A última armadilha de Katherine Davis
2 Capítulo 2 - A busca da pureza
Notas iniciais
Sou seletiva. Sempre busco as mais puras e belas... Quem sabe encontro hoje? Com meu tempo de experiência, sinto o cheiro de longe, e... Sinto algo... Incrível. Já estou matriculada na escola, mas infelizmente as aulas começam na próxima semana. Não posso perder tempo.
Sem demora, sobrevoei os céus e avistei um lugar afastado da cidade. Pessoas felizes, gentis e delicadas, não faziam parte daquele cenário sombrio e assustador. Apenas uma casa distante da estrada que levava a próxima cidade. Não possuía fácil acesso, um trajeto misterioso. Seguindo na estrada, entrava-se em uma floresta fechada, se podia apenas ver uma trilha no chão para que os moradores locais , não se perdessem por ali. O que me intrigava é como poderia viver alguém naquelas condições. Mas senti o cheiro que tanto me perseguia quando sobrevoava a cidade.
Voltei á minha forma totalmente humana, quando peguei minha mochila, senti o cheiro mais puro que já havia sentido em todos esses anos. Uma longa caminhada pela floresta se iniciou e por fim cheguei ao meu destino. Fora da floresta fechada, uma mansão apareceu ali. Isso foi estranho até para um demônio, mas era muito linda. Branca, conservada, estava assim preservada. Aproximei-me e vi que em uma das janelas do último andar alguém me observava pela janela: Era uma linda garota.
O jardineiro, já com idade avançada, veio em minha direção e perguntou em que poderia me ajudar. Um senhor realmente bondoso, porém a idade chegou brutalmente, fazendo com que dependesse do apoio de objetos que o cercavam e sempre levava as mãos á cintura, exalando cansaço.
Eu balbuciei algumas palavras e fingi desmaiar. Se ali estava o que eu procurava, tive que providenciar uma situação adequada.
Para me manter ali e confirmar minhas suspeitas de estar no mesmo lugar que a bela e pura garota estava.
O jardineiro me segurou pelos braços e com dificuldade me sentou na cadeira que ficava no jardim. Mesmo com suas restrições, me recostou com delicadeza, pegou a mochila surrada que sempre carrego e colocou-a sobre a mesa. Olhou a sua volta para encontrar a governanta. Tendo visto parte do ocorrido, a governanta se apressou e voltou á casa, trazendo álcool e uma toalha.
– Espero que possamos reanimá-la – disse a governanta.
– Esta pobre menina parece ter vindo de longe – disse o jardineiro.
De repente, a garota que observara tudo pela janela se aproxima:
– Quem é essa garota? Gertrudes e Cássio deem um jeito e levem-na para um quarto de hóspedes. Parece-me cansada e exausta. Depois faço as devidas perguntas e apresentações.
– Claro senhorita Katherine – disse Gertrudes.
Subiram a longa escadaria , me colocaram em repouso sobre a cama. Fecharam as cortinas para que a luz do sol que iluminava todo o quarto não atrapalhasse meu despertar. Nesta ocasião pude ver onde estava.
Ao fechar das portas, meus olhos abriram lentamente, a fim de procurar alguém que ainda estivesse no quarto a vigiar-me. Vi que não era uma simples casa, ali havia muita riqueza e luxo. Perguntei-me novamente o que uma casa como essa estava em um lugar tão distante da cidade, e por que sua residente e seus empregados me ajudaram tão prontamente. Afinal, da forma que vivem, não parece que queiram visitas.
Agora sentada na cama, a porta se abriu. Será minha próxima escolhida?
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