Notas iniciais
Bem vindas a minha fic!!!
Espero que gostem ;)

Quinta, 19 de Janeiro de 2012

A floresta ressoava durante aquela leve manhã. Ouvia-se o canto de pequenos pássaros que colhiam galhos daquele solo úmido para seus filhos. Tudo parecia perfeitamente normal. O sol nascia, pássaros voavam, pessoas acordavam e se dirigiam a seus incertos destinos. Normal.

- Bayle? Já acordou?
- Ah, sim. Desculpe.
- Deixe- me adivinhar: Pensamentos?
- Sim. Pra você o que é a normalidade?
- Bom... Aquela árvore ali. Folhas, galhos, tronco. Pra mim aquilo é normal.
- Mas e se todas as árvores dessa floresta fossem iguais a essa, seria normal pra você?
- Não...
- Então você concorda que ser normal é se diferenciar?
- Não... Quando alguém age de modo imprudente, como matar, pra mim isso é anormal. É diferente do que estamos acostumados a ver.
- Mas morrer é tão normal quanto nascer, não acha?
- Você realmente é esperta. Se eu continuar, sei que nunca vou acabar. Me rendo.
- O mundo é realmente um lugar muito estranho.
- Concordo.

Tudo estava comum naquele dia. Sempre tínhamos conversas como essa naquela pequena floresta atrás do muro do quintal de casa. Sempre fugia pela saída de ar encostada no telhado. Porém, aquele dia seria o último.
Os dias que se seguiram foram dias de terror. Iniciou-se um ataque com mísseis norte-americanos em nossa cidade. A França não parecia mais um lugar tranquilo. O motivo? Relações comerciais. Diversas pessoas foram atingidas, incluindo meu amigo. Tudo fora um caos. Fumaça, gases tóxicos, bombas e balas perdidas. Só me lembro de o ter visto naquela floresta, no mesmo banco onde costumávamos noa sentar. Não sei o porquê de ele estar lá. Apenas se sentou. De longe ouvia-se o barulho de sirenes indicando perigo. De meu quarto, a janela formava uma barreira que impediu que eu gritasse. Ele olhou pra cima e apenas observou o grande míssil cair em sua direção. Como se soubesse que eu estaria lhe observando, ele me olhou. Ainda não sei se foram obras da minha imaginação turvas pelo caos que consumia minha cidade natal, mas juro que vi. Seus olhos verdes brilhantes derramavam gotas de alívio. Seu olhar era o mais doído que eu já tinha visto. Senti meu coração arder. Mas não consegui ver o que ocorreu depois. Dois bombeiros se apressaram em me tirar daquela paranoia. De relance, vi a floresta completamente destruída.

Por um instante, ouvi a batida do relógio do meu quarto, cujo som lutava para se sobressair diante das sirenes.

Uma.
Duas.
Três.
Quatro.
Cinco.

Apenas cinco seguntos e meu mundo foi demolido.

Era o fim.

Notas finais
O que acharam? Prometo que não vai ser toda dramática, ok? Foi só uma prévia.
Sugestões? Elogios? Deixem nos comentários.