Notas iniciais
AHHHHHHHHHHH chegueei *----*
Estava com saudades de vocês!
Nem vou ficar aqui me prolongando nas desculpas, mas mesmo assim peço-as pela demora.
Não esquecendo, quero dar as boas vindas a Emili Kimura e a dyeniffer, espero continuar as vendo por aqui ^^
Estou postando "cedo" pq hoje é sábado néãn, e vai ser dificil mais um tempo sozinha no pc pra fazer isso --'
Bom, sobre o cap...
É mesmo um POV do Tom *WEEEEEEE*
Eu consegui outra personalidade pra escrevê-lo kkkk
Gostei de escrever, e é o maior da fic até agora, acho que me empolguei na outra personalidade realmente UAUSH'
AHH eu me enganei qndo falei que a festa seria no Cap. 14, vai ser no 13 mesmo, só me toquei depois que vi o comentário de uma leitora (:
Vai marcar 14 pq tem o "AVISO", mas apenas ignorem...
Sem mais delongas,
Boa Leitura e qualquer errinho, perdoem-me ;)

Tom’s POV.

Depois que sairmos da casa do Bill e da Simone, fomos direto para a nossa. Pelo mínimo caminho Gordon não chegou a me questionar nada sobre como tinha sido por lá, mas o fez assim que entramos em casa e eu já estava jogado no sofá de qualquer jeito.

Ele terminava de trancar a porta quando começou:

- E então Tom, como foi?

Ainda estava viajando em pensamentos e não prestei atenção, só me tocando quando ele repetiu a mesma pergunta.

- Toooom, e ai?

- Oi, o que foi?

- Pelo visto foi ótimo, você nem tá me escutando menino!

Dei uma leve risada enquanto coçava distraidamente as tranças.

- Foi... mas podia ter sido mais proveitoso – falei meio sem ânimo me esparramando no sofá de uma vez só.

Dessa vez ele que deu risada. Veio até mim se sentando no sofá de dois lugares.

- Tom... – começou ele meio que escolhendo as palavras que deveria usar. Somente esperei – Eu e a Simone estamos...

- Namorando? – interrompi focando-o ainda caído no sofá.

- Ainda não... – ele sorriu demonstrando estar um pouco sem jeito – Mas... eu to realmente gostando dela, e acho que ela de mim – disse a última parte mais baixo, somente para si, entrando, imagino eu, em um pequeno conflito com seus pensamentos. Prosseguiu assim que notou um leve sorriso estampado no meu rosto – e eu andei pensando que ainda não tinha conversado com você sobre isso...

- Pai. – ergui um pouco o tronco visando encará-lo melhor – Conversar o que? – comecei meio risonho achando um tanto engraçado o fato de ele estar preocupado em me consultar. Claro, eu sabia por quê. Desde que minha mãe morreu, ele ainda não havia se envolvido com mais ninguém. Quer dizer, acho que por mim, ou sei lá, por achar que aquilo poderia me chatear, ou qualquer coisa do gênero. Mas o fato é que com a Simone as coisas estavam sendo diferentes, e, pra ele resolver vir conversar comigo, as coisas realmente deviam estar bem mais sérias do que eu sabia, ou imaginava. O que ele não tinha conhecimento era que eu não me importava que ele encontrasse outra pessoa. Pelo contrário, eu ficaria feliz por ele. – Eu também gosto muito da Simone. Quer dizer, ela é muito bacana e eu acho que você merece alguém especial – sorri encorajando-o.

Ele sorriu de volta, visivelmente aliviado.

- Mas, e você e o Bill? Vocês se tornariam...

- Meio-irmãos! Pai a gente nem ia ser irmão de verdade. – franzi o cenho em uma pequena careta. – E a Simone ia ser a minha... Madrasta-Sogra, ou Sogra-Madrasta – brinquei descontraído dando risada em seguida, fazendo-o acompanhar meu ato.

Gordon abaixou a cabeça coçando a nuca para depois ergue-la de volta me perguntando:

- Tom você tá mesmo...?

Ele nem terminou a pergunta e eu já sabia a que e quem ele se referia e somente concordei.

- To. – essa foi a minha vez de ficar meio sem jeito. Por mais que eu já tivesse aberto o jogo pro meu pai, ainda era meio estranho falar disso com ele. Confesso que nunca me imaginei passando por uma situação dessas. – Eu nunca passei por isso, ou senti isso antes. Sei lá. Nem sei o que aconteceu comigo.

Voltei meu olhar para outros cantos da sala. Ainda estava meio inseguro.

- Você se apaixonou. – Gordon me disse simples e eu admito, achei simplicidade demais mesmo.

Fiquei meio surpreso. Ainda não tinha parado pra pensar nas coisas desse jeito. Mas era a verdade, por mais que eu nem tivesse percebido. Eu estava apaixonado pelo Bill, e tudo que se referisse a ele. Quer dizer, eu não adorava só o beijo dele. Eu adorava o sorriso que ele acabava, mesmo tentando conter, deixando escapar pra mim, adorava os foras e o jeito irritadinho que ele falava comigo, adorava deixar ele vermelho de vergonha pelas coisas que eu fazia ou falava e essa talvez fosse a coisa que eu mais gostasse de fazer, depois de beijá-lo claro.

- É... – comecei depois de um tempo. – Eu me apaixonei – falei baixo pra mim mesmo.

Gordon sorria me observando. Me senti corar ao ser notado.

- É tão estranho. Eu ainda fico meio sem graça de falar isso com você. – disse voltando o olhar novamente para ele. Me reuni de coragem pra perguntar o que eu queria – Pai, você não se importa? Quer dizer, não fica chateado das coisas terem... Mudado um pouco de caminho...?

- Chateado por quê? Se você está feliz porque eu ficaria chateado? O que me importa é a sua felicidade, independente de com quem seja.

- Mesmo que seja com outro cara? – indaguei incerto.

- Mesmo que seja com outro cara... – sorriu completando – Mesmo que seja com o Bill.

Sorri de volta me sentindo totalmente confortável outra vez.

Ficamos um tempo em um silêncio cômodo, pensando cada qual com sua cabeça. Eu ainda estava meio nervoso e até surpreso com a minha mais recente descoberta. Pode parecer besteira, mas até então eu realmente não tinha certeza de nada e a todo o momento dúvidas pairavam sob minha cabeça fazendo com que eu sequer notasse que meus sentimentos tinham mudado. Ainda era novo sentir isso, mas só de ser com o Bill eu já me via gostando.

Gordon foi o primeiro a quebrar o silêncio se erguendo do sofá.

- Bom é melhor eu subir pra dormir, e você também porque amanhã nós dois temos que acordar cedo.

- É, tem razão... Vai indo, eu já vou subir também.

- Não demora viu, você tem aula. – disse se dirigindo as escadas.

- Tá, pode deixar. – antes que ele subisse chamei sua atenção novamente – Pai... Valeu pela força.

Ele sorriu de leve.

- É pra isso que eu to aqui. Boa noite, filho.

- Boa noite.

Dizendo isso subiu as escadas e desapareceu de vista me deixando sozinho na sala.

Não me demorei muito mais e, depois de beber qualquer coisa na cozinha, subi para o meu quarto também.

Fui direto para o banheiro e tomei um banho rápido e relaxante antes de deitar. Assim que o fiz adormeci quase que instantaneamente, exausto.

~~

Despertei no horário certo ­­­­dessa vez e não demorei muito me arrumando.

Gordon fazia o mesmo que eu andando pela casa de um lado para o outro procurando pelos seus pertences para ir pro trabalho.

Eu ainda terminava de tomar café da manhã até ouvir a campainha soar entrando direto nos meus ouvidos me incomodando profundamente. No geral não gosto de muitos barulhos pela manhã.

- Quem é? – questionou somente a voz do meu pai vindo de qualquer lugar da residência.

- Eu sei lá. – me levantei meio a contragosto com um copo de suco em mãos.

Abri a porta e me deparei com Georg e Gustav sorridentes demais levando-se em conta que ainda nem era nove e meia da manhã.

- Ooooi. – falaram em uníssono assim que fitei-os.

- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntei de imediato.

- Nossa que maneira mais acolhedora de cumprimentar seus melhores amigos. – começou Gustav fazendo uma falsa cara de ofensa.

- É Tom que horror, a gente nunca mais vem te buscar... – dessa vez foi Georg quem se pronunciou na mesma ironia usada pelo outro. Encostou-se ao batente da porta ajeitando a mochila às costas. Franzi o cenho desconfiado.

- Sem essa cara de falsa mágoa pra mim... – falei logo após dando risada retirando outra igual deles — Que história é essa, vocês nunca vieram me “buscar” – fiz aspas no ar ao pronunciar a última palavra.

- Pra tudo tem uma primeira vez. – sorriu Georg.

Se tinha uma coisa que eles não conseguiam, era ser convincentes quando fingiam querer alguma coisa, quando na verdade queriam outra.

- Desembucha. – falei fazendo um gesto com a mão, e tomando um gole de suco que estava na outra.

- Ah olá meninos... – abri espaço para que Gordon passasse me distraindo e assim dando abertura para que Gustav roubasse o copo de suco da minha mão. Fuzilei-o com o olhar enquanto ele somente acabava com o conteúdo presente ali.

- E ai Gordon...

- Vieram buscar o Tom hoje? – indagou enquanto já se encaminhava para seu carro, abrindo a porta do mesmo desligando o alarme.

- Pois é, mas o seu filho é um tantinho... ranzinza. – brincou Georg recebendo um tapa na cabeça depois disso.

Gordon somente deu risada e disse se despedindo:

- Não demorem, Tom já tá quase na hora. Tchau pra vocês eu to indo... Tchau filho.

- Tchau pai. – terminei acenando de volta, Georg e Gustav fazendo o mesmo.

- Bom, acho que seu pai tá certo, é hora de ir. – anunciou o de óculos me devolvendo com a maior naturalidade o copo que continha o meu suco.

- Mas você é cara de pau né... – peguei o copo e me virei, deixando a porta aberta e entrando em casa para pegar minhas coisas.

- Estamos ai! – gritou fingindo bater continência pra mim.

Peguei minha mochila, coloquei no bolso o celular, e com as chaves voltei pra porta, fechando-a á minhas costas sendo observado pelos dois que ainda sorriam.

- Decididamente vocês estão estranhos.

Eles nada disseram, somente sorriram outra vez começando a andar junto comigo.

Não pude evitar olhar para a casa vizinha ao passar na frente. Ainda imaginava ver o Bill saindo, afinal ele também saía mais ou menos no mesmo horário que eu. Talvez ele nem fosse, sei lá, mas eu ainda assim me dispersei um pouco olhando. O que, posso dizer, deve ter chamado a atenção dos dois ao meu lado, que imediatamente se pronunciaram.

- Tomito, Tomito... Você não tem nada pra contar pra gente não? – começou Georg em uma falsa displicência.

-... Não. O que eu teria pra contar? – respondi ainda sem olhá-los mantendo distraidamente a atenção na rua.

- Ahn, você que sabe né... Quem vai falar é você não a gente. – disse Gustav.

- O que vocês estão querendo hein? Eu sabia que vocês estavam cheios de segundas intenções vindo me buscar. – falei acusatório.

Olharam um para o outro, talvez em busca de um jeito de me abordar. Eu estava estranhando muito tudo aquilo, mas, não sei por que, já estava imaginando algumas coisas.

- Quem vai ser o corajoso? – ergui umas das sobrancelhas mirando os dois, um de cada lado.

Depois de um tempo calados, Georg decidiu começar. Pra falar a verdade eu não sabia se queria que eles começassem.

- Tom na moral, você anda meio estranho.

- Estranho como?

- Aéreo, distante e às vezes você faz uma cara meio... – o mesmo calou-se, talvez por falta de uma boa palavra, que logo foi encontrada pelo Gustav.

- Apaixonada – completou rápido.

- Hã? Eu nem sabia que tinha cara pra isso! – Puta que pariu. Acho que eu acabei deixando transparecer demais. Não que não pretendesse contar um dia quem sabe pra eles, mas decididamente não achava que o momento era aquele. Quer dizer, eu tinha acabado de colocar os meus pensamentos em ordem, e parece que eles já estavam adivinhando que hoje eu me encontrava menos confuso que ontem pelo menos e sendo assim, mais certo do que eu poderia ou não falar.

- Mas tem. E é a que você fica às vezes. – disse Gustav ainda.

- Mas... vocês dois enlouqueceram mesmo né? – Negar. Essa seria a minha tática? Negar até a morte?

- Tom fala sério... se você tá querendo alguma gata, fala que a gente te ajuda a conquistar ela na boa. – sorriu encorajador.

- Eu não to... da onde vocês tiraram isso? – aquilo já estava ficando desesperador. Como você confessa que tá apaixonado por outro cara?

- Entramos em comum acordo, e a gente tem certeza que você tá escondendo alguma coisa! – falou Georg.

- Claro que não! Não viaja.

- Tom, se abre. – dessa vez quem veio com o sorrisinho animador foi ele.

- Parem com isso vocês dois! – falei em um tom mais forte na intenção de pará-los, mas pelo visto eles não estavam dispostos a isso.

- Eu falei que essa abordagem não ia funcionar – falou Gustav meio que ignorando a minha presença pra se comunicar com Georg do meu outro lado.

- Aquela é muito forte Gust, não vai rolar...

- Você quer o que? É melhor que a gente seja direto.

- Eu sei, mas...

- Ow eu to aqui! Tem como vocês pararem de agir como se eu não estivesse?

Os dois me olharam parando imediatamente de falar.

Mas o que eles estavam planejando, uma missão impossível? Já imagino quantas horas eles passaram conversando sobre o assunto, ou até mesmo possíveis maneiras de conversar comigo.

Gustav postou-se na minha frente, nos parando no meio do caminho e me segurando pelos ombros, me olhando atentamente.

- Tom você está gostando de outro cara?

- O que?! – fiquei pasmo naquele exato momento e nem disse mais nada, somente observei outro conflito entre os dois que, mais uma vez, agiam como se eu não estivesse ali.

- GUSTAV! Mas não era pra ter perguntado isso...

- Fica quieto, eu disse que ia ser específico.

- Isso não é pergunta que se faça!

- Eu to falando com o moleque, cala a boca...

Ambos pararam de discutir notando que eu ainda não tinha dado mais nenhum sinal de vida e me encararam. Engoli em seco, e acho que foi o suficiente para que tivessem a constatação. Nem ao menos precisei de palavras pra confirmar.

- AHH meu Deus Tom, é sério? – Georg foi o primeiro a me perguntar. Senti vontade de sair correndo e me enfiar em qualquer buraco da rua.

Gustav olhou pra mim depois para Georg, repetindo esse ato algumas vezes antes de se pronunciar.

- Eu sabia! – sorriu ele me fitando.

- Nossa, eu andava tão gay assim?

- Ih, tava demais viu Tom, sem querer falar nada... – brincou Georg me relaxando um pouco mais.

- Ah cala a boca. – falei risonho arrancando uma gargalhada dos dois – A gente precisa mesmo ficar parado no meio da calçada falando sobre isso? – perguntei me tocando que ainda nos encontrávamos estáticos no mesmo lugar desde que Gustav havia feito à pergunta.

- Ah é verdade. – concordaram voltando nós três a andar.

- Não é nada disso não Tom, é que ultimamente você andava... comentando um pouco mais sobre o Bill do que o normal. – explicou o de óculos me fazendo parar pra pensar. Mas será possível que eles andaram fazendo investigações sobre minha vida?

- Bill? – automaticamente repeti seu nome, na tentativa de esquivar-me.

- E não é ele não...? – questionou Georg com uma voz irônica cruzando os braços enquanto me mirava.

Mais uma vez fiquei mudo. Como se já não fosse difícil suficiente falar daquilo com o meu pai, ainda tinha que falar com meus melhores amigos. A coisa realmente andava tomando proporções mais sérias.

- É... Tá. – falei desejando parecer simples.

Encararam-se sorrindo de lado.

- O que é, pode parar com essas caras de cúmplices, vocês dois... E posso saber de onde vocês tiraram essas... dúvidas? Vocês não têm mais o que fazer do que ficar investigando a minha vida? – questionei, ainda que tentasse parecer mais sério, meio divertido.

- É importante contar as coisas pros amigos né Tom! — começou Gustav sarcástico.

- Importante é esperar o amigo contar né — conclui no mesmo tom dele e até mesmo o meu anterior.

- Só quando o amigo pretende um dia, quem sabe, contar! – dessa vez Georg disse, acabando por nos fazer rir.

Depois de uma pequena pausa perguntei:

- Vocês não acham isso meio... sei lá... estranho? – era algo que ainda circulava na minha cabeça, por mais descontraídos que nós estivéssemos.

Georg foi o primeiro a falar.

- É... Estranho é né... mas, cada um beija quem quer.

- Georg!

- O que foi?!

Dei risada. Só eles mesmos pra conseguiam tornar um momento tenso como aquele... Engraçado.

- Tá chega, agora será que tem que como a gente parar de falar da minha sexualidade, por favor.

- Ahhh Tom, qual é, tava legal – divertiu-se Georg.

- Cala a boca moleque — concluiu ainda dando risada e dando, pela segunda vez, um tapa na cabeça dele.

Continuamos andando, mas eu ainda estava meio paralisado com os atuais acontecimentos. Continuava me perguntando como, ou porque eles pensaram isso, já vi que tinha surgido mais alguma coisa pra me tirar o sono.

Perguntei depois de um tempo sem dizer nada.

- Por que vocês resolveram vir me perguntar isso hoje?

- O Gustav que tava todo cheio de planos pra falar com você... Falei pra ele que a gente devia tentar uma abordagem simples e objetiva.

- É, e a sua foi extremamente objetiva né não... – riu-se Gustav sendo acompanhado por mim que completei a frase.

- “Tomito, Tomito, você não tem nada pra contar pra gente não?” Ahhh Gê cala a boca né. – demos boas gargalhadas no pequeno caminho que restava até a escola.

- Ah nada a ver, o Gustav foi ótimo também perguntando na lata se você tava gostando de um cara...

~~

Chegamos á escola ainda conversando e pelo caminho fui lembrado do nosso compromisso esse final de semana, que por sinal eu já havia esquecido. Foi só ai que me recordei da festa que eu ia dar em casa. O que é extremamente estranho mesmo, visto que a própria era minha.

- Nossa eu tinha me esquecido dessa festa. – comecei enquanto avançávamos pelos portões da entrada da escola.

- Eita tá ruim ai hein... – disse Gustav irônico.

- Porra Tom, como você pode ter esquecido a sua própria festa? – indagou Georg incrédulo.

- Esquecendo oras... – falei simplesmente.

- Meu, é o teu aniversário.

- Não é meu aniversário, vocês sabem que é só semana que vem... Eu nem pensei nisso quando marquei.

- O que não impediu necessariamente o Georg de falar pra algumas pessoas levarem presente. – riu-se o loiro me fazendo fuzilar o outro com o olhar.

- Mas você não presta mesmo né.

Dei uma breve risada.

Lembrei-me imediatamente de algo que ainda estava me esquecendo de fazer. Falei alto assustando os dois e os fazendo parar no meio do corredor.

- O Bill!

- O que tem o Bill, homem?

- Eu tenho que convidar ele... – falei meio distante olhando ao redor pelos corredores tentando encontrar um magrelo de cabelos longos no meio daquelas pessoas.

- Você ainda não convidou besta? – indignou-se Gustav.

Fiz uma cara óbvia pra ele e voltamos a andar.

- Aquele ali não é o amigo dele? – apontou Georg para um garoto de cabelos pretos que andava distraído olhando pro seu celular.

- É... acho que sim.

Chegamos mais perto parando a sua frente.

- Daniel?

Imediatamente ele ergueu o olhar encontrando o meu e de repente pareceu extremamente tenso.

- Ahn... Oi Tom.

Sorri simpático.

- Você viu o Bill por ai? – perguntei tentando manter imparcialidade.

- Ah ele não veio hoje, e eu nem sei por quê.

- Hum... – olhei pro Gê e o Gust do meu lado que deram um sorriso meio que incentivador. –Eu não sei se você sabe, eu vou dar uma festa na minha casa esse Sábado, e eu queria que vocês fossem. Eu ia falar com o Bill, mas ele... não veio.

Ele continuou parado me olhando, posso dizer meio estático, e nada disse. Continuei:

- Eu sei que tá meio em cima da hora, mas é que eu mesmo esqueci da festa.

- É, estamos de prova.

- Se não fosse a gente o pessoal ia chegar lá e dar e cara com o Tom de pijama – brincou Gustav arrancando uma pequena risada nossa e até do Daniel, que depois voltou a me focar.

- Claro... A gente vai sim. – começou a sorrir abertamente agora.

Fiz o mesmo concordando com a cabeça.

- Ótimo. Então eu espero vocês lá. – dei uma piscadela quase que involuntária, de tanto que eu fazia isso. Não sei por que senti-o estremecer com isso.

- Tá.

- Bom a gente tem que ir pra aula... – terminei me despedindo.

- É eu também... Tchau. – falou Daniel já se virando para ir embora, mas eu ainda lhe chamei a atenção.

- Daniel! – ele virou o corpo para trás – Ás nove. – fez uma cara meio confusa – A festa. – completei.

- Ah sim... – sorriu e se afastou de vez.

Georg, Gustav e eu também prosseguimos nosso caminho, para o lado oposto, e eu já comecei a sentir no fundo que aquela festa seria muito mais interessante do que eu imaginava.

Notas finais
E aaaai?
Tom descobriu que tá apaixonado, Gê e Gust também kkkk
Confesso que eu ri enquanto escrevia aquela conversinha deles AUSHAUSHS'
Como vocês já devem ter reparado eles não aparecem muuuito na estória, mas como é POV do Bill, é meio difícil colocá-los, visto que eles não são amigos O.o
Mas quando tiver Tonzão na área, eu prometo mais aparições desses LINDOS *-*
Beeeijos e até a festaa ♥