A Única Exceção.
7 Outro Ponto de Vista.
Notas iniciais
Primeiro como sempre quero dar as boas vindas as leitoras novaas que chegaram *OOOO* Espero que continuem acompanhando a fic (:
Deeepois, bom como eu disse realmente é um POV do Tom esse cap *eeeee todospula*. Agora vcs vao poder descobrir o que se passa na cabecinha dele tbm ^^
Mais uma vez desculpem a demora, mas como vcs estao percebendo eu só to conseguindo postar nos fins de semana, ainda vou tentar diminuir isso ;)
E tbm desculpem-me qualquer errinho. Eu sempre reviso, maaaaas...
Bom chega de falar!
Boa Leitura ^^
Tom's POV.
Depois que Simone e Bill foram embora dei boa noite pro meu pai e fui direto pro meu quarto me deitar.
Mesmo com sono e cansado ainda fui tomar um banho pra trocar. Peguei qualquer roupa confortável no armário, não que todas que eu usasse não fossem, e me dirigi ao banheiro ainda dentro do meu quarto. Me despi e entrei embaixo da água quente e assim fiquei por alguns minutos na intenção de relaxar.
Não foi muito fácil, admito, levando-se em consideração que eu ainda estava pensando no Bill.
Não sei dizer exatamente o porquê, mas ultimamente ele vem mexendo com a minha cabeça de um jeito estranho.
A princípio admito, só queria irritá-lo mesmo. Achava engraçado o modo como ele ficava com qualquer coisa que se tratasse de mim. Decididamente acho que ele não ia com a minha cara. Então decidi piorar as coisas pra ele. Mas a implicância dele acabou me fazendo sentir algo diferente. Nem eu sei dizer exatamente o que é. Só sei que não é normal que aconteça comigo. Como eu mesmo falei, quando estou com ele um Tom diferente aparece em mim. O único que eu conheço de verdade.
Decidi parar com as filosofias baratas e sair do chuveiro. Água quente e cansaço sempre me deixam inspirado.
Peguei a toalha ao lado do Box, me enxuguei rapidamente e sai do banheiro apenas com esta enrolada á cintura. Coloquei a roupa que estava separada em cima da cama e logo após me deitei na mesma.
Fiquei me revirando para todos os lados possíveis tentando encontrar uma posição confortável. Por mais que já a tivesse encontrado várias vezes continuava me mexendo, ligeiramente incomodado com algo.
Já era mais de meia noite e a cena de horas atrás ainda passava na minha mente quando por acaso eu me distraia.
“- Nossa... Você é bem diferente do que eu pensei que fosse.
- E isso é bom?
-... É.”
E se Gordon e Simone não tivessem chegado? Claro, eu sabia o que aconteceria, mas e depois? Eu não sou gay, nem nunca fui então, qual era o meu problema com o Bill? Talvez ele fosse uma exceção. Um caso a parte... Sei lá.
Esses pensamentos estranhos me assombraram durante praticamente toda a noite e eu devo ter demorado umas três horas pra adormecer e levando-se em conta que eu tinha que levantar cedo e ir á aula, eu mal consegui descansar.
Pouco tempo depois de ter pregado os olhos eu ouvi meu pai me chamando e batendo na porta anunciando que já era hora de levantar outra vez.
- Tom, não acha que está na hora de levantar não? – ele somente disse isso e continuou a andar pelos corredores terminando de se arrumar pra sair.
Abri os olhos e ergui a cabeça minimamente do travesseiro me deparando com a claridade vinda da porta.
- Não, meu celular ainda não despertou. – despenquei-a na cama outra vez.
- Que horas você entra hoje? – ouvi apenas sua voz perguntando.
- O horário de sempre pai! – já estava perdendo a paciência, queria dormir!
- A não ser que você consiga se arrumar em cinco minutos, está na hora de acordar!
Antes que eu pudesse revirar os olhos pra reclamar registrei as palavras dele.
- O que?! – me ergui em um pulo. – Que horas são? – comecei a andar pelo quarto em busca do meu celular.
- Nove e vinte – ouvi-o gritar.
- Mas por que essa porcaria não despertou? – assim que encontrei o aparelho entendi o porquê – Descarregado...
- Por que você não para de reclamar e vai logo se arrumar? – Gordon apareceu sorridente na porta do quarto.
Naquele momento sim revirei os olhos e me dirigi ao banheiro.
Tomei um banho rápido, voando pra ser mais específico, e procurei algo pra vestir. Quer dizer procurei não, peguei qualquer coisa do guarda roupa e vesti, coloquei a mochila nas costas e sai correndo do quarto.
Quando cheguei à sala meu pai ainda estava lá, tranquilamente tomando café e lendo um jornal.
- To saindo.
- Não vai comer nada? – perguntou com aquela cara irônica de sempre e eu semicerrei os olhos meio que dando risada em resposta. Peguei as chaves e abri a porta saindo.
- Boa aula filho.
- Valeu pai.
E sai correndo pela rua.
~~
Cheguei meio ofegante a escola parando no portão pra tomar um pouco de fôlego. Senti um breve soco no meu ombro esquerdo e já sabia de quem se tratava antes de virar-me pra constatar.
- Fala Georg... – me virei cumprimentando-o e continuamos a andar.
- Tá chegando agora?
-É, acordei atrasado. – falei desgostoso lembrando-me do porque de ter me atrasado.
- Nossa, o jantar foi tão bom assim?! – perguntou dando uma piscadela pra mim.
- A-ha. – revirei os olhos – O que isso tem a ver com o meu sono...?
- Ah sei lá. – deu de ombros. Suspeito que nem mesmo ele saiba do que estava falando – Mas e ai como foi mesmo?
- Legal. Nada de muito interessante – falar sobre o que aconteceu com o Bill estava totalmente fora de cogitação. Até porque eu mesmo me encontrava consufo ainda.
- E o Billa estava mais receptivo?
- Billa? – franzi o cenho ainda constatando esse novo modo do Georg chamar o Bill. Ele somente concordou me incentivando a prosseguir. Balancei a cabeça meio confuso e continuei – Ah, acho que sim. Pelo menos conversar a gente conseguiu.
- Huuuum... – ele riu maliciosamente pra mim. Ele conseguia ver coisa onde não existia. Embora talvez daquela vez, até pudesse existir.
- Que? Ah vai se ferrar Georg! – dei um tapa no topo de sua cabeça.
- Que foi?? Ele não era o frescurento que não gostava de você? — ele perguntou rindo me forçando a fazer a mesma coisa. – Fiquei surpreso que vocês conseguiram trocar algumas palavras.
- É, eu também. – falei mais para mim mesmo do que pra ele.
Continuamos nosso caminho seguindo para as respectivas aulas do dia.
Na quarta aula eu já me encontrava cansado. Não prestava atenção em nada e mantinha minha cabeça baixa apoiada na mesa o tempo todo. Eu só queria dormir naquele momento!
- Trümper! Ajeite-se no seu lugar e dê espaço para que o seu colega se sente.
- Hum? – ergui o tronco meio que em um pulo e arrumei-me na cadeira dando de cara com o professor. Fui pego totalmente de surpresa, afinal estava sentado na ultima carteira, por que foi que ele veio justamente até mim!?
Vi que havia um aluno ao seu lado meio encolhido. Bill. Ele olhava para o professor meio desesperado, e eu sonolento como estava mal entendi por que.
- Sente-se ai e vamos continuar a aula.
Ele sentou-se ao meu lado retirando a mochila das costas e eu notei que tentava se manter meio afastado de mim. É acho que não fui o único a ficar pensativo noite passada.
- Oi – falei breve.
- Oi. Dormiu mal?
- Demorei pra dormir. – Bill ficou meio vermelho, embora talvez nem ele mesmo tenha percebido. Talvez eu não devesse ter dito aquilo. Sabia muito bem o que ele havia pensado somente pela tonalidade que seu rosto atingiu, e eu, sinceramente, não fazia questão nenhuma que ele tirasse essas conclusões. Voltou-se rapidamente para a lousa prestando, ou suponho tentando prestar, atenção na matéria.
Tornei a abaixar a cabeça na mesa e me limitei a fechar os olhos e descansar. É eu nunca fui um bom aluno mesmo.
Comecei a sentir um balançar compulsivo da mesa sendo causado provavelmente por algo que se mexia embaixo dela, o que no caso não era minha perna, porque ela estava parada, e estralos frenéticos de dedos que eu só podia deduzir serem de Bill. Sendo assim a minha intenção de dormir foi totalmente frustrada o decorrer da aula toda. Mantive-me com a cabeça deitada na mesa, de olhos fechados, mas extremamente incomodado com aquele barulhinho inoportuno.
Decididamente nem notei o tempo passar e só enfim me toquei que a aula já havia terminado quando fui chamado cautelosamente por alguém.
- Tom...? Levanta...
- Hun? A aula já acabou? – perguntei me ajeitando na cadeira e olhando ao redor.
- É... Já. – ele pareceu me admirar por um tempo, depois continuou – Desse jeito você vai ter problemas com as provas.
- Eu já não to entendendo nada dessa matéria mesmo. Não faz diferença. – comecei a me levantar pegando minha mochila do chão.
- Tirar zero, eu imagino, que faça alguma diferença no final do ano. – ele falou baixo e meio irônico, tipicamente normal dele, e eu suponho que não era necessariamente uma frase a qual eu devesse opinar depois.
Suspirei longamente sentindo algo clarear-se na minha mente.
- Não adianta, eu vou precisar mesmo de um professor particular. – dei uma breve e falsa risada desgostosa.
Ele não demorou muito para sugerir.
- Eu posso te ajudar se você quiser.
Comecei a abrir um sorriso admirado que ele estivesse realmente disposto a me ajudar.
- Sério?
Ele engoliu em seco.
- ... Sério.
- Ahn, então... hoje? – ainda estava meio incerto se depois que ele notasse o que envolvia uma “aula particular” continuaria com a idéia.
Bill ainda demorou um pouco para responder pensando provavelmente no que eu sugeri.
- É, pode ser... Se der pra você.
- Na minha casa ou na sua?
- O que? – ele perguntou girando os olhos para os dois lados.
- Estudar – sem dúvidas ele parecia nervoso. Por que será que isso estava me deixando empolgado?
- Ah – sorriu envergonhado – tanto faz.
- Tá, então se importa se for na minha?
Claro que tinha que ser na minha. Gordon não estaria em casa.
- Não. Tudo bem. – disse naturalmente.
- Hoje depois da aula você passa lá em casa pode ser?
- Uhun.
- Então até mais tarde Bill. – sorri e com a mochila nas costas me direcionei a porta da sala.
- Até mais tarde...
Sendo bem sincero aquela historia de “professor particular” foi a mais pura invenção minha. Tudo bem que eu realmente não estava lá muito entendido do que estava se passando nas aulas, mas no momento aquilo era o que menos importava. Minha intenção na verdade era conseguir mais tempo com o Bill. A sós, especificamente.
Eu ainda me encontrava confuso, cheio de dúvidas, mas queria esclarecê-las de uma vez. E confesso que mesmo achando tudo isso muito estranho a única parte dessa história que não me deixava incerto era que eu ainda queria terminar o que tínhamos começado ontem. Eu ainda queria beijá-lo.
Tá, eu estava me sentindo totalmente esquisito, mas, mesmo sem saber, Bill começou a exercer esse poder em mim. De querer fazer coisas que eu nunca imaginaria fazer. Naquele momento eu estava pouco me importando com o que eu estava fazendo, com as conseqüências que poderiam ter, ou com o que as pessoas iam dizer. A minha vontade estava falando consideravelmente mais alto e eu, como sempre, estava disposto a segui-la.
Notas finais
Descobertas ai com esse POV do Tom não?!... kkkkk
Booom espero que vocês tenham gostado ^^
Nos vemos na "aula particular" do Tom minhas queridas *-*
Beeeijo ♥
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