A.K.A. Spider-Gwen
16 Arco IV: Mulher-Aranha Nunca Mais
Notas iniciais
Olá queridos leitores, como vão? Voltei com mais um capítulo, depois do hiatus!!!! Acho que ficou meio pequeno, mas espero que gostem e comentem. Boa Leitura!!!
Minhas costas se chocaram contra o chão, mas a dor não era nada perto do desespero que estava tomando conta de mim.
— O que quer comigo? Porque me trouxe aqui?— Gosto desse lugar.— Da ponte George Washington? Você só pode ser louco. — falei me colocando de pé.— Eu? Louco? Ah não, não, não. Sou apenas... incompreendido.— Ah claro, você é um maluco psicótico. — ele riu e depois ficou sério. O Duende se aproximou e agarrou meu pescoço.— Vim fazer um acordo. E acho bom que você aceite, pois caso contrário um certo policial irá se ferir. — Você não vai machucar meu pai. — falei quase sem ar.— E eu lá tenho cara de quem sujaria as mãos com pouca coisa? Um certo rinoceronte que nós conhecemos irá fazer isso por mim. — ele me soltou mas permaneceu perto.— Eu sabia que o Rino trabalhava com você. — ele riu novamente.— Correção, ele trabalha para mim. — ele deu um sorriso macabro — Escute bem, querida Gwendolyn. Sugiro que você encerre de vez essa sua fantasia de super-heroína, pois acredito que não queremos que Nova Iorque saiba sobre seu namoradinho. — naquele momento eu congelei.— C-como assim? Do que está falando?— Quem diria, Peter Parker o Homem-Aranha... E você, a namorada dele é a Mulher-Aranha. Vocês são tão patéticos.— Você não pode provar nada disso.— Achei que você fosse mais inteligente que isso. A questão não é provar, apenas jogue uma bomba na mídia e deixe-a fazer o resto. Sua vida será um inferno, querida Gwen-Aranha. — meu desespero misturou-se com o medo e com a raiva.— Nunca vou deixar você machucar quem eu amo, isso acaba aqui e agora. — ele riu e eu pulei na direção dele dando um chute tão forte que o fez cai do planador. Subi em cima dele e comecei a dar vários socos em seu rostos enquanto ele ria e falava as maldades que ele ia fazer depois que saísse dali. Mas isso não me impedia de continuar.— Vou considerar isso como um não para o meu acordo. Prepare-se, pois amanhã você e aquele idiota do seu namorado, serão a primeira página do jornal. — a raiva estava mais presente em meu corpo do que o medo, então soquei seu rosto com toda minha força e ele tombou inconsciente. Quando me dei conta do que havia feito, saí de cima dele e levei as mãos até a boca. Tentei sentir seu coração, mas parecia que ele não batia mais. Eu não poderia ter matado Norman Osborn, poderia?* Contei a Peter sobre o que aconteceu entre mim e o Duende Verde ontem à noite. Mas a história vai além disso. Levei Norman para o hospital e aleguei que ele foi vítima de um assalto. Harry ligou esta manhã comunicando que seu pai estava no hospital e havia perdido uma parte da memória. Parece que por enquanto não teremos mais aparições do Duende Verde, e eu espero que continue assim.— Adivinha o que eu trouxe? — O que? — perguntei meio desanimada.— Seus lançadores novos. — Peter sussurrou em meu ouvido.— Legal. — falei e sorri de leve.— O que aconteceu Gwen?— Nada. — ele me olhou com uma cara desconfiada — Só que... isso tudo do Duende Verde. Eu não sei, parece que algo está errado.— Olha Gwen, eu seu que está preocupada, mas Norman está bem e provavelmente não veremos o Duende Verde tão cedo. Estamos meio que seguros.— É você tem razão. — o abracei — Vou ao banheiro e já volto. — Ok, te vejo no pátio. — sorri e fui em direção ao banheiro feminino. Entrei em uma cabine, sentei no vaso com a tampa fechada e suspirei. Eu só precisava de um momento sozinha comigo. Abracei meus joelhos e deixei algumas lágrimas escaparem. Eu quase matei Norman Osborn. Mas porque eu me sinto mal com isso se ele não hesitaria em fazer o mesmo comigo? Talvez poque eu não seja igual a ele. Porém isso não faz eu me sentir melhor em relação a essa situação. Parei de chorar quando escutei alguém entrando. Eram duas garotas e elas começaram a conversar. Não prestei muita atenção, só queria que elas saíssem.— Sabe, eu não tinha percebido antes, mas até que o Parker é gatinho. — uma delas disse e então eu comecei a prestar atenção na conversa.— De onde você tirou isso?— A Mary Jane ficou falando que ele é fofo e não beija tão mal assim. — como assim beijar? — No começo eu nem sabia de quem ela tava falando, mas agora que nós passamos por ele.— Espera, ele não namora a Gwen? — Sim, mas parece que não está tão feliz assim com a loirinha. — O que? Como assim?— Porque? — Mary Jane foi na casa dele ontem e eles ficaram. — naquele momento eu não consegui mais prestar atenção na conversa pois estava abalada demais. Ontem à noite eu quase matei alguém e onde meu namorado estava? Me traindo com a vizinha bonitona. Eu sabia, Peter sempre gostou dela. Ela é muito mais bonita do que eu, obviamente ele deve preferir ela. Mas porque ele fez isso comigo? Comecei a chorar mais ainda fazendo esforço para ser em silêncio. Eu só queria que o dia de ontem não tivesse existido. Ouvi o sinal para aula, mas eu não estava nem aí. Deixei que alguns minutos passassem e depois saí do banheiro com cuidado para que ninguém me visse. Todos já haviam entrado para a aula, era a hora perfeita.
Fui até a sala do diretor e implorei para que e deixasse voltar para casa. Ele ligou para meu pai, e já que ele não podia me buscar e eu tive que ir andando. Melhor assim. Poderia aproveitar o resto da manhã para fazer ser a Mulher-Aranha, mas eu simplesmente não tinha forças. Então cheguei em casa e chorei mais e mais. Me olhei no espelho, eu estava acabada. Era como se Peter tivesse pegado meu coração e quebrado em inúmeros pedaços. Ignorei mais uma das inúmeras chamadas do Parker e me joguei na cama. O pior é que Nova Iorque meio que contava comigo, eu não podia desapontá-los. Mas eu não conseguia me mover. Depois do incidente do Duende Verde, parece que não confio mais em mim. Eu estava, literalmente, destruída. * Era noite e eu ouvi batidas na minha janela. Obviamente era o, não tão espetacular, Homem-Aranha.— Oi, o que aconteceu... — ele foi me dar um beijo, mas eu desviei. — Gwen...— Ontem, eu...— Gwen, eu entendo que você ficou mal com essa história do Duende Verde. — ele se aproximou e eu recuei — Mas não precisa ficar assim, já passou. — ele se aproximou mais e eu recuei novamente.— Não é isso, Peter. — falei seca — Fiquei sabendo o que aconteceu entre você e a Mary Jane. — falei e primeiro ele fez cara de confusão, e logo depois começou a lembrar.— Eu posso explicar... — ele segurou meu braço mas eu o puxei de volta.— Não me toca, por favor. — falei sem olhar nos olhos dele. — Gwen...— Não, tudo bem. — sequei uma lágrima que havia escorrido — Talvez os acontecimentos de ontem serviram para me mostrar algo que eu não enxergaria sozinha. — andei até minha cômoda e abri a última gaveta — Eu não sirvo para ser sua namorada Parker, assim como eu não sirvo para ser a Mulher-Aranha. — segurei meu uniforme e o joguei na lata de lixo do meu quarto.— Você não pode fazer isso, Gwen! — ele retirou o uniforme do lixo e estendeu na minha direção.— Sim, eu posso. — falei me afastando — O sonho acabou. E por favor, saia do meu quarto.— Gwen...— Acabou, Peter. — falei e ele fez sinal de negação e saiu cabisbaixo. — Vou ficar com isso, caso você mude de ideia. — Peter disse colocando o meu uniforme na sua mochila. Em seguida ele colocou a máscara e saiu pela janela.— Não se preocupe, eu não vou. — falei fechando a janela. Não precisava nem dizer nada, a antiga Gwen Stacy, havia se perdido assim como a memória de Norman Osborn.
Notas finais
Espero que tenham gostado!!! E eu gostaria muito de saber, que personagem vocês gostariam que fosse apresentado na fanfic?? (no próximo capítulo teremos um "personagem" muito importante. Não é um herói, mas muitos o consideram!)
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