About To Crash

10 Chapter Nine: Memories


Uma dor de cabeça horrível começou e Bronsky caiu no chão, porém não desmaiou. Sua mente parecia um emaranhado de pensamentos e lembranças. Tudo estava voltando a tona:

Bronsky tinha 7 anos e estava olhando um passarinho em uma árvore. Por alguma razão o passarinho o irritava, então ele pegou uma pedra e tacou. Com um baque surdo, a pedra acertou o passarinho em cheio e o mesmo caiu no chão. Bronsky gargalhou.

Bronsky tinha 8 anos e estava abrindo o peito de um gato morto no seu quintal. Sua mãe se aproximou e ficou horrorizada com a cena. Ele virou-se para sua mãe e, apontando a faca, disse a ela: Sua hora também vai chegar mulher, quem mandou me pegar naquele orfanato.

Victoria ficou atônita.

Bronsky tinha 9 anos e estava na frente do espelho, sua feição era cruel.

- Odeio esse nome, Bronsky – dizia para o espelho – De hoje em diante me chamarei Horton.

Bronsky tinha 9 anos e estava atrás do colégio. Vincent estava com uma mão atada a uma arvore e com uma mordaça na boca. Bronsky usava luvas e tinha um pequeno punhal na mão e olhava com satisfação a feição de dor no rosto lavado de lágrimas de Vincent.

- Sabe do que eu chamo isso que está acontecendo? – dizia ele a Vincent, apontando o punhal para o rosto do colega – Justiça. Bronsky aturou por muitos anos você roubando o lanche dele e o atormentando com palavrões. Mas o problema é que ele é muito mole e idiota com as pessoas. Eu não. Eu vejo satisfação em ferir as pessoas, sendo fisicamente ou mentalmente. Sabe o que aconteceu com a mãe dele? Enlouqueceu – gargalhou depois de dizer isso – E sabe quem a fez enlouquecer? Eu. E só pra você vou contar uma exclusividade. Sabe aquele cachorro que o Bronsky tem? Vou matá-lo na festa de aniversário de Bronsky – gargalhou mais uma vez – E sabe o que é mais fantástico nisso tudo? Nem Bronsky nem ninguém sabem sobre mim, não é perfeito? Um assassino que ninguém sabe que existe?

Vincent estava chorando mais forte agora.

- O único problema é que eu não tenho controle total sobre o idiota do Bronsky. Fico apenas nas entranhas da sua mente esperando o momento em que ele está mais fraco emocionalmente para sobrepô-lo a minha vontade.

Todo o corpo de Vincent sacudia por causa do choro.

- Okay, vamos acabar com essa conversa, já falei demais – falou Bronsky, erguendo-se – E então, como farei com você?

Vincent se contorceu todo tentando tirar sua mão que estava amarrada a árvore.

Bronsky gargalhou mais uma vez.

- Pode ter certeza de duas coisas. Primeiro: Quando eu acabar vou desamarrar sua mão da árvore. Segundo: Não se preocupe comigo, não irão pensar que fui eu, deixarei o punhal na sua mão, todos pensarão que você se suicidou.

Bronsky e seu pai estavam visitando sua mãe. Estavam no quarto dela e seu pai saiu para pegar um copo d’água para o filho.

Bronsky olhou para sua mãe e, com um sorriso no rosto, disse:

- Sabe, ainda não é tarde para se matar.

Sua mãe ficou lívida.

- Não deixe a chance escapar quando a tiver.

Era aniversário de 10 anos de Bronsky e ele viu Timmy indo pro pequeno matagal atrás de sua casa. Pegando uma pedra relativamente grande que tinha no jardim, e sem ninguém olhar, Bronsky esgueirou-se para o matagal.

- Hey, garoto – falou Bronsky para Timmy, quando estava em uma distancia razoável do cão.

Timmy correu para perto de Bronsky. Com um movimento rápido do braço direito, ele acertou com a pedra na cabeça do cão que caiu agonizando baixinho no chão.

Seu pai e ele estavam de mudança. Mais uma vez Bronsky olhava para o espelho.

- Esse velho idiota. Mudar acaba com todos os meus planos. Preciso dessa cidade, só com as lembranças que há nela posso um dia dominar Bronsky.

- Bronsky? Venha pro carro, estamos partindo.

Bronsky fechou os olhos. Quando os abriu, deu um sorriso para o espelho e disse:

- Mas ainda não acabou. De algum jeito, um dia Bronsky retornará a Silent Hill, e será nesse dia que o subjugarei.

Ele tinha 22 anos e segurava seu canivete na mão. Bateu na porta do quarto 105 em um corredor.

- Pois não – falou um homem abrindo a porta.

Num movimento rápido o canivete foi cravado por ele na garganta. O homem o olhou espantado e caiu no chão. Bronsky retirou o canivete da garganta do homem e disse.

- Novo crime na minha lista: Patricídio – disse ele, rindo.

Bronsky estava em sua casa em Silent Hill. Estava caído no chão olhando para o teto.

- Parece que Bronsky desmaiou e eu tomei conta de sua mente por enquanto – falou rindo.

Ele se levantou e olhou em volta.

- Finalmente voltei.

Pegou o mapa que estava em seu bolso e o olhou.

- Cedar Grove Sanitarium. É pra lá que tenho que ir. Vou aproveitar que ainda estou no controle e levar esse idiota do Bronsky até a Bachman, ajudá-lo de vez em quando não faz mal.

Gargalhando, Bronsky sai da casa.