A Única Exceção.

6 Primeiras Dúvidas.


Notas iniciais
Ooooie fofas!
Primeiramente: KaulitzanaLopes, bem vindaa flor e obrigada pelos comentários *OO*
Depois, onde foram parar as minhas leitoras "comentantes"????? O.o 4 sumiram e eu estou em busca de vcs ainda!! kkkk
Gente please nao sumaam... se vcs nao incentivam os autores ficam desmotivados e com uma dor no coração *momento drama*
Sem contar com o fato de que tem 1 leitora(o) fantasma que nunca apareceu por aqui que eu sei u.u
Enfiiiiiiiiim, tirando esses pequenos fatos, tá ai mais um cap. Desculpem novamente a demora queridas, mas como eu falei tá meio dificil. Sem contar que agora comecei a fazer academia *uuuuuuh kkkk* entao todos os dias, contando ainda cursos e escola, eu to sem tempo. Maas mesmo assim arranjo sempre um momento pra escrever, nao se preocupem (:
Eventuais erros, me perdoem (dessa vez nao revisei as 359654 vezes que eu costumo) e boa leitura ^^

Dessa vez não precisei de despertador nenhum pra me acordar. Imagino que meu subconsciente me fez perceber o quão estranho eu deveria estar, por ter dormido como cheguei na noite anterior, e me fez acordar mais cedo.

Levantei-me preguiçosamente e caminhei até o banheiro pra ver o estrago.

Ah meu Deus e que estrago! Eu estava parecendo um panda amassado. Péssima idéia dormir de maquiagem. Sem contar que devo ter envelhecido quinze anos precocemente depois disso.

- Ai-que-horror! – falei pausadamente em frente ao espelho. – Vai demorar pra consertar isso agora!

Vontade ir pra escola era zero, mas infelizmente eu tinha coisas importantes pra fazer lá hoje e não poderia me dar esse enorme prazer de faltar.

Resolvi começar por um banho então. O que já estava ruim no meu rosto não poderia piorar eu imaginava.

Tirei a roupa e entrei embaixo da água quente. Àquela hora da manhã na Alemanha era extremamente frio. Passei bem uns vinte minutos ali relaxando sentindo as gotinhas quentes caírem no meu corpo e procurando pensar em nada. Nada mesmo!

Sai do Box já tremendo pelo choque de temperaturas e enrolei rapidamente uma grande toalha ao meu corpo. Antes de sair do banheiro olhei-me no espelho outra vez. Eu disse que não podia piorar? Bobagem. Sempre tem como. Agora sim eu estava um monstro mesmo.

Fui para o quarto em busca de uma roupa. Primeiro precisaria cuidar de não morrer de frio, depois da maquiagem.

Coloquei uma calça jeans escura e um tênis como de costume, mas peguei uma blusa com o tecido mais pesado que eu encontrei e ainda coloquei um casaco preto por cima. Também peguei uma toca e joguei na cama, depois que eu conseguisse arrumar meu cabelo ela ajudaria a me aquecer.

Com pesar retornei ao banheiro, pensando no desastre que eu havia feito. Nunca mais me daria ao luxo de dormir de qualquer jeito.

Comecei obviamente tirando toda a maquiagem do rosto com algodão e um demaquilante, para refazê-la depois de maneira decente. Lavei-o bem e passei um hidratante pra ver se eu conseguia desfazer aquela cagada que eu tinha feito. Anos de cuidado com a pele se foram em apenas uma noite! Tive que levar um tempinho especial com os olhos, que eram os mais assustadores, e estavam com uma maquiagem mais pesada.

Após longos minutos eu estava pronto para começar do zero com a minha maquiagem. Nem me demorei muito, porque afinal todo aquele meu ritual tinha levado praticamente tudo do meu tempo. Passei somente um lápis de olho e uma máscara pra cílios, também me encontrava sem paciência para caprichos.

Peguei a toca que havia deixado em cima da cama, e em frente ao espelho dando um jeito urgente no meu cabelo, coloquei-a disfarçando a falta de carinho com o mesmo. Desci as escadas com minha bolsa e celular na mão.

Estava sozinho em casa. Minha mãe já tinha saído, eu sabia, caso contrário teria ido me apressar no quarto. Ela também havia deixado um bilhete em cima da mesa da cozinha. O peguei e li:

“Filho,

Tive que sair mais cedo hoje, como você pôde notar

Desculpa mas nem tive tempo de preparar nada pra você comer, sai atrasada, mas tem café se você se lembrar de tomar.

Quando eu chegar em casa nós conversamos. Não pense que eu não acho que temos umas coisinhas para falar

Beijo

Te amo, Simone!”

Pronto, ainda por cima temos umas “coisinhas para falar”. Nem quero ver o que vai acontecer quando dona Simone chegar em casa.

Agradeci por ela não ter feito café da manhã, não estava com um pingo de vontade de comer nada e provavelmente eu iria ter que tirar a mesa, que eu nem ia usar, antes de sair.

Peguei minhas chaves e sai apressado de casa.

~~

Cheguei à escola sem atrasos e fui me acomodar tranquilamente nos jardins onde eu sempre encontrava paz. Peguei um livro que Daniel havia me emprestado e tentei ler, mas a concentração não estava lá muito fácil. Aliás, este logo chegaria e me bombardearia de perguntas que eu ficaria todo confuso para responder.

- BILL! – não falei...

Ele veio correndo em minha direção e caiu ajoelhado na minha frente, tirando a mochila das costas.

- Oi Daniel – ele estava com um sorriso tão grande no rosto que eu não sabia se conseguiria acompanhá-lo na felicidade. Voltei à atenção para o livro em mãos.

- Você é um cara de pau! – sua expressão mudou de repente e eu o mirei assustado. Do que exatamente ele estava falando?

- O que eu fiz? – perguntei na defensiva

- Não me ligou! – cruzou os braços com uma cara emburrada.

Arqueei a sobrancelha direita ainda sem captar muito bem. Fiz um gesto com a mão para que ele prosseguisse porque eu ainda estava boiando.

- Eu disse pra você me ligar quando chegasse do jantar!

“- Ahnn... então me liga quando chegar, qualquer hora tá?”

Droga eu tinha me esquecido de ligar.

Mas também ligar pra que? O que exatamente ele queria que eu falasse? Que a gente comeu, bebeu, conversou e o Tom tocou guitarra no quarto dele pra mim?

“Você também podia dizer que vocês quase se beijaram talvez isso ele gostasse de saber!”

Vontade de mandar esse vozinha ir à merda de vez em quando.

- Ah desculpa, eu esqueci...

Daniel me fuzilou com os olhos.

- COMO você pode ter esquecido Bill?!

- Esquecendo oras! Ai, eu cheguei cansado, tava com sono e acabei desabando na cama de uma vez só.

Parece que aquilo foi suficiente para que ele esquecesse e começasse com aquelas perguntas que eu disse que não saberia muito bem como responder.

- Ain tá, vamos ao que interessa, como foi? – ele sentou ainda mais próximo a mim sorridente.

- Legal... – sorri de volta meio sem vivacidade.

Ele revirou os olhos.

- Ai Bill, por Deus! Quero detalhes, se é pra dizer que foi legal eu pergunto pra sua mãe né.

Minha vez de revirar os olhos.

- Hum... Tá. Chegamos, bebemos, comemos e conversamos. E se é isso que você quer saber, ele é legal sim ok. – disse me dando por vencido. Queria era encerrar aquela conversa nada útil pra mim. Conversar sobre aquele jantar me fazia lembrar daquele jantar e do que aconteceu depois, então sabe como é, melhor esquecer.

Por que será que sempre que eu falava do Tom aquele sorriso de rasgar o rosto se plantava na cara do Daniel?

- É?? Ah mas claro que eu já sabia disso né... E vocês se deram bem?

- Acho que sim.

O pior é que sim.

- E como ele estava?

- Bem.

- Quero saber se ele estava bonito!

- Ah não sei Daniel, não lembro.

Sim ele estava e sim eu lembrava.

- Do que vocês falaram?

- Ér... Coisas sem sentido nada de mais.

Precisamente sobre sua vida e seus sentimentos.

- Você falou de mim?

- Deveria? – fiz uma cara meio confusa.

- Ah qualquer coisa que criasse um assunto sei lá – respondeu gesticulando freneticamente.

- Vou me lembrar disso na próxima vez

- Vai ter próxima vez? – perguntou sorrindo outra vez.

- Ai Daniel não sei, chega! Acho que tiveram perguntas suficientes.

- Eu ainda nem comecei... disse que ia querer detalhes e quero!

Deus eu já sabia o que estava por vir.

Na realidade omiti a maior parte das informações somente nessas perguntas, imagina quando ele resolvesse entrar no mais profundo que conseguisse da ocasião?

- Tá, você faz a pergunta que quiser depois, agora temos que ir pra sala – falei assim que ouvi o sinal soar, agradecendo por me livrar, temporariamente, daquela enrascada.

- Ain ok. – concordou meio desgostoso e nos levantamos para seguir caminho até a sala de aula.

~~

Poderia dizer que tudo correu plenamente se não fosse o fato do Daniel ora ou outra me cutucar para perguntar algo que havia se lembrado ainda não ter falado. Além de ter sido uma grande tortura ainda fomos chamados atenção milhões de vezes pelo professor, embora isso não o impedisse de continuar minutos depois.

Sai da sala respirando aliviado, pois meu próximo tempo não seria com ele.

- Sinto muito Daniel, mas teremos que deixar o resto pra depois, minha próxima aula não é com você – dei um sorriso falsamente sentido pra ele.

- Não mesmo, mas agradeça porque o seu próximo tempo é com o Tom – disse com um sorriso ainda mais irônico do que o meu havia sido.

Sorri amarelo e insatisfeito e comecei a seguir sozinho para a sala, somente com as minhas duvidas cruéis na cabeça.

- Te vejo no intervalo! – gritou contente quando já estava longe.

- Droga... – falei baixinho para mim mesmo parando em frente à porta e dando duas batidinhas, abrindo-a logo em seguida. Todos já ocupavam seus devidos lugares.

- Com licença professor

- Atrasado Kaulitz! Vá se sentar – esse homem é um porre mesmo. Revirei os olhos sem que ele percebesse e caminhei em busca de um acento. Surpreendi-me com a voz alta dele novamente atrás de mim.

- Trümper! Ajeite-se no seu lugar e dê espaço para que o seu colega se sente.

- Hum? – Tom ergueu o tronco meio que em um pulo e arrumou-se na cadeira. Estava com a cabeça baixa apoiada nos dois braços entrelaçados em cima da mesa. Era isso mesmo? Só havia UM lugar vago na sala? Olhei para o professor meio desesperado.

- Sente-se ai e vamos continuar a aula.

Sem mais poder reivindicar acomodei-me retirando a mochila das costas, mas me mantendo um pouco afastado do corpo ao meu lado.

- Oi – falou com uma cara meio sonolenta.

- Oi. Dormiu mal?

- Demorei pra dormir. – fiquei meio tenso com aquela afirmação e tratei de começar a prestar atenção na aula.

Seria possível que ele tivesse ficado pensando no que aconteceu quando estávamos em seu quarto? Não! Quem sabe? Ele pode ter ficado meio mexido, como eu. Não, quem disse que eu fiquei mexido?

Comecei com os meus tiques frenéticos de nervosismo. Estragando todo o esmalte da minha unha com a boca, mexendo compulsivamente os pés, estralando os dedos. Agradeci mentalmente por Tom ter voltado a abaixar a cabeça na mesa.

Passei a aula toda assim e o que eu pretendia entender da matéria teria que fazer depois. Quando já estava praticamente livre daquela sessão de tortura comecei a guardar tudo dentro da minha mochila novamente pra sair assim como todos os presentes. Tom permanecia na mesma posição desde o inicio da aula, ainda com a cabeça baixa apoiada nos braços. Depois que eu já tinha guardado todo o meu material e as pessoas já haviam se retirado da sala, achei que devia chamá-lo, caso contrario assim ele ficaria até a próxima turma entrar.

- Tom...? Levanta... – chamei meio incerto.

- Hun? – ele logo levantou a cabeça com os olhos um pouco vermelhos. Com certeza estava com sono. – A aula já acabou? – perguntou sonolento se ajeitando na cadeira e olhando ao redor.

- É... Já. – mesmo avermelhados aqueles olhos me pareciam fascinantes. Mas o que é que eu to falando afinal...? – Desse jeito você vai ter problemas com as provas.

- Eu já não to entendendo nada dessa matéria mesmo. Não faz diferença. – começou a se erguer da cadeira pegando a mochila do chão.

- Tirar zero, eu imagino, que faça alguma diferença no final do ano. – falei mais pra mim do que pra ele, embora este tenha escutado bem.

Suspirou longamente.

- Não adianta, eu vou precisar mesmo de um professor particular. – deu uma breve risada com desgosto.

Não Bill, não fala, não fala, não fala...

- Eu posso te ajudar se você quiser – falei. Por que ultimamente meus pensamentos não coincidiam com os meus atos?

Tom começou a abrir um sorriso parecendo-me admirado.

- Sério?

Engoli em seco. Agora era tarde.

- ... Sério. – tentei sorrir disfarçando meu nervosismo.

- Ahn, então... hoje?

Segurei-me pra não começar a gaguejar e deixar tudo ainda pior. Aquela tinha sido uma péssima idéia. Mas eu ando meio lesado mesmo nesses últimos dias.

- É, pode ser... Se der pra você.

- Na minha casa ou na sua?

- O que?

- Estudar – fez uma cara meio óbvia pra mim.

- Ah – sorri envergonhado – tanto faz.

Não tanto fazia não. Claro que ele ia sugerir a sua casa, sendo que a minha me parecia muito mais segura. Mas como sempre, falei sem pensar.

- Tá, então se importa se for na minha?

- Não. Tudo bem. – fingi muito bem naturalidade. Me desesperaria depois que saísse dali.

- Hoje depois da aula você passa lá em casa pode ser?

- Uhun.

- Então até mais tarde Bill. — ele sorriu e com a mochila nas costas foi saindo da sala.

- Até mais tarde... Tom – completei depois que ele já tinha sumido da minha visão.

Por que será que eu não saí da sala assim que falei que a aula havia acabado?!

Notas finais
Próximo cap eu acho que vai ser um POV do Tom. Nao tenho certeza ainda pq nem comecei a escreve-lo, mas já tenho umas idéias, e se for isso vai demorar mais um capitulo pra vcs descobrirem como vai ser o estudo deles u.u kkk
Espero que tenham gostado desse aqui ^^
Reviews SEMPRE bem vindos, E recomendações tbm né ;)
Beeeijos ♥
Até a próxima!