A.K.A. Spider-Gwen

5 Arco I: A Ameaça de Electro


"Homem-Aranha e Duende Verde fazem criança de refém.

Durante uma briga encenada dos parceiros do crime, Homem-Aranha e Duende Verde, um menino de aproximadamente cinco anos foi feito de refém ao ser levado para o topo de um edifício. Porém ele é aparentemente salvo por uma cidadã desconhecida."

A foto mostrava o Homem-Aranha lutando com o Duende Verde e eu pendurada com Andrew no colo. Ainda bem que eu estava de costas e não dava para ver nenhum pouco do meu rosto.

Em baixo da foto dizia que a ela havia sido tirada por Peter também.

Fui correndo até a escola e parei Peter na entrada.

– Olha isso! — mostrei o jornal.

– Eu sei, fui eu que tirei a foto. — ele disse brincalhão.

– Não, olha a matéria. — ele começou a ler e seu sorriso mudou.

–Já devia esperar isso do idiota do J.J., o Homem-Aranha é um herói não um parceiro do Duende Verde. — ele disse indignado.

– Eu sei, como ele pode dizer isso? — falei e ele continuou concentrado no jornal.

– E aquela garota? — meu corpo gelou — Ela foi louca, imagina se o Homem-Aranha não tivesse ajudado ela a se segurar? — ele disse me olhando — Se bem que ela meio que escalou o prédio com facilidade... — ele ficou pensativo e depois de um tempo arregalou os olhos e ficou me olhando. — Gwen, nós...

– Olá meus nerds favoritos. — disse Harry Osborn chegando.

– Oi. — eu e Peter respondemos juntos.

– Como vocês perderam a aula de ontem porque foram muito rebeldes, eu anotei o trabalho de química para vocês. — ele disse entregando um papel para mim — Era em dupla, e como só o dois não vieram, bom... vocês entenderam. — ele suspirou — Até. — ele disse e saiu.

– Obrigado Harry. — Peter agradeceu e se virou para mim. Quando ele abriu a boca tocou o sinal e nós fomos para a aula.

*

Eu e Peter não trocamos uma palavra desde hoje de mais cedo, a não ser para combinar de fazer o trabalho de química amanhã na minha casa.

Cheguei em casa depois de ter feito meu turno na Oscorp e tomei um banho relaxante.

Liguei no noticiário e vi que o Homem-Aranha estava enfrentando um cara meio azul, estava passando por dificuldades. Então resolvi ajudar.

Peguei a mesma roupa que usei para resgatar o menino e uma máscara que esqui branca. Pintei a parte dos olhos que ficava descoberta com uma tinta rosa e saí pela janela.

Cheguei na Times Square e fiquei observando. Parece que o cara tem o corpo formado por energia, e me parece, seu poder é controlar e manipular a própria energia.

– O MUNDO IRÁ SE CURVAR DIANTE DE MAX DILLON! — ele gritou e acertou uma rajada de energia, que saiu de uma mão, no Homem-Aranha e com a rajada que saiu da outra, acertou uma das placas luminosas onde diversas pessoas estavam paradas em baixo.

Corri até o letreiro enquanto o Homem-Aranha se levantava atordoado. Parei em uma parte mas alta da calçada e quando a placa luminosa caiu eu a segurei. Realmente eu tinha uma força acima do normal. As pessoas ficaram me olhando incrédulas.

– SAIAM AGORA! — gritei forcejando e levantando um pouco mais a placa enquanto as pessoas saiam correndo.

– Mulher-Aranha... — ouvi um sussurro e olhei para o lado me deparando com Andrew. Uma mulher que depois reconheci como mãe dele o puxou e saiu de baixo da placa.

– A MULHER-ARANHA NOS SALVOU! — ela gritou e todos aplaudiram. O faísca tinha derrubado o Homem-Aranha mais uma vez, então ele olhou para mim furioso.

– NINGUÉM DEVE PRESTAR ATENÇÃO EM NADA ALÉM DE MIM! — ele gritou e mexeu as mãos para jogar suas rajadas em mim. Mas alguma coisa na minha cabeça vibrou eu com um movimento rápido joguei a placa na direção dele o acertando e o fazendo cair antes que pudesse fazer algo.

Procurei o Aranha em todos os lados mas não enxerguei. O tal Max se levantou e gritou bravo, de repente toda a Times Square escureceu. A única luz existente era a dele própria e das lanternas de alguns policiais.

Pensei rápido em uma solução e corri para frente dele.

– Ei faísca! — ele deu outro grito de raiva.

– É ELECTRO! — ele veio em minha direção e eu corri enquanto ele gargalhava — Pode correr, mas não pode se escond... — ele lançou uma rajada, mas aquela coisa na minha cabeça vibrou novamente e eu desviei. Electro acertou um hidrante que explodiu e o jogou longe, então ele ficou deitado e não levantou.

– MÃOS PARA O ALTO! — um policial gritou apontando a arma para mim.

– Mas eu não fiz nada de mal... — falei.

– MÃOS PARA O ALTO OU EU ATIRO! — o policial gritou novamente e eu obedeci.

– Tá legal.

– Encosta na parede.

– Ei, aquele não é o Homem-Aranha? — apontei ainda com as mãos para o alto fazendo ele olhar. Então aproveitei a deixa e corri me perdendo no meio da multidão. Entrei em um beco qualquer e escalei o prédio até chegar no topo.

Aquela coisa vibrou na minha cabeça novamente, mas antes de eu fazer qualquer coisa eu fui puxada pelos meus pés e pendurada de cabeça para baixo em alguma coisa do prédio.

– Olá "Mulher-Aranha".

– Homem-Aranha? — perguntei vendo a figura vestida de vermelho e azul na minha frente.

– O que? Não, eu disse "Mulher-Aranha".

– Eu sei o que você disse, mas eu disse "Homem-Aranha". — falei.

– Mas se você sabe o que eu disse, porque disse outra coisa?

– Eu disse porque... ah esquece. — ri da confusão feita. — Quer me soltar por favor?

– Não sem antes saber quem é você. — como eu estava pendurada de cabeça para baixo de maneira que a minha cabeça ficava na reta da dele, ele chegou perto e sem esforço tirou a minha máscara.

– Gwen? — rapidamente tirei a sua máscara também.

– Peter? — falei calmamente.

– Mas como?

– Fui picada pela aranha radioativa também. — falei.

– Ah... espera! Como sabe que eu fui picado pela aranha radioativa?

– Porque temos basicamente os mesmos poderes e seu eu ganhei essas coisas por ter sido picada pela aranha radioativa, você provavelmente também foi.

– Então sabia que era eu?

– Mais ou menos. Na verdade eu achei que era você quando me salvou do Duende Verde, mas deixei a possibilidade de lado quando vi que você tinha tirado as fotos...quer me tirar daqui por favor? — ele assentiu e me soltou. Caí no chão e ele me ajudou a levantar.

– Desculpe.

– Tudo bem. — esfreguei a mão na cabeça. — Como você tira as fotos?

– Deixo as câmeras presas em lugares estratégicos, veja. — ele mostrou uma câmera presa no canto do prédio onde estávamos, que apontava para a rua.

– Inteligente. — admiti.

– Obrigado. — ele sorriu e levou a mão até a cabeça. Então percebi um tipo de dispositivo preso a sua roupa provavelmente.

– O que é isso? — peguntei.

– Ah isso? — ele apontou para o dispositivo e eu assenti — Olha, vai lá em casa amanhã para fazer o trabalho e eu te conto tudo, pode ser?

– OK.

– Tchau então. — ele pegou sua máscara da minha mão, devolveu a minha, depositou um beijo na minha bochecha e saiu se pendurando nos prédios.

Um sorriso se formou nos meus lábios, mas não sabia se era porque descobri que Peter havia me salvado sendo o Homem-Aranha, porque eu havia salvado as pessoas de um vilão maligno, ou se era porque Peter havia me beijado.

Coloquei a máscara e corri entre os prédios. No meio do caminho para casa vi dois homens batendo em outro em um beco.

– Pensou que fosse fugir Michael? — um dos caras disse.

– Parem por favor. — o tal de Michael implorou e eles não pararam.

– Que feio! — falei e eles pararam ainda segurando o cara — De acordo com a lei, vou ter que impedir vocês.

– Quem é você? — um deles disse.

– É, apareça. — o outro falou e eu saltei na escada de incêndio.

– Homem-Aranha?

– Ah jura? — falei decepcionada.

– Espera, é uma mulher.

– Parabéns gênio! — falei — Agora seu prêmio. — saltei no chão e lhe dei uma rasteira. Ele caiu de costas e eu puxei o outro cara e acertei um soco nele.

O que estava no chão levantou e pegou um tijolo do chão e veio em direção a mim. Aquela coisa vibrou na minha cabeça eu desviei e segurei sua mão.

– Mas um movimento e ele morre. — disse o outro cara segurando o tal de Michael com um canivete apontado para o pescoço dele.

Notas finais
Esse capítulo ficou muito curto, mas eu espero que gostem!!