A Única Exceção do Rei
11 Sedução
Notas iniciais

Senti os lábios de Thranduil descendo por meu pescoço levemente. Sua boca era quente, o que me fazia arrepiar intensamente. Nunca deixara Kirkel fazer aquilo, e a sensação era inimaginavelmente gostosa e perturbadora. Porque era Thranduil. Era um elfo da Floresta das Trevas. Não um elfo qualquer, O Rei. Aquele que me trancafiara, e que não acredita em mim e em meus propósitos, e insiste em me fazer sua distração. Mas aquilo não poderia continuar assim. Eu precisaria tomar conta da situação e ser ainda mais esperta do que o elfo — o que parecera impossível.
Deixava o rei brincar com seus lábios em meu pescoço. Tentava concentrar-me em não gostar, porém ele era habilidoso, e enquanto eu tentava não sentir, meu corpo respondia em muitos arrepios que poderiam ser sentidos até mesmo através do vestido grosso.
Thranduil, contudo, parecia embreagado com o sabor. Não tomara fôlego desde o beijo, e continuava a traçar um caminho travesso, indo em direção ao meu colo, de forma lenta, mas com um objetivo que era me enlouquecer e deixar que aquilo continuasse. E, enquanto eu não sabia o que pensar sobre tudo aquilo, eu deixava. Era uma experiência nova, uma sensação de entrega que tomava conta do meu corpo.
Poderia usar isso a meu favor. Ele parecia ter esquecido de tudo por esses minutos. O que eu poderia fazer para convencê-lo a me libertar? Poderia usar a sensualidade e intuição feminina para fazer com que o rei me desse o que eu precisava — talvez até mais do que tenho em mente.
Porém, eu não tenho experiência. Não sei, exatamente, como fazer para domá-lo. Nesse momento, estava acontecendo do contrário. Ele estava tomando conta do meu corpo, e eu estava deixando de bom grado e abertamente. Senti sua língua descer. Ele chegava perto de seu objetivo, e já sentia os bicos dos seios rijos, duros como se estivesse tomando banho em gelo. Eles, no entanto, imploravam pela chegada da boca do rei, contrariando totalmente o que eu realmente deveria fazer.
Suspirei. Uma mistura de indignação e desejo tomou conta do meu corpo, fazendo-me entrar em conflito sobre o que deveria fazer. Deixá-lo continuar ou pará-lo. Se deixar ir, perco todo controle. Sou virgem, isso é fato, e não sei o que fazer para seduzí-lo e tomar conta da situação, porém não poderia deixar que ele ache que, além da posse de minha liberdade, ele tem a posse do meu corpo.
Com um leve empurrão, impedi que o rei continuasse por seu caminho em meu corpo. Ele olhou-me atordoado, seus olhos saíram de embreagados para em fúria em menos de três segundos.
— Acho que está indo longe demais. — Disse ao rei, assim que percebi sua raiva reaparecer.
— Não deveria tê-la sujeitado a isso. — O rei disse, levantando-se e ajeitando suas roupas perfeitas. — Está mais do que claro que não é para mim. — Ele disse, com um leve rubor em suas bochechas esbranquiçadas.
— Claro que não sou. Sei disso. — Senti meu corpo esquentar-se em vontade de mais, por um momento. — Tenho a impressão de que perdeu o controle, sem perceber.
— Claro. — Thranduil disse, voltando com seu ar de superioridade e frieza. — Não acontecerá novamente. Ele deu meia volta em si mesmo, tentando recuperar o controle, e procurando a saída, foi de econtro a ela em passos rápidos e firmes.
Quando o rei saiu, não pude conter o riso que prendia. Contudo, abafei-o em medo de que o elfo pudesse ouvir.
***
Freeda acordou-me de um sono pesado e sem sonhos. Depois da noite de ontem, acreditava que sonharia com os lábios do rei passeando por meu corpo. Pensei — imaginei — isso por todo o tempo depois do episódio. Thranduil parecia se entregar ao seu desejo de me possuir. Claro que ele deseja isso. Sou sua presa, sua distração, seu momento de loucura durante o dia arrastado e tedioso do rei correto e estressado da Floresta. Na frente dos outros, há doutrinas e regras a serem seguidas. Quando está só, sua pele arde em desejo de possuir uma humana.
O que me deixava inquieta era saber se eu conseguiria usar isso a meu favor. Claro, não gostaria de envolver o rei em um escândalo, revelando sua ganância sobre mim, porém eu precisava explorar seu desejo a meu favor. Eu deveria me entregar à ele? Valeria a pena perder algo precioso como minha pureza em troca de minha liberdade? Talvez eu até conseguiria mais. Precisava de algum dinheiro para começar a vida, ou até mesmo um pouco de alimento para não morrer de fome em meu caminho.
Por outro lado, tinha Kirkel. E se desse tudo errado, e eu tivesse que retornar para a Cidade do Lago? Teria que implorar a meus pais que me recebessem. E, se eu perdesse minha pureza com Thranduil e Kirkel ainda quisesse se casar comigo? Eu o magoaria, decerto, quando ele soubesse que não era o meu primeiro.
O pensamento me toma, e sinto certa tristeza por isso. Tento imaginar-me casada com Kirkel, como tentei algumas vezes, mas nada. Não sinto nem um terço do arrepio e da vontade que senti em tornar-me do rei.
Mas, sabia que não deveria pertencer, de fato, a nenhum dos dois. Queria mesmo continuar de onde parei, e seguir em frente. Meu corpo não seria domado por um elfo e nem por um homem.
Freeda trazia consigo mais uma daquelas roupas de manga comprida e comportada que as elfas usavam. Se eu quisesse tomar um novo rumo com um novo plano, eu deveria fazer do contrário. Sei que Thranduil não se encantara por mim ao ver-me vestida com uma roupa daquelas. Não. Thranduil sentira-se atraído por mim ao ver-me nua, e eu sabia que mexera consigo, com seu corpo, e despertara a sua mente. Afinal, ele se sentira tentado, e deixara seu desejo falar ontem ao lado da fonte.
Usaria isso a meu favor, sem sombra de dúvidas.
— Freeda, por favor, pode me trazer um vestido comum? Pedi esse tipo ontem para irritar Vossa Majestade.
A elfa olhou-me divertida. Deixou escapar um riso alto, e foi em busca de outro vestido para mim.
As roupas de baixo eram sempre excessivamente grandes. Pra que, eu nunca soube. Se eram escondidas, não precisava de tantos panos. Reduzi-os para apenas algo que cobrisse meu íntimo, e esperei a elfa chegar com o vestido novo, que era de um prata e preto sedutor.
Ótimo para o que eu estava preparando para hoje.
Vesti-o, deixando meus seios livres, apenas tampando-os com parte do vestido. Quando Freeda saiu, rasguei uma parte debaixo, deixando uma fenda entre a perna esquerda, revelando-me a parte nua.
Se o rei gosta da visão, melhor aproveitá-la do melhor jeito possível.
Enrolei meus cabelos em um coque um pouco frouxo. No espelho do banheiro de seu jardim particular, parecia sexy. Sentei-me, um pouco depois, em uma parte que o sol adentrava para dar vida às plantas. Senti o brilho de seus raios deixando minha pele um pouco mais dourada, mais brilhante e mais quente.
Sim, era isso o que eu precisava ser. Uma garota quente. Uma humana pronta pra testar seu potencial.
Era o meio da tarde, e eu ainda tomava sol quando ouvi os passos do rei pelo jardim. Sentada no chão, fechei os olhos ainda absorvendo os raios de sol, enquanto puxava levemente parte do vestido com a fenda entre a perna direita para libertá-la um pouco. O vestido pendia de lado, sua calda negra se espalhando pela grama, enquanto minhas mãos apoiavam-me. Quando senti a presença do rei ao meu lado, abri os olhos, fingindo não estar nem um pouco envergonhada com toda aquela cena.
— Perdeu a compostura? — Ele repreendeu-me desaprovando a cena, porém seus olhos vacilaram em minhas pernas.
— Estou tomando sol. Meu corpo precisa dele. — Respondi, fingindo calma e tentando não me trair na expectativa de acabar rindo daquilo tudo.
— Está vulgar. — O rei disse, ainda com os olhos fixos por meu corpo.
— E o senhor se importa com isso. Já flagrou-me nua. Não creio que minhas pernas sejam motivo para tanto alarde.
Thranduil respirou fundo e revirou os olhos.
— Se alguém além de Freeda entrar aqui e ver-lhe assim...
— O que? Achará que estou tendo um caso com o senhor? — Disse, notando o rei ficar travado em sua raiva por interrompê-lo. — Creio que já não se importa com isso, não é?
— Não quero dar motivos a ninguém pra achar que tenho um caso com uma humana. — Ele disse, contraindo-se em fúria.
Levantei-me, e calmamente fui até ele. Fiz uma leve reverência, ao qual ele franziu a testa em desentendimento. Cheguei bem perto para falar-lhe frente a frente — ou quase. Thranduil respirou profundamente o ar ao meu redor e fechara os olhos lentamente. Minha pele brilhava, e exalava um perfume de flores e grama de todo o seu jardim.
"Sim, Thranduil, sinta meu perfume."
— Mas, ambos sabemos que, mesmo que o senhor não tenha... — recomecei, tentando fazer uma voz fria, sedutora e atraente -... Deseja ter.
Vi os lábios do rei entreabrir-se em um segundo de choque. Ele parecia entrar em conflito sobre o que deveria dizer ou fazer. Passei meu dedo indicador bem de leve em seus lábios, que contorceram-se por um momento e se reabriram em expectativa.
Droga, estava dando certo.
Para ele não sentir meu corpo vacilar em medo, dei meia volta e busquei a fonte. Entrei nela, que ia até meus joelhos, obrigando-me a levantar meu vestido, descobrindo, desta vez, as duas pernas até parte de minhas coxas. Não sabia dizer se meu corpo era sexy, e tinha medo do olhar do rei sobre ele. Será que ele gostava?
Quando me virei, vi Thranduil sentar-se, outra vez, na beirada da fonte. Seus olhos oscilavam, entregando em seu brilho a vontade de tocar-me. Seu rosto continuava em conflito, entre a dignidade do rei da Floresta e o desejo carnal de um viúvo de séculos. Sorri para ele, e caminhei em sua direção, pensando se deveria continuar. Sua língua molhava seus lábios de tempos em tempos, e ele continha a vontade de mordê-los.
Sim, eu mexia com ele de forma explêndida. Eu poderia ter o controle da situação.
Levantei uma de minhas pernas em sua direção, apoiando-a onde ele sentava-se.
— Pode ajudar-me a secar? — Pedi com a voz mais doce, provocante e sínica que eu poderia fazer.
Thranduil encarou-me por um momento, tentando levar seu lado racional em consideração. Mas falhara quando o senti tocar em minha panturrilha esquerda e apertar em apreciação. Estendeu sua própria capa — branca, majestosa e rica em detalhes — e passou a enxugar a partir do meu pé, indo devagar até o início da minha coxa nua.
Por fora, tentava manter o controle. Por dentro, eu gritava em desespero. Ele iria ceder. Thranduil queria me possuir, pude ver em seus olhos e sentir em seu toque.
Agora era tudo questão do que eu deveria fazer. Entregar-me à ele ou não, permiter que minha pureza fosse tirada por ele ou não.
E não tinha muito tempo para pensar sobre, já que sua mão voltara a acariciar a parte interna de minha coxa direita.
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