A.K.A. Spider-Gwen
4 Arco I: Fotografia de Peter Parker
Estava andando para a escola, como de costume e percebi uma pequena multidão aglomerada na frente da banca de jornais. Tirei meus fones e ouvi um adolescente gritando.
– ELE FOI VISTO! — cheguei perto dele e perguntei sobre o que ele falava — O vigilante, quer dizer, o Homem-Aranha, ele foi visto. – Deixe-me ver. — peguei o jornal das mãos dele e vi a manchete principal do Clarim Diário "Homem-Aranha e Duende Verde causam explosões na noite de Nova Iorque". A foto provavelmente foi tirada antes do Duende me levar de refém, e mostrava o Homem-Aranha se pendurando nas teias indo atrás do vilão.– Ei moça, se quiser ler vai ter que pagar. — ele disse e eu tirei algumas moedas do bolso da mochila e o entreguei. Parei para ler um pouco afastada da multidão e percebi um detalhe que me chamou atenção em letras minúsculas: "Fotografia de: Peter Parker". Se Peter tirou a fotografia, ele provavelmente não seria o Homem-Aranha. Mil teorias se passavam pela minha cabeça e eu resolvi pensar nisso depois. Guardei o jornal na mochila e voltei para o meu caminho até a escola.* Olhei para Peter e ele parecia diferente. Há algum tempo ele havia parado de usar óculos, mas a diferença ia além disso. Com essa confusão da morte do tio Ben, nem reparei o quanto ele havia mudado. Estava aparentemente mais atlético, decidido e parecia mais confiante. Fechei a porta do meu armário e andei até ele com o jornal nas mãos.– Peter! — chamei e ele me olhou — Como você conseguiu? — mostrei o jornal.– Co-consegui o que? — ele gaguejou.– Tirar essa foto oras. — falei e apontei para a legenda com seu nome.– Ah sim. — ele relaxou. — Eu juntei minhas economias e comprei uma câmera boa. Sabe como é, agora preciso ajudar a tia May, mesmo que seja com pouco.– O pessoal do Clarim odeia o Homem-Aranha. — falei analisando a matéria.– J.J. Jameson odeia o Homem-Aranha. — Peter falou pegando seus livros do armário.– Porque será? Ele é um herói. — ele concordou com a cabeça.– PARKER! — Flash Thompson vinha na nossa direção.– Droga. — eu e Peter falamos ao mesmo tempo.– Eu to com fome. — ele disse.– E eu com isso? — Peter respondeu e ele o segurou pelo colarinho. – Quero o dinheiro do lanche. — Peter empurrou Flash com tanta força que ele caiu por cima dos seus dois amigos. Todos presentes no corredor começaram a rir. — Você é um nerd morto Parker. — ele se levantou e partiu para cima de Peter. Num gesto de puro impulso eu me meti na frente e ele acertou um soco na minha bochecha. Levei minha mão até o local que eu havia levado o soco e todos ficaram quietos, mas não estava doendo, era como se eu tivesse apertado o local e tirado a mão, não levado um soco do valentão da escola . — Gwen eu... — Flash veio na minha direção mas Peter o impediu dando um soco no nariz dele o que o fez cair novamente, mas dessa vez ele não levantou e ficou no chão se contorcendo de dor.– Você é idiota Flash. — Peter disse e veio até mim — Tá tudo bem?– Ér... tá sim. — falei. – Peter é tão covarde que precisa da Gwen para levar um soco por ele! — um idiota falou eu fui até ele acertando um soco no seu nariz, só que com menos intensidade. Eram socos para todo o lado, o que seria cômico se não fosse trágico, de certa forma. Todos que estavam na volta saíram correndo e logo depois vi a figura do diretor na minha frente, acho que estamos encrencados.* Meu pai ficou calado todo o caminho até em casa. Mas eu sabia que esse gesto não era de estar furioso comigo e sim decepcionado. Ele não iria me castigar nem nada, ele apenas ficava em silêncio e vez ou outra lançava olhares de reprovação.– Brigando na escola Gwendolyn Stacy? — ele disse.– Pai, o senhor sabe que não foi bem assim. — falei.– Tudo bem, eu já ouvi todas a versões e acredito em você. Mas você sabe que ficará de castigo, não é? — bufei e assenti. Eu já tinha dezesseis anos e estava sendo colocada de castigo. — Chegamos. — ele disse e eu depositei um beijo em sua bochecha e desci do carro. Meu pai abriu a boca para falar mas foi interrompido por seu celular tocando. – O que foi? — perguntei.– Esse tal de Homem-Aranha no Central Park. — ele falou e largou o celular — Se cuida filha e só saia de casa se for para ir a Oscorp, não esqueça que está de castigo, estamos entendidos? — assenti e ele saiu cantando pneus. Verifiquei se o carro havia ido embora e decidi que iria ir para o Central Park. Nunca fui de desobedecer meu pai, mas dessa vez era preciso. Olhei para o lado e vi nossa vizinha Lola, a maior fofoqueira do prédio, provavelmente havia ouvido minha conversa com meu pai, e contará para ele que eu fugi. Entrei correndo no prédio e fui até meu quarto. Larguei minhas coisas no chão e coloquei outra roupa. Peguei um casaco branco com capuz e as mangas com detalhes vermelhos, uma calça preta e coloquei um sapato azul qualquer que eu tinha e saí pela janela. Escalei o prédio até chegar no topo e saí correndo. Olhei para o prédio a frente e fiquei com medo de pular, mas eu tinha que tentar. Tomei distância e saí correndo, quando notei eu pulava de prédio em prédio sem medo.
Cheguei perto do Central Park e desci do prédio pelas escadas de incêndio. Andei pela multidão com o capuz na cabeça, para não ser reconhecida. O Homem-Aranha lutava contra o Duende Verde novamente. O Duende pegou um garotinho, que aparentava ter uns seis anos, e saiu voando com ele. Todos presentes acompanhavam a cena enquanto o Homem-Aranha saiu atrás do vilão. Corri para acompanhá-los mas era difícil pois os edifícios atrapalhavam a visão da luta. Entrei num beco e subi pelas escadas de incêndio. Corri saltando de prédio em prédio novamente acompanhando os dois.– Como ele solta teias? — comecei a fazer uns movimentos com a mão como vi ele fazendo, mas não saía nada. O Duende parou na frente de um prédio e soltou uma gargalhada.– Parado aí Homem-Aranha, se não eu solto o garoto e mato você antes de tentar salvá-lo! — o Aranha parou no prédio da frente e ficou observando. Eu saltei para esse prédio sem fazer barulho e me escondi atrás de uns tijolos. – O que você quer para devolver o garoto? — disse o Homem-Aranha e o Duende riu. Saí correndo e saltei na sua direção pegando o garoto dos seus braços– MAS COMO? — o Duende gritou surpreso e o Homem-Aranha jogou sua teia prendendo meu braço e a outra ponta ele amarrou em uma haste de bandeira que tinha ali no prédio e partiu para cima do vilão.– Moça, como vamos sair daqui? — o garotinho perguntou soluçando. – Ei calma, olha só... — ouvimos uma explosão da batalha e a teia foi se soltando. — Qual o seu nome?– Andrew. E quem é você? – Ér... eu sou a Mulher-Aranha. — falei a primeira coisa que me veio a cabeça — Sobe nas minhas costas. — falei o ajudando a ir dos meus braços para minhas costas. — Vamos sair daqui agora, confie em mim. — ele assentiu. Ouvimos outra explosão e a teia foi se soltando até que se partiu, mas eu segurei na parede antes. Fui subindo devagar até chegar no topo. Olhei para o lado e vi que o Homem-Aranha e o Duende Verde ainda estavam lutando.– Mulher-Aranha, eu quero a minha mãe. — ele disse.– Venha. — peguei ele no colo e corri até as escadas de incêndio. Desci todas elas com ele no colo, mas eu não estava sentindo dor.– MEU FILHO! ELE LEVOU MEU FILHO! — uma mulher estava gritando e eu fui até ela que pegou o garotinho do meu colo e o abraçou forte — OBRIGADA! — ela disse — Mas quem é voc... — antes dela terminar eu já tinha sumido no meio da multidão.– É a Mulher-Aranha, mãe. Ela salvou minha vida. — ouvi Andrew dizer e um sorriso se formou em meus lábios.
Notas finais
Oii gente, tudo bem? Eu espero que tenham gostado do capítulo! E quero pedir um favorzinho. Deem uma olhadinha na minha, vamos dizer oneshot, sobre a Gwen ok? Não vou dizer nada sobre ela, apenas leiam e digam se gostaram porque eu achei interessante escrevê-la, já que eu não li nada parecido sem ser na HQ, então é isso. Obrigada > https://fanfiction.com.br/historia/660459/Spider-GwenCluedUp/
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