A.K.A. Spider-Gwen

17 Arco V: Fase Beta


Notas iniciais
DESCULPEM A DEMORA, NÃO ME MATEM! Acontece que eu tive um bloqueio total de criatividade. Vou tentar me dedicar mais a fanfic. Espero que entendam ♥ Boa Leitura!!!

Eu andava tranquilamente pela rua quando sinto algo voar por cima de mim. De repente as pessoas começam a vibrar. Olho para cima me deparando com Peter pulando, porém não acenando como de costume.

Bufei e me dirigi a um banco qualquer do Central Park. O que estava fazendo por lá? Gosto de ir para pensar, pois quando eu era criança, vinha aqui com meu pai e me trazia uma enorme tranquilidade.

Logo um senhor com cabelos acinzentados usando óculos quase escuros sentou ao meu lado, interrompendo meus pensamentos.

— Está tudo bem minha jovem? — ele perguntou para mim, então eu levantei a cabeça e o fitei.

— Não muito. — respondi melancólica.

— Problemas amorosos? — ri sem graça.

— Também.

— Como se chama? — olhei novamente para o senhor. Não sabia se deveria dizer meu nome, mas no momento ele me pareceu confiável e eu estava precisando conversar com qualquer pessoa fora do meu cotidiano.

— Gwen, e o senhor?

— Muito prazer Gwen, eu me chamo Stan. — ele estendeu a mão e eu apertei.

— O prazer é meu. — sorri de leve.

— Veio aqui para pensar um pouco? — assenti — É bom fazer isso quando estamos com problemas.

— O senhor não imagina o quanto. — ele me encarou.

— Mas me diga, é o seu namorado então?

— Na verdade, agora acho que é ex. Ele me traiu. — falei sem cerimônias.

— Hum, entendo. No entanto não é só isso que te aborrece, não é?

— Como sabe? — o olhei surpresa.

— Eu imaginei. Se estivesse triste somente com seu namorado, provavelmente iria preferir ficar sozinha em casa. — continuei o encarando surpresa — Tenho filhas, sei como é. — ele disse como se soubesse o que eu estava pensando — Quer dizer, agora elas já estão mais velhas, porém já passaram por isso. E o melhor conselho que posso te dar é que isso vai passar.

— Espero que passe mesmo. Só que eu não tenho tanta certeza. Todo o lugar que vou, algo me lembra ele. — suspirei — É algo que, sem ofensas, o senhor não entenderia.

— Você ainda ama esse garoto, não é?

— Amo sim. — admiti — Não sei o que devo fazer.

— Na minha opinião, você deveria conversar com ele sobre os motivos que levaram ele a te trair. Quem sabe não foi apenas um mal entendido?

— O senhor tem razão. — eu realmente não havia dado uma chance para ele se explicar, mas será que eu deveria mesmo? — Muito obrigada!. — fiquei de pé.

— De nada, senhorita...

— Stacy. Gwen Stacy. — completei.

— Hum, parente do capitão Stacy?

— Filha na verdade. — sorri.

— Certo. Até mais senhorita, Stacy! — acenou — Boa sorte com seu namorado. E sobre seu outro problema, posso não saber do que se trata, mas lembre-se sempre que com grandes poderes vem grandes responsabilidades.

— Como o senhor... ah, esqueça. Obrigada novamente. Tchau! — acenei de volta e saí correndo. Eu precisava resolver algumas coisas.

*

Fiquei no meu quarto até a noite, onde resolvi sair para dar uma volta. E com sair, quero dizer, fugir pela janela.

Fui correndo pelos prédios, tentando ser o mais discreta possível, já que estava sem meu uniforme, e o que impedia meu reconhecimento era apena um capuz. Ou seja, Passo número um: Recuperar o traje.

— Não acredito que estou fazendo isso! — murmurei para mim mesma após olhar novamente pela janela do quarto de Peter. Abri-a com cuidado e entrei. — Acho que estou andando muito com Deadpool. — me referi ao fato de estar quase comentando um crime novamente.

Peter estava jogado na sua cama dormindo. Então eu estava tentando fazer o máximo de silêncio possível. Abri seu armário, onde ficava o seu uniforme reserva e consegui encontrar o meu. O peguei e fiz o mesmo trajeto para sair, porém tropecei em um tênis dele.

— Típico dele deixar tudo pelo chão. — revirei os olhos. Pude notar que ele se mexeu, devido a minha fala ter sido um pouco alta. Arregalei os olhos, saí o mais rápido possível, me atirando pela janela e lançando minha teia no topo do prédio. Só me permiti recobrar o fôlego quando estava dentro do meu quarto. — Ufa! Essa foi por pouco.

Agora, Passo número dois: Ter uma conversa com alguém nada convencional.

— Olha, eu tenho um compromisso com um cara chamado Francis, então fala aí, porque queria me ver? — Wade sentou no parapeito do prédio e eu sentei ao seu lado.

— Preciso de conselhos.

— E você veio os pedir para mim? Tem certeza?

— Tipo isso. Preciso de alguém imparcial, e também você é o único que eu encontraria a essa hora da noite.

— Hum. — levou a mão até o queixo — Vou tomar isso como "você é o meu melhor amigo do mundo". — dei um soco no braço dele — Ai! — passou a mão em cima — Voltando ao assunto, me conte sua situação. — contei sobre Peter, escondendo a parte das identidades obviamente e sobre meu dilema de super-heroína. — Wow, nossa! Sua vida tá bem bagunçada.

— Pois é.

— Mas quando eu digo bagunçada, é bagunçada mesmo...

— Eu entendi! — o parei. — Algum conselho?

— Sobre o seu namorado, o ideal seria dar uma lição na piranha que roubou ele de você. — inclinei a cabeça para o lado — Tá, pelo menos coloca ela na parede. Se você quiser eu posso fazer isso, só que provavelmente você não quer mortes, não é?

— É? — perguntei retoricamente. Obviamente eu não iria matar Mary Jane.

— Enfim, sobre esse lance de super-herói, acho que você deveria continuar lutando com os caras maus.

— Por quê? Eu não sei se sirvo para ser a Mulher-Aranha. — baixei a cabeça e balancei a perna.

— As pessoas lá em baixo que foram salvas por você dizem o contrário. — ele apontou para baixo — Não esquenta com esse lance do Duende Verde. Ele era o vilão e estava disposto a te matar. O que aconteceu com ele foi menos pior do que ele merecia. — respirei fundo. Ele tinha razão. Espera... Deadpool tendo razão? Algo está muito errado. — Talvez ser a Mulher-Aranha novamente te faça perceber o quanto você é importante e faz a diferença para Nova Iorque. E se não quiser retornar de vez, comece aos poucos, como um teste.

— Obrigada por esse conselho incrível que eu nunca imaginei que viria de você. — agradeci.

— Vou levar isso como um elogio. Agora, você me deve um taco. — ficamos de pé.

— Devo?

— Eu te dei um conselho incrível, suas palavras, não minhas. É o mínimo que eu mereço. — revirei os olhos.

— E o tal do Francis?

— Ele pode esperar alguns minutos. — suspirei pesadamente.

— Vamos então.

— Ihul! — Wade comemorou e saiu dançando.

Parece então que vou entrar na fase beta, o que me faz listar o Passo número três: Retornar.

Notas finais
Já devem ter imaginado quem é o Stan, não é? Ele precisa fazer uma participação em tudo, inclusive na fanfic ;) Espero que tenham gostado ♥ Beijos xx