girei a maçaneta. Entramos, e eu estava crente de que ele me soltaria na cama, mas invés disso, me largou de pé no chão, e me prensou novamente contra a parede.

– Você tem certeza? – Falou falho, pela falta de ar.

Sorri de uma maneira debochada, e aperteis seus lábios com meus dedos, fazendo um biquinho. Eu o beijei. Beijei, e beijei de novo.

Kakashi

Meu coração tremia de receio, não sabia o que estava fazendo direito, apenas seguia o que queria fazer. Sentia-me cada vez mais embriagado com seu gosto doce e seus toques em meus cabelos, assim como seu aroma adocicado. Os diversos beijos me deixavam cada vez mais tranquilos.

Nazuna

Senti sua excitação através da calça, principalmente quando me prensou mais contra seu corpo. Ele me puxou até a cama e colocou-me nela. Se deitou sobre mim, e me encarou por um breve momento. O abajur, que estava ao lado da cama, iluminava seu rosto, fazendo-me sentir mais calor, por suas expressões ousadas.

Me beijou novamente, com intensidade. Ele passava suas mãos em meus cabelos delicadamente, fazendo carinho. Se afastou um pouco e retirou sua camisa molhada, dando a bela visão e seus músculos definidos. Deitou-se novamente sobre mim e mordiscou um pouco meus lábios, antes de toma-los de verdade.

Ele começou a desabotoar minha camisa, devagar. Entre os espaços no meio de cada botão, Kakashi passava os dedos de um modo suave em minha barriga. Quando todos s botões estavam fora de suas casas, ele tirou o tecido fino leve-mente úmido, que deslizou pelo meu corpo.

Selou novamente nossos lábios, e eu passei meus dedos sobre seu peitoral. Senti ele se arrepiar, e a satisfação de minha parte foi percebível, com meu sorriso entre os beijos trocados. Ele me levantou um pouco, e soltou a trava do meu sutiã.

Antes de tira-lo por completo, ele desfez o beijo e olhou nos meus olhos. A luz amarelada iluminava parcialmente seu rosto, mas ainda sim, dava para ver seu típico sorriso que me abalava.

– Eu realmente amo você, Nazuna Mizutani.

– É reciproco.

Ele colou a boca em meu ouvido e cochichou:

– Quero ouvir você dizer.

– E-Eu amo você.

Ele sorriu, depois espichou seu braço em direção ao abajur, e o apagou.

Notas finais
Bjs, espero que tenham gostado da minha fic. Aqui está o link da minha outra fic, caso se interessem: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-originais-metamorfose-3805950
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!